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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Gato Preto, Preconceito e Ignorância

                             


Fiquei indignada com o novo comercial do carro Fox da Volkswagen.
É um comercial preconceituoso, tolo e que traz de volta velhas crendices que nada nos fizeram de bem, especialmente a tolice de que gato preto dá azar.
Parece que não bastam os abusos e violência contra animais, a ignorância e o preconceito que sofrem e lá vem uma importante empresa, como a Volkswagen, e veicula um lixo de comercial como esse.
Na verdade, a Volkswagen pagou para uma agência de propaganda criar o comercial que depois de aprovado, foi levado ao ar pelas emissoras de TV.
O cara ou o grupo que criou esse comercial besta só pode fazer parte de um bando de preconceituosos, ignorantes, odiadores de animais. Só pode ser!
Usar figas, pés de coelho como símbolo de sorte e gato preto como símbolo de azar, só pode realmente vir de uma mente doentia, ignorante e que está presa a dogmas do passado.
Talvez não saibam que estamos no século XXI (21) e no ano de 2013. Agora temos leis mais rigorosas de proteção aos animais, embora, infelizmente, o Brasil ainda não seja exemplo disso, mas caminhamos para esse fim.
Pé de coelho dá sorte pra quem? Para o coelho é que não é!
Acredito que esse comercial preconceituoso aumente ainda mais o preconceito, o ódio e a violência de gente tacanha e ignorante, como meus vizinhos, contra gatos pretos.
Como falei em postagem anterior, um membro dessa família inculta e ignorante quer me processar porque meus gatos, supostamente, arranharam a pintura do carro possante deles. Com tantos gatos na vizinhança, tem que ser justamente os meus!.
Esse povo ruim e besta vendo esse comercial só vai fomentar sua crença má de que gatos são animais ruins, que arranham carros e dão azar.
Pronto! Prato cheio para essa gentinha besta. O cabra está lascado e a culpa é do gato preto. Oxe!
Espero que a Wolksvagen retire esse comercial tolo do ar, para sorte nossa e dos gatos pretos, principalmente.
Agora fiquei mais preocupada com a segurança e o bem estar dos meus gatos, principalmente meu Ébano Nêgo Lindo.
É por gente ignorante, tacanha e preconceituosa como meus vizinhos, que nós,  nordestinos, sofremos preconceito aqui no "Sul".
Infelizmente.

                                      



terça-feira, 10 de abril de 2012

Banco & Salário

                                              


Meu rico salário de professora estadual é depositado no quinto dia útil de cada mês e não no dia cinco de cada mês! As pessoas confundem os numerais cardinais com os ordinais.
Fui ao banco, lugar que detesto ir de coração, para pagar minhas muitas contas. O salário de quem está de licença médica não é integral, mas nossas contas não vêm pela metade!
Não sei qual o parâmetro usado para calcular e definir o salário de quem está de licença médica, mas deveriam saber que as pessoas que estão de licença têm gastos iguais ou superiores a quem não está de licença.
Nossos gastos são aumentados com compras de remédios, estacionamento quando vamos ao consultório médico /ou ao laboratório para fazer exames etc...
Bom...
Como disse acima, detesto ir a bancos. Estão sempre cheios, filas enormes, de dez a quinze terminais de caixa mas só dois ou três atendendo/funcionando e aqueles tiozinhos folgados que aproveitam a fila especial para pagar inúmeras e infindáveis contas/documentos/papeladas. Se esses aposentados trabalham normalmente, então têm saúde para encarar a fila de clientes comuns!
Levam pastas lotadas e tiram um a um o documento a ser pago, depois conferem a papelada, conferem o troco e conferem nossa paciência.
Outros folgados, e não só em bancos, são aquelas pessoas que ignoram a fila e vão ao caixa só para perguntar uma "coisinha rapidinha"; acabam "esquecendo" que tem gente há muito mais tempo na fila e resolvem seus problemas ali mesmo, na maior cara de pau!
Os comerciais de bancos são maravilhosos: clientes felizes, gerentes e funcionários simpáticos e educados, tá. E nas novelas então? A personagem está com um problemão financeiro para resolver e alguém tem a brilhante ideia de falar sobre o banco; a doce e inocente personagem vai ao banco, é atendida com sorrisos e muita simpatia pelo gerente e basta uma conversinha de dois minutos e tudo está resolvido e sem burocracia nenhuma! 
Não é lindo isso? Pena que seja só na novela. Mas se eu fosse rica será que o atendimento seria diferenciado? Tenho quase certeza que sim e é por isso que eu digo: Queria ser pobre só uma vez na vida porque todo dia é dose!
Se eu fosse famosidade eu não faria comercial de bancos; é muita ilusão de óptica (sim, óptica = visão; ótica = ouvido... e o povo continua a matar lentamente a pobre língua portuguesa).
Nos comerciais de banco todo mundo é lindo, feliz e muito bem atendido, mas passa umas duas horinhas básicas na fila do Itaú e do Bradesco pra tu ver a simpatia e a alegria! Isso sem contar o desrespeito daqueles que estacionam nas vagas especiais de idoso e deficiente físico. 
Estou sem paciência hoje. Pouco salário, muita conta, muito desrespeito.
Amanhã é outro dia, mas as filas são as mesmas.

                                           

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Cerveja

Fiquei fora de casa alguns dias e sem assistir TV.
Volto e presto atenção à programação televisiva, principalmente aos comerciais.
De novo, o que mais me irrita atualmente são os comerciais de cerveja. 
Já escrevi uma postagem falando sobre diferentes propagandas de diferentes produtos, mas hoje ater-me-ei aos benditos comerciais de cerveja.
Repito a mesma pergunta: Qual é o público bebedor de cerveja? Homens hétero e mulheres gays? Homens gays e mulheres hétero não tomam cerveja?
É sempre a mesma história: homens "manés", descabelados e mal vestidos "babando" por mulheres seminuas e rebolativas. Que porcaria é essa?
Será que não dá para fazer um comercial ressaltando o sabor da bebida que é tomada por vários tipos de pessoas? E sem recorrer à vulgaridade e à sexualidade exacerbadas?
Escrevo isso porque vi o comercial da cerveja Devassa e me incomodou o "novo" garoto propaganda da marca, Hugh Hefner.
A primeira garota propaganda foi a fútil e vulgar Paris Hilton e agora esse "tiozinho" de 85 anos fundador da mansão Playboy, um eufemismo para prostituição. 
Na boa.
Meu, por que cerveja tem que estar ligada a sexo, vulgaridade, mulheres seminuas. Por quê?!
Ah, e para piorar, ainda haverá eleição para decidir quem será a musa da dita cuja cerveja. São quatro moças iguais, sensuais e rebolativas.
E o nome da cerveja é outra pérola: Devassa. Disseram que a palavra significa "sensualidade", será? Segundo dicionário Houaiss, devassa significa: apuração minuciosa; inquérito ou depravada; libertina.
Cadê a sensualidade?
Por que não colocam homens bonitões em vez daqueles "manés" descabelados?
Alguém tem a resposta?