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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Julho

                                 


Tempos de desassossego. De novo.
Férias escolares, julho, frio.
Mas hoje fez um dia muito bonito; céu azul, sol, ventos frios. Lindo.
Gosto de me sentar na cadeira colocada no quintal e apreciar a luz do dia, a beleza das minhas plantas, as artes e a liberdade dos meus gatos.
Tenho sonhado muito com papai e mamãe e agora a pouco me deitei no sofá para um simples cochilo, acabei dormindo pesadamente. 
Tantas dores físicas, dores da alma, cansaço... Tudo isso me derruba, derruba esse meu corpo acromegálico que é grande só por fora.
Converso com meus gatos, mas algumas vezes gostaria de conversar com uma pessoa. Alguém que me ouvisse, que não me criticasse, que não me desse lição de moral como se eu fosse a única mortal nesse mundo a cometer erros.
Às vezes a gente só quer ser ouvido, só quer poder falar, desabafar, mas aí vem alguém e nos dá cada chapuletada. Aí soma-se mais uma dor. 
É melhor calar, ficar quieta, agir como se tudo estivesse bem.
Mas tudo bem...





segunda-feira, 18 de março de 2013

Toque a Campainha!

                              



Como eu sempre digo, quando não estamos bem tudo contribui para ajudar a piorar mais ainda. Explico.
A semana que passou não foi boa para mim, foi uma semana de altos e baixos com dias bons e outros nem tanto. Muitas dores, cansaço, entrevamento e desânimo.
E é nesses dias ruins que tudo acontece para atrapalhar nosso descanso; telefone, campainha, gente mal educada...
Havia passado a noite em claro e só consegui conciliar o sono por volta das cinco e meia da manhã, mas eis que às nove, escuto: "Rejane!".
De-tes-to que gritem meu nome!
Acordei sobressaltada e confusa, não sabia direito se estava sonhando ou se perdera a hora e coisas assim.
Levantei meio confusa, sonolenta, arretada e indignada. Toca a campainha, pelo amor de Deus!
Era o funcionário do Posto de Saúde do bairro. Falava comigo e me ao mesmo tempo me observava. Detesto isso também.
Atendo ao distinto sem noção e educação e volto para cama; toca o telefone insistentemente. 
Pensei que deveria ser algo urgentíssimo, pois insistia tanto. Mas a voz do outro lado pergunta: "Com quem estou falando? Gostaria de falar com o responsável pelo telefone".
Não voltei para a cama e as dores estavam de lascar. Parece que doem mais quando estamos estressados, nervosos, cheios...
No dia seguinte, a mesma coisa, só que com outra pessoa. Batem palmas e chamam: "Albeeeeeeeeeeerto!".
Ignorei.
Escuto o vizinho sair e dizer que o gritador estava no endereço errado, era a próxima rua. Pelo amor de Deus de novo!
Será que não dá para verificar se tem campainha para tocar antes de bater palma e berrar em frente à casa dos outros?
Berrar e gritar o nome da gente; de-tes-to!
Estou aproveitando o sossego e o silêncio atuais. Os vizinhos que ouvem música ruim ainda não voltaram das férias, (bem que poderiam ficar por lá mesmo), e a outra vizinha que liga o aparelho de som no último volume pariu um menino na segunda-feira passada.  Então o silêncio faz-se presente e necessário, graças a Deus.
Lembro com saudades da época em que não tínhamos telefone nem campainha, mas adorávamos tocar a campainha das casas bonitas da rua e sair correndo. Era tão divertido.
Hoje entendo e respeito os pobres moradores vítimas das nossas artes juvenis.
É isso.


                                        

                                       

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Beatriz

                                        


É a minha lindíssima e inteligentíssima sobrinha de 5 anos e fã do Marcelo Tas.
Beatriz e Rafaela são as belezas que ilustram muitas das postagens desse blog.
Beatriz é danada, esperta, "oreiúda e queixo duro", como dizia papai para se referir a alguém "bocudo e que não tem papas na língua".
Hoje fui fazer mais um exame e de lá fui à casa da minha bela irmã Rosi, mãe de Beatriz. Mas cheguei tarde e a pequena terrível estava na escola.
Rosi me conta os causos e histórias de Beatriz.
Bibi, como gosto de chamá-la, disse que não quer crescer para poder sempre ficar perto das colegas.
Bibi só quer crescer até o tamanho das crianças do Jardim II e pronto. 
Segundo ela, as crianças do Jardim II são grandes. Bibi está no Jardim I. Percebam a enorme diferença.
Bibi diz que não vê a hora de chegarem as férias e depois diz que não quer ficar em férias porque sentirá saudades dos coleguinhas e da professora.
Bibi atormenta a pobre da gata, a Maria Alice, e naturalmente a pequena felina faz uso de sua defesa natural: as unhas. Rosi dá broncas em Bibi que reclama por levar as broncas sozinha: "Mãe, por que você só dá broncas em mim e não dá na Alice?"
"Porque Alice é uma gata e não pensa"
"Mas gato também tem cérebro!"
Bibi está aprendendo a cantar o Hino Nacional Brasileiro e cantarola a qualquer hora e em qualquer ocasião, principalmente quando a mãe está tentando assistir a novela.
Bibi coloca a mão no peito e canta: "...Seu penhor dessa igualdade..."
Bibi me chama para ir à sua casa e fazer um bolo com ela. Mas eu acabo fazendo o bolo sozinha e Bibi comendo o chocolate sozinha. O bolo fica pronto e a mãe diz: "Vem comer o bolo da sua tia".
"O bolo é meu".
"Mas foi sua tia quem fez"
"É, mas a ideia foi minha".
Direitos intelectuais e autorais.Tá certo.
Beatriz, Bibi, Bia, gata galega sem vergonha, seriema branca, furacão branco...Esses são alguns do nomes carinhosos com que chamo minha belíssima, inteligentíssima e terrível sobrinha Beatriz.