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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Pernambucana

                             


Fizemos vaquinha para comprar pão e frios para o café da manhã; já enjoamos da bolachinha "pedagógica".
Cada um contribuiu com dois reais, pois seria apenas pão, muzzarella e presunto. Um professor disse que não queria mortadela, tinha que ser outro tipo de frio; com dois reais?!
Brincamos.
Tomei muito café e depois fiquei com asia, como sempre.
Em determinado momento me arretei com a respostinha atravessada de um funcionário que é adepto do sistema Lula de informação: "Não sei, não vi, não ouvi, não fui eu, não é comigo..." Arre égua!"
O professor que não gosta de mortadela me perguntou de onde eu era, pois ele achava que eu era dessas paragens sulistas. "Sou nordestina, sou pernambucana, sou arretada e sou maloqueira sofredora, graças a Deus".
As pessoas confiam no estereótipo geográfico: brancos no sul/sudeste e negros e morenos no norte/nordeste. O povo nunca ouviu falar de miscigenação?!
Oxe!
Bom...
Tentei comprar os presentes de aniversário atrasado com o do dia das crianças, mas o cartão de crédito foi recusado: saldo insuficiente. Oh, pobreza, minha Nossa Senhora!
Reduzi alguns muitos itens, me empolgo quando o assunto são livros, e vou fazer o pagamento via boleto bancário. É o jeito.
Os sobrinhos sempre me cobram os presentes de aniversário e outros ainda perguntam se eu já decidi o que vou comprar para eles. São terríveis.
Vou varrer a garagem, está cheia de "santinhos", panfletos e cartões com propaganda política.
É isso.



                                   


                                  

terça-feira, 20 de maio de 2014

Partícula

                            


O portão do estacionamento da escola agora é manual, temos empurrá-lo com as mãos tanto para abri-lo como para fecha-lo. Legal isso.
O controle, que paguei a bagatela de trinta e cinco reais, não funciona e somos obrigados a fazer exercício físico se quisermos entrar ou sair do estacionamento com nossos possantes. Legal mesmo.
Nada demais para pessoas com articulações, joelhos e coluna saudáveis. Não é o meu caso.
Já falei/perguntei a meio mundo sobre o problema, para quem tem que ligar, com quem tem que falar para vir arrumar esse bendito portão, mas...
Todo mundo é meio Lula: ninguém viu nada, ninguém ouviu nada, ninguém sabe de nada e assim caminha a humanidade. O mesmo ocorre com o relógio do sinal, que está quebrado desde o início das aulas! Já estamos indo para o segundo semestre e teremos Copa do Mundo, recesso escolar, eleições, Dia das Crianças, Natal... e nada de consertar o sinal e/ou o portão.
Parece que é hábito arraigado na cultura e no comportamento do povo brasileiro: o deixa pra depois, ninguém sabe, ninguém viu, tem que falar com fulano, sicrano e beltrano e aguardar e no fim das contas ninguém faz nada e nada se resolve!
Detesto esse comodismo, essa má vontade, esse empurra-empurra, esse "tem que estar falando com fulano, fazer o pedido e estar aguardando", inferno de incompetência e má vontade!
Detesto esse comportamento de "Lulas" preguiçosos, acomodados, cheios de má vontade e que só sabem enrolar e passar o problema para os outros!
Droga de cultura do "é assim mesmo; deixa assim mesmo", e assim mesmo ficará por todos os séculos e séculos. Amem.
Isso sem falar do enorme terreno largado ao mato e ratos que poderia ser bem melhor utilizado, principalmente com uma sala de leitura bem bacana; meu sonho.
Mas o que pode fazer uma minúscula e insignificante partícula em meio a um Universo gigantesco e infindável tomado por incompetentes?
Escrever.
É isso.