Mostrando postagens com marcador noite. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador noite. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Cadeira

                                  Resultado de imagem para cadeira com gato e  com livros



Tarde bonita de sol; frio.
Noites mal dormidas, música alta madrugada adentro, vizinhos tagarelas e pressão alta. Combinação incômoda. 
Antes a pressão desembestava uma vez por semana ou a cada quinze dias, mas ultimamente tem estado alta todos os dias. Tontura, mal estar, o habitual soco na nuca e as luzes piscantes.
Fui para a cama ontem por volta das sete e meia da noite; sentia-me muito mal. Tomei os remédios e dormi pesadamente até as dez; acordei com a tagarelice do vizinho. Teve o dia todo para falar, tem que ser agora?!
Era quase uma manhã e esse homem não calava a boca de jeito nenhum!
Levantei, fui ao banheiro, coloquei mais ração para os gatos e voltei para a cama. Senti fome, mas tive receio de comer e depois passar mal de novo: tive dores fortes no estômago e doía mesmo!
No início da semana tive uma dor de cabeça meio estranha; me deitei e quando fui me levantar para pegar a garrafa d'água, senti uma dor absurda e brutal: era como se a pele, carne e músculos da minha cabeça e rosto fossem arrancados, deixando só os ossos. Que sensação horrível!
Medi a pressão e lá estava: 186x125 (18x12).
Duas horas da manhã: Funk de um lado, forró do outro; vizinho tagarelando e a cabeça explodindo. Na manhã seguinte, tocam música religiosa falando de amor, perdão, o cacete. "Si ferrá!".
Mas, para honra e glória do Senhor, um transformador explode e ficamos sem energia elétrica, graças a Deus. Uma trégua nas musiquinhas religiosas, infantis, sertanejo universitário, pagode, rap e afins. Silêncio!
Sentei-me lá fora com minha Rosinha no colo e um livro nas mãos; belíssima tarde dourada e fria.
Começa a escurecer e procuro velas e fósforos, mas a energia voltou e a vida barulhenta voltou ao normal.
É isso.



                                   Resultado de imagem para cadeira com gato e  com livros

sábado, 9 de novembro de 2013

Mais um...

                               




Mais um dia, mais uma noite, mais uma semana.
Mais um fim de ano.
Estou tão cansada.
É isso.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Noite

                                          


Antes saíamos eu, mamãe e Cleusa com seus filhos pequenos e sua mãe Itamar; esse tanto de gente enfiada dentro do possante de nossa amiga. Era muito divertido. Batíamos os quatro cantos do mundo, de São Paulo, para ser mais precisa.
Íamos de Norte a Sul, de Leste a Oeste e adorávamos passear pela Avenida Cruzeiro do Sul em Santana para vermos os travestis que faziam ponto nas calçadas. Tinha cada um/a tão bonito/a que passava facilmente por uma bela mulher.
Eram travestis altos, com belas pernas, belo corpo, maquiagem e cabelo muito bem arrumados.
Certa vez, mamãe e Itamar falavam algo sobre sobre os travestis, pensando que não eram ouvidas, e um/a deles se aproxima: "Oi, tudo bem?".
Mamãe e Itamar se assustam e para disfarçar, dizem: "Mas você está bonita hoje, hein?"
O travesti agradeceu sorridente e assim que saímos do local, Cleusa cai na gargalhada e chama as duas de bundonas. 
Mamãe e Itamar dizem que não estavam com medo, que foram apenas educadas para com o profissional da transformação. Tá.
Mamãe se auto denominava "Marlene F", de forte, mas Cleusa para provocar, dizia que era "Marlene F" de frouxa.
Ríamos e nos divertíamos em nossos passeios pelas noites de São Paulo.
Bons tempos aqueles.


                                    

sábado, 21 de abril de 2012

Ave Maria

Mamãe e Mãevelha sempre diziam "Boas Ave Marias faz quem em casa fica em paz".
Elas diziam isso para nos convencer a ficar em casa; pois sair era perigoso, ainda mais à noite.
Ficar em casa evitaria fofocas, confusões e problemas.
Boas Ave Marias faz quem em casa fica em paz.