Mostrando postagens com marcador Goiânia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Goiânia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Guiana

                                 Resultado de imagem para sandra annenberg imagens engraçadas

Assistia ao Jornal Hoje e estranhei quando Sandra Annenberg pronunciou "Gu - i - a - na". Não deveria ser Guiana? Por que ela disse Gu- iana?
Aprendemos na escola sobre os encontros consonantais e sua pronúncia, por exemplo: Foguete, formigueiro, guerra, guia...
Não pronunciamos "fo-gu-e-te, for-mi-gu-i-e-i-ro".
É sabido que Sandra Annenberg adora inventar, enfeitar, dramatizar e exagerar na pronúncia das palavras ao ler as notícias, mas acho que dessa vez ela se superou.
A reportagem falava sobre um rapaz de Gana que queria ir para Guiana, mas acabou indo para Goiânia. Tudo por conta dos sons parecidos dos nomes dos locais e da pronúncia do estrangeiro. Creio também que houve uma certa preguiça e má vontade da pessoa que o atendeu e lhe vendeu a passagem.
Bom...
Fiquei com o "gu-iana" de Sandra Annenberg na cabeça.
É isso. 


                                            Resultado de imagem para guiana


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Abafa Peido

                                           


É um cobertor fininho, feito com materiais simples.                                             
As cores também são simples, geralmente cinzentos com mesclas azuis ou vermelhas e trazem duas listras largas nas cores cinza e azul ou cinza e vermelha.
São cobertores de textura fina e que não protegem muito contra o frio da terra da garoa.
Esse cobertor simples era peça obrigatória no guarda roupa dos nordestinos recém chegados a São Paulo. 
Sempre ouviam falar do frio paulistano e pensavam que o abafa peido seria suficiente para aquecê-los, mas mamãe os alertava: "Meu filho, e lhe aconselho a comprar um cobertor mais grosso, viu? Pois aqui em São Paulo faz muito frio".
Achavam que mamãe estava exagerando,
Chegavam os meses de junho e julho e com eles chegava o inverno. Os teimosos nordestinos da bela terra do frevo iriam sentir na pele o frio da bela terra da garoa.
Pegavam seus abafa peido e se enrolavam da cabeça aos pés; pareciam salsichas cinzentas.
Outros mais friorentos encolhiam-se em posição fetal tentando aproveitar o máximo do pouco calor do cobertor. 
Mamãe sabia por experiência própria que o abafa peido não era páreo para o inverno paulistano, pois trouxera consigo um velho cobertor que fora de Paipreto e agora era do meu irmão Rogério.
Mamãe tinha dificuldades em convencer meu irmão a dormir com outro cobertor; o abafa peido era a lembrança, o carinho e a presença de nosso avô.
Não sabemos de onde nem como surgiu o nome abafa peido, sabemos apenas que o cobertorzinho cinzento é bem aconchegante.
Fiquei sabendo que o pessoal de Goiânia chama o abafa peido de "esquenta negrinho".