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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Sexo

                                    


É sabido, público e notório que sexo vende, haja vista os comerciais invadidos por imagens e referências sensuais e sexuais. Já falei sobre isso aqui.
Assistia a um programa de TV e o entrevistado disse que sexo vende. É detestável, mas é verdade, infelizmente.
Zapeava pela TV, como sempre faço, ainda mais nos fins de semana quando a programação deixa a desejar.
Assisti ao Repórter Eco e Planeta Terra, ótimos programas da TV Cultura, e depois mudei de canal; coloquei no programa do Faustão para ver o concurso para novos humoristas, gosto de humor.
Foram três candidatos fracos e todas as piadas contadas eram sobre sexo. Acho meio forte para o horário, pois têm crianças assistindo.
Não me sinto muito confortável quando piadas, conversas e assuntos giram em torno de sexo; acho de mal gosto. Quando as piadas são leves, vá lá, mas quando pegam pesado eu não gosto não.
Não sou puritana, mas gosto de respeito e acho que tudo tem limite.
Bom...
Mudo de canal mais uma vez e vejo o tolo, ridículo e machista comercial do desodorante Axe, que tem o singelo slogan: "Acumule mulheres". Nele, um mané usa o desodorante e várias mulheres bonitas, claro, brigam por ele.
Primeiro: Por que só colocam manés e Zé Ruelas e não colocam homens bonitos nos comerciais de cerveja e desodorante, principalmente? Por que só colocam mulheres seminuas? O que quer dizer com "acumule mulheres"? Por acaso mulheres são objetos colecionáveis?
Aliás, comerciais direcionados ao público masculino, como cerveja por exemplo, só têm homens sem graça e mulheres com corpo à mostra. Como diria mamãe: "Cada machinho feio!"
Mudo de canal e assisto ao Fantástico que tem a mania tola de idolatrar qualquer abestado que faça sucesso nos "iunaitede isteites" ou na "zooropa" e o povo abestado daqui idolatra esses ídolos descartáveis. Bom...
Acaba o Fantástico e mudo de canal, não gosto dos filmes explosivos que exibem após o programa. Zapeio pela TV e paro na Band e o que passa? Pânico na Band. Lixo pior que esse não há.
Mulheres rebolando em posições ginecológicas e a câmera destacando suas bundas e genitália levemente cobertas por um pedaço de pano ao qual dão o nome de biquíni.
Outras rebolam sem música enquanto o apresentador faz seu trabalho.
Raramente assisto a esse lixo mas decidi assistir para poder justificar o que falo e escrevo e para implicar também, claro.
No segundo trecho que vi são colocados bifes nas testas das moças de biquíni que ficam paradas aguardando a aproximação de um lagarto, um teiú e um filhote de jacaré. Absurdo e um claro abuso contra os animais!
As moças ficam com medo e uma se recusa a fazer a palhaçada e ouve do idiota responsável pela brilhante ideia: "É seu emprego que está em jogo".
Coerção, manipulação, humilhação.
No terceiro trecho, uma vala é cavada e coberta por folhas para que fique imperceptível; uma das panicats vem caminhando em direção ao carro providencialmente estacionado ao lado e cai na vala. Em seguida o idiota joga um balde com cobras de plástico e a moça grita desesperada: "Me tira daqui!".
As outras riem assim como todos os presentes naquele quadro estúpido. O pior ainda estava por vir; fingindo que ajudaria a moça a sair do buraco, o cara aproxima dela uma cobra enorme e ela entra em pânico.
Pergunto: Isso é humor? Fazer humor é humilhar o outro em nome da audiência, patrocínio e dinheiro?
Por que essas moças se sujeitam a isso? O dinheiro é tanto assim? Por que essas moças não procuram estudar e se formar? Por enquanto estão jovens e belas, mas beleza e juventude não são para sempre.
E o que farão quando envelhecerem? Não vai dar para rebolar com peitos e bundas caídos e muito menos usar minúsculos biquínis.
Só assisti a esse lixo porque não tinha nada novo na programação da TV; os programas exibidos pelos canais Discovery e National Geographic eu já tinha visto; Silvio Santos não dá para ver, ainda mais com aquelas pseudo famosidades escrevendo tolices de duplo sentido; os outros canais abertos passam programas sobre policiais correndo atrás de bandido, vendem produtos e outras inutilidades ou passam programam religiosos com pastores detonando as outras religiões e pedindo dinheiro para a obra de Deus. Deus é pedreiro?
Decidi desligar a TV e ler o livro até o sono chegar.
A gataida estava ao meu redor bem aconchegada sob o cobertor fofinho e quentinho só aguardando eu apagar a luz e dormir com eles.
Melhor ler e deitar com os gatos, a TV está ruim por demais.
É isso.


Eu tenho vergonha
                                   

terça-feira, 10 de julho de 2012

Reclamações, Comerciais, Brasil

                                          


Vivo reclamando de produtos, serviços e atendimento.
Reclamo quando sou mal atendida por um funcionário mal educado. 
Sou meio antissocial, como já me disseram, mas sou educada e procuro respeitar a todos, até mesmo àqueles com que não simpatizo muito. Educação é a melhor arma e sempre fui muito na minha mesmo. Não sou de grandes arroubos de simpatia e emoções.
É cultural em nosso país o "deixa pra lá, é assim mesmo". Papai ainda acrescentava: "Tem jeito não".
Pois é.
É exatamente do "deixa pra lá" que vivem e se proliferam os péssimos serviços, produtos e atendimentos. Se ninguém reclama então pensa-se que está tudo bem e continua-se no erro. Não é assim?
Tem que reclamar sim! Temos nossos direitos, pagamos impostos abusivos, somos explorados, manipulados, usados... (até parece discurso político anti burguês).
Já reclamei junto à Unimed pelo preconceito que sofri por parte de uma funcionária; já reclamei junto à Receita Federal, junto à livrarias, lojas, prestadoras de serviços e afins.
Sou educada até demais, mas pisa na bola pra tu vê!
Outro hábito que tenho é de enviar e-mails para as emissoras de televisão e grandes empresas, tanto para elogiar como para reclamar, claro.
Por exemplo: Enviei e-mail para a Band elogiando o CQC e o Quem fica em pé. Ótimos programas que precisamos esperar para assistir; primeiro temos que ver o tal do Video News com a super pegajosamente, megamente simpática e sorridente Nadja Haddad. Essa moça apresentou o Jornal da Band e o fez tão bem; não entendo porque decidiu a prestar o papel de boba da corte em um programa chato que apresenta repetecos dos programas da Band e exibe video cassetadas às quais estamos cansados de ver no Domingão do Faustão e em outros programas de outras emissoras.
Ela tenta rir, gargalhar e achar tudo muito engraçado. Ela faz comentários tolos das imagens e videos tolos como se fossem algo muito importante; como se fossem comentários políticos, econômicos ou algo que o valha. Talvez a nossa política seja tola mesmo e os palhaços somos nós!
E por causa desse programeco bobo, o CQC "encolheu" para poder caber na grade da programação e não acabar muito tarde. Afinal, temos que trabalhar no dia seguinte.
Eliminado esse programa chato, o Quem fica em pé começaria mais cedo e o CQC começaria no horário antigo e assim poderíamos assistir aos bons quadros de antes, como o O povo quer saber, CQTest, Resta um.
Outra coisa da qual reclamo é dos comerciais de televisão. 
Em uma postagem anterior elogiei a Fiat pelo elegantíssimo comercial de lançamento do carro Línea, mas tempos depois a montadora perde a mão, esquece o bom gosto e faz comerciais de péssimo gosto com péssimos garotos propaganda: Michel Teló, os manés que cantam (não sei o nome deles e nem quero saber) eu quero tchu, tcha e mais recentemente com o cinquentão que tem complexo de Peter Pan, Sérgio Malandro.
Será que já falei sobre isso aqui? Não sei, mas já que estou aqui, falo de novo.
O cara só saber falar glu,glu, yeah,yeah e acha isso muito engraçado!
Esse é um empacado no tempo e no espaço e vive da fama de sua celebridade Z (existem as celebridades A, entende?).
Outro comercial de motos exibe o cara cantando a musiquinha do oi, oi, oi cercado por moças de maiô dançando à lá Beyoncé. Acho que a próxima música desse rapaz vai ser: tchau, tchau, tchau...
É claro, público, óbvio e notório que os comerciais brasileiros apelam para uma sexualidade exagerada. Somos conhecidos por nossa sensualidade, mas há uma tênue linha entre o que é sensual e o que é vulgar e as pessoas confundem muito isso.
Em um comercial dos sapatos Pegada, o ator Murilo Rosa joga boliche com Renata Fan e óbvio, quando ela se dobra para jogar a bola, a câmera dá um close em sua bundinha chocha, como diria mamãe. Os comerciais de cerveja então! Desnecessário falar.
Não acham que essa imagem extremamente sensual do Brasil é usada à exaustão? Será mesmo tão necessário assim fazer uso de bundas e peitos, caras e bocas para vender produtos?
Têm comerciais muito legais e engraçados e gostava do moço que vendia pamonha e rebolava; o do cigano também é muito legal.
Claro que as grandes companhias contratam famosos com grande apelo junto à população, mas tem gente boa, culta e interessante também!
Vejamos a graça e elegância de Camila Pitanga nos comerciais da Caixa; ela não precisou rebolar, fazer caras e bocas para aparecer, bastou seu talento e beleza. Simples assim.
Não sei o que está acontecendo com a cultura e com a música brasileira. Tudo está se tranformando em lixo consumível e descartável, até aparecer a nova celebridade. Até aparecer alguém com as versões "Eu quero tche, tcho... tchau, tchau, tchau... tcha ra ra..." com garotos vesgos de cabelos arrepiadas e calças mais justas que Deus.
O que estão fazendo com o Brasil?!
É isso.


                                            

terça-feira, 10 de abril de 2012

Banco & Salário

                                              


Meu rico salário de professora estadual é depositado no quinto dia útil de cada mês e não no dia cinco de cada mês! As pessoas confundem os numerais cardinais com os ordinais.
Fui ao banco, lugar que detesto ir de coração, para pagar minhas muitas contas. O salário de quem está de licença médica não é integral, mas nossas contas não vêm pela metade!
Não sei qual o parâmetro usado para calcular e definir o salário de quem está de licença médica, mas deveriam saber que as pessoas que estão de licença têm gastos iguais ou superiores a quem não está de licença.
Nossos gastos são aumentados com compras de remédios, estacionamento quando vamos ao consultório médico /ou ao laboratório para fazer exames etc...
Bom...
Como disse acima, detesto ir a bancos. Estão sempre cheios, filas enormes, de dez a quinze terminais de caixa mas só dois ou três atendendo/funcionando e aqueles tiozinhos folgados que aproveitam a fila especial para pagar inúmeras e infindáveis contas/documentos/papeladas. Se esses aposentados trabalham normalmente, então têm saúde para encarar a fila de clientes comuns!
Levam pastas lotadas e tiram um a um o documento a ser pago, depois conferem a papelada, conferem o troco e conferem nossa paciência.
Outros folgados, e não só em bancos, são aquelas pessoas que ignoram a fila e vão ao caixa só para perguntar uma "coisinha rapidinha"; acabam "esquecendo" que tem gente há muito mais tempo na fila e resolvem seus problemas ali mesmo, na maior cara de pau!
Os comerciais de bancos são maravilhosos: clientes felizes, gerentes e funcionários simpáticos e educados, tá. E nas novelas então? A personagem está com um problemão financeiro para resolver e alguém tem a brilhante ideia de falar sobre o banco; a doce e inocente personagem vai ao banco, é atendida com sorrisos e muita simpatia pelo gerente e basta uma conversinha de dois minutos e tudo está resolvido e sem burocracia nenhuma! 
Não é lindo isso? Pena que seja só na novela. Mas se eu fosse rica será que o atendimento seria diferenciado? Tenho quase certeza que sim e é por isso que eu digo: Queria ser pobre só uma vez na vida porque todo dia é dose!
Se eu fosse famosidade eu não faria comercial de bancos; é muita ilusão de óptica (sim, óptica = visão; ótica = ouvido... e o povo continua a matar lentamente a pobre língua portuguesa).
Nos comerciais de banco todo mundo é lindo, feliz e muito bem atendido, mas passa umas duas horinhas básicas na fila do Itaú e do Bradesco pra tu ver a simpatia e a alegria! Isso sem contar o desrespeito daqueles que estacionam nas vagas especiais de idoso e deficiente físico. 
Estou sem paciência hoje. Pouco salário, muita conta, muito desrespeito.
Amanhã é outro dia, mas as filas são as mesmas.

                                           

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Comerciais

                                            
Gosto de observar e analisar os comerciais de televisão para depois comentá-los com minhas irmãs.
O talento brasileiro não deixa nada a dever aos talentos estrangeiros, mas tem um povo meio sem noção. 
O povo forma-se em Propaganda, Publicidade e Marketing e cria cada coisa estranha e ainda é pago por isso e pra isso!
Um dos comerciais que amo odiar é o de uma marca de achocolatado no qual duas vacas, (ou seriam bois?) cantam e dançam ou então dizem a "verdade".
E a marca do achocolatado pagou por isso!.
Outro que também amo odiar é o de uma marca de goma de mascar onde o casalzinho de namorados encontra a ex do rapaz e esta se transforma numa criatura gigante. O pior é a atual namorada dizer que a ex é uma "fofa". 
Não gosto dos comerciais de cerveja. A maioria deles abusa da imagem de mulheres seminuas fazendo caras e bocas sensuais. Outros ainda conseguem piorar o que já é ruim e colocam uns "Zé Ruelas, Manés" hipnotizados por... advinha?
A impressão que se dá, pelo menos para mim, é que comerciais de cerveja são direcionados apenas para homens e lésbicas, como se mulheres hétero e homens gays não tomassem cerveja!
Há uma tênue linha separando sensualidade de vulgaridade. Mas algumas pessoas não se dão conta disso.
Comerciais de banco também me irritam pela facilidade de seus serviços e a simpatia de seus gerentes. Não é bem assim na vida real; fica mais de uma hora na fila pra você ver gente abusada se aproveitar do caixa preferencial, tiozinhos aposentados com envelopes lotados de papéis e contas a pagar, velhinhas frágeis que se atrapalham com os dígitos de suas senhas e ficam um tempão tentando fazer um saque ou pagar uma simples conta.
Bancos com vinte terminais de caixas mas só dois ou três funcionários para atender o povão na fila. O brasileiro parece adorar uma fila, né não?
Detesto o falso moralismo também. Houve um comercial muito bacana das sandálias Havaianas no qual a avó fala sobre sexo com a neta. Os puritanos de plantão reclamaram do comercial, mas não reclamam quando há mulheres siliconadas mostrando a única coisa que têm para mostrar: seus atributos físicos turbinados no bisturi.
Mas há comerciais muito bacanas.
Gosto principalmente de comerciais de carros.
Ri muito com o comercial do Renault Duster ao ver homens chorando por já terem comprado outro carro.
O falso moralismo também atingiu um comercial de carros e nesse caso foi o Nissan Frontier, o dos "Pôneis Malditos". O problema aqui foi o de associar figuras infantis -pôneis- com a palavra "maldita". 
Associar mulher seminua com a palavra "gostosa", pode.
Um comercial que me encantou foi quando do lançamento do carro Fiat Linea.
O rapaz dirige o carro e a voz do GPS (Global Position System - Sistema de Posicionamento Global) diz para ele entrar em uma rua, mas ele segue o sentido contrário só para alcançar uma moça vestida com roupas simples, cabelos presos no alto da cabeça e que caminha tranquilamente segurando um livro. 
Achei esse comercial lindo e respeitoso para com as mulheres. Romântico também.
A moça não estava rebolando, não fazia caras e bocas e estava vestida!
Acho que não precisa apelar para mostrar ou vender um produto; bom gosto, elegância e respeito valorizam muito mais o produto.
Na minha humilde opinião de consumidora de bens, produtos e serviços.