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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Certas Coisas

                               


É uma das canções de Lulu Santos que mais gosto.
Lembro que era tema de uma personagem da novela das sete e, se não me engano, a novela era "Vereda Tropical".
Mas eu lembrei da música porque estava pensando em algumas coisas, em algumas certas coisas que eu não sei dizer. Talvez o saiba, mas acho melhor não dizer.
Sei lá, entende?
Dizem os evoluídos que a vida é cíclica, tudo é retornável, reciclável, e não apenas garrafas de refrigerante e cerveja.
Bom...
Interessante como mudamos, apesar de que quando vivemos o momento, as situações e as coisas tão intensamente, nos recusamos terminantemente a acreditar e a aceitar que as coisas mudam e que nós mudamos também.
Éramos tão jovens e acreditávamos que podíamos mudar o mundo, que nossos sentimentos seriam eternos, que nossas ideologias eram as mais corretas, que tudo seria para sempre.
Meio doido isso.
Crescemos, amadurecemos, envelhecemos e vemos nossas paixões que um dia foram tão intensas e avassaladoras seguindo outro rumo, acabando, mudando... O que parecia nunca ter fim, teve. Acabou.
Passa o tempo e lembramos com saudosismo aquilo que passou, aquilo que foi, aquilo que deveria ter sido mas não foi. Já passou.
Mais eis que de repente e por algum motivo que escapa ao nosso entendimento e normalidade, essas paixões voltam, ou tentam voltar. Tarde demais. Não adianta desenterrar os fantasmas de nossas desilusões, são apenas fantasmas daquilo que quiséramos tanto. Estão agora mortos e enterrados e apenas lembrados com saudade. Ilusões perdidas.
Mortos não voltam, não ressuscitam, ficam vivos apenas na memória e na saudade.
Não dá para ressuscitar aquilo que morreu, se tentarmos fazer isso, criaremos monstros de Frankeinstein que não estão vivos nem mortos, apenas estão.
Monstros de nossa criação que nos perseguirão até o fim.
Não, não. Quero isso não. Deixa quieto. Deixa pra lá.
A vida segue e novas paixões surgirão; com suas alegrias, medos, inseguranças, esperança...
Minhas paixões de agora são meu trabalho, meus livros, meus gatos e, principalmente, ter minha boa e velha de saúde de volta para poder viver intensamente todas elas. Minha eterna paixão foi, é e sempre será o Corinthians.
Eu quero ver todo mundo bem.
Eu quero ficar e estar bem.
O tempo das paixões impetuosas já passou e agora estou "véia" para isso.
Agora é tempo de paixões mais normais, reais, alcançáveis.
Agora é tempo de ir ao pet shop comprar mais ração para minhas oito paixões que ficam mais famintas no tempo frio; comem igual a tigres e leões.
Têm certas coisas que eu sei dizer.
É isso.


                                   





quinta-feira, 18 de abril de 2013

Ímpeto e Paixão

                              


Tomei uma decisão que não sei se deveria, na verdade, aceitei uma proposta que não sei se deveria.
Tenho muita vontade de ser "normal" no sentido físico-funcional do meu corpo acromegálico; minha mente é ágil, esperta e bem alimentada com muitas leituras de bons livros, jornais e revistas, mas meu corpo deforma-se lentamente e dolorosamente com os malefícios da Acromegalia.
Minha mente e meu corpo não estão no mesmo compasso.
Tempestade, ímpeto e paixão. Sturm und Drang.
É isso.


                                                           



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Perdidos

                                     

Estava na casa da minha tia Antônia em Buíque, Pernambuco.
A tia riscava moldes de roupa que seriam costuradas a seguir, a tia é ótima costureira.
Mamãe sai do banho e tia Antônia a chama: "Marlene, minha irmã, tu sabe quem se perdeu-se?"
"Sei não, minha irmã. Quem foi? Diga!"
"Foi a filha de fulana. Perdeu-se mais o namorado faz é tempo, visse? E não é de hoje não, já faz tempo que ela não é mais moça"
"E como tu soubesse, Antônia?"
"A mãe me ligou e me contou. Quando eu soube, chega me deu um baque do coração. Meu Cristo!".
E as duas conversavam...
Entrei na conversa, era "inguinórança" demais!
Disse: "Como eles se perderam? Tomaram o ônibus errado? E por que ela não é mais moça? Por acaso virou menino?! E o que é que tem demais? Vão casar mesmo, já compraram os móveis, já marcaram a data do casamento. Vocês duas estão velhas e ultrapassadas!"
Vixe!
Levei broncas de mamãe e de tia Antônia e por pouco não levo uns tapas.
E o sermão prosseguia defendendo a tese de que as pessoas devem segurar o fogo da paixão e esperar até o dia do casamento, que isso, que aquilo.
Curioso, as moças devem manter-se castas, mas os rapazes podem pegar geral!
Direitos iguais ontem, hoje e sempre!
Abaixo a "inguinórança" machista!
É isso.


                                     
                                    

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Paixão

                                                                                     


Paixão é sofrimento. 
Temos a Paixão de Cristo; temos crimes passionais, paixonites agudas, frases "amo de paixão" e um sem fim de sentimentos fortes, tensos, intensos, sofridos.
"Mas o que é o sofrer para mim que estou jurado a morrer de amor..." Djavan.
Assistia à final do Brasileirão 2011, Palmeiras x Corinthians....Vai Curinthia!!!!. 
Desculpe.
Bom, assistia ao jogo e aos comentários tecidos por Casagrande e Cleber Machado e lembrei que na minha adolescência fui apaixonada pelo Casagrande. Walter Casagrande Junior.
Sabia o nome completo dele, recortava fotos dos jornais e não perdia os programas esportivos, principalmente o Globo Esporte, só para ver as entrevistas com o objeto do meu desejo.
Fui e sou apaixonada por Marcelo Tas e Lobão. Amo suas mentes brilhantes e inquietas.
Adorava assistir à programação infantil da TV Cultura para ver Marcelo Tas dizer: "Olá, Classe" e " 'Porque sim' não é resposta". Achava uma gracinha sua voz marcante e um tanto quanto esganiçada.
Achava Lobão meio maluco, rebelde, radical, inteligente e fingia concordar com um professor que dizia: "Lobão não passa de um maconheiro". Ele dizia outras coisas também, mas melhor mantermos a discrição.
Eu fingia concordar com o professor porque ele era advogado, era um senhor "pai de neto", como dizia mamãe e eu tinha que manter minha normalidade e minhas notas. Desculpa aí, Lobão.
Fui apaixonada também pelo ex goleiro Leão, o Penélope Charmosa de belas pernas. O leão era um gato!
Outra paixonite futebolística foi o ex goleiro Zetti; muito gato também.
E além do futebol tive paixões do vôlei e do basquete. Sou uma pessoa que adora esporte.
E por falar em futebol...
Não entendo os nomes das posições dos jogadores: zaga, lateral direito, líbero, atacante;
não entendo pequena área, grande área, impedimento... Minha irmã Rosi entende pra caramba!
Eu não.
Para mim são dois goleiros e mais dez homens de cada lado adversário correndo atrás da bola e tentando chutá-la em direção ao gol. 
A bola entrou, balançou a rede, é gol. Pronto. Simples assim.
E melhor, claro, quando é a bola do Corinthians que balança a rede.
Futebol também é paixão.
Então é isso.
Revelo aqui algumas das minhas maiores paixões. 
Eu nunca fui disso; será que é o Espírito Natalino? 


Lobão
Marcelo Tas
Casagrande