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domingo, 23 de fevereiro de 2014

O Vermelho e o Negro

                                  


Arrumei uma parte dos livros da pequena estante; o resto está empilhado pelo rack, pelo chão, pela casa. São muitos livros e eu adoro; são minha paixão.
Separei um saco plástico de lixo para juntar papelada velha e outras coisas que vamos acumulando no decorrer do caminho e um dia nos apercebemos que não precisamos de tudo aquilo; o melhor a fazer é reciclar.
Os gatos adoraram o saco plástico e ficaram num entra e sai de artes e brincadeiras.
Organizo os livros de Literatura Clássica, meus favoritos, e deparo-me com "O Vermelho e o Negro", de Stendhal. Não sei porque, mas meus pensamentos seguiram um turbilhão de cores, de tempo, espaço, História...
O vermelho e o negro trouxeram memórias brancas, negras, vermelhas...
De repente peguei-me pensando e tentando entender a relação entre cor, mitos e preconceito perpetrada pelas pessoas. Explico.
A grande maioria da pessoas ignorantes e preconceituosas, infelizmente, não gosta de animais pretos, principalmente gatos, porque estes "dariam" má sorte. Que estupidez!
Então, se isso fosse verdade, todas as outras criaturas de cor negra também "dariam" má sorte? Incluindo criaturas humanas? Alguém parou para pensar nisso?! Em quão é tolo atribuir supostos poderes negativos a seres inocentes que não têm culpa de ser como são?!
Lembrei de que quando era criança ouvia muito os adultos proferir absurdos contra negros, judeus, ciganos, índios... Até homens que vestiam camisas estampadas e tocavam violão eram tidos como vagabundos e mal elementos.
Ouvia muitas coisas horríveis como: "Negros não devem vestir vermelho. Negro adora vestir branco. Ver um negro vestido todo de branco é sinal de chuva... Negro do beiço roxo. Preto retinto. Isso é trabalho de preto. Não é bom ver uma pessoa negra no primeiro dia do ano..." 
Mamãe contava que a pequena cidade onde morava parou para ver o casamento da sua irmã, a tia Antonia, com um rapaz negro. A igrejinha ficou lotada mais por curiosos do que por convidados e alguém soltou essa pérola quando os noivos estavam no altar: "A mosca no leite"... Mas o pai dessa moça tão alva permitiu o casamento dela com um negro?!"
E hoje, graças a Deus, a família é bem mista e tem gente de toda cor!
"Todo cigano é ladrão e trapaceiro".
"Judeus são maus, eles judiaram de Jesus".
Bom, Jesus foi um carpinteiro judeu!
"Todo nordestino vem pra São Paulo pra trabalhar na construção civil ou ser porteiro de prédio".
Sou nordestina com muito orgulho!
São frases preconceituosas que foram ditas em épocas remotas e que continuam sendo ditas, usadas e perpetradas por ignorantes, preconceituosos e tolos.
A cor da pele de uma pessoa, sua religião, sua opção sexual ou seja lá o que for não definem caráter! 
Hoje existem leis e a Sociedade está mais evoluída, será? Mas ainda acontecem atrocidades, ataques e violência contra negros, judeus, gays, nordestinos e os chamado de "minoria".
Minoria por quê?!
Estamos em pleno século XXI (21), vivemos a era da comunicação frenética com os inúmeros Gadgets que nos possibilitam conectar com o resto do mundo em tempo real e mesmo assim carregamos o pior de nossa essência humana: a boçalidade. 
Queremos destruir aquilo que não conhecemos porque temos medo e não somos tão fortes quanto pensamos.
Seria tão bom se usássemos o poder da comunicação para comunicar uns aos outros que somos apenas humanos, demasiado humanos, e isso independe da cor da nossa pele, da nossa religião, do nosso sotaque, de qualquer coisa.
Curioso como um livro pode gerar tanto pensamento, tanto questionamento e tanta dúvida.
O poder dos livros. O poder das palavras.
É isso.



                                       

                                      



sábado, 4 de janeiro de 2014

Inferno

                                     


"O inferno é aqui...", diz uma canção de Lulu Santos, "A Cura".
"O inferno são os outros", disse Jean-Paul Sartre, filósofo francês.
"O inferno são meus vizinhos", digo eu, essa humilde pessoa que vos fala/escreve.
"Gentalha, gentalha, gentalha", diz a personagem Kiko do ultra repetido Chaves.
Bom...
Limpo a estante, tiro o pó dos livros, folheio páginas aleatoriamente e deparo-me com frases e textos que representam bem aquele momento.
Sou meio egoísta, (99.99% egoísta, é verdade), não gosto de doar ou emprestar meus livros, principalmente os grandes clássicos da Literatura, meus favoritos. Mas até que de vez em quando doo alguns poucos best-sellers que estão ou estiveram na moda.
Não sou muito afeita a best sellers, depende muito do texto, da trama, do autor...
É difícil viajar nas páginas dos livros com esse barulho infernal, esse tum tum do cão.
Vou fazer um suco gelado, o calor está demais, e tentar concluir minha limpeza. 
Bem que podia ter uma apagão agora!
É isso.




                                    


                                 





sábado, 2 de fevereiro de 2013

Leitura

                         


Terminei de ler mais um livro da série "Diário de um banana", o de cor vermelha. Comprei os dois primeiros livros, o azul e o vermelho, no catálogo da Avon e pretendo comprar e ler os outros.
Pelo que soube, a garotada adorou os livros da coleção e é sucesso entre o público infanto-juvenil.
Espero que a Avon lance os demais livros da coleção e dê uma chance para livros "normais", sem pretensões religiosas ou de auto ajuda, que é o que mais tem no catálogo. Coisa chata!
É difícil encontrar livros comuns no catálogo, pois 99.99% das ofertas são de livros de pastores evangélicos, escritores espíritas e de auto ajuda. Não quero nada disso! Me desculpe quem gosta, mas que é chato é!
Já comprei alguns livros bacanas, como "A menina que roubava livros, A menina que são sabia ler", livros de Agatha Christie, livros de receitas e outros.
Obviamente, já li todos.
Gosto de livros de leitura mais leve e de Literatura Clássica, não sou muita fã dos best sellers. Os de leitura leve são bons para ler quando não estou apta a ler clássicos "pesadões", meus favoritíssimos.
Não estou com cabeça boa para ler essa Literatura, ainda não.
Amo Kafka, Nietzsche, Goethe, Pessoa, Neruda, Poe e todos esses autores que trazem uma Literatura mais difícil e exigente, mas preciso me sentir bem e apta para ler algum deles.
São tantas coisas...
É isso.