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terça-feira, 22 de julho de 2014

O menino vizinho

                               


Madrugada barulhenta, graças a Deus.
A vizinha mal educada, mãe monstra e esganiçada voltou para sua cidade natal levando o filho de dois anos. Pobre menino.
Há algumas semanas venho ouvindo as conversas, em voz altíssima, falando sobre a mudança, sobre o frio de São Paulo, a carestia de São Paulo etc...
Mas domingo foi horrível e me segurei para não chamar a polícia. Explico.
Chamei a polícia há um tempo atrás e optei por não me identificar, mas eis que chega a viatura, o PM toca minha campainha e pergunta: "Foi daqui que chamaram a polícia?"
Qual parte de "não quero me identificar" a polícia não entendeu?
Várias pessoas também relataram e relatam o mesmo problema.
Bom...
Apenas ouvi os gritos horrorosos da mãe, o choro dolorido do menino, o estalo do chinelo, os nomes feios... Meu Deus. 
E se eu chamasse a polícia iria atrapalhar a viagem da criatura e ainda sobraria pra mim, como já sobrou. O pai e o tio do menino tentaram tocar o terror em mim e tocavam a campainha de madrugada, forçavam o portão, puxaram a tampa/porta do relógio da luz... 
Não estavam preocupados com os abusos sofridos pelo filho e sobrinho, mas com raiva porque a polícia fora chamada!
Os gritos esganiçados da mãe assustavam até os gatos, que corriam e se escondiam debaixo da cama. A monstra mandava o menino ficar sentado no quarto enquanto ela ficava no quintal e na cozinha e quando o menino saía do castigo ela gritava ainda mais: "Sai daqui, desgraça!"
Como essa criança chorava!
Fiquei sabendo que viajariam ontem, segunda-feira, e estranhei ainda estarem em casa por volta das dez da noite. Fui para a cama e sou acordada à meia noite por vozes altas, objetos sendo arrastados, motor de carro ligado e rádio também.
Quanta falta de respeito e consideração!
Agora a pouco ouvi a voz do pai do menino dizendo à vizinha futriqueira que a esposa e o filho já estavam em casa lá na cidade de onde vieram.
Imagino esse menino sozinho na mão dessa mãe castradora e sem a proteção do pai!
Mas o que esperar de uma pessoa que confessa, em tom de graça e orgulho, não gostar de animais e ter muito prazer em matá-los!
Um monstro desses não pode ser bom pai ou boa mãe!
Que Deus proteja essa criança.
Amem.


                                   

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Boba

                                      



Feriados se aproximando. Ataques, fogo, população revoltada, polícia de mãos atadas.
São Paulo está um caos.
Parece que virou moda, qualquer descontentamento e as pessoas saem à ruas e rodovias colocando fogo em tudo, principalmente em ônibus e caminhões.
Mas o quê esses veículos têm a ver com as frustrações da população? Que culpa eles têm?
Simplesmente tiram o motorista dos veículos e tocam fogo em tudo. Desleal, desumano, bestial, fútil...
Alguém parou para pensar no mal que fazem a esses inocentes? Muitos motoristas trabalharam e trabalham duro para poder comprar o caminhão, pagar frete, pedágio, manutenção, combustível etc... 
Esses mesmos motoristas encaram estradas ruins e perigosas e não veem a hora de voltar para casa, para suas famílias. 
Depredação, violência e protestos fúteis e tolos de estudantes da USP. Os caras querem a polícia fora dos campi (plural de campus) e ao mesmo tempo reclamam da falta segurança!
Que raios querem? A polícia fora quando estiverem fumando seus cigarrinhos do capeta? E polícia por perto quando precisarem de segurança?
Protestos se transformaram em diversão, em vandalismo, em arrebentar, quebrar e destruir, tudo bem longe do real significado da palavra protesto.
O que está acontecendo com as pessoas? O que as torna tão tolas, fúteis, vazias?
É tudo tão rápido, prático e descartável.
Eu não me adapto a esse modo de vida. Sou das antigas e ainda acredito no respeito, na convivência mais ou menos pacífica, no cada um no seu quadrado mas na boa.
Sei lá.
Preciso escrever, mesmo que seja tolice.
Preciso extravasar, transbordar e faço isso por meio das palavras escritas. Já disse aqui que não sou boa com palavras ditas. sou sempre mal interpretada.
Às vezes acho melhor ficar na minha e apenas escrever.
Estou adiando o que tenho vontade de falar/escrever; o que preciso escrever.
Escreverei/falarei depois.
Não é vergonha.
Como dizia mamãe: "Vergonha é roubar e não poder levar".
Até hoje tudo o que roubei eu pude carregar: livros e plantas.
Será que confessar crimes assim é passível de prisão e punição?
Mas quem vai provar ou depor contra mim?
Já faz tanto tempo que pratiquei esses atos infracionais!
Preciso rir, sorrir... Por dentro e por fora.
Um dia uma senhora bem idosinha disse que eu tinha um sorriso tão bonito e que eu deveria sorrir mais... Chorei quando ela disse isso. Não sei porque, mas chorei.
Ando tão boba ultimamente. Sempre fui boba, acho eu.
Acho que é isso.




                                      



segunda-feira, 22 de julho de 2013

Mais um dia de domingo


                                   
Domingo de limpeza, perrengues com a molecada da rua e o bom e velho Rock 'n' Roll. Explico.
Fiquei só o dia todo e confesso que adoro, prefiro, amo ficar só algumas vezes. Quase sempre, é verdade.
Não sou um animal antissocial; meio, talvez.
Não sou uma ilha, uma península, talvez.
Ouço Rock enquanto coloco roupas na máquina, limpo daqui, tiro o pó dali etc... Mas de repente a máquina de lavar para, o aparelho de som desliga, as luzes piscam: Já sei! São os infames dos moleques com seus malditos pipas preso à rede elétrica. Droga!
Abro a porta e é claro, óbvio, público e notório que encontro os dois meninos dos vizinhos, os anjinhos, puros e inocentes a prender linha no fio e a puxá-lo. Queda de rede, claro.
Reclamei, falei, me arretei e entrei. 
Dali a poucos segundos escuto barulhinhos de pedra no telhado e advinha quem jogava as inocentes pedras? Os doces e inocentes meninos dos vizinhos.
São dois cão dos infernos, Deus me perdoe!
Reclamei, falei, me arretei, entrei e chamei a Polícia. Escuto uma ladainha até ouvir uma voz humana de verdade e ouço uma voz feminina que não percebe que a ligação completou e a ouço dizer gracinhas para os colegas e a rir alto. Era só o que faltava!
Falta de profissionalismo e desrespeito para com quem liga para o número 190.
Na boa.
Em poucos minutos a viatura chega e os simpáticos policiais perguntam o que está acontecendo. Relato toda a ladainha e o rosário de reclamações: Os técnicos da AES Eletropaulo levaram mais de três horas para consertar o fio; a molecada joga linhas no fio e o puxa, balançando-o e desligando-o; se queimar meus eletrodomésticos, os pais me pagarão/darão novos?; se eu tomar os pipas das mãos dos moleques, constituirá crime?; mas os moleques podem perturbar a paz do meu lar e eventualmente causar um curto circuito que queime toda minha parafernália doméstica? Existe lei contra isso? Se sim, de que lado está a lei?
Um dos policiais disse para eu fazer um B.O (boletim de ocorrência) na Delegacia e assim os pais desses diabos, digo, anjinhos, responderão processo.
Mas adianta? 
Tem pai que é cego. Tem pai que defende o filho com unhas e dentes mesmo sabendo que o moleque está errado e ainda justifica dizendo que o anjinho é apenas criança. Tá.
Bom...
Só sei que não está fácil e quando reclamei com a molecada, um deles me chamou de maluca.
Voltei para casa, fiz um bom e forte café, continuei minha limpeza dominical e ouvi o ótimo, o excelente Rock 'n' Roll, como suas magníficas guitarras e baterias poderosas. Lindo!
Ouvi um pouco de MPB também; ouvi Djavan, Titãs, Ira, Chico Science e Nação Zumbi...
Foi um bom domingo. Um domingo de solidão por opção, de limpeza, encrencas com a molecada, pipas e muito Rock!
Ao fim do dia, meus simpáticos e bregas vizinhos tocaram suas músicas horrendas nas quais o cantor mequetrefe parece ser fã dos gritantes e agudíssimos Zezé Di Camargo e Chitãozinho e Xororó.
Vão gritar no raio que os partam!
Na boa.
É isso.


                                          

domingo, 30 de junho de 2013

... La, La, iá...

                                  


Dores de cabeça, na coluna e joelho; madrugada fria, chuvosa e barulhenta. 
Não dá para dormir. Não dá para ser feliz.
Festa, música alta, pagode... la, la, iá...
Alguém chama a polícia; vozes, música desligada. Graças a Deus!
Polícia sai e a música volta... la, la, iá....
Pneus cantando, motores roncando, vozes e o pagode... la, la, iá...
Isso tudo às quatro da manhã.
Silêncio a partir das seis horas, mas às oito e meia o moleque do vizinho, aquele moleque sem limites, respeito pelos outros e educação, sai de casa e vai à casa do amigo chamá-lo. O pai do amigo bota o moleque pra correr; ainda é cedo e é domingo, as pessoas gostam de dormir até mais tarde ou simplesmente ficar na cama.
A tia do moleque mal educado liga o som do carro e toca pagode, mais la, la, iá.
Que coisa chata!
Família barulhenta, vizinhos barulhentos, cada um na sua e que se danem os outros. É assim que se comportam as pessoas atualmente.
O simples, justo e necessário ato de dormir está cada vez mais difícil.
La, la, iá...
Acho que se fizessem versões de músicas infantis em ritmo de pagode, elas ficariam assim:
"Atirei o pau no gato, la, la, iá...
Mas o gato não morreu, la, la, iá..."
"Borboletinha, la, la, iá...
está na cozinha, la, la, iá..."
Chato. Muito chato. Na boa.
É isso.


                                   

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Até quando?



                            


Mais um dentista morto após ser queimado por marginais só porque ele não tinha dinheiro.
Mais um "de menor" que dirige o carro da mamãe, atropela e mata um inocente que voltava ou ia para o trabalho. 
Já virou rotina atropelar as pessoas, arrancar-lhes membros, andar alguns metros com elas presas ao carro, jogar fora seus membros arrancados, abandonar os corpos em qualquer lugar.
O absurdo maior foi a coragem monstruosa de despir a vítima já falecida e levar-lhe o dinheiro.
Em que espécie de monstros estamos nos transformando?
Um conhecido comentou: "Lá em casa ninguém nunca tem dinheiro e estou com medo. Se forem nos assaltar, vão colocar fogo na gente". Deus nos livre a todos.
Vejo na TV as reportagens e alguns criticam e dizem que a polícia não faz nada. Mas aí fica um paradoxo: Se a polícia age, a polícia é bruta, os policiais são afastados, julgados. Se a polícia não age, é porque a polícia não faz nada.
Cada vez mais o crime cresce e a impunidade aumenta e é exatamente essa matemática perversa que nos mantêm presos em nossa própria casa e os criminosos livres, leves e soltos para cometer suas atrocidades.
Matar virou coisa comum, rotineira. Mata-se por um celular, por uns trocados, por nada. 
Filho playboy de milionário atropela e mata com seu carrão super potente um pobre que andava de bicicleta.
Bandido pega o carro da mãe, um modelo Audi, assalta e queima dentista.
Bandido "de menor" pega o carro da mãe, atropela e mata garçom que voltava do trabalho.
Quando criminosos serão tratados como criminosos e pagarão por crimes, sendo esses monstros maiores ou menores de idade?
Até quando os defensores bonzinhos continuarão a defender essas criaturas maléficas?
Aí dizem: "Mas tem que investir mais em educação. A culpa é da escola, é do governo, é do sistema, é do Papai Noel".
A escola onde trabalho ficou dois dias sem telefone e serviço de Internet; como?
Os adoráveis alunos destruíram a caixa com cabos, fios e conexões. Outros arrebentam a tomada, puxam os fios para fora e ao sair a faísca, comemoram juntos com os outros tolos que observam.
A escola liga para os pais e lá vão alguns. Uma mãe diz que não pode fazer mais nada e que está mais preocupada em cuidar do corpo e de tirar sua carta de motorista.
Que pai é mãe são esses que são incapazes de cuidar de suas próprias crias?!
Voltávamos pela Marginal Tietê e dois carros passam entre os outros, mudam de faixa sem sinalizar ou reduzir a velocidade; isso vai dar m..., dizemos.
Um rapaz jovem e bonito perseguia o outro motorista que dirigia um carro popular. Não pensaram nas consequências que essa briguinha boba poderia trazer.
Lembro que Ziraldo falou durante a Bienal do Livro, que os jovens de hoje são burros. Muitos criticaram o que ele disse e disseram que Ziraldo é velho e ultrapassado, pois os jovens de hoje já nascem sabendo usar computadores, tablets e afins.
Mas inteligência não é só saber mexer em um computador; o que fazem com a informação que surge a cada segundo? Usam para alguma coisa? Aprendem alguma coisa com ela?
Essa é  diferença.
É isso.


                                     
                                   

quarta-feira, 13 de março de 2013

Polícia, Sardinha e Ovo de Páscoa

                              


Mais uma noite mal dormida. Somaram-se insônia, as dores nas pernas e nos joelhos e os barulhinhos noturnos. 
Mamãe dizia que nossas pernas doem quando estamos crescendo; e doem muito!
Eu, prestes a completar quarenta e seis anos, dos quais, quarenta aqui nesse meu Santo São Paulo, ainda estou crescendo! Acromegalia do caramba!
Fui dormir bem depois das cinco horas da manhã; às quatro e quinze, chamei a polícia. Acho que já passou da hora de dar um basta nessa palhaçada!
Policiais novinhos, quase meninos ainda. 
Se eu fosse mãe não deixava não. Já pensou, meninos tão novinhos pela madrugada paulistana a combater o mal?
Deitei-me às seis e só consegui mesmo pregar o olho lá pelas oito e meia; de manhã por aqui é uma barulheira danada.
Me levantei às dez e depois das minhas obrigações domésticas e felinas, fui ao banco para pagar mais duas contas. Acho que para esse mês de março foram as últimas. 
Voltei tão cansada e tão dolorida. Deitei um pouco, mas não deu para cochilar; corpo cansado e mente a mil. Não combina.
Ainda faltam os ovos de Páscoa, mas já dei um jeito e acredito que amanhã vá comprá-los.
Quero também comprar sardinhas e prepará-las na panela de pressão, com bastante alho e vinagre. Delícia.
Amanhã estarei melhor dessas dores, é só pensar no prazer gastronômico da sardinha e do chocolate.
Pensar em coisas boas quando estamos meio tristes é um ótimo exercício mental.
É isso.





                                  

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Ilha Comprida - Gatos

Ilha Comprida
                                                    

Sempre falo e não me canso de repetir: "Ninguém é obrigado a amar animais, mas tem que respeitá-los".
Minha mais recente aquisição foi Cássio Antônio, e para falar a verdade, foi ele que me adquiriu.
Cássio chegou com algumas marcas de abuso, tem marcas de queimadura de cigarro em seu pelo. Só queria cinco minutos com o cabra safado que fez isso antes de entregá-lo para a Polícia.
Tem um gatão invocado na vizinhança que tem a cara de pau de pular a grade do portão e tocar o terror na minha gataiada e obviamente eles miam e fazem barulho. O simpático vizinho disse que queria abrir a janela e "dar um jeito" neles, pois o distinto não gosta da "zuada" que os felinos fazem.
Bom, nem eu nem ninguém podemos controlar o instinto animal, mas se eles pudessem ler, eu colocaria uma placa dizendo: "Queridos gatos, por favor, brinquem ou briguem em silêncio. Obrigada, a Direção".
Cássio Antônio é muito carente e está ainda muito inseguro e tem pouca confiança. Me segue por toda parte, pede carinho, mia desesperado quando sente-se sozinho e adora um chamego. É muito ativo, brincalhão, destruidor de plantas inocentes e muito carinhoso.
Não sei que mal uma criatura pequena e inocente dessa pode fazer!
Não sei o que leva uma pessoa a fazer tamanha crueldade com criaturas inocentes. Será que acham engraçado?
Quem é o animal aqui?
Fui convidada para passar o Réveillon em Ilha Comprida mas precisei declinar; não sinto-me segura deixando seis gatos adultos e um filhote sozinhos em casa e além do mais, tenho receio de ficar fora por muito tempo devido às chuvas fortes que geralmente alagam minha humilde residência.
Há outros motivos também, mas esses são os mais fortes. Talvez sejam.
Bom, acredito que não faltarão novas oportunidades. Acredito.
É isso.


                               

                        

domingo, 16 de dezembro de 2012

Corinthians, O Poderoso Timão

                             

Corinthians Bi Campeão Mundial.
Chupa Chelsea! Chupa antis!
É Nóis!
Não dormi direito devido aos fogos e à expectativa; tive receio de "perder" a hora do jogo e outras neuras.
Começa o jogo e os vizinhos torcendo pro Chelsea e secando o Timão. Eu os chamei de brasileiros bestas, onde já se viu torcer pra gringo? 
A desculpa dada é que não gostam do Corinthians porque fazem muita "zuada" (barulho). Perguntei: "E os outros times também não fazem barulho quando comemoram suas vitórias? Alguém comemora em silêncio e/ou meditando?! ". Povo besta, pensei comigo. Vem lá do fiofó do sertão tentar a vida em São Paulo e quer torcer para o Palmeiras, Santos ou São Paulo. Mano, time de pobre é Curinthia! Torcer para time burguês? Não dá, né?
Bom, torcer para qualquer um até pode, mas falar mal e secar meu Timão, não!
Coringão jogou com muita raça, muita gana, muita vontade de ganhar e ganhou.
Jogo do Timão é raça, suor, garra, vontade e dá muito gosto de ver. Aliás, é muito melhor ver o jogo do Corinthians do que ver os jogos do timeco que está seleção brasileira.
Os torcedores do Corinthians são fidelíssimos! Acompanham o time, incentivam o time, sofrem, choram, torcem e nunca o abandonam. 
É um bando de loucos.
Foram aproximadamente uns vinte mil maloqueiros para o Japão e o legal é que foi gente de bairros simples de São Paulo. Não tinha burguesia dos Jardins, Morumbi ou Moema, por exemplo; pelo menos não vi.
Eram manos-maloqueiros-loucos-fieis vindos do Tucuruvi, Jardim Brasil, Perus, Mooca, Cohab e Itaquera entre outros manos de cidades da Grande São Paulo e interior. A ZL estava lá representando nóis.
Os manos venderam carros, motos, fizeram empréstimos e pediram demissão só para poder acompanhar o Timão no Japão. Duvido que os torcedores dos outros times fizessem isso. Não é à toa que somos loucos e fieis.
Corinthians é uma nação, uma religião.
Os antis dizem que os corinthianos são maloqueiros, pobres, analfabetos, banguelas e bandidos. Dizem que quando o Corinthians joga o número de roubos, assaltos e outros crimes diminui em São Paulo. Engraçadinhos.
Eu sou corinthiana e não sou nada disso, mas gostaria de ao mesmo tempo aconselhar e pedir um favor aos manos: Por favor, troquem de roupa quando forem presos pela polícia e estiverem vestindo camiseta do Corinthians. Peçam educadamente ao simpático policial que os estiver prendendo um minutinho apenas, só para trocar de camiseta. De repente vistam a camiseta de um outro time, só pra contrariar os caras, tá ligado?"
Mas como diz a letra do hino: "És do Brasil o clube mais brasileiro".
E não sou banguela, bandida ou analfabeta, mas sou pobre, maloqueira, sofredora, graças a Deus!
Vai Corinthians!



                                    

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Pais e Filhos: Respeito

                                  


Tenho orgulho de sempre ter respeitado meus pais, mesmo quando eu discordava de suas ideias, da maneira como educavam alguns filhos e quando eu discutia com eles.
Mamãe dizia que todos nós seis éramos iguais para ela, mentira. Ela era machista e mimava mais os filhos homens, principalmente meus dois irmãos mais velhos.
Em contrapartida, papai implicava com meus irmãos e mimava excessivamente minha irmã caçula. 
Por que uns têm que se lascar enquanto outros ficam na boa?
Assisto às vezes aos programas Super Nanny tanto na versão americana quanto na versão brasileira. A nanny americana é na verdade uma inglesinha gorducha e a nanny brasileira é uma senhora argentina e que tem jeitão de diretora de escola.
São famílias disfuncionais; pais que trabalham o dia todo e quando chegam em casa não querem saber de problema. As mães cuidam da casa, dos filhos e se tentam conversar com os maridos, eles dizem que pagam as contas e botam a comida na mesa, então é obrigação delas cuidar dos pestinhas.
Machismo Latino Americano.
Em outros casos são mães que ficam constantemente com o filho caçula no colo e ignoram os outros. Uma mãe gritava com os filhos de cinco e sete anos, os deixava comendo sozinhos na mesa da cozinha enquanto ia para a sala com o bebê no colo para assistir TV. O marido chegava do trabalho, se arrumava e ia para a igreja. 
Não havia diálogo entre pais e filhos.
Outros casos mostraram filhos que não obedeciam os pais, os xingavam, batiam neles e faziam o que bem queriam.
Um menino de sete anos fora muito mimado porque tivera uma doença grave, e agora recuperado, tornara-se um monstrinho.
O moleque abriu o portão e foi para a rua andar de bicicleta e o irmão de dois anos o seguiu. A mãe pedia sempre por favor para o filho obedecê-la e respeitá-la, mas o moleque a xingava e falava palavrões.
Hoje existem leis proibindo os pais de darem palmadas nos filhos. Legal?
Acho que não. Apanhei da minha avó Mãevelha e nem por isso me tornei uma pessoa má, mal caráter ou algo de ruim.
Os pais não educam os filhos hoje e amanhã será a vida e talvez até a polícia que lhes dê uns corretivos.
Achei os pais muito "moles", ausentes, incompetentes, incapazes de educar, impor limites e respeito aos seus pimpolhos.
Como uma criança de dois, quatro ou sete anos pode dominar totalmente os pais? Que adultos serão essas crianças? Em que se transformarão esses pequenos monstrinhos quando crescerem? Em grandes monstros?
Não defendo o espancamento ou violência extrema, mas umas palmadinhas para educar não vão deixar ninguém tão traumatizado como querem impor os defensores da educação moderna. 
O que vemos hoje são crianças, adolescentes e jovens sem limite, sem respeito pelos outros e sem educação.
Estava no Shopping Penha certa vez e me direcionava para a escada rolante, um grupo de adolescentes risonhos e abobalhados acelera o passo e passa na minha frente, só não caí porque me apoiei em minha bengala.
Evito aglomerações porque tenho medo de ser derrubada e só vou à lojas, Shoppings  e afins em dias mais neutros. Fim de semana nem pensar!
São os filhos da condescendência, da liberdade excessiva, da falta de limites e de umas boas palmadas.
A Educação e o Respeito começam em casa.
Tem um ditado inglês que diz: A mão que balança o berço é a mão que governa o mundo - The hand that rocks the cradle rules the world".
Como dizia mamãe: "Para um bom entendedor um risco quer dizer Francisco".



                                        

                                    


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Noites de São Paulo

                                   

Tenho tido muita dificuldade para dormir. O corpo está cansado, os ossos doem, mas a cabeça não desliga.
Faço chás, leio, ando pela casa, converso com meus gatos, vou ao quintal dos fundos e converso com minhas lindas plantinhas, olho para o céu e dou boa noite à lua e às estrelas, converso com Deus e o Povo lá de Cima.
Juro que sou normal.
Sou avessa à praticidade, esterilidade, futilidade e rapidez da vida moderna.
Hoje tudo é muito rápido, prático e descartável e as pessoas não param para observar e se encantar com as coisas da Natureza; está todo mundo apressado em consumir e ostentar.
A gente toda está preocupada em aparecer sempre bonita, arrumada, esticada e a ostentar sua beleza e suas posses. Pobres de espírito.
Não tenho riqueza a ostentar nem beleza a mostrar. Tenho apenas meu bom caráter e isso não tem muito valor atualmente.
Fazer o quê?
Mas eu falava sobre minha dificuldade para dormir...
Noite sempre tensa, sudorese incessante, sons da rua. 
De madrugada ouço ruídos de helicóptero, sirenes e cantadas de pneus. Pensei comigo: "Mais uma noite violenta em São Paulo; mais policiais mortos, mais vítimas inocentes... Quando isso vai parar, meu Deus?"
Cadê o povo dos direitos humanos? Algum deles foi prestar conforto às famílias dos policiais mortos em serviço? 
Meus irmãos queriam ser policiais quando eram mais jovens, mas graças a Deus seguiram outros rumos profissionais. Fico preocupada com meu irmão que é segurança e usa uniforme e peço a Deus e ao Povo lá de Cima que o proteja, o guie e o ilumine, sempre. Amém.
Ontem voltava de minhas infindáveis andanças e passei por uma blitz, confesso que não via a hora de sair logo dali. Hoje dá medo passar perto da polícia, confesso, pois não sabemos o que pode acontecer; de repente algum maluco resolve fazer uma besteira e pessoas inocentes podem sofrer.
Policiais arriscam suas vidas para manter a paz e a ordem e nos proteger e tudo isso por um salário muito do ridículo.
Acho que policiais, professores, condutores de veículos de transporte público, bombeiros, médicos e outros profissionais da saúde deveriam ganhar o que ganham os nobres políticos de Brasília. Que tal?
Esses profissionais que citei acima são formados e são pagos um salário baixo, já muitos políticos sabem do "O" porque sentam em cima, como diria meu Paipreto. Tem político ali que mal consegue assinar o próprio nome, mas está representando a nação e ganhando décimo terceiro, quarto e quinto salários! Sinto vergonha.
Como dizem meus alunos: "É muita falta de sacanagem!"
Queria ver políticos usarem transporte público, se consultarem com médicos do SUS, matricularem seus filhos em escolas públicas e pagar em mais de dez vezes com muitos juros seus bens de consumo.
Que país é esse?
Que as noites de São Paulo voltem a ter alguma paz.
Que policiais não morram impunemente.
Que os policiais saiam de casa para trabalhar e voltem para casa em paz após mais um dia de trabalho. 
Que a ordem seja estabelecida.
Que o governo acorde de seu marasmo e incompetência e trabalhe!
Amém.
É isso.