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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Cadeira Azul

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Estou tão cansada hoje.
Passei longas e agradáveis horas sentada lá fora cuidando das plantas, uma das coisas que mais adoro, mas a coluna e os joelhos reclamam. E como!
Não dormi bem, pra variar, acordei sobressaltada, agitada e a cabeça pulsando: pressão alta.
Nível de stress subindo desde logo cedo, graças a Deus, mas que à tarde começou a baixar: apenas 98%.
Sinto falta do tempo em que tinha tanta energia, era tão ativa e podia bater os quatro cantos do mundo, como dizia mamãe.
Que doença mais besta, meu Deus do céu!
Jardim com uma cadeira azul em meio às plantas. Sentar, apreciar, ler um bom livro e tomar uma boa xícara de café.
Vontades também... maçã verde, melão, melancia, caqui, mamão, cuscuz com leite...
É isso.


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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Pernas

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Fiz o exame de eletroneuromiografia nas duas pernas.
É um procedimento chatinho e desconfortável, mas foi preciso fazer.
Agulha (eletrodo) é colocada nas pernas e pequenos choques são dados para avaliar a resposta do nervo.
Já havia feito esse exame como parte dos exames pré operatórios para a cirurgia de artrodese, coluna, e recentemente voltei a ter os mesmos sintomas de antes: fraqueza nas pernas, dor, formigamento...
O exame em si foi rápido, o médico foi educado e conhecia Acromegalia. Comentei com ele que tive muita dificuldade até conseguir o diagnóstico correto e que até hoje muitos médicos dizem nunca terem ouvido falar sobre a doença, infelizmente.
Bom...
Voltei para casa com as pernas meio pesadas e mais "mortas" que de costume; deitei no sofá e cochilei.
Ainda tem mais exame pela frente e vou fazer tudo o que puder para ter uma vida e saúde razoáveis. Minha meta é andar livre, leve e solta; sem andador ou bengala. Vou conseguir.
Detesto essa situação, essa doença, essas dores, essas dificuldades.
Não me entrego, mas têm dias que fica bem difícil me manter firme e forte.
Queria ter ido ao supermercado para comprar minhas frutas, mas não deu.
Tem um caminhão vendendo frutas na Rua Curuçá, Vila Maria, e se eu estiver bem, darei uma passada por lá no sábado. Tem menos trânsito e menos motoristas estressadinhos e impacientes para com quem um dia já foi como eles: velozes e furiosos.
É isso.




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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Gente Boa

                             



Mais de uma semana com fortes dores de cabeça e noites de sono interrompido.
Não consegui assistir ao The Voice Brazil, estava muito cansada, com dores e sob efeito dos remédios que causam sonolência. E ter que ouvir o blá blá blá sem fim de Claudia Leite? Não, não dá.
Fui me deitar por volta das vinte e três horas (onze da noite) com a cabeça latejando; medi a pressão e estava alta. Tomei os remédios e adormeci. Acordei às três da manhã com a cabeça doendo e latejando muito e tomei o opiáceo receitado pelo médico; adormeci.
O relógio despertou às cinco horas e decidi ficar até as cinco e meia para depois me levantar e me preparar para ir ao trabalho; adormeci novamente e quando acordei o relógio marcava nove e quarenta e seis. Perdi a hora!
Levantei e fui para a sala. Liguei a TV e passava o Bom Dia São Paulo, estranhei: "O Bom Dia SP a essa hora?! Não deveria estar passando o programa da Ana Maria Braga ou o Bem Estar? Oxe!".
Olhei o horário na TV e era pouco antes da sete! Ai, ai, ai.
Resolvi me levantar, tomar banho e ir para o trabalho; compensaria o atraso ficando até mais tarde. Tenho ficado até mais tarde até chegar alguém e depois vou embora; faltam funcionários.
Quase caí ao me levantar e a cabeça parecia que ia explodir. Deitei no sofá, adormeci e sonhei com o ex jogador de futebol, e agora comentarista, Casagrande. 
Slash, Renato Russo, Alexandre Nero e agora Casagrande. Quem será o próximo a fazer uma participação especial em meus sonhos malucos? Nietzsche, para falarmos sobre a Humanidade demasiado humana? Kafka, para falarmos sobre Metafísica? Goethe, para falarmos sobre Fausto? Eu, hein!
Vizinhos musicais ligam seus aparelhos de som antes das oito horas da manhã; pelo amor de Deus! E aquele som alto e incômodo atravessa e perfura meu cérebro. Dói, incomoda e irrita!
Tenha santa paciência!, exclamei, e fez-se algum silêncio. Amem.
Não, não vou tomar mais remédios. Vou ficar quietinha e deitar a cabeça em travesseiro alto... adormeci.
Um senhor idoso de fofos cabelos brancos, forte (gordinho) e de vestes brancas me abraça demoradamente; que coisa boa, meu Deus.
Mamãe se aproxima, nos cumprimenta e vai abrir a porta: tem gente boa lá fora querendo entrar. São sertanejos simples, porém cabras machos arretados com sangue nos "zóio" e cabelo nas "venta". Tiram o chapéu em sinal de respeito, pedem licença e dizem de onde vêm: "Sou de Pernambuco. Venho da Bahia. Venho do Piauí. Venho da Paraíba..."
No corredor da casa uma moça pequena dança um gracioso balé sem música; ela podia ouvir a melodia e eu admirava o seu bailar.
Acordei me sentido bem e com a cabeça mais leve, graças a Deus.
Agradeci a Deus, ao simpático velhinho forte, aos sertanejos e a mamãe pela visita que tanto alívio trouxe.
Levantei, tomei banho, fiz meu café, cuidei depois da gataiada e apreciei minhas plantas que estavam lindas sob o dourado do sol que anunciava a chuva.
A gataiada agora dorme; daqui a pouco anoitece e eles acordarão famintos e terríveis. Barriguinha cheia e a bagunça começa.
Vontade de comer fruta: tenho maçã e mamão.
É isso.



                                   


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Vai passar...

                                


Fui trabalhar a pulso hoje; estava tão cansada e as pernas pesavam tanto.
Hoje também teve comilança: lanche natural, pão de queijo e frutas. Deliciosos pêssegos desperdiçados pelos alunos que os usam em guerrinhas. Idiotas, na boa.
Comi pouco, não me entreguei ao pecado da gula, mas tomei muito café.
Saí da escola um pouco mais tarde e vim direto para casa; estava exausta.
Pretendia ligar para o entregador de ração, mas não tinha serviço de telefone devido à uma manutenção na área e acabei indo à lojinha do bairro.
Deveria ter comprado ontem, pois fui à lojinha para pagar a dívida e só comprei areia sanitária e sachês. Tinha certeza de que tinha ração seca o suficiente.
Tinha não.
Voltei à lojinha, comprei a ração e ainda chamei o dono do local por outro nome. Confundi o nome dele com o do coordenador pedagógico da escola; ambos rimam com Papai Noel. Só eu mesma!
Voltei para a casa, alimentei a gataiada e agora escrevo. Vou tomar um banho para aliviar o cansaço e tirar esse peso que me incomodou tanto hoje.
Sei lá... Tenho andado tão cansada e meio desanimada.
Vai passar.
É isso.



                                        

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Quebrando Regras - Pequenos Delitos

                              



O dia começou frio, quinze graus, mas depois esquentou e chegou aos trinta graus.
Trabalhei até mais tarde, falta pessoal, e depois fui comprar meus remédios, fui pagar os fiados por aí; têm um bocado. É o jeito.
Comi frutas na escola, adoro. Melão, mamão, abacaxi, uva e morango dulcíssimos. Tinha também sanduíche de metro e pão de queijo, adoro também. O café estava muito doce e enjoativo e tomei apenas suco bem diluído. 
Quando fico sozinha na secretaria costumo "quebrar" algumas regras, tem tanta coisa mais importante para ser feita!
Os alunos da tarde entram à uma hora e alguns chegaram poucos minutos atrasados: "Deixa nóis entrar, tia".
Perguntei o porquê do atraso e achei bonitinha a carinha de preocupação deles. Deixei que entrassem. Não era atraso de horas, era apenas de cinco minutos.
Perguntaram se deveriam esperar pelo segundo sinal ou se poderiam ir para as salas: "Vaza todo mundo. Agora!". "Valeu tia!".
Mas eis que chega a nova toda poderosa Tássia - Tá se achando -  e fiz sinal para a molecada dar um tempinho e disfarçar. Assim que a Tássia virou de costas, fiz sinal para que fossem rápidos, e foram.
Eram alunos de quinta e sexta séries, meus favoritos.  Ainda carregam certa inocência e são danadinhos.
Chegaram as duas funcionárias da tarde, uma da secretaria e a outra inspetora de aluno; pude sair.
Na verdade posso sair no meu horário de professora, mas acho um desrespeito para com a escola, para com os poucos funcionários que temos, para com os pais dos alunos e os alunos e fico até alguém chegar e assumir o posto. Nem todos merecem e a maioria quer mais é que se dane, mas eu não sou assim.
Tenho meu caráter formado e faço o melhor que posso dentro de minhas condições.
E é legal também quebrar as regras com a molecadinha que tanto gosto. Assim mato um pouco as saudades da sala de aula.
Que a simpática diretora da escola, que sempre nos presenteia com deliciosas guloseimas, não venha me dar broncas pelo pequeno delito.
É isso.



                                      

sábado, 30 de agosto de 2014

Procrastinar



                                   


Acostumei a acordar cedo e às cinco da manhã já estou desperta. Mas hoje é sábado e fiquei na cama com a gataiada até mais tarde. É tão bom.
Fiz meu café, coloquei roupa na máquina, reguei as plantas e me encantei com os pequenos pés de melancia e melão que desabrocham lenta e graciosamente.
Cuidei das baby roses, me encantei também com a samambaia verdinha e fresquinha.
Fiz salada de alface e tomate e fiz suco de laranja com maracujá.
Andei pra lá e pra cá e obviamente cansei. O joelho direito dói e entreva; está ficando cada vez mais difícil andar.
Estou procrastinando, (acho legal essa palavra) enrolando, embaçando, adiando, evitando...
Mas vai chegar uma hora que precisarei encarar os médicos de novo e encarar agulhas, exames, mais remédios e todos os perrengues de um tratamento de saúde. Não deveria ser tratamento de doença? Faz mais sentido, penso eu.
Tudo seria tão bom se não fosse esse entrevamento, essas dores, essa dificuldade para andar, meu Deus.
O dia seria tão bom se não fosse o vizinho tocando as mesmíssimas músicas infantis desde as oito da manhã. Até memorizei as ditas cujas.
Que saco!
Minha avó dizia que quando o coisa ruim não vem, manda o secretário. Os vizinhos barulhentos voltaram para sua cidade de origem, graças a Deus, mas os outros vizinhos resolveram dar continuidade ao estilo sem educação-sem noção-música alta-que se dane os outros. 
Ouço meu Rock, mas não incomodo ninguém, toco para eu ouvir e não para os outros!.
Daqui a pouco tem o fluxo, o Funk com suas músicas nojentas; pornografia cantada.
Estou com fominha, suco e salada não dão sustança. Vontade de comer bolo.
Começou a esfriar.
Ouço o canto de um passarinho que canta madrugada adentro e eu acho lindo.
É isso.



                                    










quinta-feira, 20 de março de 2014

Mamão

                                 



Tenho trabalhado bastante na secretaria da escola. 
A cada dia aprendo uma coisa nova; sou ativa, não gosto de ficar parada, não gosto de enrolar ...
Se a coisa tem que ser feita, então faça!
Mas tem gente que enrola, "embaça", se arrasta e só sabe reclamar da vida, da situação, de tudo e trabalhar que é bom...
Hoje o dia foi puxado e eu nem fui à cantina pegar algo para comer, geralmente compro pão de queijo e água de coco.
Tomei bastante café doce, estava com fominha e muito ocupada, e perguntei se tinha fruta de lanche; tinha mamão.
A inspetora trouxe um prato com nacos grandes de mamão bem docinho e delicioso; comi tudo!
Adoro frutas.
E estou com vontade de comer mais frutas: abacaxi, manga, mais mamão...
Mas bom mesmo seria se tivesse pinha, jaca, umbu, jaboticaba, pitomba...
É isso.




                                      



                                  

quarta-feira, 5 de março de 2014

Quarta-Feira de Cinzas

                                    


O Carnaval acabou, mas ainda continua em estados da região Nordeste.
Povo animado, meu Deus!
Também pudera, impossível não ficar animado em lugares tão lindos e ensolarados como os estados do Nordeste.
Fui trabalhar depois do meio dia; acho isso uma tremenda bobagem, na boa. 
O bom disso foi o delicioso café da tarde recheado de guloseimas: bolo de chocolate, esfiha, kibe e outros salgadinhos. Café, leite e suco também.
Saí da escola e fui para a casa da minha irmã Rosi, meu irmão Fubá deixara um presente para mim: uma jaca!
Estava, e ainda estou, com vontade de comer jaca, umbu (imbu/embu), pinha, pitomba e todas essas delícias frutíferas e exóticas do Norte/Nordeste.
Estou tão cansada que cheguei em casa e desabei no sofá, nem assisti aos programas que gosto de ver.
Vou para a cama, amanhã segue a rotina normal de trabalho e levanto bem cedo. 
É isso.



                                             


                                            

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Gelinho

                                      




Trabalhei bastante pela casa e, como era de se esperar, amanheci moída.

Levantei cedo, alimentei a gataiada e fiz meu café. Às sete e meia da manhã o sol já estava forte e o calorão também.
Agora, no Alaska, as temperaturas primaveris já estão em agradáveis dois graus negativos.
Decidi descansar e só fiz o necessário: coloquei o lixo pra fora, cuidei dos gatos, limpei o quintal... essas coisas.
Liguei para minha irmã Rosi e ela me convidou para experimentar os gelinhos que fizera com a ajuda de Beatriz. Tinha gelinho de abacaxi, limão, abacate e manga. Delícia.
Aqui em São Paulo dizemos gelinho, no Rio dizem sacolé e em outros lugares chamam de geladinho e outros nomes. É a variação linguística do nosso país continente.
Levei o Estadão para minha irmã, falei sobre o livro de Tchekhov e sua visão dura, crua e realista sobre religião, relacionamentos amorosos etc... Amo a literatura russa e alemã; são intensas, pesadas, humanas, demasiado humanas.
Assisti ao filme "O Croods" com minha sobrinha Beatriz e demos boas risadas. É uma família da Pré-História e, em muitos aspectos, lembra minha família Buscapé. Engraçado. Gostei muito. E faz referências ao "Mito/Alegoria da Caverna" de Platão.
Estava chato hoje ficar em casa e foi bom passar boas e agradáveis horas na casa e na companhia da minha irmã e sua família.
Ainda trouxe comigo gelinhos e limões, muitos limões e acabei de fazer um suco docinho e refrescante.
É isso.