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quarta-feira, 13 de março de 2013

Miscelânea Gastronômica

                                


Fui aos bancos; sim, pobre tem vários boletos que são pagos em alguns determinados bancos apenas.
Depois dos bancos passei no pet shop do bairro para comprar ração para a gataiada; pedi um pouco emprestada do vizinho, mas ninguém comeu. 
Mas num tô dizendo, homi?, diria mamãe. 
Gatos de pobre, mas tudo cheio de luxo.
Na volta da ronda parei na barraca do conterrâneo galego com cara e corpinho de Papai Noel. Ele voltou, graças a Deus. Velho trabalhador, já o filho é a preguiça em pessoa, não à toa tem aquele corpinho de chupeta de baleia. O bicho só come e dorme. Tá loco meu!
Comprei água de coco e uma jaca, fiado. Pago amanhã.
Nesse calorão, uma água de coco bem geladinha é uma delícia! E depois "rapar a carninha" do coco então. Meu Ébano Nêgo Lindo adora a "rapinha" do coco. Esse meus gatos não são muito normais.
Cheguei em casa e abri a jaca; estava meio seca, por isso só comi um pouco mais que a metade. 
Dali a pouco escuto: "Olha o milho!".
Comprei milho cozido, pamonha e curau. Adoro milho e seus derivados, assim como coco.
Mas o curau estava doce demais e depois de duas colheradas acabei jogando fora.
O curau, para nós nordestinos, é  canjica e a canjica daqui é chamada por nós de mugunzá.
Aliás, o açúcar faz parte da cultura brasileira, já disse Gilberto Freyre no seu livro "Açúcar".
Minha avó Mãevelha só usava açúcar mascavo que na nossa época era o açúcar dos menos abastados, os mais ricos usavam açúcar refinado.
Tudo aqui é muito doce; sucos, refrigerantes, doces, bolos...
Eu prefiro aquelas águas com suco de frutas e adoçante, são menos doce. Já os refrigerantes, principalmente a Fanta Uva, é um melado só. Gosto muito não.
Vejo gente colocar açúcar no leite com achocolatado, que já vem doce! Dá até uma gastura.
E assim foi o dia de hoje, uma miscelânea gastronômica.
É isso.




                                         
                                

domingo, 25 de dezembro de 2011

Bruno

                                         
É meu sobrinho. Um dos cinco filhos do meu irmão Rogério.
Meu irmão teve filhos por ele e por mim; Lei da compensação.
Bruno é um garoto esperto, lindo, terrível e tem um falar todo especial. 
Bruno fala carregando no "s", como se fosse carioca.
Não sabemos de onde vem esse sotaque; o pai de Bruno é pernambucano, a mãe é baiana e ele nasceu em São Paulo.
Perguntamos a Bruno para que time ele torce e a resposta é: "Botafogo".
"Mas Bruno, o Botafogo é do Rio, você tem que torcer por um time de São Paulo. Que tal o Corinthians?".
"O Corinthians é caca"
Pedimos: "Bruno, conta até cinco".
"Um, dois... cinco!"
Almoçávamos um churrasco na casa de Bruno e mãe dele diz: "Vem comer uma carninha, Bruno". "Não quero carne, só quero chuáco (churrasco)".
"Vem tomar refrigerante, Bruno".
"Não quero refrigerante, só quero Fanta".