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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Pernambucana

                             


Fizemos vaquinha para comprar pão e frios para o café da manhã; já enjoamos da bolachinha "pedagógica".
Cada um contribuiu com dois reais, pois seria apenas pão, muzzarella e presunto. Um professor disse que não queria mortadela, tinha que ser outro tipo de frio; com dois reais?!
Brincamos.
Tomei muito café e depois fiquei com asia, como sempre.
Em determinado momento me arretei com a respostinha atravessada de um funcionário que é adepto do sistema Lula de informação: "Não sei, não vi, não ouvi, não fui eu, não é comigo..." Arre égua!"
O professor que não gosta de mortadela me perguntou de onde eu era, pois ele achava que eu era dessas paragens sulistas. "Sou nordestina, sou pernambucana, sou arretada e sou maloqueira sofredora, graças a Deus".
As pessoas confiam no estereótipo geográfico: brancos no sul/sudeste e negros e morenos no norte/nordeste. O povo nunca ouviu falar de miscigenação?!
Oxe!
Bom...
Tentei comprar os presentes de aniversário atrasado com o do dia das crianças, mas o cartão de crédito foi recusado: saldo insuficiente. Oh, pobreza, minha Nossa Senhora!
Reduzi alguns muitos itens, me empolgo quando o assunto são livros, e vou fazer o pagamento via boleto bancário. É o jeito.
Os sobrinhos sempre me cobram os presentes de aniversário e outros ainda perguntam se eu já decidi o que vou comprar para eles. São terríveis.
Vou varrer a garagem, está cheia de "santinhos", panfletos e cartões com propaganda política.
É isso.



                                   


                                  

terça-feira, 24 de junho de 2014

Formatura

                             



Um dos médicos disse que talvez eu já tivesse a doença do crescimento durante a adolescência e, por algum motivo desconhecido, a doença estacionou e eu segui uma vida normal.
Décadas depois a doença resolve se manifestar e de doença do crescimento ela torna-se agora Acromegalia. 
Olhava algumas fotos antigas, são poucas, nunca fui afeita a fotografias minhas, e eu tinha a altura de adultos e era até mais alta que alguns deles.
Na minha época não era comum pessoas muito altas, principalmente meninas/mulheres, mas eu era a mais alta da escola e ficava lá no fim da fila e causava celeuma com as coleguinhas que sentavam atrás de mim na sala de aula. Eu atrapalhava a visão delas na hora de copiar as lições da lousa.
Hoje a molecada é bem mais alta que meus metro e setenta e cinco aos catorze anos em 1981.
Meus sobrinhos são altos, todos "pernudos" e os chamo de seriemas.
Uma parente minha enviou uma foto da minha formatura da oitava série, o antigo ginásio, e eu sou mais alta que a professora que me cumprimenta.
Minha avó Mãevelha achava graça quando eu usava shorts; ela dizia que eu parecia o Pernalonga com aquelas pernas compridas.
Estava sol e calorzinho agora a pouco e eu vesti uma bermuda, mas agora esfriou e isso me causa dores e desconforto nas pernas, principalmente joelhos.
É inverno e faz frio em São Paulo.
Vou me agasalhar.
É isso.



                                   


sábado, 12 de outubro de 2013

Aniversários

                               



Frio.
Dor nas articulações.
Tomei remédios, melhorou, mas a pressão subiu.
Dor de cabeça latejante: pressão alta.
Quando vou me livrar disso tudo, meu Deus?
Vou tomar um banho quente, tomar o remédio da pressão e depois ir ao aniversário da minha sobrinha Beatriz.
Semana passada foi o aniversário da minha sobrinha Rafaela.
Hoje também é aniversário do meu sobrinho Vinicius.
É a sobrinhada fazendo aniversário.
Semana passada cometi o erro de tomar uma batida de coco que mais parecia suco; estava docinha e cremosa.
Depois tomei um chopinho (Um chops e dois pastel, como falamos em paulistês").
Me dei mal.
Eu não bebia há muito tempo e a mistura de batida de coco com chopp não deu muito certo. Tomei muita água e comecei a melhorar.
Hoje vou de suco e refrigerante mesmo, mas quando melhorar, vou me vingar e apreciar uma boa caipirinha. 
Minha vingança será "maligrina!"
Mas, em contrapartida, vou atacar os docinhos sem dó nem piedade! 
Vou lá.
Pelo menos terei um começo de noite sem gritaria de vizinhos e sem sua horrenda música tocada em alto volume. Isso está se transformando em um inferno!
Se liga e reclama na imobiliária, aí é que os Zé Ruela tocam mais alto ainda!
Fico na minha, deixo os caras ouvirem aquela aberração e depois ouço meu bom e velho Rock 'n' Roll. 
O curioso é que assim que começo a tocar Rock, logo em seguida os vizinhos desligam sua música. Estou começando a achar que na verdade eles gostam é de Rock!
Acho que tocam a música deles só para depois terem a certeza de que ouvirão Rock 'n' Roll.
Os caras são espertos.
A cabeça dói.
Coisa chata, meu Deus.
É isso.



                                       



                                         

domingo, 28 de julho de 2013

Linda

                                
Rafaela sempre fashion


Minha sobrinha Rafaela completará dois anos em setembro mas já fala pelos cotovelos; é inteligente, arteira, esperta e linda, claro.
Chego à casa da minha irmã e encontro a pequena Rafaela correndo pra lá e pra cá, sempre aprontando alguma arte. 
Cumprimento a todos e digo: "Oi Rafaela bonita" e a pequena me corrige: "Afaiéia inda". Traduzindo: "Rafaela linda".
Adoro essa fase dos dois aos quatro ou cinco anos. É a fase em que os pequenos estão aprendendo a falar, andar, conhecer o mundo, perguntar, investigar, bagunçar...
Muito lindo tudo isso.
Tenho sobrinhos lindos.
É isso.


                                  
Rafaela, em pose de Miss Brasil

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Almoço de Domingo

                               

Fomos domingo à casa do meu irmão Fubá para um delicioso almoço. Arroz, farofa, salada de alface, de maionese, abacaxi frito e churrasco.
A molecada se divertiu na piscina de plástico,claro. 
Quem já viu pobre com piscina em casa?
Depois do almoço fomos para a sala assistir ao vídeo de casamento do meu irmão Fubá e foi divertido e emocionante ver os sobrinhos tão pequenos e bonitinhos naquela época. Ver papai emocionado, ver seu Rafael, o pai da minha cunhada Preta, dançando "La Bamba".
Foi muito bom.
A casa do meu irmão é pequena e ficou lotadíssima com os outros irmãos e sobrinhos. Sempre brincamos dizendo que não precisamos convidar ninguém de fora quando fazemos uma festinha, só a família já completa a lotação.
Que mais almoços assim se realizem.
É isso.

Rafaela, a pequena anfitriã


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Compras de Natal

                                

Vejo pela TV lojas de rua e shoppings lotados com pessoas doidas para gastar o décimo terceiro salário. É uma empolgação só.
Compras, gastos em excesso, animação, empolgação, filas imensas, trânsito caótico, dificuldade para estacionar, stress...
Os preços dos produtos não estão tão baratinhos assim e depois que passa essa euforia consumista natalina, os preços caem pela metade ou até mais.
Os panettones estão caros; um panettone de meio quilo da marca Bauducco custa vinte e cinco reais, mas assim que passar essa fase, pode-se comprar cinco panettones pelo preço de um! É sempre assim.
Gosto das marcas Bauducco e Visconti, eram as duas marcas que existiam na minha infância e adorava o cheiro, as frutinhas, o sabor do bolo/pão italiano.
Hoje tem uma variedade enorme de marcas e sabores, mas como sou "conservativa", prefiro o original de frutas.
Então...
Todo mundo gastando e consumindo euforicamente e quando a fantasia acabar vêm os ipês: IPVA, IPTU, IR, escola, material escolar, uniforme e uma série de outros gastos.
Eu gosto das comemorações de Natal e Ano Novo, gosto do clima natalino, das luzes, da esperança, da alegria, dos sonhos, dos projetos, das resoluções de Ano Novo, só não gosto muito dessa mania de abraçar e beijar todo mundo. Em alguns casos, é uma falsidade só, principalmente no ambiente de trabalho.
Beijo e abraços são para as pessoas que gosto, conheço, minha família e meus sobrinhos, principalmente. 
E por falar em sobrinhos... Vamos passar o dia de Natal na casa do meu irmão Rogério e lá entregaremos os presentes do "parente secreto". Somos uma família grande e com muitos sobrinhos, irmãos, cunhados/as; é gente que não acaba mais, graças a Deus.
Fazemos brincadeiras dando as dicas sobre quem tiramos e dizemos que a pessoa é parente, é da família etc e tal. São dicas óbvias, só para fazer graça.
Disse a um conhecido que só vou dar presentes de Natal após o Natal; a grana é pouca e a família é muito grande. Dá não. E o legal é que ganharão mais um presente de mais um Natal, o Natal Ortodoxo, celebrado no dia sete de janeiro. Dia seis de janeiro é Dia de Reis, os Reis Magos.
Outra solução pensada foi fazer as compras nessas lojas com artigos "ching ling" ao preço módico e um real e noventa e nove centavos.
Está difícil.
Sou apenas uma moça Latina Americana sem dinheiro no banco...


                                 

                               

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Filhos

                                    



Filhos...  Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?...


Poema "Enjoadinho", de Vinicius de Moraes.

Lembrei desse poema após ver um rapaz com visual a la Gusttavo Lima. Não sei para que raios esses dois "T" sendo que o nome do cabra é Nivaldo. Lindo.
E aí pensei comigo: "Deus existe mesmo!". Explico.
Não tive filhos, quis muito, mas não deu. Paciência. O jeito é mimar os sobrinhos, que são muitos.
Além do rapaz fashion vi também um grupo de pré adolescentes carregando e fumando, não sei o termo correto, um narguilé. Cadê os pais dessas crianças?
E é aí que entra a confirmação da Onipresente, Onisciente e Onipotente existência e presença de Deus.
Não tive filhos, e como dizia mamãe:"Deus sabe o que faz", e sabe mesmo.
Se eu tivesse filhos eu os ensinaria a ser educados, a cumprimentar as pessoas, a ser estudiosos e andar na linha. Ai deles se se metessem a besta, a fazer coisa errada e principalmente, usar esses visuais abestados de cabelo raspado, arrepiado, roupinhas justas, coloridas e outras bestagens. Ia não.
Para começar, eu diria o que ouvi tantas vezes de mamãe e do meu povo antigo: "Tu tá na minha casa, comendo do meu feijão, então vai seguir nos meus conformes. Quando tu se sustentar sozinho/a e pagar as próprias contas, aí pode fazer o que quiser, mas se fizer burrada,não venha com o rabo entre as pernas pedir ajuda. A responsabilidade é sua!".
Sou antiga, de hábitos antigos, conservadores e tradicionais. Sou de respeitar as pessoas e acredito que o respeito e a educação começam em casa, respeitando pai e mãe. 
Tive minhas divergências com papai e mamãe, mas sempre os respeitei, nunca usei palavrões ou termos chulos para com eles. Eu sabia das suas lutas, das dificuldades pelas quais passamos e isso incutiu em mim os sentimentos de respeito, agradecimento e admiração.
Uma mania que acho errada é de muitos pais dizerem que dão ou darão aos filhos tudo o que nunca tiveram. Legal? Acho que não. Acredito que agindo assim criarão monstros egoístas e sem limites.
O correto é dar amor, carinho e atenção e se tiver condições, presentear sim, mas sem exageros. Têm pais ausentes que compensam sua ausência, frieza e distanciamento comprando tudo o que a criança quer só para compensar sua incompetência em ser pai ou mãe. 
Carinho não se compra e educação, amor e presença não se trocam por presentes.
O mundo anda tão complicado e não se fazem mais pais e mãe como antigamente.
É isso.

                                 


domingo, 18 de novembro de 2012

Cofres e Pudim de Coco

                               


Os sobrinhos queriam ir ao McDonald ´s e me perguntaram se eu poderia levá-los, mas havia um pequeno detalhe: dinheiro.
Os preços cobrados pela rede de lanchonetes fast food, ou fasti foodi, são bem abusivos e o total que seria gasto seria suficiente para almoçar em uma churrascaria e comer de verdade.
Os sobrinhos nem gostam de comer os lanches, comem apenas as batatas fritas, tomam os sucos e os sorvetes. Os lanches com nomes fashion em inglês têm o mesmo gosto insosso de nada e não consigo ver graça neles. Não me apetecem.
Os sobrinhos gostam do tal do lanche feliz só por causa do brinquedinho que supostamente vem de brinde.
Reuniram-se Maria Julia, Beatriz, Vinicius e Bruno e resolveram fazer uma arrecadação para conseguir fundos para a empreitada.
Perguntei: "Quem tem dinheiro?"
"Eu tenho dinheiro, mas ficou em casa", disse Vinicius.
"Eu tenho dinheiro no meu cofrinho", disse Beatriz.
"Eu só vou ter dinheiro no final do mês", disse Maria Julia.
"Eu tenho dinheiro no meu cofre, mas não tem senha para abrir. Então não vai dar", disse o esperto Bruno.
Não fomos ao McDonald´s mas saboreamos um delicioso churrasco preparado pelo meu cunhado Pepê. Churrasco, farofa, arroz e salada; tudo muito mais saudável e saboroso do que os lanches insossos.
Tivemos duas sobremesas; pudim de coco feito por mim e gelatina colorida cremosa feita pela tia Preta.
Foi um ótimo domingo.
E para quem interessar possa, abaixo a receita do pudim de coco.

1 lata de leite condensado
a mesma medida de leite
1 garrafinha de leite de coco
3 colheres de açúcar
3 ovos
2 colheres de farinha de trigo
100g de coco ralado. O coco em flocos deixa o pudim mais bonito.

Modo de fazer

Bater todos os ingredientes, exceto o coco, no liquidificador e despejar em forma caramelizada. Depois colocar o coco ralado por cima e levar para assar em banho maria por aproximadamente uma hora, dependendo do forno.
Depois de frio, levar à geladeira.
Quando desenformado, fica uma camada de coco, o pudim e a parte caramelizada.
Fica bem bonito.