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sexta-feira, 22 de março de 2013

Fortuna



Sempre ouvimos dizer, desde criança, que Deus sabe o que vai acontecer com as nossas vidas mesmo antes de nascermos.
Já para outras correntes religiosas, nós fazemos nossa vida e a modificamos o quanto bem entendermos, mas fiquemos atentos ao que fazemos de bom ou ruim, pois há a Lei do Retorno.
A vida faz as contas e no fim vem nos cobrar por aquilo que fazemos aos outros e a nós mesmos.
Deus, Vida, Destino, Fortuna...
Fortuna aqui não trata-se de valores materiais, dinheiro ou riqueza, mas trata-se na verdade do Destino.
Fortuna era a deusa romana da esperança e da sorte, seja ela boa ou má. A deusa carregava uma cornucópia e um timão (Vai Corinthians!), que simbolizam a distribuição de bens e o destino dos homens.
Fortuna tinha os olhos vendados, assim como a Justiça, para que não cometesse erros ou injustiças ao distribuir suas bençãos.
Deve ser por isso que uns têm tanto e outros tão pouco; sejam em termos de bens materiais, de beleza, caráter, sorte, inteligência...
Escrevo sobre o tema porque estava a conversar a sós com meus botões, e com meus gatos, e me perguntava sobre coisas que ainda não estamos prontos para entender. Ou a vida é tão complicada e a complicamos mais ainda que nos impossibilita ver e fazer o mais simples. Sei lá.
Se temos o tal do Livre Arbítrio, então isso quer dizer que temos o controle de nossas vidas e podemos vivê-la como a planejamos. Será?
Mas as coisas nem tão boas também parecem ter o tal do arbítrio e escolhem atrapalhar aquilo porque e por quem lutamos tanto e queremos tanto.
A vida é feita de escolhas; não escolhi ser pobre.
Não escolhi ser acromegálica. Não escolhi ter uma doença estúpida que me rouba aos poucos a vida e a saúde.
Têm tantas coisas que não escolhi ter ou viver, mas que parece que foram escolhidas para mim sem respeitarem meu Livre Arbítrio.
Acho que a vida é simplesmente arbitrária.
Sei lá.
Mexia na minha papelada na faculdade e encontrei textos das aulas de Língua e Literatura Latinas. Adorava as aulas de Latim.
Encontrei A Cantata Carmina Burana, musicada pelo compositor alemão Carl Orff.
A cantata fala sobre a Roda da Fortuna, que está sempre girando e trazendo boa e má sorte; como a vida humana, que está sempre mudando e tem dias bons e outros nem tanto.
Sei lá o que me deu hoje. Acho que estou ficando velha.


Carmina Burana - O Fortuna, Imperatrix Mundi

Em LatimEm Português
O Fortuna,Ó Sorte,
Velut LunaÉs como a Lua
Statu variabilis,Mutável,
Semper crescisSempre aumentas
Aut decrescis;Ou diminuis;
Vita detestabilisA detestável vida
Nunc obduratOra oprime
Et tunc curatE ora cura
Ludo mentis aciem,Para brincar com a mente;
Egestatem,Miséria,
PotestatemPoder,
Dissolvit ut glaciem.Ela os funde como gelo.
 
Sors immanisSorte imensa
Et inanis,E vazia,
Rota tu volubilisTu, roda volúvel
Status malus,És má,
Vana salusVã é a felicidade
Semper dissolubilis,Sempre dissolúvel,
ObumbrataNebulosa
Et velataE velada
Michi quoque niteris;Também a mim contagias;
Nunc per ludumAgora por brincadeira
Dorsum nudumO dorso nu
Fero tui sceleris.Entrego à tua perversidade.
 
Sors salutisA sorte na saúde
Et virtutisE virtude
Michi nunc contrariaAgora me é contrária.
Est affectus
Et defectusE tira
Semper in angaria.Mantendo sempre escravizado
Hac in horaNesta hora
Sine moraSem demora
Corde pulsum tangite;Tange a corda vibrante;
Quod per sortemPorque a sorte
Sternit fortem,Abate o forte,
Mecum omnes plangite!Chorai todos comigo!
  • *** Fortuna é um falso cognato em latim para o português. Fortuna=Sorte, Fortunae=Riqueza Material.












quarta-feira, 2 de maio de 2012

Mamãe e as laranjas

                                            


Mamãe dizia não gostar de frutas. Ela ia à feira e trazia frutas para os filhos e netos.
Chego de viagem em um sábado, dia de feira, e mamãe diz: "Comprei umas frutinhas pra você, filha".
Vou até a cozinha para ver as "frutinhas" que mamãe comprou e me espanto com a quantidade e a variedade: mangas, maçãs, peras, melancia, goiabas, abacaxi, laranjas, bananas...Uma verdadeira cornucópia frutífera.
"Experimenta essas laranjas, estão bem docinhas".
Mamãe pega uma enorme bacia plástica e enche com laranjas; começa a descascar e é cercada pelos filhos e netos. Ela corta as laranjas ao meio e dá uma metade para quem atacar primeiro e chupa a outra.
É um festival cítrico.
Passadas algumas agradáveis horas, papai chega do trabalho e encontra mamãe deitada no sofá, as mãos alisando a barriga e soltado sonoros arrotos. Aos pés dela a enorme bacia plástica cheia de cascas de laranjas.
Papai olha aquele cenário, balança a cabeça e diz: "Mas tu num dissesse que não gosta de fruita, Tita?"  Papai chamava mãe de Tita.
"Mas uma laranjinha faz bem de vez em quando, né Dedé?".


                                                 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cornucópia

                                          


Copiei e colei texto explicativo retirado do site Wikipedia.
O texto é sobre a palavra cornucópia.
Acho bacana esclarecer, ensinar e aprender. 
Até a próxima postagem com receitas simples e deliciosas.




Cornucópia é um símbolo representativo de fertilidaderiqueza e abundância. Na mitologia greco-romana era representada por um vaso em forma de chifre, com uma abundância de frutas e flores se espalhando dele. Hoje, simboliza a agricultura e o comércio.
Representação artística da cornucópia
O seu significado provém da cabra Amaltéia que na mitologia greco-romana amamentouZeus/Júpiter enquanto bebé.
Atualmente essa palavra é utilizada como sinônimo de abundância, porém está sendo esquecida por seu estilo rebuscado e antigo.
Na culinária, designa um bolo pequeno feito em geral com massa folhada, em forma de cone e recheado com creme.

[editar]Etimologia

Do latim cornu copiae ou "corno da abundância", de cornu ou "chifre" e copiae ou "abundância, muitos recursos, posses".

[editar]Instrumento religioso

O próprio chifre é um símbolo fálico, representante do sagrado masculino. E, como a cornucópia remete a um chifre, é uma das representações mais utilizadas do Deus Cornífero nas religiões pagãs e neopagãs.
Entretanto, o seu interior simboliza o útero - representado assim a Deusa -, que quando cheio de alimentos simboliza a generosidade da terra fértil, representando o sagrado feminino.
A cornucópia é o símbolo mais utilizado para representar o equinócio de outono (no sabá Mabon), onde é cheio de frutas, grãos, moedas, folhas, castanhas, cartas de tarô, e diversos outros símbolos da fartura e do paganismo, de forma que eles sejam derramados sobre o altar