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sábado, 9 de agosto de 2014

Problemas...

                                   


Friozinho... Calorzinho...
O tempo anda meio estranho, um dia faz frio e no outro faz calor; haja saúde.
Lavo roupas, transpiro muito durante a noite e sempre troco lençóis, edredons, cobertores e o pijama.
Já percebi que sempre acordo de madrugada com muita fome e muita transpiração quando como levemente no jantar. Acho que preciso de mais sustança para evitar isso.
Problemas, um dos muitos que me assolam, mas esse de acordar com fome e coberta de suor é o dos menores que enfrento no momento.
Já falei sobre a vizinha amarga, ruim, vigarista, espertalhona e que vive de oferenda igual a santo. Bom...
A mulher está paranoica e me persegue, me vigia e não me deixa em paz!
Saio para trabalhar um pouco antes das sete horas da manhã e a maluca já está no portão fofocando com as amiguinhas amargas, mal amadas e más, como ela.
Outro dia a criatura quase se jogou em cima do carro e ainda reclamou que eu não quis parar para falar com ela; eu trabalho e ela deveria fazer o mesmo!
Ela quer porque quer que eu lhe de dinheiro para poder comprar um novo colchão que supostamente um dos meu gatos sujou e ainda quer colchão caro e  de qualidade. Mas era só o que me faltava!
Ontem ela veio na companhia de outra criatura igual a ela e eu não entendi o porquê da presença da coisa ruim dois, a missão. 
Já estou ficando com medo quando a campainha toca!
Essa criatura horrenda disse que bateu, bate e baterá em todo e qualquer gato que subir em seu telhado e ainda disse que irá comprar chumbinho para acabar com todos eles. Disse ainda que se dependesse dela, não ficaria nenhum gato na vizinhança.
Engraçado, ela está tão preocupada com os gatos que não cuida das próprias filhas pequenas e as deixa brincar sozinhas na rua e vestidas só de calcinha.
Além do inferninho de me encher o saco quase que diariamente com a ladainha do colchão, essa mulher horrenda fica me vigiando e está parecendo aquelas psicopatas de filme americano.
Saio para trabalhar e ela está lá, volto e ela está lá, se vou ao portão atender alguém ela está lá. Isso está me assustando e me preocupando.
Como se não bastasse, ela fica me difamando para vizinhos, entregador de gás, lixeiro, conhecidos e quem quiser dar ouvidos à ela.
Difamação, assédio moral, extorsão, ameaça, abuso animal...São alguns dos crimes que essa criatura está cometendo e mesmo dizendo a ela que é crime, ela simplesmente dá de ombros e ri.
Segunda-feira irei à delegacia fazer um B.O. (boletim de ocorrência) para me proteger embasada na Lei, pois não confio nessa criatura e tenho medo que algum maluco tome as dores dela e queira me fazer algum mal. Tem gente capaz de tudo nesse mundo.
Eu vivia em paz e quieta no meu canto até essa mulher se separar do marido e se mudar para a rua, que inferno!
Mas isso será resolvido por meios legais, se for o caso, e se ela esperar de mim barraco ou bate boca, morrerá esperando! Eu sou educada, estou quieta no meu canto, não incomodo ninguém para não ser incomodada e não vou sustentar vagabunda saudável que pode muito bem trabalhar.
Eu não tenho saúde boa, mas trabalho e cuido da minha vida.
A moça do Yakult, que conhece a peça, disse que além de caloteira, gosta de viver de pequenas doações, gosta de bancar a vítima e ainda é macumbeira!
Lascou-se!
É isso.



                                       


                                  


terça-feira, 22 de julho de 2014

Bem

                               



Domingo frio e ensolarado; me preparava para ir à casa da minha irmã Rosi.
Abro o portão e a simpática e espertalhona vizinha, que quer um novo colchão fashion, me diz que tem um gatinho miando muito na firma da esquina. OK.
Vou até o local e não vejo nada, mas a menina vem e me mostra onde é: na firma no fim da rua. Diferente.
Parei o carro, ouvi o miado e chamo; vem um gatinho cinzento, magrinho, manco e bonitinho.
O coloquei na caixa de papelão e voltei para casa. Preparei uma cama quentinha, coloquei comida e água e o deixei na área de serviço. Fui para a casa da minha irmã.
Voltei depois de algumas horas e fui ver como estava o novo gatinho; estava bem.
Tranquei portas, fiz chá e liguei a TV; escuto miados meio assustados e sofridos. O gatinho estava com frio.
Trouxe o bichano para dentro de casa, forrei o chão com jornal e coloquei a caminha, a comida e a água e ele adormeceu.
Algum tempo depois o gatinho acorda, olha para mim, mia e vem ao meu encontro. Se esfregava nas minhas pernas, rolava fazendo charme, miava... Fiz-lhe carinho e ele ronronava, demonstrando alegria. Os imbuídos de ignorância e preconceito dizem que é asma, mas é o modo de o gato demonstrar contentamento. Gatos não latem nem balançam o rabo!
Peguei o bichinho no colo e olhei para saber se é macho ou fêmea; é fêmea, sempre fêmea, claro.
A mulher, a fêmea, de toda e qualquer espécie, sempre sofreu e sofre abusos, violência, intolerância e preconceito só pelo simples fato de ser fêmea!
Os muito machos e poderosos temem a mulher e por isso a castram das mais variadas e horrendas formas.
Bom...
O gatinho é gatinha e dei-lhe o nome Loretta.
Loretta se parece muito com Clara Blue, que é filha de Léo Caramelo.
Meu Leozinho deve ter aprontado muito por aí.
Um fato que tem me chamado a atenção é o grande número de animais mancos, ou com alguma deficiência, que cruzam ou cruzaram meu caminho.
Além de machos, as pessoas querem animais perfeitos, como se elas mesmas fossem muito perfeitas.
Minhas tias de Pernambuco, mamãe e minha avó Mãevelha dizem/diziam que eu tenho parte com São Francisco e São Lázaro.
Acho que sim e vejo pela óptica da bondade para com aqueles que não podem se defender sozinhos e que só me fazem bem. 
Eu mesma sou imperfeita fisicamente, tenho problemas de saúde intensificados pela Acromegalia e também tenho meus defeitos como pessoa, mas faço minha parte sendo sempre do bem.
É isso.



                                     

terça-feira, 16 de abril de 2013

Colchão

                               


Assistia ao Bom Dia SP e a apresentadora fala sobre uma exposição de arte no interior de São Paulo. A arte é levada para o interior para que todos tenham direito de apreciá-la sem precisar se locomover até a capital.
Ótima iniciativa.
A repórter mostra ao vivo algumas das obras expostas e, claro, impliquei.
Três ou quatro colchões presos à parede e cada um com uma aparência diferente. Um sem capa, outro com capa, um outro com capa rasgada e por fim um que parecia um picolé com o papel do embrulho no palito ou representava uma espiga de milho.
Nossa! 
Já falei sobre o que penso sobre esse tipo de "arte" na postagem de mesmo nome.
Se isso der dinheiro, vou começar a colocar colchões na parede também, mas iniciarei pelos colchões de berços, que são mais leves.
Queria entender o conceito dessas obras, tanto a da escada com a boia infantil como essa dos colchões.
O que seus criadores querem dizer com isso?
Que nobre, filosófica e intensa mensagem querem passar?
Eu, hein.
É isso.