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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Doce

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Descasquei mandioca e milho e comi mamão.
Congelei a mandioca e cozinhei o milho.
Gosto dessas coisas, desses alimentos simples e saborosos.
Estou com vontade de fazer bolo de mandioca, gosto muito.
Sentei-me à mesa com meu café e pus-me a trabalhar. Gatos ao meu redor, porta do quintal aberta para apreciar a beleza da tarde. Molecada jogando bola na rua.
A mente viaja...
Pensei em tantas coisas, pessoas, vontades, sonhos...
E se... 
Fui para a sala, liguei a TV para ver a novela das seis que começa às seis e meia. Novela de época; combina mais com o horário.
Bela fotografia e figurino e o português de época também, apesar do chiado carioca. O povo do Sul não fala assim.
Depois mudei de canal, essa novela da sete não me apetece. Ainda assisti nas duas primeiras semanas, depois parei: casalzinho romântico num pega-desapega do caramba, atriz que faz o papel da ex exibe uma magreza cadavérica, Tatá Werneck se repete e faz as mesmas gracinhas que fez na outra novela, além de ser difícil de entender o que ela diz. Desisti.
Zapeio pelos canais, leio, escrevo...
O dia foi melhor hoje, menos doloroso que ontem.
Queria comer uma coisa doce, mas só tem bolacha.
É isso.



                                           Resultado de imagem para mandioca bolo

domingo, 7 de junho de 2015

Cadeira de Rodas

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Domingo. Frio.
Domingo não é o meu dia favorito, definitivamente.
Minha cunhada passou rapidamente por aqui e trouxe a nova cadeira de rodas que conseguiram comprar pra mim; agradeci.
Facilita quando sair, já que andar com andador não é muito ágil, fácil ou agradável.
Eu estava pensando e me lembrando que quando eu era criança, por volta dos dez anos, passava na TV a novela Pai Heroi e a mocinha sofria um acidente e não podia mais ser bailarina.
A mocinha era a Elisabeth Savalla e o mocinho era o Tony Ramos. Muito drama, muita maldade, muita choradeira para no fim o mal ser punido e vencido pelo bem e o amor prevalecer. Que lindo.
A mocinha, que não podia mais bailar, mancava e usava bengala e eu achava isso tudo lindo e fascinante. 
Mas em contrapartida, eu tinha um certo medo e asco de cadeira de rodas. Quando eu via uma pessoa em cadeira de rodas eu sentia um misto de receio, curiosidade, temor, respeito...
Já adulta, precisei ir à emergência do hospital e a enfermeira perguntou se eu queria ir na cadeira de rodas; recusei. Agradeci e disse que poderia ir andando, eu já me sentia melhor, disse eu.
O tempo passa e sinto dores nas costas, dificuldade para andar, pernas fracas e todos os problemas de uma coluna doente. Tudo ainda mais piorado e intensificado pela Acromegalia. Ironia do destino.
Que desejo infantil mais perverso para ser transformado em realidade!
Mas é temporário. Depois da tão esperada consulta saberei o que me aguarda.
Espero e quero que essa minha coluna complicada seja consertada mais uma vez e que me dê uma folga de alguns bons anos, pelo amor de Deus.
Quero tanto caminhar livremente, dirigir, fazer as coisas que gosto e que sempre fiz sem depender da ajuda constante de pessoas e/ou objetos.
É chato incomodar os outros e eu não gosto.
E vou tentar lembrar de algum outro desejo bom de criança; tomara que se realize.
Assistia a um programa mostrando cidades no interior paulista, o turismo da região, a cultura e todas essas coisas. Muita gente deixando para trás o asfalto, o cimento, o trânsito caótico, a correria e toda loucura da vida em grandes cidades.
Queria tanto me embrenhar pelo mato, viver em uma casa simples, ter muitas plantas e animais e cuidar deles em paz e sem ninguém enchendo a paciência.
Um bom lugar para os meus livros, um belo e bem cuidado jardim, uma cadeira confortável para sentar, tomar um bom café, ler meus preciosos livros com gatos no colo e simplesmente apreciar a vida.
É isso.


                                   Resultado de imagem para jardim bailarina

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Saramandaia

                                   


Lembro da primeira versão da novela Saramandaia de 1976, mas eu tinha medo de algumas personagens e não entendia aquele misticismo metafórico todo.
Essa semana estreou a segunda versão da novela, mas só consegui ver o primeiro capítulo; fiquei sem sinal ontem e hoje cochilei no sofá. Quando acordei, já havia acabado a novela.
Passou muito rápido e a Globo parece ter pressa em passar logo para ficar naquela chatice repetitiva sobre a Copa das Confederações. Bota bonequinho cibernético para explicar o jogo, é comentário óbvio de comentaristas que dizem o óbvio... Sei lá. Muito bla, bla, bla para mostrar serviço e não vejo muita necessidade para isso não.
Quanto deve custar tudo isso? Ronaldo, Casagrande, Arnaldo Cezar Coelho, Tiago Liefert e toda a equipe?
Bom...
Gostei da abertura da novela, mas pena que não toca a música de abertura da primeira versão. Os quadros representando as personagens são bem interessantes e a música lembra um filme de Tim Burton.
Gostava de cantar o Pavão misterioso, pássaro formoso, tudo é mistério, nesse teu voar...
É isso.


                                        

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Daniel

                                


Estava curiosa para saber e ver como seria a abertura da nova novela das nove; o tema, a música e quem cantaria. Decepção e irritação.
O balé do casal de desenho sobre imagens de São Paulo é muito bonitinho, mas o problema é a música cantada por Daniel. Nossa Senhora.
Ruim demais!
Daniel força e se esforça muito pra fazer bonito, se esgoela, canta fora do tom e irrita. Na boa.
Assim que começou o "dizagero" vocal, como diria papai, pensei comigo: "O que é isso?!". Fiquei pensando e tentando descobrir quem era o cantor daquela aberração. Uma música tão bonita do Gonzaguinha e tão estragada por algum exagerado que estava mais preocupado em mostrar serviço do que cantar.
Maria Bethânia cantaria e canta muito melhor. Voz magnífica!
Logo imaginei que poderia ser algum cantor sertanejo ou até mesmo Pedro Mariano. Honestamente falando e com todo respeito, mas não gosto do estilo e da voz de Pedro Mariano, acho que ele força um pouco também.
Gosto do cantar natural, mas tem gente que força mesmo e chuta o pau da barraca.
Bom...
Tirando a música ruim da abertura e que infelizmente teremos que ouvir pelos próximos seis, sete meses ou mais, não sei, a novela em si é boa. A atuação de Mateus Solano é estupenda e esse rapaz é um talento real dessa nova geração de atores. Ele foge ao estereótipo de "bonitinho, mas ordinário" e atua mesmo.
Mas eu falava sobre Daniel...
Não tenho nada contra esse rapaz, que para mim vive na vida real o gay enrustido tão brilhantemente interpretado por Mateus Solando.
Não gosto do estilo musical de Daniel, não gosto do modo como canta, tremendo a voz e alongando as vogais. Não gosto como tenta colocar emoção na música e na voz e acaba fazendo a porcaria que fez com o tema da abertura da novela.
Acho que tem um sorriso forçado e tem cara de bobo.
Como disse, o respeito, mas eu não compraria um CD desse moço ou iria a um show seu.
Bem que a Globo poderia fazer alguma coisa com esse bendito tema da novela; vai ser dose aguentar isso até os capítulos finais do folhetim.
É isso.


                                        

sexta-feira, 22 de março de 2013

Grazie Massafera... Moda Cadáver

                                


Gosto de assistir ao telejornal SPTV e aguardava o fim da novela das seis para tal.
Fiquei assustada com a aparência famélica de Grazie Massafera. A moça que um dia foi tão bonita e tinha carne a cobrir-lhes os ossos está hoje magra demais.
Os ossos da face estão ressaltados e ficam ainda piores quando a pseudo atriz tenta fazer biquinho e boquinha sexies. Não dá.
Ser um monte de ossos coberto por pele é bonito? Está na moda? Quem dita essa moda cruel?
Deixem a moça comer, assim, quem sabe, ela ganha peso e algum talento. Acho que não pode atuar bem porque não tem sustança e energia para tanto.
Implico com pessoas que comem demais como se o mundo fosse acabar no dia seguinte, mas comer de menos também não é legal nem saudável.
Mas devem ser os padrões de beleza ditados por não sei por quem. Será que esses ditadores da moda comem ou vivem de luz?
Penso que deveria-se criar uma campanha, dessas que circulam pela Internet, com o título: "Deixem Grazie Massafera comer!", ou, "Coma, Grazie, Coma!".
Outra que está magérrima é a simpática e inteligentíssima Luciana Gimenez. Ela era tão bonita, mas também aderiu à moda cadáver.
É isso.






terça-feira, 12 de março de 2013

Mágica

                           

Estava zapeando pelos canais da TV; há duas semanas que não assisto a novela das nove. 
Não é sempre que assisto, como já falei aqui, é só quando me da na veneta.
A novela está muito lenta, uma enrolação do caramba. Coisa chata!
A novela das sete é muito estereotipada, caótica, estranha. Tem ator e atriz inexperientes e ruins demais.
As da nove então! A personagem Theo, interpretado por Rodrigo Lombardi, está à altura de José Mayer: pega todas.
Uma hora é a loirinha desenxabida, outra hora é a insossa da Morena e futuramente é a vilã canastrona interpretada por Claudia Raia.
Aliás, Claudia Raia foi ótima em Ti Ti Ti, mas nessa novelinha besta de Gloria Perez...
Estreou a nova novela das seis e pelo jeito, é mais do mesmo: gente loira, bronzeada e de olhos claros que vive em um paraíso. As praias do Nordeste são de fato pedaços do paraíso.
O vilãozinho mequetrefe quer roubar a namorada do melhor amigo, interpretada pela caipira ruinzinha Grazie Massafera, que está muito magra e ossuda. Naturalmente, o vilão levará a melhor agora e lá no final da novela, o amigo enganado voltará e se vingará do amigo traíra. Óbvio demais.
O vilãozinho é interpretado por um "famoso quem?"; deve ser filho, namorado ou amigo de algum poderoso para estar "atuando" na novela. Só pode ser. Será mais um cigano Igor: "Dara, eu te amo". Entrou e saiu da novela falando a mesma coisa.
Mas eu falava sobre mágica...
Zapeava pelos canais e a maioria deles trazia mágicos e mágicas; coisa chata.
Não gosto de show de mágica, é sempre a mesma coisa e é tudo ilusão de óptica.
Circo, palhaço, mágico... nada disso nunca me apeteceu, principalmente se tiver shows bestas com animais.
Gosto não.
É isso.


Não gosto de palhaços, mas esse me parece mais real
                                  

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ano que vem, se o mundo não acabar

                              

Ligo para os consultórios médicos e tento agendar consultas, mas ouço: "Só no ano que vem, senhora".
Beleza. E se eu ficar sem meus exames e remédios?
Bom, isso se o ano de 2012 acabar mesmo no dia vinte e um de dezembro; falta uma semana!
Desde que o mundo é mundo ouve-se falar sobre o fim. Papai dizia que o mundo tinha se acabado em água e que nessas épocas modernas se acabaria em fogo, ou vice versa, não sei.
Mas ele mesmo dizia: "Oxe, isso é besteira! O mundo acaba pra quem morre".
Assistia ao seriado "Perception" do cana AXN e a personagem principal, um cientista brilhante e esquizofrênico irrita-se com a pseudo religiosidade de um grupo que é investigado pela polícia: "Já se provou tantas vezes que era charlatanismo mas mesmo assim as pessoas continuam insistindo e acreditando nisso!"; mais ou menos assim, pelo que me lembro.
Eu gosto dessas séries inteligentes e até li um artigo no Estadão, acho, dizendo que o público está mais sabido e exige uma programação que aguce sua inteligência. Adoro Criminal Minds, SCI, Perception; ver novelinha besta da Glória Perez não dá! É sempre mais do mesmo: um país exótico, dancinhas e expressões idiomáticas, musiquinhas típicas... uma chatice só.
Já foram Marrocos, Índia e agora Turquia e o povo viaja pra lá e pra cá como se fosse rápido e barato um voo para esses belos lugares. E os atores são sempre os mesmos de suas outras novelas.
Fico pensando: "E quando não tiver mais país exótico? Sobre o que ela vai escrever? Quem sabe não decida fazer novela sobre tribos indígenas isoladas na Floresta Amazônica, ou talvez sobre o interior isolado de algum lugar do Brasil... Quem sabe?"
Se a Globo quisesse, eu escreveria uma novela mais normalzinha.
Sei lá.
É isso.


                                 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Noite do Barulho

                              

Dormi mal noite passada. Grande novidade.
Assisti à novela Gabriela e depois fui me deitar.
É a única novela que assisto com gosto e dou boas risadas, adoro as personagens de José Wilker e Marcelo Serrado. Detesto novelas-dramalhões cujos finais são sempre os mesmos: alguém é filho de alguém, alguém é amante secreto de alguém, alguém roubou/matou/enganou alguém, blá, blá, blá.
Sou e estou meio sem paciência.
Bom...
Deito-me e escuto um barulho estranho, como se algo fosse arrastado, abro a janelinha da porta e vejo o filho do vizinho andando de skate àquela hora da noite! Os pais não parecem muito preocupados com a segurança do menino, pois é público e notório a permanência do moleque na rua durante as altas horas da noite.
Mas para falar a verdade: enche o saco, meu!
Enquanto o pivete se divertia com seu skate, os pais quebravam o pau. Discutiam fervorosamente e só pelas duas e meia da manhã é que houve alguma paz. Me incomodam o olhar e o semblante tristes, melancólicos e carregados da mãe do menino; parece que ela carrega um peso enorme sobre os ombros, causa-me aflição sua figura triste e desesperada.
Consigo adormecer lá pelas três da manhã e às quatro e meia acordo com as vozes altas e esganiçadas dos outros vizinhos cuja casa fica "pareia de meia" com a minha. As casas são geminadas e as paredes muito finas, escuta-se tudo, tudo mesmo!
O casal fala alto, o bebê chora, o carro é ligado, o rádio toca música ruim e a noite do barulho segue madrugada adentro. Dali a pouco os caminhões das transportadoras vizinhas ligam seus motores e o som que sai deles parece vibrar dentro da minha cabeça; o apito da marcha à ré também incomoda bastante.
A gataiada levanta mas volta em seguida, todos com seus olhos pidões e miados agoniados, estão com fome. Levanto e coloco ração para eles, volto para a cama e ligo a TV; assisto Telecurso, Globo Rural e os jornais matinais.
Tomos meus remédios, a gataiada com o buchinho cheio volta para a cama e dali a pouco adormecemos todos juntos.
Dormi uns trinta minutos e me levanto de vez. 
Faço meu café, arrumo as coisas pela casa, separo as contas para pagar. Vou ao banco e uso o caixa eletrônico, pois os bancos não nos permite fazer pagamentos de contas na boca do caixa. Sacanagem! Pelo preço dos juros e tarifas que nos cobram, deveriam facilitar nossas vidas e não complicá-las.
Pago as contas uma a uma e em dado momento o leitor óptico não reconhece o código de barras e pede para digitá-lo. Tá bom. Não consigo enxergar e digitar aquele desembesto de números, principalmente aquela fila imensa de zeros. Chamei o rapazinho para digitar para mim e consegui pagar minhas contas. Só as que levei ao banco, ainda tem um monte aqui em casa. 
Voltei para casa e fiz um caldinho verde meio nordestino, coloquei carne seca no lugar da linguiça portuguesa, ficou bom.
Agora me deu fominha, o caldinho verde é light e não dá muita "sustança".
Acho que vou comer uma granola com leite de soja. Delícia!
Queria mesmo era uma pizza quatro queijos, uma lasanha, umas esfihas, uns kibes e umas tortas de limão. Só isso.
Mas haja colesterol!
Posso não.
O bicho já está pegando, imagina se eu abusar de mim?!
Chove lá fora, graças a Deus. Assim a praga do moleque não vai ficar na rua fazendo barulho. Assim seja.
É isso.

                              

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Bonitinho

                                          

Horário eleitoral supostamente gratuito; pagamos tantos impostos que duvido muito que alguma coisa vinda de políticos seja de fato gratuita.
Zapeava pelos canais pagos e parei em um filminho bonitinho-romântico-adolescente; havia outros filmes, mas a maioria era meio de terror. Eu já gostei muito de filme de terror e ria muito com as situações, que são sempre as mesmas: é noite, acaba a luz, chove, o telefone não funciona, o carro não funciona, alguém corre e cai e o vilão mascarado é sempre alguém que todo mundo conhece mas ninguém desconfiava.
Uma vez assistíamos a um dos muitos filmes do Jason e a mocinha-vítima pega um aparelho de televisão e mete na cabeça do malvado e mesmo assim ele não fala nenhum um "ai"; meu irmão Naldão e eu rimos com a cena e ele diz: "Eu bateria no Jason com outra coisa, mas nunca que eu ia estragar uma televisão".
Mamãe entrou na conversa: "Oxe, então tu corre o risco de morrer mas garante que a televisão fique inteira, é Naldão?"
Bom...
Mas o filme bonitinho de ontem era sobre uma mocinha bonitinha, órfã e vítima das crueldades da madrasta e das irmãs mal ajambradas; uma Cinderela moderna.
A mocinha/atriz canta a trilha sonora do filme que aliás, é sempre a mesma dos filmes que mostram a mesma coisa: adolescentes divididos em grupos de pobres bonzinhos e ricos arrogantes; adolescentes pobres que se apaixonam pelos adolescentes ricos; adolescentes ricos que humilham e esnobam os pobres coitados... e por aí vai.
Tem o nerd que é amigo do adolescente pobre e sofre bullying também. Esses filmes são na verdade bullying transformado em mensagens positivas com frases feitas e de efeito: "Aquilo que procura tanto está dentro de você mesmo; nunca desista dos seus sonhos; você  é uma pessoa linda por dentro, um dia irão reconhecer seu valor, mas até lá lasque-se trabalhando, estudando, sendo bacana e se apaixonando pelo/a adolescente rico/a mas de bom coração".
No final do filme os malvados são punidos, os bonzinhos são admirados e os apaixonados ficam juntos.
Acabou o filme e mudei de canal, coloquei na Record para ver a estreia do programa Ídolos, ri muito. Tem gente que acha, pensa e acredita que sabe cantar mesmo; é cômico.
De dez rapazes, quinze foram vestidos à caráter: calça e camisa justas, cinto com fivela grandona, cabelos arrepiados e voz igual; cantaram o tal do sertanejo universitário. Quando é que eles vão se formar, hein?
Ri com a atitude maluquetes do Supla, que dizia: "Estou cansado de ouvir sertanejo, pelo amor de Deus!"
Ri com o comportamento exibicionista de muitos candidatos que queriam exibir suas qualidades e talentos a qualquer custo. Uma moça bonita cantou o que estamos cansados de ouvir e um dos jurados disse que ela é bonita e tem o perfil apreciado pela mídia e pelo público. Basta ser bonita, pra quê se preocupar com voz?
E por falar em voz e em beleza, vi entrevista de Paula Fernandes que é bonita e tem boa voz e a parte boa é que ela deu um jeito naquele cabelão exagerado à la Chayenne, agora ela precisa demitir seu figurinista/costureiro(a)/personal stylist/personal escolhedor de roupas... Li em algum jornal ou revista que a Paula Fernandes é uma das famosidades mais mal vestidas; fato. Ela usa umas blusas com cortes estranhos, com franjas, mangas bufantes, vestidos longos que parecem terem saídos do ateliê de Jacques LeClair da novela TiTiTi, lembram? Ah, ela também deveria abrir a boca ao cantar, não sei como ela consegue cantar com a boca fechada e os dentes trincados.
Bom, acho que era isso. Vou me recolher, estou meio moída. Depois volto com mais implicâncias e "inguinóranças".
É isso.

Laranja para o Halloween
                                       

                                             


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Desrespeito

                                            
Uma colega minha disse que não aguentava mais assistir à gritaria da Carminha (Adriana Esteves) na novela das oito que agora é das nove, Avenida Brasil.
Minha colega sugeriu outros programas e entre eles o Programa do Ratinho.
"Vixe! Você foi longe agora. Ratinho?!"
Até concordo que cada capítulo da novela das nove sempre parece que será o último e a mocinha-vilã (Débora Falabella) se dedica muito à vingança em vez de se dedicar em pegar o mocinho (Cauã Reymond).
Mas entre Ratinho e Jorginho, prefiro este último.
Decidi um dia assistir ao programa sugerido e não vi muita diferença entre os péssimos programas já existentes; programas que mostram vídeos que estamos cansados de ver, pessoas tentando mostrar sua "arte", piadinhas de mal gosto, cópia mal feita da "Escolinha do Professor Raimundo", onde as alunas vão à lousa para rebolar e mostrar a bunda e o que mais me incomodou: o tal do trote.
Um cara com nariz, óculos e cabelos supostamente engraçados liga para as pessoas e as chamam por apelidos que elas detestam. A ligação é feita e uma conversa normal segue até que o palhaço (acho que é isso) encontra uma brecha para inserir o tal do apelido; a vítima do outro lado da linha xinga, fala palavrões, pergunta quem é que está falando e fica muito nervoso. Fiquei preocupada com a saúde de um rapaz que mal conseguia falar e gaguejava de tão furioso.
Isso não é saudável e muito menos engraçado.
Estão confundindo humor com desrespeito e humilhação e as pessoas ainda riem disso!
Outro que é campeão de desrespeito para com as pessoas é o público e notório Silvio Santos. 
Lembro que aos domingos assistíamos ao seu programa para depois assistirmos aos Trapalhões e depois o Fantástico, exatamente nessa ordem.
Naquela época não tínhamos muitas opções como temos hoje, graças a Deus.
E desde aquela época Silvio Santos humilha as pessoas com seus comentários grosseiros: "Você não acha que está gordinha? Mas que nome é esse cheio de letra? Mas que roupa é essa?"... E por aí vai.
Lembro de um rapaz (lá pelos idos dos anos 80) que foi ao Show de Calouros e por ser muito tímido, foi vítima das investidas grosseiras do "homem do baú". O rapaz cantou e voltou na semana seguinte e contou que fora demitido por ter participado do programa; e o que fez Silvio Santos? Piadinhas e comentários constrangedores, claro.
Não creio que a idade seja desculpa para sua falta de tato, pois ele vem fazendo isso há muito tempo! 
Gosto da elegância, charme e educação de Ronnie Von. 
A televisão brasileira está precisando de mais pessoas assim!

Ronnie Von, educado, elegante e lindo
                                                   


Moda

Fui ao banco hoje; tive que pagar as contas no caixa eletrônico para depois entrar na agência e resolver o que precisava. 
Pensei comigo: "Uma vez que estou na agência, então poderei fazer tudo junto: pagar as contas e resolver as pendências".
Errado!
Fui ao caixa e o simpático atendente disse que eu não poderia efetuar o pagamento das contas e deveria usar o caixa eletrônico: "Depois de mais de meia hora de espera para saber disso? É muita falta de respeito com o cliente! E por que não tiveram a dignidade de avisar as pessoas que esperam!"
Bom.
Seja feita a sua vontade. Amém.
A desculpa dada foi: "são novas regras de atendimento bancário".
"E quem estipulou essas regras?"
Tá bom.
Enquanto aguardo observo as pessoas.
Já falei aqui diversas vezes sobre moda e modismos e falta de "semancol" das pessoas, mas o povo continua errando feio e me dando inspiração para minhas "escrivinhações e reinações".
Agradeço.
Além da sandália plataforma e da calça legging, quem foi o miserável que inventou a moda da sandália romana? O cabra deveria ser preso por atentado ao pudor!
Para quem gosta, peço desculpas, mas...
Aquelas sandálias romanas assim como a plataforma e a calça legging são coisas do demo! Sai de retro, coisa ruim! Sai dessa moda que não te pertence! Aleluia!
Uma moça com excesso de vitaminas, proteínas e sais minerais entra no banco vestindo justamente uma legging e calçando as horrendas sandálias romanas e para completar o quadro, a distinta jovem parecia a Gloria do filme Madagascar.
Aê, na boa, se me olham tanto por minha aparência acromegálica, me julgo no direito de olhar também! 
Falei, falo e falarei!
Déjàvu.
Beleza.
Uma coisa que sempre achei deselegante é homem usar os óculos escuros (ou de sol, como preferir) no alto da cabeça; fica parecendo o Leleco (Marcos Caruso) da novela.
Aliás, Marcos Caruso é um ator estupendo! Fez personagens com sotaques "mineirim" e nordestino de forma muito competente e convincente.
E para completar o look Leleco, bermuda, camiseta regata e chinelões. Lindo!
Mais lindo fica o visual de verão/outono/primavera/inverno tudo junto: chinelão, bermuda e a parte de cima do agasalho. Esse moço não sente frio nas pernas, não?!
Acho que estou vendo muito "Esquadrão da Moda, Gloria Kalil, Mude meu look...
Eu não sou perfeita, graças a Deus, mas...
Continuo na agência e é chamada a senha especial; uma senhora já meio sessentona se levanta e caminha até o caixa: bermudinha, blusinha decotada e com as costas de fora, sandália, brincos grandes e cabelos loiros. Acho que ela pegou a roupa da neta!
Legal a pessoa ter corpo bonito e pernas bonitas e até aparentar ser mais jovem do que é, mas não precisa se expor ao ridículo, acredito eu.
Como eu disse uma vez em um português misturando ao inglês: "Sou muito conservativa".
É isso.



                                            






quinta-feira, 28 de junho de 2012

Óculos de Sol, Buzanfa, Biscoitos e outras observações...

                                  


Fui à Farmácia Alto Custo para pegar meu remédio e o do meu irmão Fubá também.
Papelada conferida e me são entregues duas senhas com numeração diferente; pergunto à funcionária se é realmente necessário, pois vou pegar os remédios juntos. Ela diz que para cada tipo de procedimento exige-se uma senha específica.
Aguardo e confirmo a numeração; havia cem pessoas na frente da senha do Fubá e "apenas" sessenta e três na minha.
Algumas vezes têm apenas cinco ou seis pessoas na minha frente, mas ultimamente esse número tem sido elevado.
O salão de espera estava lotado e um frenético entra e sai de pessoas; uns reclamando da demora, outros reclamando da burocracia, outros da falta de informação adequada...
Uma senhora perua com a filha aborrecente e fashion sentam nas cadeiras da fileira do corredor de entrada, as pessoas tinham que diminuir o passo e desviar das pernas cruzadas das dondocas sem noção. 
Mesmo com o entra e sai de pessoas as dondocas não descruzavam suas pernocas de jeito nenhum, todos que passavam esbarravam nas pernas delas.
Uma senhora oxigenada e com óculos enormes que pareciam tomados de Willy Wonka ruminava tranquilamente biscoitos de polvilho e nem viu quando sua senha foi chamada; alguém teve que alertá-la.
Uma senhorinha religiosa acompanhada pela neta bocuda e mal criada que saía empurrando todos pela frente. Talvez o pastor devesse tirar a falta de educação do corpo da menina: "Sai desse corpo que não te pertence!"
Observo e sou observada. Sempre.
Um grupo de velhinhas reclamam que não receberam o remédio que deveria ser entregue pelo serviço de motoboy.
Um rapaz alto entra; seu corpo tatuado, seu andar gingado, relógio de Itu no pulso (dava para ver a hora a um quilômetro de distância!) e os óculos de sol na nuca. Alguns usam no alto da cabeça, como a personagem Leleco da novela Avenida Brasil.
Acho horrenda essa moda/mania de colocar os óculos na nuca. Isso é horrível e passa atestado de malandro exibido.
Uma senhora com o traseiro diametralmente desenvolvido senta-se ao lado das peruas de pernas cruzadas e sua buzanfa sobra para os lados em sua cadeira e incomoda as dondocas.
A senhora de buzanfa vitaminada entra mastigando um sanduba de linguiça que é preparado por um dos muitos vendedores de alimentos que fazem ponto próximo à farmácia. 
Imagino aquilo exposto à poluição, fumaça dos automóveis, poeira... Mas é tudo caseiro, come lá e morre em casa.
Minha senha é chamada. Aleluia!
Papelada entregue, conferida, documentos, assinatura e aguardar os remédios.
Tudo pronto e saio de lá.
Trânsito caótico numa bela tarde de sol. Radial Leste congestionada, como sempre.
Vou primeiro levar os remédios de Fubá e lá encontro Rafaela que ao me ver faz biquinho pedindo para eu cantar. Canto, ela tenta acompanhar com aquela boquinha linda e sorri.
Voltei para casa e encontro a calçada suja com linha de pipa e pipas rasgados e o doce menino do vizinho diz que não foi ele, claro. É a inocência em pessoa.
Tomei banho, alimentei a gataida, comi alguma coisa e estou aqui a escrever meus causos "venéricos", como diz Fubá.
É isso.


                                   

domingo, 6 de maio de 2012

Cantoria

Gosto de música, mas detesto cantoria em filmes e agora, na novela das sete.
Que saco!
Assisti ao filme "O Fantasma da Ópera" e detestei a cantoria tola, chata e usada para tudo.
Há momentos em que a música combina bem e é adequada, mas cantoria sem mais nem menos é um porre!
Gostei do filme "Megamente", apesar de ter assistido a partir da metade; vou alugá-lo e vê-lo por inteiro. A batalha final entre o herói e o vilão é ao som do bom e velho Rock 'n Roll tocado por Guns 'n Roses. Aí sim!
O final do filme "Shrek" onde todos cantam também é muito legal e divertido.
Para tudo tem seu momento, até para cantoria em filmes.


Megamente
                                          

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Novela

Naldão sempre diz que é muito inteligente. Ele tem mesmo uma imaginação muito fértil e deveria escrever novela ou ser roteirista de Hollywood. É cada história...
Fubá brinca dizendo: "As histórias de Naldão".
Como disse na postagem anterior, papai e mamãe tinham seus filhos favoritos e como somos seis, restavam o quatro filhos reclamões.
Naldão dizia: "Eu vou escrever uma novela e o título vai ser 'Os rejeitados'. Os atores principais serão Fubá, Rosi, Rejane e eu. Rogério e Renata não vão participar na novela porque eles já são mimados demais".
Mamãe ria e perguntava: "E eu e teu pai, não vamos participar nessa novela?".
"Não, mãe. Nem a senhora nem papai, o nome da nove já diz tudo: "Os rejeitados".


                                                    

Gato Branco Do Meu Pai

Mamãe e papai criaram seis filhos, uns com mais mimos do que os outros, mas verdade essa veementemente negada por ambos quando confrontados por nosso ciúme fraternal.
Papai mimava muito nossa irmã caçula, Renata, e mamãe mimava demais nosso irmão Rogério.
Papai chamava Renata de "meu gato branco".
Reclamávamos da preferência filial, mas ambos negavam e vinham com a mesma ladainha: "De onde saiu um saíram os outros, são todos meus filhos, trabalhamos para dar de comer a todos, não tem mais bonito nem mais feio, não tem diferença nenhuma, Oxe!"
Fubá fazia graça: "Tem mais bonito sim! O mais bonito sou eu!".
Era segunda-feira e aguardávamos o fim da novela para assistirmos à Tela Quente; Rogério sai do banho e pergunta a Naldão: "Qual é o filme da Tela Quente de hoje?"
Naldão responde: "O gato branco do meu pai".
Caímos na gargalhada e papai e Renata não gostaram nenhum pouco da brincadeira, claro.
Em vez de filme, tivemos mais uma sessão sermão e reivindicamos direitos fraternos igualitários. Reivindicamos igualdade entre a maternidade, a paternidade e a irmandade.
Assim seja.


                                             


                                           

terça-feira, 10 de abril de 2012

Banco & Salário

                                              


Meu rico salário de professora estadual é depositado no quinto dia útil de cada mês e não no dia cinco de cada mês! As pessoas confundem os numerais cardinais com os ordinais.
Fui ao banco, lugar que detesto ir de coração, para pagar minhas muitas contas. O salário de quem está de licença médica não é integral, mas nossas contas não vêm pela metade!
Não sei qual o parâmetro usado para calcular e definir o salário de quem está de licença médica, mas deveriam saber que as pessoas que estão de licença têm gastos iguais ou superiores a quem não está de licença.
Nossos gastos são aumentados com compras de remédios, estacionamento quando vamos ao consultório médico /ou ao laboratório para fazer exames etc...
Bom...
Como disse acima, detesto ir a bancos. Estão sempre cheios, filas enormes, de dez a quinze terminais de caixa mas só dois ou três atendendo/funcionando e aqueles tiozinhos folgados que aproveitam a fila especial para pagar inúmeras e infindáveis contas/documentos/papeladas. Se esses aposentados trabalham normalmente, então têm saúde para encarar a fila de clientes comuns!
Levam pastas lotadas e tiram um a um o documento a ser pago, depois conferem a papelada, conferem o troco e conferem nossa paciência.
Outros folgados, e não só em bancos, são aquelas pessoas que ignoram a fila e vão ao caixa só para perguntar uma "coisinha rapidinha"; acabam "esquecendo" que tem gente há muito mais tempo na fila e resolvem seus problemas ali mesmo, na maior cara de pau!
Os comerciais de bancos são maravilhosos: clientes felizes, gerentes e funcionários simpáticos e educados, tá. E nas novelas então? A personagem está com um problemão financeiro para resolver e alguém tem a brilhante ideia de falar sobre o banco; a doce e inocente personagem vai ao banco, é atendida com sorrisos e muita simpatia pelo gerente e basta uma conversinha de dois minutos e tudo está resolvido e sem burocracia nenhuma! 
Não é lindo isso? Pena que seja só na novela. Mas se eu fosse rica será que o atendimento seria diferenciado? Tenho quase certeza que sim e é por isso que eu digo: Queria ser pobre só uma vez na vida porque todo dia é dose!
Se eu fosse famosidade eu não faria comercial de bancos; é muita ilusão de óptica (sim, óptica = visão; ótica = ouvido... e o povo continua a matar lentamente a pobre língua portuguesa).
Nos comerciais de banco todo mundo é lindo, feliz e muito bem atendido, mas passa umas duas horinhas básicas na fila do Itaú e do Bradesco pra tu ver a simpatia e a alegria! Isso sem contar o desrespeito daqueles que estacionam nas vagas especiais de idoso e deficiente físico. 
Estou sem paciência hoje. Pouco salário, muita conta, muito desrespeito.
Amanhã é outro dia, mas as filas são as mesmas.

                                           

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Mulher da Novela

Minha sobrinha Maria Julia me olha, me olha e diz: "Tia Rejane, sabia que você se parece com aquela mulher da novela?"
"Mesmo? Mas que mulher? Que novela?"
"Aquela mulher que a filha sofreu o acidente de carro?"
"A Griselda?"
"É. Ela mesma".
"Que bom, né Julia?"
Bom ser parecida com uma pessoa normal. Digo, sem Acromegalia.
Bom ser comparada à Lilia Cabral; uma atriz talentosa, simples e bonita.
Melhor ainda se o portuga da novela viesse junto. Né não?


Lilia Cabral (Griselda)