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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Com cara de saudade

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Brutalmente cansada. Meu Deus.
Dormi pouco e as dores incomodaram bastante.
Levantei, tirei a roupa do varal, que quebrou pela milésima vez, alimentei a gataiada, troquei a areia e só.
Liguei a TV e me deitei no sofá. Dormi e acordei várias vezes. Tive aquela sensação de estar dormindo e acordada ao mesmo tempo. Vi os programas de TV, mas não os assisti de fato. Era como se visse tudo meio embaçado e de muito longe.
Pedi a Deus que a campainha não tocasse, que ninguém viesse ao meu portão para me incomodar. Geralmente são entregadores que chamam para perguntar sobre a vizinha antissocial com cara de piriguete. Se ela aguarda algum entrega, por que raios não atende à porta?!
Fez um dia ensolarado e cinzento ao mesmo tempo; choveu também.
Tinha uma luminosidade com cara de saudade. As plantas exalavam e emanavam saudade. O dia em sua luz dourada também.
Tenho consulta com o cardiologista na quinta-feira, que investigará essa pressão sempre alta, esse cansaço que vem do nada, que me derruba e ainda deixa o coração acelerado. Parece que eu corri uma maratona.
Exames marcados e outras consultas também. Detesto isso, confesso.
Tudo de novo! Detesto!
Mas se é assim que tem que ser...
Vou tomar um banho e voltar para a cama. Amanhã será melhor.
Sem cansaço brutal, pelo amor de Deus.
É isso.



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sábado, 31 de janeiro de 2015

Caixa de Papelão

                                  


Três noites seguidas com o mesmo sonho/pesadelo: moleques aterrorizando a rua, a casa, geral.
Lembrei dos meliantes "de menor" do meu sonho e do que disseram: "Você está com medo?... Vou chegar entre as nove e as onze horas".
No dia seguinte vou à perícia médica e passo mal, era quase dez horas.
Passei mal e coisa e tal...
Madrugada de ontem, sexta-feira, para hoje, sábado. Duas horas da manhã e o Funk rolando. Não adianta chamar a polícia, alegam que o baile Funk é cultura e nada pode-se fazer. Tá.
Mas a cultura dos funkeiros tiram nosso sono, literalmente. Está certo isso?
E se eu tocar meu Rock 'n' Roll às duas da manhã? É cultura? E se os vizinhos chamarem a polícia, eu posso alegar que estava expressando minha cultura?!
Funk rolando, funkeiros e periguetes andando pela rua, falando alto, rindo... Carros e motos acelerando e freando bruscamente... Muita cultura!
Ouço vozes sorridentes no meu portão e depois dois toques na campainha: ai meu Jesus Cristinho.
As vozes vão embora e ouço um miado desesperado. Essa cambada jogou um gato na garagem?!
Levantei, olhei pela portinhola e vi orelhinhas levantadas, desconfiadas e assustadas. Um filhote siamês, muito pequenininho, estava com fome, medo e frio. O chamei e ele entrou meio desconfiado.
Fiz uma caminha para ele, ainda não sei se é macho ou fêmea, mas o bichano não quis. Foi até o quarto e miou desesperadamente: O que é isso? Pra que esse escândalo todo?!
Tem comida, água e uma cama quentinha, o que mais você quer?
Muito pequenino e muito frágil, sentia falta da mãe.
Peguei uma caixa de papelão, gatos adoram caixas de papelão, coloquei uma toalha velha e felpuda e o bichano aquietou. Queria algo à sua volta, algo que o envolvesse e o fizesse sentir protegido e aquecido.
Nós, bicho gente, também gostamos e queremos isso.
Vou colocar um aviso no meu portão para jogarem dinheiro e um pacote de ração junto com os gatos que jogam aqui.
Sempre ouço as mesmíssimas e velhíssimas desculpas: "Não posso ficar com ele. Não tem espaço lá em casa. Não tenho condições..." E por aí vai.
Ainda vai demorar um tempo enorme para que as pessoas aprendam a respeitar os animais.
Bom...
Dormi pouco e mal. Pretendia lavar roupa, mas vou deixar para amanhã.
Meu cunhado e minha sobrinha Beatriz fizeram uma visita relâmpago e ela trouxe pirulitos para mim; tão linda.
Estou cansada e vou me deitar e aproveitar o silêncio do dia. Mais tarde tem fluxo. Ou seria cultura?
É isso.


                                    

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Fim de Semana

                                        


Manhã de sábado; levanto-me cedo e começo a fazer as coisas pela casa: roupa na máquina, limpar quintal dos gatos, alimentá-los, fazer meu café...
Termino e vou para a sala, ligo a TV e assisto desenhos antigos: Papa Léguas e o Coiote, (Road Runner).
Adoro a genialidade burra do coiote; ele elabora planos geniais, mas na hora de executar... só se lasca.
Era cedo ainda, apenas sete e meia da manhã e acabei adormecendo no sofá. Acordo com o barulho da campainha; quem toca campainha às oito horas da manhã e em pleno fim de semana, @#$%!.
Eu estava sonhando e era tão bonito e singelo. Eu era criança e brincava de pegar pedras e levá-las até uma fonte. Pedras lisas, cinzentas; água corrente, pequenas flores amarelas...
Fui acordada pela campainha. Saco!
Levantei meio cambaleante e abri a portinhola para ver quem é e, claro, só podia ser: um grupo de pessoas supostamente religiosas que tem o péssimo hábito de incomodar as pessoas aos fins de semana e logo de manhã cedo!
Na boa, eu sempre procuro respeitar a tudo e a todos e, se eu quisesse procurar uma igreja, templo, mesquita, sinagoga, terreiro ou o caramba, eu já teria ido!
Tenho minha fé, acredito em Deus e nem por isso saio pelas ruas incomodando os outros!
Fiquei amuada o resto do dia e o calor infernal associado à pressão alta só pioraram as coisas. 
Mas no final da tarde fui ao bingo da minha irmã Rosi e foi bem divertido.
É isso.


                                              

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Sal

                               



Finalmente fui fazer as tão necessárias compras. Estava tudo acabando, até o sal.
Mamãe dizia que quando o sal está acabando é porque a situação está periclitante.
Eu fiquei naquela de vou hoje, amanhã, depois... Mas sempre algo acontecia e ontem finalmente deu pra eu ir.
O bacana disso tudo é que depois de tudo feito lá vêm as consequências: dores, entrevamento, cansaço, remédios, efeitos colaterais.
Quem manda não ter ninguém por perto?
É o preço que se paga por algumas escolhas. Não tenho sogra, cunhados, filhos, ficante, Ricardão ou algo que o valha, então o jeito é eu arregaçar as mangas e botar as mãos na massa mesmo.
Comecei a me dar mal na noite de domingo, após passar o fim de semana entre tonturas, mal estar e afins. Domingo à noite tive que arrastar o pesado saco de lixo para colocar lá fora; o caminhão do lixeiro passa bem cedo.
Na segunda-feira fui ao banco e aguardei sentada na fila do caixa especial. A fila "normal" ia mais rápido.
Um senhor aposentado demorou bem uma hora no caixa; o cara trouxe uma montanha de contas e papelada e vários cartões do banco. 
Eu reclamei da demora; se esse senhor tem saúde para trabalhar e ficar esse tempo todo na fila empatando os outros, então ele que pegue a fila normal!
Mães com bebês de colo que já começavam a chorar, a querer dormir, mamar e tudo o que um bebê tem direito. E todas elas com shortinhos minúsculos apertando o bucho e as banhas pulando pra fora. 
Sabe aquelas pessoas que usam 46 mas querem se enfiar em um 38? 
Finalmente chega minha vez. Fiz apenas um depósito que não durou mais de três minutos. Pronto.
Saí do do banco e fui ao Atacadão. Os preços lá são mais acessíveis que os hipermercados.
Mas as compras demoraram muito. Eu já estava cansada e empurrar o carrinho cheio não estava fácil. Parei algumas vezes, sentei-me na cadeira da lanchonete, descansei, tomei suco de milho e depois continuei. Adoro suco de milho.
Ainda deixei de comprar algumas coisas, queria ir logo para casa, estava cansada e ofegante.
Chego em casa e lá vem outro trabalho: descarregar tudo e guardar. Afe Maria, dá não!
Só guardei o que era de geladeira e deixei o restante para guardar no dia seguinte.
Alimentei a gataiada e fui para sala para assistir ao jornal, novela, CQC... Mas adormeci e acordei no meio do filme sem pé nem cabeça que passava na Tela Quente. Valeu a pena pela fotografia de Veneza, mas a história do filme era muito inverosímel; mesmo tendo o talentoso Johnny Depp e a beiçuda Angelina Jolie. Essa moça precisa comer urgentemente!
Acabei vendo o final do filme e depois vi o final do CQC.
Fui para a cama e como era de se esperar, acordei entrevada e com dificuldade para andar. Ainda sonhei com a cardiologista olhando meus exames e balançando a cabeça e eu não queria entrar no consultório nem sob tortura.
Já vi que vem bomba por aí.
Tocam a campainha e eu grito "já vai!", mas o apressado motoboy dos Correios não quis esperar. 
As pessoas pensam que tocar a campainha é como um passe de mágica: a pessoa logo aparece à porta!
Não é assim, ainda mais para com pessoas com alguma deficiência física ou mobilidade reduzida.
Segui com o meu dia e estou louca para comprar terra para fazer um jardim suspenso com garrafas PET (Polietileno Tereftalato).
Já separei algumas garrafas para o jardim.
É isso.





                                         

segunda-feira, 18 de março de 2013

Toque a Campainha!

                              



Como eu sempre digo, quando não estamos bem tudo contribui para ajudar a piorar mais ainda. Explico.
A semana que passou não foi boa para mim, foi uma semana de altos e baixos com dias bons e outros nem tanto. Muitas dores, cansaço, entrevamento e desânimo.
E é nesses dias ruins que tudo acontece para atrapalhar nosso descanso; telefone, campainha, gente mal educada...
Havia passado a noite em claro e só consegui conciliar o sono por volta das cinco e meia da manhã, mas eis que às nove, escuto: "Rejane!".
De-tes-to que gritem meu nome!
Acordei sobressaltada e confusa, não sabia direito se estava sonhando ou se perdera a hora e coisas assim.
Levantei meio confusa, sonolenta, arretada e indignada. Toca a campainha, pelo amor de Deus!
Era o funcionário do Posto de Saúde do bairro. Falava comigo e me ao mesmo tempo me observava. Detesto isso também.
Atendo ao distinto sem noção e educação e volto para cama; toca o telefone insistentemente. 
Pensei que deveria ser algo urgentíssimo, pois insistia tanto. Mas a voz do outro lado pergunta: "Com quem estou falando? Gostaria de falar com o responsável pelo telefone".
Não voltei para a cama e as dores estavam de lascar. Parece que doem mais quando estamos estressados, nervosos, cheios...
No dia seguinte, a mesma coisa, só que com outra pessoa. Batem palmas e chamam: "Albeeeeeeeeeeerto!".
Ignorei.
Escuto o vizinho sair e dizer que o gritador estava no endereço errado, era a próxima rua. Pelo amor de Deus de novo!
Será que não dá para verificar se tem campainha para tocar antes de bater palma e berrar em frente à casa dos outros?
Berrar e gritar o nome da gente; de-tes-to!
Estou aproveitando o sossego e o silêncio atuais. Os vizinhos que ouvem música ruim ainda não voltaram das férias, (bem que poderiam ficar por lá mesmo), e a outra vizinha que liga o aparelho de som no último volume pariu um menino na segunda-feira passada.  Então o silêncio faz-se presente e necessário, graças a Deus.
Lembro com saudades da época em que não tínhamos telefone nem campainha, mas adorávamos tocar a campainha das casas bonitas da rua e sair correndo. Era tão divertido.
Hoje entendo e respeito os pobres moradores vítimas das nossas artes juvenis.
É isso.