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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Substituir

                                 Resultado de imagem para silencio bom


A semana foi mais ou menos; mais do mesmo e menos do que eu realmente queria: saúde, andar livremente, dirigir, fazer o que gosto e preciso e com liberdade.
Paciência, paciência...
Pressão sempre alta, muito remédio, estômago que reclama e reage com dores e vômitos. Perdi peso e acho que já posso substituir a Gisele Bündchen nas passarelas, só que não.
Bom...
Estranho o silêncio que se faz desde o início da noite e perdura até agora; é tão bom.
Ninguém se estranhando, sem gritaria na rua, sem músicas infantis, religiosas e sertanejo; sem o barulho habitual. Mas vamos ver até quando essa paz vai durar.
Tenho muita coisa para ler e amanhã farei uma das coisas que mais gosto: cuidar dos livros.
O frio está voltando.
É isso.



                                          Resultado de imagem para silencio bom

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Querer

                                Resultado de imagem para pintura de caminhos



Meio da semana.
Dias lentos, tristes e cinzentos.
Tudo está chato e nada é ou está interessante.
Programas de TV que só falam de celebridades e outras bobagens. Não dá.
Ando sem ânimo para fazer até mesmo as coisas que mais gosto. 
Queria que tudo fosse como era antes: trabalhar, voltar para casa, passar em algum lugar antes, chegar em casa, fazer as coisas que gosto...
Cuidar das plantas, dos livros, fazer bolos e outros quitutes.
Trovões e relâmpagos; já choveu granizo.
Mais uma tarde triste.
Vou fazer chá de capim santo; o café está me dando uma azia danada.
Dor chata por dentro do rosto, atrás dos olhos e do nariz. Sinusite, rinite e outras "ites".
Queria ir para algum lugar distante. Uma casa simples, cercada por jardins, água, céu azul e a bicharada. Espaço para meus livros, minha paz.
Caminhos de terra, chão.
Queria andar com minhas próprias pernas, sem ajuda de bengala ou andador.
Quero coisas simples.
É isso.


                                        Resultado de imagem para pintura de casa no campo

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Caminhar em paz

                                 


O dia está meio lento, bonito, mas lento.
Parece estar em um estado onírico, uma luz de um dourado onírico. 
Percebo coisas, se é que sejam coisas, que pessoas práticas e "normais" não percebem e até acham que tudo isso seja coisa de gente doida. Pois se assim for, doida sou e doida serei!
Não estou muito bem fisicamente, o entrevamento deu uma piorada e minhas pernas ficam duras, fracas e formigam.
Tive sonhos, meus sonhos simbólicos de sempre. Sonhos que sempre me mostram algo mas que eu nem sempre comento ou, se comento, não revelo tudo. As pessoas não entendem e me julgam. 
Como acontece até mesmo com pessoas "normais", esquecemos boa parte do que sonhamos e nos lembramos aos poucos no decorrer do tempo. Acho que é para entendermos melhor o que está acontecendo.
Uma gata preta e branca pedia abrigo para ela e seus filhotes e pessoas em volta jogavam caroços de frutas e outras coisas estranhas na e para a gata; eu intervia e colocava ração para ela. Gente mais besta!
Papai entrava em casa com a gata e os filhotes e eu cuidava deles. Pessoas próximas me criticavam por ter pego a gata e recebo críticas por isso na "vida real" também. 
Eu segurava um gatinho amarelinho e alguém me dizia uma estupidez sem tamanho, mas que me deixou pensativa tanto no sonho como aqui, na nossa vida real.
Andava pelas ruas com os cabelos ao vento e a sensação de paz e liberdade era imensa! Estava descalça, vestida de branco e os ventos brincavam com minhas roupas e meus cabelos. 
Eu andava normalmente, sem bengala, sem dores e sem entrevamento. Eu era livre!
Sem amarras, sem doenças, sem críticas, sem cobranças e sem as mazelas da vida.
Era apenas vida, saúde, liberdade, tranquilidade e paz.
Acordei com o barulho infernal dos motores de caminhão. Com tanta tecnologia e modernidade, será que ainda não descobriram um jeito de produzir/fabricar coisas, objetos, aparelhos, veículos, o raio que os parta, que não façam tanto barulho?!
Tudo é barulhento, de um simples liquidificador a um motor de caminhão... de busão também. As pessoas também são barulhentas, e muito!
Fiquei com o sonho na cabeça... Tinha outras coisas nem tão agradáveis assim, mas prefiro ficar com o caminhar em paz.
É isso.



                                        

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Prêmio Nobel da Paz

                                  



Saio para o trabalho e ao abrir o portão vejo o senhorzinho simpático puxando sua enorme e pesada carroça. Como ele consegue, meu Deus?
Eu havia separado o lixo reciclável, como sempre faço e sou a única da rua a fazer isso, e guardei para ele.
Ele deu "bom dia" às pessoas na rua e parou para me cumprimentar; seus olhos tristes e cansados brilharam e sua boca sem dentes sorriu alegremente quando disse-lhe que separei reciclagem para ele. 
Se dependesse de mim, minha Nossa Senhora, não teria sofrimento nenhum no mundo, principalmente de crianças, animais e idosos.
Volto horas depois e encontro o gato sujo, chorão, carente e carinhoso sobre o relógio da água; ele mia e pede carinho. Entrei em casa e trouxe-lhe mais ração e coloquei água fresca, mas o que ele queria mesmo era carinho.
Fiquei um bom tempo com ele, acariciando-lhe os pelos sujos enquanto dormia em meu braços.
Acordou, comeu mais um pouco e se foi.
Chovia e lá vem o cachorrão grandão e bobão pedir abrigo e comida; dei-lhe os dois. Ficou na garagem até a chuva passar e foi embora de barriguinha cheia.
Acaba o gás enquanto eu cozinhava meus legumes; vem o entregador e a cachorrinha da vizinha amarga aproveita e entra com ele. Algumas vezes ela nem quer comida, quer apenas carinho.
Se continuar assim, corro o sério risco de ganhar o Prêmio Nobel da Paz.
Sou do bem e procuro sempre fazer o bem, embora tenha muita gente ruim que merece uns "cola brinco".
Acredito na Lei do Retorno, o bem ou mal que fazemos retornarão multiplicados.
Colhemos aquilo que plantamos.
É isso.


                                    

sábado, 22 de março de 2014

Bom

                                 


Parei um pouco para escrever e para ler as mensagens e votos de um Feliz Aniversário.
É bom ler, ouvir, receber bons votos, boas energias, bons pensamentos...
Acredito na Lei do Retorno e desejo em dobro todas as coisas que me desejam.
Mas, principalmente, peço a Deus, à Força Criadora do Universo, que todos tenhamos alimento sobre nossas mesas, um teto sobre nossas cabeças, saúde, alegrias e paz. Amem.
Recebi ligação da minha irmã Rosi com o Pepê e a linda e terrível Beatriz; adorei.
Estou zanzando pela casa, arrumando uma coisa aqui, lavando/limpando outra ali, parando para tomar meu café forte e doce na medida, paparicando a gataiada e tudo isso ao som do bom e velho Rock 'n' Roll.
Essa noite dormi, ou tentei dormir, ao som do Funk Proibidão. Músicas, se é que se pode chamar esse lixo de música, com letras pornográficas e recheadas de palavrões. Acham que nossos ouvidos são penico ou pensam que compartilhamos do mesmo mal gosto e falta de educação que fazem questão de exibir.
Estou separando roupas, coisas, objetos que não uso mais para doar; reciclar é preciso. 
Reciclar-se é preciso.
Faz um dia cinzento, nublado e com cara de chuva, como é praxe no Outono e no dia do meu aniversário. Acho que é por isso que sou mais na minha, meio tímida... Sei lá.
Vou lá dar continuidade à minha reciclagem: roupas, objetos... mas meus livros nunca!
É isso.


Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas...
Que já têm a forma do nosso corpo...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares...
É o tempo da travessia
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado, para sempre,
À margem de nós mesmos.


                                              Fernando Pessoa



                                        

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz 2014

                                  



Mais um ano que se vai e mais um que chega.
Feliz Ano Novo a todos e que 2014 traga-nos coisas boas: chuva no sertão, ajuda para quem sofre com as enchentes no Espírito Santo e Minas Gerais; emprego para quem estiver precisando, solução para problemas, saúde para os enfermos, paz, respeito e tolerância no futebol e na vida cotidiana, amores novos para velhos corações cansados de gerra e muito mais.
Eu peço saúde para meu corpinho acromegálico. Eu peço saúde e muitos anos de vida para cuidar dos meus gatos, para fazer coisas que ainda quero fazer.
Eu peço a Deus e ao Povo lá de Cima que ouçam nossas preces e pedidos e nos deem o que precisamos.
Amem.
Feliz 2014 a todos.


                                        

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Areia

                                   


Madrugada.
Assistia ao "The Voice Brasil" e foi muito bom. Só não gosto de ouvir o povo cantando em algo que deveria ser inglês. 
Já falei isso aqui: o Brasil tem uma música tão rica, variada e bonita, então pra que raios o povo fica se esgoelando em pseudo inglês?
Acabou o programa e mudei de canal, assisto ao final do Conexão Repórter com Roberto Cabrini. Gosto desse moço e de seu profissionalismo.
É tarde e vou para a cama.
Estou observando os gatinhos e tentando ensiná-los a usar a areia sanitária. Clara Blue já usou, mas Aldebarã e Pétala pensam que a areia é para se comer. Esses vão demorar um pouco a entender para que serve a areia. Ainda bem que eles usam o jornal.
Comprei hoje mais areia sanitária, mais duas bandejas para colocar areia e terra para as plantas.
Quero fazer algo que gosto muito e que me traz paz: cuidar das plantas.
Mas eu gosto de fazer isso sozinha, sem ninguém me pentelhando, só os gatos.
É isso.


                                      


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Clara Blue, Pétala e Aldebarã

                                  
Boreal




Minha gata Boreal teve filhotes há duas semanas; foi no dia quinze de outubro, dias dos professores.
Quando meu vizinho a encontrou toda encolhidinha, com medo e fome, disse que era um gatinho. Acreditei.
Passou o tempo e o suposto gatinho começou a despertar os olhares sedutores, românticos e cheios de segundas, terceiras, quartas e quintas intenções de Ébano Nêgo Lindo, Cássio Antonio e Léo Caramelo.
E o resultado disso está aí: três lindos gatinhos que já arriscam alguns passos inseguros pelo sofá.
A primeira a nascer foi Clara Blue, a Clarinha. Ela é filha de Léo Caramelo, é clarinha e tem o cabeção de leãozinho igual a ele.
Pétala e Aldebarã são pretinhos com as patinhas brancas e pequenas manchinhas brancas espalhadas pelo rosto, queixo e pescoço.
Estranhei o parto deles, demorou muito.
Clara Blue foi a primeira a nascer e meia hora depois nasceu um pretinho. Achei que ficaria só nos dois.
Arrumei uma cama aconchegante para a mãe e os filhotes e depois fui para a cama. Acordei à uma da manhã com um grito de dor de Boreal e fui ver o que era; nascia mais um gatinho e esse era fraquinho, mirradinho... Achei que não sobreviveria.
Mas estão todos bem; fortes e saudáveis, graças a Deus.
Clara Blue é mais brabinha, antissocial e tem sono inquieto. Faço carinho nela e a asseguro que está tudo bem.
Pétala e Aldebarã são mais simpáticos, sociáveis e andam cambaleantes até meu colo.
Assim que terminar o desmane levarei a mãe Boreal para castrar e depois, na época certa, as gatinhas.
Fico olhando para eles dormindo tão pacificamente e tiro disso alguma paz.
Preciso de paz.
Não tirei fotos deles porque o carregador da máquina digital não funciona.
Vou resolver isso.
Boa noite a todos.



                                       

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Mingau, Margaridas e Brincadeiras

                               



Molecada jogando bola na rua.
Caminhões pesados e barulhentos.
Vizinhos que falam alto, que tocam música em alto volume e ainda cantam junto. É bizarro.
Alimentei a gataiada, tomei os remédios, fiz papa (mingau) de aveia. Em nosso Pernambuco usamos outros termos e expressões e água com açúcar é garapa, caldo de cana é caldo de cana mesmo, mingau é papa, canjica é mugunzá e curau é canjica...
A nossa papa pode ser feita com vários ingredientes diferentes, dependendo da época, da fartura, da seca ou da miséria que a falta de chuvas traz. Minha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Mingau com leite e amido de milho (Maizena), com leite e farinha de mandioca, com leite de coco, com água e farinha de mandioca quando o tempo é ruim e "munto difici".
Deitei-me e andei por lugares de céu azul e ventos frios. Fui até a casa amarela de quintal grande e com um corredor estreito, frio, escuro e cheio de margaridas que bailavam ao sabor dos ventos.
Observava esse bailar e acordei ao ouvir meu nome sendo chamado por mamãe.
Mãe?!
Fui ao quintal dos fundos e por um momento imaginei que talvez mamãe estivesse ali a mexer nas minhas plantas e dizer: "Benza Deus. Mas que plantas bonitas, filha".
Mamãe não estava. Só o céu azul e o vento frio a balançar as folhas das minhas plantas.
Por que mamãe não esperou só um pouquinho mais?
Às vezes penso, perdoa-me Deus em minha ignorância, que talvez tivesse sido melhor se eu tivesse ficado lá na casa verde azulada com mamãe, minha avó Mãevelha e meu avô Paipreto. 
Na casa verde azulada tem muitas plantas bonitas... e tem paz...
Adormeço e vejo papai e mamãe conversando civilizadamente. Numa boa, sem brigas, sem atritos. Que bom, meu Deus.
Acordo com barulhos e correria pela casa; é Aurora. Minha Aurora terrível a provocar os outros gatos para correr atrás dela. Ela adora brincar de "pega-pega" ou "pique-esconde".
E nessa brincadeira lá se foram bibelôs derrubados e quebrados, livros caídos, sofá arranhado, correria e alegria.
Aurora!
Ela para por um segundo, me olha como que me perguntasse: "Posso continuar com a bagunça?"
Claro que pode.
Eles brincam e eu me divirto com a liberdade, a paz e a alegria que me transmitem.
Mingau, margaridas, brincadeiras... O dia começa a melhorar.
É isso.




                                       



domingo, 16 de junho de 2013

Ciclo

                                


Detesto domingos e adoro ficar só; juntei os dois e tive uma tranquila tarde de domingo.
Fez uma tarde bonita; ensolarada e fria. Arrumei as plantas, plantei milho para os gatos, coloquei roupas na máquina, sentei-me na cadeira com Rosinha no colo. Observei o comportamento dos gatos: Aurora perseguindo Boreal, Cássio querendo pegar os pássaros que pousam no paredão da empresa vizinha, Ébano Nêgo lindo querendo pegar Léo Caramelo, os dois não se entendem de jeito nenhum.
Foi uma tarde pacífica e silenciosa, os vizinhos barulhentos foram visitar alguém, graças a Deus. 
Foi uma tarde sem música ruim, sem gritaria, sem exageros vocais, sem barulho.
Apenas a tarde, o sol, o frio, a solidão e o silêncio. Paz.
Até os malditos moleques que tanto atazanam a vida da gente resolveram tirar o dia de folga. Louvado seja Deus Nosso Senhor Jesus Cristo!
Gosto de ficar só e em silêncio, detesto barulho. 
Mas amanhã tudo recomeça: caminhões, música ruim dos vizinhos, molecada na rua. Afe!
Retorno ao médico amanhã para tomar injeções, meu joelho direito, meu pé esquerdo e a coluna doem que só. As dores de cabeça também voltaram e me incomodam há duas semanas.
É assim, sempre assim. Fico boa um tempo, fico ruim outro tempo. É o ciclo da vida, das visitas aos médicos, hospitais, laboratórios...
E por falar em ciclo, plantei milho para os gatos para evitar que comam o matinho sujo e poluído que cresce nas calçadas. Os veterinários e o povo que gosta de gatos dizem que é mais seguro e saudável o bichano comer a plantinha do milho, que é mais limpa e fácil de plantar.
Joguei alguns caroços de milho e em alguns dias teremos um pequeno milharal.
Aliás, é uma das mais doces e fortes lembranças que tenho, caminhar pelo milharal com meu amado avô Paipreto.
Eu gosto das coisas simples
É isso.