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sábado, 2 de fevereiro de 2013

O Processo

                              


Não sei o que se passa na cabeça das pessoas, principalmente quando querem brigar, discutir ou simplesmente tirar satisfação com alguém que gosta muito de animais e tem muitos deles.
Tenho um vizinho afetadinho, nervosinho e chatinho que cismou com meus gatos e o carro de seu irmão. A gazelinha saltitante nervosinha mora junto com o irmão e outros familiares.
O motivo da cisma, segundo a gazela, é que meus gatos, apenas e tão somente meus gatos, arranharam a pintura todinha do carro do irmão e por isso vai me processar para me fazer pagar o concerto do automóvel possante do irmão.
Mesmo? E vai provar como que foram meus gatos? Vai tirar a impressão digital deles? Ou seria impressão "patal"? Será que um exame de DNA resolveria o problema?
Toda a vizinhança tem gatos e os vizinhos da frente, que são irmãos, têm uns seis gatos juntos e eu sou a culpada, ou melhor, meus gatos.
Conversei com um advogado, amigo meu, e ele me disse para ficar tranquila. Sou responsável pelos meus gatos, mas não posso controlar o instinto animal, principalmente a inerente curiosidade felina.
Veremos o embate final: Gazela Saltitante X Gatos Curiosos.
Façam suas apostas.
É isso.

                               

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Sem pé nem cabeça







Conversava com uma pessoa amiga e falávamos sobre livros, filmes, personagens da ficção e da vida real. Até então nada demais, apenas um bate-papo metido a intelectual.
Mas acontece que essa pessoa tem uma inteligência e uma sagacidade invejáveis. Ela "saca" na hora e fala na "lata" o que pensa, o que acha, que isso, que aquilo...É meio o "advogado do diabo".
Caramba! Às vezes a gente só quer conversar, desabafar e encontrar apoio, mas ocorre exatamente o contrário! Penso que, só pelo fato de procurar alguém para conversar, desabafar e confidenciar nossas agruras é sinal de que confiamos nesse alguém.
Todos estamos intitulados a opinar, criticar, concordar, descordar etc e tal, mas acontece que  nos esquecemos que não somos perfeitos e que temos problemas também! Então o filho duma mãe vai procurar um ombro e ouvidos amigos e o que leva? Uma crítica desarmante, angustiante, frustrante. A gente sai pior do que chegou.
Então, o melhor a fazer é tratar apenas de amenidades, de coisas do "dia a dia do cotidiano", como diz um pseudo músico. Tem gosto pra tudo.
Bom...
Vi numa placa de caminhão uma frase engraçadinha, mas que se analisarmos semanticamente, faz sentido: "Todo mundo vê as pingas que eu bebo, mas ninguém vê os tombos que eu levo". 
Crítica, crítica e mais crítica. Como se fôssemos os únicos culpados de tudo e por tudo. Sim, temos nossa parcela de culpa; queremos ser prestativos, bonzinhos, colocamos panos quentes, não queremos ver os erros e defeitos, achamos que aquilo é passageiro, que vai mudar, ser diferente...
Bom, de uma coisa eu sei: "Na vida tudo é passageiro, menos o motorista e o cobrador". Isso é fato.
Mas incidimos no erro. Continuamos acreditando que vai mudar, que daqui pra frente tudo vai ser diferente, você vai aprender a ser gente. Desculpa aí RC, não pude resistir.
Bom, isso é só um desabafo meio sem pé nem cabeça. "Sei lá, entende?" Como diria Patropi, personagem humorística meio sem noção e mais perdido que pijama em lua de mel.
Se fiquei esperando meu amor passar... Grande Renato Russo.
Já passou e eu não vi. Devo ter perdido a hora. 


"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."
Clarice Lispector.