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terça-feira, 16 de abril de 2013

Colchão

                               


Assistia ao Bom Dia SP e a apresentadora fala sobre uma exposição de arte no interior de São Paulo. A arte é levada para o interior para que todos tenham direito de apreciá-la sem precisar se locomover até a capital.
Ótima iniciativa.
A repórter mostra ao vivo algumas das obras expostas e, claro, impliquei.
Três ou quatro colchões presos à parede e cada um com uma aparência diferente. Um sem capa, outro com capa, um outro com capa rasgada e por fim um que parecia um picolé com o papel do embrulho no palito ou representava uma espiga de milho.
Nossa! 
Já falei sobre o que penso sobre esse tipo de "arte" na postagem de mesmo nome.
Se isso der dinheiro, vou começar a colocar colchões na parede também, mas iniciarei pelos colchões de berços, que são mais leves.
Queria entender o conceito dessas obras, tanto a da escada com a boia infantil como essa dos colchões.
O que seus criadores querem dizer com isso?
Que nobre, filosófica e intensa mensagem querem passar?
Eu, hein.
É isso.









                                      



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Papel Higiênico

                              

Papai contava que no seu tempo ninguém usava papel higiênico e no lugar usavam sabugo de milho, folhas de mato, jornal e o que desse para fazer o papel, literalmente, de papel higiênico.
Banheiros eram usados só para tomar banho, como o nome sugere, e para as necessidades usava-se penicos ou iam no mato.
Papai contou que uma vez teve dor de barriga e parou no mato para se aliviar, mas na pressa de sair logo dali não prestou atenção no mato à volta e pegou folhas de urtiga. Imagina o estrago?
Ele contou que voltou para a casa o mais rápido que pode e fez um banho de assento para refrescar o ardor.
Nos mudamos para São Paulo em tempos mais modernos e um dos itens da lista de compra era papel higiênico. Minha avó Mãevelha dizia "papé higiene" e por não andar, fazia suas necessidades no penico.
Nós nos ligávamos quando víamos nossa avó ajeitando o penico debaixo de seu vestido florido, pedindo papel higiênico e água e sabão para lavar as mãos; corríamos lá pra fora, mas meu irmão Rogério, sempre desligado, era a vítima incumbida de limpar o penico e trazê-lo de volta para ela; ele ficava bravo e dizia: "P... que paliu, Mãevelha, a senhora tinha que c... justo agora?!"
Nós ríamos dele e ele ficava doido com a gente. Mas quem manda ser tão desligado?
Mamãe não aprovava esse nosso comportamento descarado.
É isso.