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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Boba

                                      



Feriados se aproximando. Ataques, fogo, população revoltada, polícia de mãos atadas.
São Paulo está um caos.
Parece que virou moda, qualquer descontentamento e as pessoas saem à ruas e rodovias colocando fogo em tudo, principalmente em ônibus e caminhões.
Mas o quê esses veículos têm a ver com as frustrações da população? Que culpa eles têm?
Simplesmente tiram o motorista dos veículos e tocam fogo em tudo. Desleal, desumano, bestial, fútil...
Alguém parou para pensar no mal que fazem a esses inocentes? Muitos motoristas trabalharam e trabalham duro para poder comprar o caminhão, pagar frete, pedágio, manutenção, combustível etc... 
Esses mesmos motoristas encaram estradas ruins e perigosas e não veem a hora de voltar para casa, para suas famílias. 
Depredação, violência e protestos fúteis e tolos de estudantes da USP. Os caras querem a polícia fora dos campi (plural de campus) e ao mesmo tempo reclamam da falta segurança!
Que raios querem? A polícia fora quando estiverem fumando seus cigarrinhos do capeta? E polícia por perto quando precisarem de segurança?
Protestos se transformaram em diversão, em vandalismo, em arrebentar, quebrar e destruir, tudo bem longe do real significado da palavra protesto.
O que está acontecendo com as pessoas? O que as torna tão tolas, fúteis, vazias?
É tudo tão rápido, prático e descartável.
Eu não me adapto a esse modo de vida. Sou das antigas e ainda acredito no respeito, na convivência mais ou menos pacífica, no cada um no seu quadrado mas na boa.
Sei lá.
Preciso escrever, mesmo que seja tolice.
Preciso extravasar, transbordar e faço isso por meio das palavras escritas. Já disse aqui que não sou boa com palavras ditas. sou sempre mal interpretada.
Às vezes acho melhor ficar na minha e apenas escrever.
Estou adiando o que tenho vontade de falar/escrever; o que preciso escrever.
Escreverei/falarei depois.
Não é vergonha.
Como dizia mamãe: "Vergonha é roubar e não poder levar".
Até hoje tudo o que roubei eu pude carregar: livros e plantas.
Será que confessar crimes assim é passível de prisão e punição?
Mas quem vai provar ou depor contra mim?
Já faz tanto tempo que pratiquei esses atos infracionais!
Preciso rir, sorrir... Por dentro e por fora.
Um dia uma senhora bem idosinha disse que eu tinha um sorriso tão bonito e que eu deveria sorrir mais... Chorei quando ela disse isso. Não sei porque, mas chorei.
Ando tão boba ultimamente. Sempre fui boba, acho eu.
Acho que é isso.




                                      



segunda-feira, 23 de abril de 2012

Laranja

                                          




Rosi já deu uma "latada" na cabeça de Rogério e despejou a embalagem de talco em Fubá quando este era bebê.
Todos esses ataques fraternais tiveram nobres motivos.
A vítima da vez é Renata.
Rosi tinha ido à feira com mamãe e chegara em casa cansada e ainda tinha que guardar as coisas e aturar as manhas de nossa irmã caçula, Renata.
Renata tinha ido com elas e voltara chorando e esperneando por algum motivo. Renata era terrível quando criança. Jesus.
Entram em casa e Renata segue na frente chorando, reclamando, pentelhando mesmo e Rosi puxando o carrinho de feira logo atrás; não deu outra: Rosi pegou uma laranja e jogou em Renata e acertou bem no meio das costas dela. Vixe!
Boa pontaria! Arremesso de laranja à distância. Medalha de ouro.