Mostrando postagens com marcador gelo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gelo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Ites

                                  


Semana de recesso escolar nas escolas públicas. Preferíamos trabalhar normalmente para não termos que ir até o dia vinte e três de dezembro, antevéspera do Natal.
Final de novembro e já não teremos tantos alunos assim e ficaremos na escola para lançar notas, fazer matrículas para 2015 e fazendo o mais legal: vaquinha para comprar guloseimas engordativas!
Ontem fui ao banco, pela milésima vez, para cadastrar uma nova senha e agora deu certo; aleluia!
Um calor dos infernos desde sábado e acabei abusando do gelo e gelados; resultado: sinusite, rinite, otite e todas as "ites" atacadas. A pressão também desembestou e hoje pela manhã estava 17X11.
Não gosto de extremos; nem calor nem frio demais. Meu avô Paipreto dizia que tudo o que é demais é veneno e ele estava certo.
Pretendia fazer algumas coisas pela casa e depois visitar minha sobrinha Beatriz, que também está doentinha, mas fiquei por aqui mesmo. Às vezes queria que o carro rodasse no automático.
O calor continua e vou tomar muita água gelada, porque na temperatura ambiente não dá! O jeito é aguentar as "ites" depois.
Nessas horas eu queria ser rica ou morar no Alaska.
Ou os dois.
É isso.




                                         

                                     

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Do Samba à Islândia

                            



Há alguns dias, talvez uma semana, não escrevo, não blogo. 
Ando meio devagar, meio sem ânimo e com as benditas dores.
Deve ser isso.
Assisti aos desfiles das Escolas de Samba de São Paulo e agora assisto ao desfile das Escolas do Rio de Janeiro.
Acho a avenida do Sambódromo paulista mais larga que a avenida carioca.
Todos os desfiles foram lindos, especialmente os da Rosas de Ouro, Gaviões da Fiel e Mancha Verde.
Adorei a homenagem a Mário Lago feita pela Mancha Verde, principalmente quando a estátua viva se levanta da cadeira de bar e vai para a avenida sambar. Muito criativo.
Assisti aos desfiles porque a insônia me permitiu. Pra alguma coisa essa porcaria serve.
Fiquei pensando comigo e discordo quando dizem que São Paulo é o túmulo do samba. É o caramba! Temos Adoniram Barbosa, o representante máximo do samba paulistano.
O samba paulistano é mais elegante e charmoso enquanto que o samba carioca é mais malandro, mais sensual, provocante.
Deve ser o calor.
Chove o tempo inteiro aqui em Sampa. Não tivemos verão, tivemos um misto de outono com inverno e muito frio e chuva; imagino quando começar o outono de verdade. Mais chuva e mais frio!
Assisti ao Repórter Eco e Planeta Terra, ambos na TV Cultura, e falou-se sobre a Natureza na Islândia.
Um pequeno país de apenas trezentos mil habitantes e hábitos alimentares que soam meio estranhos e até nojentos para nós: cabeça de carneiro assada,  tubarão podre, testículos de carneiro... hummmmmmmmmmmm, delícia!
Islândia é um país gélido, de belíssima geografia, com geisers, água quente vinda do fundo da Terra, verões que ficam entre dez e quinze graus e invernos de vinte graus abaixo de zero!
Gosto assim. Não sou muito fã do calor excessivo e isso soa estranho para uma brasileira e nordestina que nasceu lá no sertão quente e seco de Pernambuco.
Estou adorando esse verão outonal de São Paulo. Que me perdoem os amantes do sol e calor.
Vou voltar a assistir aos desfiles do Rio e depois ver quem é o entrevistado do programa da Marília Gabriela.
É isso.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Coca Cola

                                              


Estava na sétima série e era apaixonada por um menino da oitava.
Eu queria que ele soubesse sobre meus nobres sentimentos por sua distinta pessoa e tinha pressa em fazê-lo saber porque aquele ano letivo seria seu último; o Ensino Médio seria feito em outra escola, a nossa escola só tinha os Ensino Fundamental I e II (da 1ª série à 8ª série).
Ensaiei, criei coragem e escrevi uma cartinha romântica para o meu amado.
O problema é que o objeto da minha afeição não nutria por mim os mesmos nobres sentimentos que eu nutria por ele.
A carta romântica foi entregue a ele por uma colega alcoviteira e eu a importunei com dezenas de perguntas: "Ele leu? Perguntou quem tinha mandado a carta? Que cara que ele fez?". Perguntas desesperadas e uma apaixonada desesperada.
O amor é fogo que arde sem doer...
Mas doeu sim, e muito!
Descemos para o intervalo, que na nossa época era recreio, e procuro com o olhar por meu Romeu nada apaixonado; vejo minha colega alcoviteira se aproximar e ela me entrega um bilhete com o singelo verso: 
Se você gosta de um cara
que nem te da bola,
afogue sua mágoas
num copo de Coca Cola.
Além do verso havia um desenho feito com caneta e mostrava um copo cheio e uma pessoa dentro dele!
Talento artístico não faltava ao meu amado.
Acho que é por isso que não gosto muito do refrigerante, prefiro guaraná com gelo e limão.


                                      

segunda-feira, 19 de março de 2012

Desejo

                                                


Mamãe teve sete filhos; hoje somos seis.
Mamãe dizia que nenhuma gravidez é igual à outra, todas diferem.
Para cada gravidez há um desejo específico de comer ou beber algo que seja estranho, fora de época e difícil de achar.
Quando mamãe estava grávida de mim teve vontade de tomar caldo de mocotó; tomou tanto que enjoou e depois que nasci, nunca mais ela quis saber da iguaria.
Quando grávida do meu irmão Rogério, mamãe tomava litros de guaraná. Depois que meu irmão nasceu, mamãe enjoou de guaraná e só tomava Coca Cola.
Grávida de Rosi, mamãe gostava de comer o gelo que se forma no congelador/freezer; aquele gelo que parece "raspadinha", sabe? Mamãe comeu tanto que teve nevralgia nos dentes.
Quando grávida de Renata, mamãe comia pacotes inteiros de bolacha tipo wafer; depois que nossa irmã caçula nasceu, mamãe não quis mais saber de wafer e só comia bolacha cremi cráqui (cream cracker).
Mamãe dizia: "Cada filho é um desejo, é uma dor".

Wafer