Mostrando postagens com marcador Cabo da Boa Esperança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cabo da Boa Esperança. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de dezembro de 2013

Em busca do tempo perdido

                                                                          



Assistia ao Globo News Literatura e chamou-me a atenção o rosto esticado da jornalista-apresentadora. A boca da moça estava torta, um lado mais alto que outro e uns lábios que lembravam a bico do Pato Donald.
A testa muito lisa; uma aparência forçadamente jovial para uma pessoa que já dobrou o Cabo da Boa Esperança.
Pra quê isso tudo?
As pessoas dispensam um tempo enorme correndo contra o tempo e nem percebem que desperdiçaram tanto tempo correndo em busca do tempo perdido.
Um tempo que não volta mais.
O tempo é implacável.
Vejo tanta gente, principalmente mulheres, em busca de tratamentos milagrosos que revertam os sinais do tempo e, em alguns casos, esses tratamentos acabam tendo o efeito inverso.
Caras, testas, bochechas e lábios tão esticados que se transformam em uma figura caricata de alguém que corre desesperadamente contra o tempo
O tempo tem seu próprio tempo.
Bom...
O programa falava sobre a obra de Marcel Proust, Em busca do tempo perdido, uma obra que quero ler na íntegra.
Minha fila de livros à espera de leitura segue cada vez maior e mesmo assim eu não perco a mania e o vício de comprar mais livros.
Corro contra o tempo na tentativa de ler todos os livros que quero ler, será que conseguirei? Será que o tempo me permitirá esse prazer?
Espero que sim.
É isso.


                                       

terça-feira, 1 de maio de 2012

Entrou

Conheço pessoas que gostam de esconder a idade; fazem muita questão disso. Bobagem.
Conheço pessoas que diminuem a idade; fazem muita questão disso. Bobagem.
Tem gente que já dobrou o Cabo da Boa Esperança e está pra lá de Marrakech, mas age como se marinheiro de primeira viagem fosse.
Bom...
Papai adorava aumentar nossa idade e isso nos desagradava um bocado.
Fazíamos aniversário hoje e amanhã já estávamos um ano mais velho do que nossa atual idade, segundo os cálculos de papai, claro.
Por exemplo: Rogério fez vinte anos no dia 29 de fevereiro e papai disse: "Já entrou pra vinte e um!".
Rogério não gostou e disse: "Não senhor! Se eu morrer amanhã morro com vinte anos. Oxe!"
Mas não adiantava, papai sempre tinha seus argumentos: "Não sinhô digo eu! Se tu completou vinte anos hoje quer dizer que tu já entrasse pra vinte um".
"E quando eu fizer vinte um vou entrar pra vinte e dois?"
"Justamente!"