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terça-feira, 15 de março de 2016

Menina Buliçosa

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Gatos espalhados pela casa, em cima das estantes e em todos os lugares.
Tive que deixar livre a parte de cima das estantes para que os folgados possam deitar sem precisar fazer malabarismos sobre meus preciosos livros.
Tarde luminosa, típica do Outono, que chega semana que vem, graças a Deus.
Março é o mês das mudanças, mês das águas e dos gatos. Por que será que nasci em Março? Deve ser coincidência. Será?
A Páscoa chega mais cedo esse ano e iremos à casa do meu irmão caçula em Ilha Comprida. Adoro estradas e viagens, principalmente se for para onde tiver a presença forte e constante da Mãe Natureza: rios, lagos, mar, plantas...
Seria melhor se eu pudesse andar para caminhar na beira da praia e molhando os pés nas águas do meu amado mar. É frustrante e revoltante não poder andar, ainda mais para quem fazia caminhadas pelo bairro aos finais de tarde.
Tomei café com bolo de aniversário, adoro bolo "melecado", como diz minha irmã Rosi. Bolos, docinhos e salgadinhos de festa ficam mais gostosos no dia seguinte, assim como as sobras das grandes refeições em família.
Peguei uma receita de pudim de leite em pó e quero fazer. Adoro cozinhar. Se fosse como era antes e como eu gostaria que fosse, já teria ido ao supermercado e feito minhas compras de itens de primeiríssima necessidade: leite condensado, chocolate, doces, sorvetes...
Aniversário se aproximando; sinto-me bem, graças a Deus. 
Adiantei algumas coisas pela casa e separei toda a roupa para lavar, gosto de estar em movimento, inquieta, buliçosa, como diziam meus antigos: "Eita menina buliçosa, meu Padim Ciço do Juazeiro!".
Ficar parado é a pior coisa para quem é arteiro e buliçoso por natureza.
Minha batata doce e meu chuchu estão brotando, lindos, mas os abacaxis vão demorar um pouco mais.
Um dia terei um canto meu e terei que pedir licença aos girassóis, margaridas, flores do campo, orquídeas, primaveras, chuchus, abacaxis e toda a Flora para poder entrar em casa.
Fico triste quando as pessoas dizem que não gostam de plantas e que árvores como ipês e paineiras só fazem sujeira. Acho linda a "sujeira" que as belas flores roxas, róseas e amarelas fazem.
É isso.



                                       Resultado de imagem para menina buliçosa

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Sábias Senhoras

                                 Resultado de imagem para árvores frutíferas pitanga



Tarde bonita e ensolarada, quintal cinza e verde.
Acho bonito o verde que invade o cimento cinza e quebrado do quintal.
Plantas crescendo, se recuperando e ficando lindas.
Gosto dos fins de tarde.
As horas da manhã passam muito rápido e é uma correria só; lembro de mamãe se desdobrando para lavar as roupas e aproveitar o sol e preparando a comida para a turma que viria ao meio dia almoçar.
A tarde vinha...
Descíamos para o intervalo e enquanto os colegas ficavam na imensa fila para tomar o lanche, eu observava a luz do sol sobre as árvores da escola, a poeira que levantava quando os carros passavam, o céu azul...
Eu achava tão lindo.
Gostava de ir à casa da tia Anália com mamãe, sentávamos lá fora, tomávamos café, colhíamos pitangas, cebolinha verde e coentro da pequena horta. Voltávamos para casa, caminhávamos pelas rua de terra, mamãe parava para cumprimentar algum conhecido e dizer que ia para casa para colher as roupas do varal; a chuva já estava lá no Corinthians.
Todo mundo já para o banho, antes que o seu pai chegue e comece a reclamar; Deus nos livre!
Era tudo tão simples, pobrezinho mesmo, mas tínhamos sonhos e esperança tão singelos. 
Já escrevi postagem semelhante, eu sei, mas as boas memórias fazem bem à essa minha alma angustiada, triste e inquieta.
Sonhei indo ao médico, o neurocirurgião, e levava exames para ele ver. Eu caminhava por ruas bonitas e arborizadas, passava por uma praça bem grande e com pés de manga, pinha e jaca carregadinhos. As frutas ainda eram novinhas e estavam verdes e eu dizia para mim mesma que chamaria meu irmão Rogério para me ajudar a colher as frutas quando estivessem maduras.
Eu andava com pressa, mas reduzia o passo quando caminhava por entre as árvores; era tão bom apreciar aquela beleza verde.
As árvores pareciam me cercar, me proteger, me dar forças e cuidar de mim. Eram velhas e sábias senhoras.
Queria ter um pedaço de chão para cuidar e deixá-lo coberto de verde e outras cores.
É isso.


                                   Resultado de imagem para árvores e flores



                                        


                                   

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Terra

                                  Resultado de imagem para pes de melao


Tenho dormido de três a quatro horas por noite e quando consigo dormir seis horas, comemoro.
Insônia habitual somada aos prolemas, preocupações e muita ansiedade.
Às vezes tento dormir durante o dia, mas tudo o que consigo são alguns cochilos interrompidos pelo telefone, campainha, gritaria de vizinhos e o barulho da rua.
Ligo a TV, mas vejo quase nada; ligo apenas para fazer companhia, é estranho, eu sei.
Ontem lavei roupas e lavei os panos de chão; a moça que me ajuda viria limpar a casa hoje e iria precisar de panos e tapetes limpos.
Quando trabalho ou faço alguma coisa pela casa, eu me sinto útil e viva. É tão bom e faz bem.
Estou cansada dessa vida trancada dentro de casa e só sair para ir aos médicos e laboratórios.
Estou cansada de depender da minha irmã e meu cunhado para fazer tudo para e por mim; incomoda e eu não gosto de incomodar.
Fui me deitar até que bem, mas sou acordada por uma fortíssima dor de cabeça; parecia que tinha dezenas de martelos saltitantes dentro da minha cabeça. Que dor!
Tomei os remédios e adormeci. Levantei cedo para esperar a moça chegar e fiz meu café. Liguei a TV e folheava uma revista, me deu uma tontura de repente.
Tentei me segurar, mas não deu, deitei e adormeci. 
Meu Deus, vou morrer agora?
A moça chegou, abri a porta pra ela e disse-lhe que não a ajudaria muito hoje com os afazeres, eu não estava bem.
Fim de tarde, ameaça chover, céu cinzento, nuvens carregadas. Joelhos que doem e estalam, a coluna também. Estou crocante.
Fui ao quintal pegar alguns tapetinhos e parei para ver as graciosas mudinhas de melão, milho e feijão; estão tão lindas. Eu gosto tanto.
Arrumei algumas plantinhas, apreciei e agradeci a paz que me trazem e o bem que me fazem.
Liguei para o IAMSPE e perguntei sobre a cirurgia, mas a moça disse que não tem acesso à essas informações e que aquele número é só para agendar consultas e exames; tem que esperar o médico/hospital ligar. Paciência.
Final de ano, estamos a um mês do Natal, deve acontecer ano que vem.
Vejo comerciais dos hipermercados e sinto falta da minha liberdade. Adorava fazer minhas compras, minhas frutas, muitas frutas.
Não sei que raios eu fiz em outras vidas, mas que estou pagando gostoso, ah, estou!
É isso.



                                  Resultado de imagem para pes de melao

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Religar

                              Resultado de imagem para mudinhas de plantas


Essas minhas doenças estão tirando o melhor de mim. 
Frustração, raiva, revolta e muitos porquês.
Esperança, planos para um futuro com saúde também.
Estava muito triste ontem e lutei muito para não ficar hoje também.
Lembrei de mamãe: "Com tanta coisa pra fazer pela casa e tu de cara pra cima!".
Fiz meu café, sem ele o dia não começa bem. Acho que sou dependente de cafeína.
Escrevi, falei com minha irmã e minha sobrinha, duas inocentes que não sabem como jaca é uma fruta deliciosa.
Foram ao Zoológico de Guarulhos ontem e lá fotografaram uma linda jaqueira carregadinha. Por que não trouxeram pelo menos umas quatro jacas pra mim?
Beatriz diz que sou mundiçada e que jaca fede à gasolina. Fede coisa nenhuma! Jaca tem um perfume divino!
Depois desse diálogo frutífero com elas, resolvi não dar brecha para a tristeza e fiz algumas coisas pela casa e no meu ritmo de tartaruga manca. Fiz coisas que gosto: coloquei roupas na máquina, sentei na cadeira lá fora com os gatos em volta, plantei as sementes de feijão, milho e melão que preparei e reguei as plantas. Estão tão lindas.
Em uma brechinha entre o chão e o muro, brotou um limoeiro ou uma laranjeira, ainda não sei. Está lindo e cresce a cada dia.
Queria tirar de lá e colocar em um vaso maior e com mais terra, mas tenho medo de machucar a mudinha ou que ela não goste da mudança. 
Vou pedir ajuda aos Seres de Luz da Mãe Natureza.
Tenho minha Fé e não sigo determinada religião X ou Y; o mundo anda tão violento, intolerante, brutal, cruel.
Ataques terroristas em Paris na sexta-feira passada. Enxurrada de lama em Mariana, Minas Gerais, e muitas vidas perdidas; tanto humanas como animais.
Vivemos em um mundo intolerante onde grupos radicais querem dominar, impor e fazer valer sua vontade e suas crenças medievais.
Não podemos fazer isso ou aquilo, a verdade é só a que está escrita em determinado livro. E os outros livros? E a verdade dos outros? Por que impor a ferro e fogo aquilo que acreditam? Por que não trocar conhecimento?
Radicalismo, fanatismo, manipulação, ignorância.
Por esse Brasil varonil, chamaram a filósofa Simone de Beauvoir de "baranga" e boçais ditos religiosos alegaram que "querem doutrinar" os alunos, as pessoas, o país. Mas olha só quem fala em doutrinar!!!
Assisti ao filme "A Teoria de Tudo", sobre o brilhante cosmólogo Stephen Hawking, de quem sou fã de carteirinha. Gosto de cérebros pensantes e não apenas de carinhas bonitinhas, como está tão em voga.
É perguntado ao cosmólogo como e de onde ele tira forças para viver com uma doença debilitante, sendo ele um ateu, e ele responde: "Enquanto há Vida há Esperança".
Não sou ateia, mas não sigo religião alguma. Encontro Deus nas coisas simples que gosto, principalmente nas coisas da Mãe Natureza.
Tenho uma Fé muito forte, como já disse antes, e isso me basta.
O mundo anda tão complicado...
Bom...
Cuidei das plantas e isso me faz bem. Elas me religam com o Criador.
Religião =  do Latim Religare. Ligar Criador e Criatura.
É isso.



                                 Resultado de imagem para mudinhas de plantas

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Coisas

                                  Resultado de imagem para livros e plantas



Forte dor de ouvido e pressão alta, combinação incômoda e dolorosa.
Tomei remédios e fui para a cama mais cedo; muita dor.
Tinha feito algumas coisas pela casa, mas o trabalho doméstico nunca termina, graças a Deus.
Mas as coisas não rendem no meu passo de tartaruga manca, me canso rapidamente e preciso parar.
Uma amiga havia falado sobre uma diarista e eu aguardei ansiosamente; a moça deveria ter vido à uma da tarde, conforme combinado, mas não veio. Pensei que não tivesse interesse, que desistira ou algum outro problema que a impedisse de vir; desanimei.
Assisto à novela das seis, muito bonitinha, e escuto a campainha tocar; era a diarista. Disse-lhe que não a esperava mais, pois o combinado foi ela vir à uma hora. A moça disse que era para ser assim, mas "aí aconteceu um negócio" e ela só pode vir já perto das sete da noite. OK.
Sou da velha escola, como diz o ditado norte americano; sou a última romântica e costumo honrar meus compromissos. Procuro chegar alguns minutos antes do horário, por exemplo.
Mas parece que a geração atual está mais irresponsável, desapegada das responsabilidades e obrigações e todo mundo "está de boa" e os outros não são importantes.
Bom...
A moça virá amanhã cedo, permita Deus.
Tem muita coisa para fazer e depois do trabalho pesado quero me dedicar às pequenas coisas que gosto muito mas que não consigo fazer sozinha. Até consigo, mas corro o risco de cair e fico também muita cansada.
Quero separar mais livros, folheá-los, me entregar a esse ato prazeroso.
Quero mudar algumas plantas de lugar, quero organizar o guarda roupa do meu jeito e por aí vai.
Tenho perdido o gosto, o ânimo e a vontade de fazer as coisas que sempre gostei e me fazem bem; parece que estou procrastinando para ter o que fazer quando estiver bem. Mas essas atividades me fazem bem!
Meio maluco, meio confuso, eu sei.
É isso.



                                       Resultado de imagem para livros e plantas e jardim

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Cadeira Azul

                                    Resultado de imagem para cadeira azul com livro  no jardim



Estou tão cansada hoje.
Passei longas e agradáveis horas sentada lá fora cuidando das plantas, uma das coisas que mais adoro, mas a coluna e os joelhos reclamam. E como!
Não dormi bem, pra variar, acordei sobressaltada, agitada e a cabeça pulsando: pressão alta.
Nível de stress subindo desde logo cedo, graças a Deus, mas que à tarde começou a baixar: apenas 98%.
Sinto falta do tempo em que tinha tanta energia, era tão ativa e podia bater os quatro cantos do mundo, como dizia mamãe.
Que doença mais besta, meu Deus do céu!
Jardim com uma cadeira azul em meio às plantas. Sentar, apreciar, ler um bom livro e tomar uma boa xícara de café.
Vontades também... maçã verde, melão, melancia, caqui, mamão, cuscuz com leite...
É isso.


                                    Resultado de imagem para maça verde

quarta-feira, 11 de março de 2015

50 Tons de Verde

                              Resultado de imagem para nuvens com sol e chuva



Faz um dia bonito; céu azul e vento frio.
Choveu rapidamente agora a pouco. Foi uma nuvem passageira, uma nuvem criança que não sabe ainda controlar o momento certo de chover, diria meu povo antigo.
Esses dias de céu azul e vento frio têm um significado especial e marcante para mim, assim como os dias cinzentos, frios e chuvosos. Não sei explicar como nem porque, só sei que têm.
Sinto as nuances, as diferenças no tempo, no clima, nos dias, nas folhas das plantas, no comportamento dos animais e nas coisa da Mãe Natureza.
Antigamente não existia aparelhos para detectar essas mudanças e as pessoas apenas observavam a Natureza e assim sabiam quando era época certa de plantar, colher, armazenar...
É fim de verão, graças a Deus, e os dias estão menos quentes. Sinto e vejo as mudanças no tempo, nos diversos tons de verde das plantas e no meu próprio humor.
Às vezes acho que vim a esse mundo por acaso, por engano ou por castigo. Se for por castigo, creio que já paguei uma boa parte da dívida.
Lavei roupas e o mesmo varal arrebentou pela quarta ou quinta vez. Improvisei como deu, é meio complicado fazer as coisas com uma mão só enquanto a outra segura o andador e mesmo assim já caí um bocado de vezes.
Hoje é quarta-feira, dias das ofertas, frutas e verduras frescas nos supermercados. Estava com vontade de ir, mas não me sinto muito segura com essas pernas fracas. 
Vou me virar com o que tenho e amanhã, ao sair do laboratório, irei. Vou conseguir.
Gosto muito de frutas, adoro, e gosto de ver a fruteira cheia. Gosto também de ver o armário da cozinha e a geladeira cheios. Ficávamos tão felizes quando chegava o dia do pagamento e mamãe passava em casa na hora do almoço só para nos deixar a bandeja de iogurte e seguir de volta para o trabalho. Quando chegava a noite, íamos ao supermercado para as compras do mês e nos permitíamos alguns luxos: bolachas, goiabada em lata, iogurte, suco em pó, achocolatado...
Estava sentada enquanto esperava a máquina terminar o ciclo e observava meu jardim. Estão tão lindo e viçoso.
Os gatos estão atacando minha orquídea, puxando as raízes e a casca do coco. Terríveis.
Já atacaram minhas baby roses amarela e vermelha, meu pé de melão, laranja, limão... Vou ter que fazer um jardim suspenso.
Agora todos dormem para quando a noite chegar recomeçar toda a correria, as brincadeiras, os ataques de ciúme e toda a arte e graça dos bichanos.
Acordei de madrugada com uma coisa fofa, quente e peluda deitada sobre cintura; era meu Ébano Nêgo Lindo que sentiu frio e veio se aquecer ao meu lado.
Morena Rosa desistiu de dormir na caixa de papelão e eu estranhei: gatos adoram caixas de papelão. O motivo? Nunes Boreal fez caquinha na caixa só para Morena Rosa não usar mais.
Tudo o que os outros gatos fazem para me chamar a atenção, Nunes Boreal faz igual ou pior. Depois dizem que os animais não pensam.
Como não?! Animais não são coisas inanimadas, animais têm vida!
Ando meio sem vida ultimamente.
É isso.



                                 Resultado de imagem para coco para plantar orquidea

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Vida Simples

                                  



Feliz 2015 a todos.
Mais um ano que chega e, a cada ano que passa, ficamos mais velhos. Sábios? Talvez.
Coisas boas e outras nem tanto. Parece que Deus, a Vida ou nós mesmos gostamos de nos sacanear.
Sempre quis ter coisas simples que eram e são tão caras para mim; liberdade é uma delas. 
Achava que viveria e seria saudável como sempre fui durante a infância até os trinta anos, quando tudo começou a degringolar.
Pensei que viveria a vida simples que sempre quis: ter saúde, trabalhar no que gosto, voltar para casa, cuidar da gataiada, das plantas, ler e cuidar dos meus preciosos livros tomando café e ouvindo Rock 'n' Roll. Era só isso.
Não queria boniteza nem riqueza, só queria andar com minhas próprias pernas.
Só queria ir à escola, dar minhas aulas, "implicar" com a molecada que fala e escreve de forma descuidada, falar com eles sobre livros, filmes, política e outros assuntos que surgissem durante a aula.
Sairia da escola após mais um dia de trabalho e faria as obrigações rotineiras: ir ao banco, ao supermercado, padaria, casa de ração, essas coisas simples e bobas que todo mundo faz e nem se dá conta.
Ir à casa da minha irmã para brincar com minha sobrinha, irmos ao Shopping, de vez em quando.
Dirigir sem limitações, sem problemas, sem perigo.
Ter ânimo para fazer os afazeres domésticos e manter a casa em ordem, obviamente tomando café e ouvindo Rock 'n' Roll. Sentar um pouquinho com Rosinha no colo enquanto a máquina de lavar termina o ciclo de lavagem. 
Estender a roupa no varal, regar as plantas, olhar para os céus, ouvir os ventos que anunciam a chuva e tirar as roupas do varal.
Era só isso.
Essa minha solidão acompanhada por gatos, livros, plantas, café, casa de irmãos, sobrinhos... Coisas simples que gosto tanto e que me fazem bem.
Vem a Acromegalia, que quase me mata, e junto com ela vem tantas outras mazelas que me fazem tão mal, me roubam o ânimo, a energia, a vida.
Osteoartrite - artrose - que endurece, enrijece a perna direita. Joelho fofo, inchado, quente e dolorido.
Fraqueza, desânimo imenso.
Mas eu vou ficar boa para poder viver minha vida simples. Tenho fé e acredito.
É isso.


                                  

                                    


                             



domingo, 30 de novembro de 2014

Desafio

                               


Domingo cinzento; nem calor nem frio.
Gatos alimentados e meu café tomado.
Trabalhei bastante pela casa ontem e o joelho direito doeu muito. Usei um forte produto de limpeza que contem muito cloro e agora estou espirrando bastante.
Fui ao bingo na casa da minha irmã e foi divertido, como sempre.
Voltei para casa e senti um enjoo e tontura: "Mas o que foi que comi?". Era a pressão que estava alta e dessa vez não senti o habitual "soco" na nuca; novos sintomas.
Falta pouco para o fim do ano letivo, vai até dia dezoito de dezembro, e depois vou voltar à rotina de médicos, exames, consultas etc...
Quero concluir esse ano, prometi a mim mesma, e vou conseguir. Auto desafio lançado, aceito e perto de ser concluído.
Bom...
Vou ficar de boa hoje, como dizem os alunos. Vou replantar a mudinha de cróton e o milho. Estavam tão verdinhas, mas Ébano Nêgo Lindo deitou-se sobre elas com seus mais de cinco quilos.
Melhor fazer um jardim suspenso.
É isso
.


                                      

sábado, 1 de novembro de 2014

Coisas que gosto

                                


Levantei cedo hoje; antes das sete horas.
Vizinhos conversando, outros utilizando máquinas barulhentas para consertar algo, acredito. 
Levantei bem melhor, graças a Deus, e dormi melhor que os outros dias. Foram e são noites de insônia, de cochilos interrompidos pelo "soco" na nuca e o calorão do caramba.
Estava me sentindo péssima ontem e, para variar, caí de novo e dessa vez foi mais difícil me levantar.
Fiquei em casa e só fiz o habitual e obrigatório: café e cuidar dos gatos; só.
Que dia horrível, meu Deus!
Fui para a cama mais cedo, tomei os remédios e adormeci. Acordei, como disse, com o habitual barulho da vizinhança.
Levantei, fiz meu café e cuidei da gataiada.
Adorei abrir a porta e ser presenteada com um dia bonito, plantas verdinhas, fresquinhas e viçosas e terra molhada pela simpática e agradável chuva que caiu de madrugada. Agradeci e pedi mais chuva.
Agora vou fazer uma das coisas que mais gosto: cuidar dos livros. Tirar o pó, reorganizá-los para depois desorganizá-los. É tanto livro que não tem mais onde por.
Só não dá mais para sentar no chão; até dá, mas o trabalhão para levantar...
Acho que é hora de encarar o que menos gosto e que mais preciso: tratamento médico. É o jeito.
Coluna dói, joelhos, ombro direito e mãos também. Osteoartrite sistêmica acelerada e agradava pela Acromegalia.
Fico pensando durante minhas eternas noites de insônia: "Mas que doença mais besta, meu Deus do céu! Por que eu?!".
Bora trabalhar antes que a bateria acabe!
É isso.



                                     

sábado, 30 de agosto de 2014

Procrastinar



                                   


Acostumei a acordar cedo e às cinco da manhã já estou desperta. Mas hoje é sábado e fiquei na cama com a gataiada até mais tarde. É tão bom.
Fiz meu café, coloquei roupa na máquina, reguei as plantas e me encantei com os pequenos pés de melancia e melão que desabrocham lenta e graciosamente.
Cuidei das baby roses, me encantei também com a samambaia verdinha e fresquinha.
Fiz salada de alface e tomate e fiz suco de laranja com maracujá.
Andei pra lá e pra cá e obviamente cansei. O joelho direito dói e entreva; está ficando cada vez mais difícil andar.
Estou procrastinando, (acho legal essa palavra) enrolando, embaçando, adiando, evitando...
Mas vai chegar uma hora que precisarei encarar os médicos de novo e encarar agulhas, exames, mais remédios e todos os perrengues de um tratamento de saúde. Não deveria ser tratamento de doença? Faz mais sentido, penso eu.
Tudo seria tão bom se não fosse esse entrevamento, essas dores, essa dificuldade para andar, meu Deus.
O dia seria tão bom se não fosse o vizinho tocando as mesmíssimas músicas infantis desde as oito da manhã. Até memorizei as ditas cujas.
Que saco!
Minha avó dizia que quando o coisa ruim não vem, manda o secretário. Os vizinhos barulhentos voltaram para sua cidade de origem, graças a Deus, mas os outros vizinhos resolveram dar continuidade ao estilo sem educação-sem noção-música alta-que se dane os outros. 
Ouço meu Rock, mas não incomodo ninguém, toco para eu ouvir e não para os outros!.
Daqui a pouco tem o fluxo, o Funk com suas músicas nojentas; pornografia cantada.
Estou com fominha, suco e salada não dão sustança. Vontade de comer bolo.
Começou a esfriar.
Ouço o canto de um passarinho que canta madrugada adentro e eu acho lindo.
É isso.



                                    










domingo, 17 de agosto de 2014

Frescor

                                


Choveu ontem e parece que vai chover de novo.
As plantas ficam bonitas, viçosas, frescas, vivas...
Coloquei as baby roses em vasos maiores, podei, tirei as folhas amareladas, reguei e ficaram lindas.
Plantei sementes de flores miúdas, frágeis, graciosas e coloridas, minhas favoritas. Plantei melão e melancia para acompanhar o belo maracujá.
Lavei a roupa branca, cozinhei arroz e feijão, fiz café e agora vou limpar o piso branco da casa.
Que ideia de fazer uma casa toda branca!
A gataiada dorme. Loretta comilona e gulosa está ao meu lado, parece um cachorrinho e me segue pela casa. Leozinho dorme também ao meu lado. 
Branca, Alice, Aldebarã, Ébano Nêgo Lindo estão em cima do carro. Rosinha dorme no quintal junto às plantas.
Mais um domingo...
Hoje é aniversário da minha sobrinha Maria Julia; faz 12 anos e já está com 1.70m (um metro e setenta). Ela adora livros, graças a Deus, e está lendo Oscar Wilde.
Vou tirar a roupa do varal, a chuva se aproxima.
É isso.


                                



quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Raso e Fundo

                                 



Muito frio. Sensação térmica de -2º (dois graus negativos).
Fui ao banco pagar mais uma conta atrasada; com os juros cobrados dava para pagar um pequena conta.
A situação continua difícil, "periquitante", como dizia mamãe.
"Procuro terra nos pés e não encontro", dizia mamãe, e eu imaginava minha titânica mãe a mexer a terra com os pés como se estivesse brincando.
Fazíamos isso com a terra fina vermelha que mais parecia areia. Remexíamos a terra, fazíamos desenho, apagávamos os desenhos dos outros..
Fim de tarde quente e bonita, ventos que anunciavam chuva, a mulherada corria para tirar as roupas do varal e chamar a molecada para dentro de casa, cheiro de terra molhada, era tão bom...
Uma certa melancolia. Uma certa tristeza.
A gente passa por umas fases tão ruins, meu Deus!
É preciso ter fé para não sucumbir, confesso.
Confesso também minha melancolia sempre presente, às vezes rasa, às vezes profunda.
Chocaram-me as mortes do ator americano Robin Williams, do comediante do grupo Hermes & Renato e a do candidato à presidência da república, Eduardo Campos.
Duas mortes aparentemente por suicídio e a outra um acidente de avião. Li muitos comentários tolos sobre os suicidas e o "ato de covardia e egoísmo" em tirar a própria vida. Por que seriam covardes e egoístas aqueles que tiraram a própria vida? Por acaso sabemos o que se passava com eles?
Esse é o mal da Internet: tem muita porcaria, muita gente má e hipócrita que se esconde atrás de um tela de computador para alastrar seu veneno, sua estupidez, sua tacanheza e sua falta de caráter.
Eu uso a Internet para o bem e o que mais faço é escrever e compartilhar/divulgar posts de animais precisando de ajuda e/ou para adoção.
Sou muito criticada por isso, como se ajudar animais fosse crime. Se for, minha pena seria a prisão perpétua! Pois amo animais desde que estava na barriga da minha mãe e desde pequena tenho aprontado muitas artes em prol dos bichos.
Já falei sobre os girinos (filhotes de sapo) que tirei de uma poça que secava e os coloquei na caixa d'água reserva que tínhamos no quintal de casa. Ainda chamei mamãe de egoísta por recusar um abrigo aos pobres anfíbios.
Tive um sapo chamado Getúlio, maior gente fina, que adorava ficar dentro da bacia d'água dos cachorros. Eram amigos.
Tenho minha gataiada que me espera chegar, que sabe quando não estou bem e que sabe que eu sou responsável pela água fresca, pelo alimento, pela caixa coma areia sanitária, pelo carinho, pelo amor, pelo chamego e pelas broncas também. São lindos e terríveis, mal criados às vezes.
Acredito que é essa confiança dos meus gatos em mim que me dá forças para seguir em frente. Eu sempre penso neles quando não estou bem fisicamente, emocionalmente e outros "mentes"; eles me fazem tão bem.
Meus gatos, meus livros, minhas plantas.
E é um porre ter que ouvir, algumas vezes, o mantra: "Nossa, quanto gato! Nossa, quanto livro", Nossa, quanto mato!"
Mato é o caramba! São minha lindas e queridas plantas!
Cuidei da baby rose vermelha, que está viçosa, linda e deslumbrante, e depois vou cuidar da baby rose amarela.
É isso.