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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O Retorno da Moda

                                           

Assim como a vida, a moda é cíclica. Eu sei.
Infelizmente.
Tem coisa que deveria ficar no passado, para todo o sempre. Amém.
Assisto televisão e vejo que muitas apresentadoras, jornalistas etc e tal usam calças boca de sino. Jesus!
É mais um capítulo da minha implicância com a moda e os modismos. Desculpa aí.
As calças boca de sino foram sucesso nos anos 70 e os anos setenta já se foram há quarenta anos. Não é melhor só lembrar do passado, sem precisar trazê-lo de volta? Principalmente no quesito moda.
Fui à cabeleireira, ou hair stylist, se preferir e folheava revistas enquanto aguardava. Assustei-me com a suposta tendência de moda para cabelos para a primavera/verão 2013. Nossa Senhora!
Cabelos volumosos, crespos, frisados. Será o fim da chapinha e dos alisamentos químicos? Oh céus!
Se assim for, estou na moda, estou in. Quando me levanto de manhã assusto até meus gatos, tadinhos, que devem pensar que sou algum leão perdido e com a juba desgrenhada.
Meus cabelos eram cacheados mas com a Acromegalia estão muito mais secos e quebradiços. Vários acromegálicos reclamam e comentam sobre isso.
Aliás, nunca entendi o que é tendência e o que ela significa no e para o mundinho fashion. Vejo desfiles pela TV e me pergunto se alguém vai usar aquelas coisas. Se eu sair na rua vestida com aquelas aberrações "modísticas", vão achar que estou maluca. Na boa.
Bom, isso porque sou pobre, se eu fosse rica diriam que sou antenada.
Sim,
A moda dos anos 70 marcaram época com calças bocas de sino, cabelões volumosos, batas e sapatos cavalo de aço.
Os anos 80 trouxeram exageros coloridíssimos, maquiagem exagerada, cabelões repicados, frisados (frizado? Frizz/Frizzy Hair) e com permanente, ombreiras e roupas com corte quadrado, basta assistir ao Globo de Ouro no Canal Viva e entenderão sobre o que estou falando.
Até os homens aderiram à moda colorida dos ternos; eram homens vestidos em ternos roxos, vinho, azulão... Um horror!
Pessoas usando calça roxa com blusa amarela, sandália verde, brincos azuis...
Usei o lilás com branco, mais discreto.
Aliás, nunca gostei de chamar a atenção e nem preciso e nunca precisei fazer isso; meu quase 1.80m somados aos meus quase cem quilos e à minha cara acromegálica já são chamativos o suficiente.
Sempre fui muito discreta e me mantive longe dos modismos e usava e ainda uso cores sóbrias e tradicionais: preto, branco e azul. Às vezes uso um colorido, mas é só às vezes.
Sei lá. Como disse o maluco do Supla: "Gosto não se discute, se lamenta"
É isso.






sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Paixão

                                                                                     


Paixão é sofrimento. 
Temos a Paixão de Cristo; temos crimes passionais, paixonites agudas, frases "amo de paixão" e um sem fim de sentimentos fortes, tensos, intensos, sofridos.
"Mas o que é o sofrer para mim que estou jurado a morrer de amor..." Djavan.
Assistia à final do Brasileirão 2011, Palmeiras x Corinthians....Vai Curinthia!!!!. 
Desculpe.
Bom, assistia ao jogo e aos comentários tecidos por Casagrande e Cleber Machado e lembrei que na minha adolescência fui apaixonada pelo Casagrande. Walter Casagrande Junior.
Sabia o nome completo dele, recortava fotos dos jornais e não perdia os programas esportivos, principalmente o Globo Esporte, só para ver as entrevistas com o objeto do meu desejo.
Fui e sou apaixonada por Marcelo Tas e Lobão. Amo suas mentes brilhantes e inquietas.
Adorava assistir à programação infantil da TV Cultura para ver Marcelo Tas dizer: "Olá, Classe" e " 'Porque sim' não é resposta". Achava uma gracinha sua voz marcante e um tanto quanto esganiçada.
Achava Lobão meio maluco, rebelde, radical, inteligente e fingia concordar com um professor que dizia: "Lobão não passa de um maconheiro". Ele dizia outras coisas também, mas melhor mantermos a discrição.
Eu fingia concordar com o professor porque ele era advogado, era um senhor "pai de neto", como dizia mamãe e eu tinha que manter minha normalidade e minhas notas. Desculpa aí, Lobão.
Fui apaixonada também pelo ex goleiro Leão, o Penélope Charmosa de belas pernas. O leão era um gato!
Outra paixonite futebolística foi o ex goleiro Zetti; muito gato também.
E além do futebol tive paixões do vôlei e do basquete. Sou uma pessoa que adora esporte.
E por falar em futebol...
Não entendo os nomes das posições dos jogadores: zaga, lateral direito, líbero, atacante;
não entendo pequena área, grande área, impedimento... Minha irmã Rosi entende pra caramba!
Eu não.
Para mim são dois goleiros e mais dez homens de cada lado adversário correndo atrás da bola e tentando chutá-la em direção ao gol. 
A bola entrou, balançou a rede, é gol. Pronto. Simples assim.
E melhor, claro, quando é a bola do Corinthians que balança a rede.
Futebol também é paixão.
Então é isso.
Revelo aqui algumas das minhas maiores paixões. 
Eu nunca fui disso; será que é o Espírito Natalino? 


Lobão
Marcelo Tas
Casagrande