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terça-feira, 21 de julho de 2015

Glória

                               Resultado de imagem para respeito as religioes


Gostei do laboratório onde fui fazer o exame; lugar novo, ainda meio vazio e sem aquela super lotação que costumo ver e vivenciar nos outros laboratórios.
Não gostei da "rampa de skate" na entrada do local; é muito íngreme e perigosa para quem, como eu, usa andador.
Outra coisa que não gostei foi da sala de espera, que fica bem em frente à gigantesca porta da sala de ressonância. Acredito que deveria ser um pouco mais afastado; ver aquele aparelho imenso e assustador causa estranheza e medo em algumas pessoas e pacientes. E ver o paciente deitado ali também causa certo desconforto além de lhe tirar a privacidade.
Já fiz vários exames de imagem e confesso que deitar naquela cama fria e estreita é meio assustador e sufocante. Uma das máquinas tem um braço que circula e gira em volta do paciente e aquela coisa me assusta mesmo! Já pensou se esse troço de meia tonelada cai em cima de mim?!
Uma moça levou a filha pequena e a menina começou a chorar quando viu a mãe deitada no aparelho; tentei conversar com ela, perguntei-lhe o nome e ela aos poucos foi se acalmando.
Uma senhora idosa estava muito nervosa e começou a cantar hinos religiosos. 
Fiz o exame tranquilamente e precisei da ajuda dos enfermeiros para me instalar no aparelho e para depois sair de lá.
A enfermeira colocou um fone de ouvido em mim, mas mesmo assim o barulho da máquina é muito alto e até parece essas músicas bate-estaca de balada; já falei sobre isso aqui.
É um " tum, tum tum, putz, putz, pow, pow, muitas plantas, muitas plantas, nem a pau, nem a pau..." Interessante como nossa percepção desses sons formam palavras diferentes e até engraçadas.
Voltei para casa depois e estava dolorida e faminta; o exame tem que ser feito em jejum. Estava com vontade de tomar café e coloquei a água para ferver, mas o gás acabara. Fui trocar o botijão e começou a fazer um barulho e a vazar gás.
Liguei para a distribuidora e pedi que mandassem alguém para verificar e o simpático funcionário identificou o vazamento causado por um defeito no botijão e o trocou por outro. Fiz meu café e depois preparei minha janta.
Assisti ao CQC e depois fui me deitar; eu estava exausta e dolorida, mas meu descanso foi interrompido por uma gritaria, um barulho em uníssono, cachorros latindo e um glória, glória repetido à exaustão. Era uma hora da manhã!
Catarse. Assustador.
O tom de voz das pessoas muda quando começam com o glória, glória, aleluia e essas vozes também me assustam. Parece coisa de sociedade secreta de filme de terror. Na boa.
Domingo, e agora diariamente, alguém da vizinhança começa com a gritaria e/ou toca músicas religiosas, e o pior, cantam/gritam junto.
Deus não é surdo, nem os vizinhos.
Procuro respeitar as pessoas e suas opções, sejam elas religiosas, sexuais, políticas etc., mas também acredito que o respeito tem dois caminhos:ida e volta.
Respeito para ser respeitada, simples assim, mas parece que as pessoas perderam a noção do tempo, não respeitam mais o espaço do outro e o sagrado direito ao descanso que esse outro tem.
Pessoas que trabalham ou estudam e levantam cedo. Idosos, crianças e doentes. Todos têm direito ao descanso e ao silêncio, principalmente à uma hora da manhã.
Louvar a Deus, Buda, Krishna, Javé, Jeová ou a qualquer Entidade Superior é um direito de quem tem sua fé ou crença, mas acredito que tem hora para tudo.
Para tudo mesmo!
É isso.


                                   Resultado de imagem para respeito as religioes

sábado, 13 de junho de 2015

Anunciação

                            Resultado de imagem para menina montada em cavalo branco


Percebi que quanto mais trabalho e faço as coisas pela casa, melhor de ânimo e humor eu fico; pena que meu corpinho acromegálico não sinta o mesmo.
Se fico muito tempo parada, sentada ou deitada, o meu humor fica ruim, o corpo entrevado e as dores mais intensas.
Levantei e fiz algumas coisas pela casa. O movimentar-se aquece, anima, ajuda, acredito eu. Difícil e complicado é fazer as coisas com o andador.
Não está tudo perfeito, mas eu faço o que posso e dentro das minhas possibilidades físicas. Não sou perfeita e não tenho nenhuma pretensão em ser.
Bom...
Liguei o rádio, coisa que não fazia há muito tempo, e trabalhei pela casa ao som de boa música. É bom.
Estava, na boa, de saco cheio de ter que ouvir sempre as mesmíssimas músicas dos vizinhos: música religiosa, infantil, esse tal de sertanejo universitário... Deus é mais!
Ouvi Caetano, Titãs, Alceu Valença, Seu Jorge, Skank e o bom e velho Rock 'n' Roll. Metallica, Led Zeppelin, Ramones, Motörhead, The Smiths... e esse povo todo.
A tarde começa a esfriar...
Ouvia "Anunciação", de Alceu Valença, que me trouxe boas lembranças. Eu imaginava uma menina chegando ao meu quintal montada em um cavalo e essa menina seria Mariana, a filha que sempre quis ter, mas não tive. Eu a colocaria para dormir e cantaria essa música para ela... 
Gosto desse nome, Mariana, nome da minha avó paterna.
É...
Vontade de comer doce de abóbora, gnocchi, essas comidas italianas, pudim de leite condensado, petit gateau... Vontade de ir ao restaurante nordestino que ficou famosinho e bem carinho.
Tantas vontades...
Eu vou ficar boa e irei.
Tarde nostálgica. O frio deixa tudo mais triste, saudoso, melancólico, solitário. Gosto do frio.
É isso.


                                  Resultado de imagem para menina montada em cavalo branco





                               



terça-feira, 9 de junho de 2015

Castrar

                                  Resultado de imagem para gatos


Esperando dar uma hora da tarde para poder ligar para clínicas veterinárias e o CCZ - Centro de Controle de Zoonoses. Hora do almoço.
Gatos machos são mais barulhentos e escandalosos que as fêmeas e eu achava que era ao contrário.
Um dos machos tem miado muito durante o dia e a noite e isso tem incomodado os vizinhos e a mim também.
Quando o assunto fica só entre os vizinhos, é uma coisa, mas quando os próprios vizinhos fazem o drama e o contam para colegas de trabalho, familiares, amigos, entregador de gás, carteiro, lixeiro etc..., aí coisa complica.
Se eu estive em boas condições físicas, já o teria levado para castrar, e a maioria das clínicas que liguei não busca o animal em casa, temos que levá-lo.
Preciso castrar pelo menos o mais barulhento e os outros vou tentar fazer o cadastro no CCZ. São dez animais por pessoa e o custo é zero. 
As pessoas jogam os gatos na minha garagem, mas não jogam ração ou dinheiro junto; bem que podiam.
E essas mesmas pessoas que jogam os gatos são as mesmíssimas que depois ficam reclamando, comentando, criticando.
Tudo seria diferente se eu tivesse saúde.
É isso.


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quinta-feira, 12 de março de 2015

Mal humor

                                 Resultado de imagem para mal humor



Que dia chato, meu Deus!
E a noite foi difícil também.
Muito barulho, muita conversa, muita irritação, insônia...
Vizinhos que falam o dia inteiro e que esticam a conversa até de madrugada. Pelo amor de Deus!
Era mais de uma hora da manhã e os vizinhos conversando, discutindo, falando... O menino da outra vizinha resolveu compartilhar da minha insônia e chorou e gritou a plenos pulmões. Gritar como se estivesse atuando em um filme de terror é a tática que o pequeno usa para irritar e manipular a mãe. E irritar os ouvidos alheios também.
Carros, motos, aviões e seus motores barulhentos. 
Durante o dia, que começa a partir das quatro e meia da manhã, são os barulhentos motores dos caminhões, carros, motos que passam pelas ruas e durante a noite são os motores/turbinas dos aviões de pequeno, médio e grande porte que sobrevoam as residências do bairro.
Estamos em uma área próxima ao Aeroporto de Guarulhos e o Campo de Marte e é comum o vai e vem das aeronaves. Legal.
Barulho me irrita. Muito.
É preciso aumentar o volume da TV. Fecho os olhos e tapo os ouvidos quando o barulho dos motores dos caminhões parecem ultrapassar as paredes da casa em direção à minha cabeça. É uma coisa chata e incômoda.
Gente que liga a TV em volume alto; conheço muita gente assim.  Minha sobrinha passou o feriado de Carnaval aqui em casa e ao levantar pela manhã, a primeira coisa que faz é ligar a TV e aumentar o volume. Tem precisão disso?
Quer uma haste flexível com algodão nas pontas para limpar os ouvidos?
Não. É hábito mesmo.
Vizinhos tocando as mesmas músicas o dia inteiro. Não enjoa não? Vai arranhar, Deus permita, o CD da Paula Fernandes. Amem.
Estou insuportável hoje. Estou irritadiça, estressada, de saco cheio, revoltada e muito mais.
Mais uma noite mal dormida, dor desgraçada na coluna e no joelho direito, pressão alta, pernas fracas e molengas, tristeza. 
Não bastava ser apenas pobre? Tem que ter logo duas doenças malditas detonando o corpo e a vida?
Não estou boa hoje.
É isso.





                                       Resultado de imagem para silencio

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Fios

                           



Ontem fez um calor infernal, 34º (trinta e quatro graus). Honestamente, odeio calor! E tudo piora quando ficamos presos no trânsito de São Paulo.
Dormi mal, como sempre, mas a péssima educação dos vizinhos colabora para tal.
Vizinhos que adoram conversar e falam pelos cotovelos até a uma hora da manhã. Muito legal para quem tem que levantar à cinco.
Vizinhos cujo filho de menos de dois anos já manda e desmanda. O menino faz o que quer, quando quer e como quer e a mãe, do outro cômodo, só grita: "Cauãaaaaaaaaaaaaaa!"
Tanto nome simples e bonito...
O menino aprendeu a ligar o aparelho de som e a aumentar o volume e nessa brincadeira temos que ouvir Patati Patatá, Balão Mágico, O Pintinho Piu uma dezena de vezes ao dia. Acaba, continua, acaba, continua...
Isso começa às sete da manhã, mesmo aos fins de semana, e vai até onze horas da noite, meia noite...
O pai acha graça e a mãe só grita. E nessa brincadeira inocente, o menino cresce com todas as regalias, sem limites e sem educação. Com o passar do tempo se tornará um adolescente folgado que manda os pais ou quem quer que seja a lugares nada educados; vejo isso na escola.
E falando em escola...
Estamos desde sexta-feira passada sem serviço de telefonia e Internet. Já chamamos os técnicos e ninguém conseguiu solucionar o problema, mas descobriram hoje que tudo foi causado por falta de cabos de conexão. Os "nóias" sobem no muro, apoiam-se na árvore e voilá. Nem pra levar um choque, malditos! Ainda tive que ouvir de uma pessoa sonsa, marcha lenta e acomodada: "Noooooooossa! Pra que tanto ódio no coração?"
Não é ódio é indignação. E também não é ela que terá que trabalhar que nem uma cavala para por em ordem todas as pendências quando a Internet voltar. O pior é que tem gente, tanto dentro como fora da escola, que acha que é má vontade nossa quando dizemos que estamos sem Internet.
Estou tão cansada, andei tanto ontem.
Tive que ir ao departamento de perícia médica e, como é de se esperar em São Paulo, não encontrei vaga perto e estacionei longe. Andei, parei, descansei e assim foi até concluir. As pernas fraquejaram e me apoiei no carrinho de vendedor de açaí. Comprei açaí com cupuaçu, para disfarçar. Gosto de frutas exóticas.
Um calor do cão para ajudar, um trânsito terrível...
Fui trabalhar meio a pulso e espero que amanhã já tenham resolvido pelo menos esse problema da conexão.
Nem vou falar do sinal, do terreno cheio de mato e rato, de gente folgada...
Cansei.
É isso.


                                   


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Aluguel

                                 



São Paulo é uma das cidades mais caras do mundo para se viver e, consequentemente, para morar, se alimentar, criar filhos e até mesmo gatos.
Fui ver uma simpática casa que está para alugar e a dita cuja fica em uma ruazinha tranquila do bairro; uma raridade nesse bairro tomado por caminhões barulhentos e transportadoras.
Estacionei em frente para ver melhor e observar os detalhes; ouvi o barulho do trabalhar dos pedreiros.
A casa tem até uma casinha para cachorro! Cachorro pequeno, diga-se de passagem. Não dá para enfiar um Doberman ali dentro.
A garagem, quintal e área de serviço acotovelam-se no mesmo espaço exíguo. Não gostei.
Se lavar muita roupa, tem que colocar o carro na rua para poder estender tudo no varal. E ainda tem que estar propriamente vestida para evitar que a buzanfa fique à mostra durante o processo de lava, esfrega, enxágua...
Se tiver crianças e quiser que os pimpolhos tenham algum espaço para brincar e extravasar sua infindável energia, tem que também tirar o carro da garagem.
São dois quartos e achei estranho as duas portas de entrada! Parece que são duas casas!
Meio mal feita, desculpe aí o engenheiro ou arquiteto que projetou a obra.
Quiseram aproveitar ao máximo o pequeno terreno meio circular e de esquina; deve ser isso, e fizeram uma lambança danada.
Acho que a vantagem que tem ali é por estar em uma esquina e isso significa um vizinho a menos e isso é algo que deve-se agradecer a Deus de joelhos.
A casa não oferece muita segurança. O muro é baixo e qualquer gatuno experto pode pular pra dentro do quintal/garagem/área de serviço sem muita dificuldade.
Agora vem a parte mais interessante: o valor do aluguel. Jesus Maria José!
Mil e quinhentos reais mais cinquenta reais de IPTU. Eita @#$!, pensei comigo.
Como dizia meu avô Paipreto: "São Paulo dá o ouro mas tira o couro".
Dá não.
Saí dali e fui até a padaria. Tive vontade de comer pão de verdade, o pão francês. Uma vez ou outra faço isso; vivo de pães integrais de grãos, linhaça, aveia e outras delícias e tem hora que dá vontade de comer um pãozinho quentinho, moreninho e crocante da padaria.
Pena que o café está "me ofendendo", como dizia mamãe. Não consigo tomar mais que uns dois goles. Uma pena, um crime! Eu, que amo café!
Tem muita injustiça nesse mundo véio de meu Deus.
Volto para casa e vejo o bebê dos vizinhos barulhentos jogando sua fralda suja pela grade do portão. O pirralhinho simplesmente largou a fralda na calçada. Que educação primorosa estão dando à essa criança.
Desço do carro e abro o portão da garagem e de lá já escuto as horrendas músicas e o detalhe sórdido é que o cantorzinho mequetrefe "canta" em uma coisa que parece inglês e eles cantam junto!!!
Por que me punes tanto assim, ó, Senhor?!
É isso.



                                      



segunda-feira, 22 de julho de 2013

Mais um dia de domingo


                                   
Domingo de limpeza, perrengues com a molecada da rua e o bom e velho Rock 'n' Roll. Explico.
Fiquei só o dia todo e confesso que adoro, prefiro, amo ficar só algumas vezes. Quase sempre, é verdade.
Não sou um animal antissocial; meio, talvez.
Não sou uma ilha, uma península, talvez.
Ouço Rock enquanto coloco roupas na máquina, limpo daqui, tiro o pó dali etc... Mas de repente a máquina de lavar para, o aparelho de som desliga, as luzes piscam: Já sei! São os infames dos moleques com seus malditos pipas preso à rede elétrica. Droga!
Abro a porta e é claro, óbvio, público e notório que encontro os dois meninos dos vizinhos, os anjinhos, puros e inocentes a prender linha no fio e a puxá-lo. Queda de rede, claro.
Reclamei, falei, me arretei e entrei. 
Dali a poucos segundos escuto barulhinhos de pedra no telhado e advinha quem jogava as inocentes pedras? Os doces e inocentes meninos dos vizinhos.
São dois cão dos infernos, Deus me perdoe!
Reclamei, falei, me arretei, entrei e chamei a Polícia. Escuto uma ladainha até ouvir uma voz humana de verdade e ouço uma voz feminina que não percebe que a ligação completou e a ouço dizer gracinhas para os colegas e a rir alto. Era só o que faltava!
Falta de profissionalismo e desrespeito para com quem liga para o número 190.
Na boa.
Em poucos minutos a viatura chega e os simpáticos policiais perguntam o que está acontecendo. Relato toda a ladainha e o rosário de reclamações: Os técnicos da AES Eletropaulo levaram mais de três horas para consertar o fio; a molecada joga linhas no fio e o puxa, balançando-o e desligando-o; se queimar meus eletrodomésticos, os pais me pagarão/darão novos?; se eu tomar os pipas das mãos dos moleques, constituirá crime?; mas os moleques podem perturbar a paz do meu lar e eventualmente causar um curto circuito que queime toda minha parafernália doméstica? Existe lei contra isso? Se sim, de que lado está a lei?
Um dos policiais disse para eu fazer um B.O (boletim de ocorrência) na Delegacia e assim os pais desses diabos, digo, anjinhos, responderão processo.
Mas adianta? 
Tem pai que é cego. Tem pai que defende o filho com unhas e dentes mesmo sabendo que o moleque está errado e ainda justifica dizendo que o anjinho é apenas criança. Tá.
Bom...
Só sei que não está fácil e quando reclamei com a molecada, um deles me chamou de maluca.
Voltei para casa, fiz um bom e forte café, continuei minha limpeza dominical e ouvi o ótimo, o excelente Rock 'n' Roll, como suas magníficas guitarras e baterias poderosas. Lindo!
Ouvi um pouco de MPB também; ouvi Djavan, Titãs, Ira, Chico Science e Nação Zumbi...
Foi um bom domingo. Um domingo de solidão por opção, de limpeza, encrencas com a molecada, pipas e muito Rock!
Ao fim do dia, meus simpáticos e bregas vizinhos tocaram suas músicas horrendas nas quais o cantor mequetrefe parece ser fã dos gritantes e agudíssimos Zezé Di Camargo e Chitãozinho e Xororó.
Vão gritar no raio que os partam!
Na boa.
É isso.


                                          

domingo, 30 de junho de 2013

... La, La, iá...

                                  


Dores de cabeça, na coluna e joelho; madrugada fria, chuvosa e barulhenta. 
Não dá para dormir. Não dá para ser feliz.
Festa, música alta, pagode... la, la, iá...
Alguém chama a polícia; vozes, música desligada. Graças a Deus!
Polícia sai e a música volta... la, la, iá....
Pneus cantando, motores roncando, vozes e o pagode... la, la, iá...
Isso tudo às quatro da manhã.
Silêncio a partir das seis horas, mas às oito e meia o moleque do vizinho, aquele moleque sem limites, respeito pelos outros e educação, sai de casa e vai à casa do amigo chamá-lo. O pai do amigo bota o moleque pra correr; ainda é cedo e é domingo, as pessoas gostam de dormir até mais tarde ou simplesmente ficar na cama.
A tia do moleque mal educado liga o som do carro e toca pagode, mais la, la, iá.
Que coisa chata!
Família barulhenta, vizinhos barulhentos, cada um na sua e que se danem os outros. É assim que se comportam as pessoas atualmente.
O simples, justo e necessário ato de dormir está cada vez mais difícil.
La, la, iá...
Acho que se fizessem versões de músicas infantis em ritmo de pagode, elas ficariam assim:
"Atirei o pau no gato, la, la, iá...
Mas o gato não morreu, la, la, iá..."
"Borboletinha, la, la, iá...
está na cozinha, la, la, iá..."
Chato. Muito chato. Na boa.
É isso.


                                   

sábado, 13 de abril de 2013

Natureba, Fast Food, Gatos...

                                  
Aurora e Alice



Estava separando o lixo comum e o lixo reciclável e os colocando em sacos de cores diferentes para sinalizar ao carroceiro que cata lixo pela cidade.
Os carroceiros que passam na minha rua sabem que no saco preto contem lixo comum, de cozinha e banheiro; e no saco azul tem lixo reciclável. Assim eles não precisam abrir o lixo sujo e fedido para procurar algo que lhes sirva.
Coloco o lixo pra fora e observo o lixo da vizinhança e a maior parte é composta por embalagens vazias, claro, de pizza, beirutes, esfihas, salgadinhos, lanches de redes de fast food, garrafas PET de refrigerante e afins.
Como dizia papai: "Estou virge (virgem)" de ver esse povo comprar frutas e verduras, é tudo pronto e industrializado. 
Ninguém quer ter trabalho de botar um feijão no fogo, como diria mamãe. Ninguém quer ter trabalho de descascar uma fruta, lavar uma verdura, cortar um legume. Ninguém quer esperar, querem abrir a embalagem, colocar o produto no microondas e o consumir em segundos.
Vejo os vizinhos voltando do supermercado e padaria trazendo pães, frios e refrigerantes para o almoço, lanche ou janta e quando não querem ir buscar, ligam para o delivery e pedem pizza, esfiha, lanches...
A desculpa para tanta comida pronta, rápida, cheia de gordura, sal, açúcar, conservantes etc... é a tal da pressa e da correria da vida moderna. Tá.
Pode ser que de vez em quando nos rendamos ao pecado da gula e da preguiça juntos e em vez de cozinharmos, pediremos uma pizza. Nada contra.
Mas o problema da sociedade atual é o comodismo e o não querer ter trabalho com o preparo dos alimentos. Vejo crianças pequenas que levam como lanche uma garrafinha de refrigerante e um pacote de salgadinho.
Essas mesmas crianças não conhecem frutas, legumes e verduras. Não sabem diferenciar uma beterraba de uma maçã!
Sei de pessoas que estão com problemas renais seríssimos porque não comem e não gostam de frutas, verduras e legumes e não bebem água! Mas comem salgadinhos fritos de botecos e tomam litros de refrigerante tipo cola!
Depois reclamam.
Sei de pessoas que tomam perigosos medicamentos para emagrecer enquanto consomem o mesmo tipo de alimento engordativo, como lanches, pão com isso, pão com aquilo, refrigerante... Pergunte se esse povo cozinha ou come comida caseira de verdade? Como e onde esse povo consegue tanto dinheiro para comprar essas refeições rápidas, prontas e práticas?
Não estou querendo bancar a perfeita; não o sou e não quero ser e ninguém é, graças a Deus.
Mas acho estranho o modo de vida das pessoas tão preocupadas com a aparência que fazem exatamente o contrário do que é recomendado para se ter uma vida e aparência saudáveis.
Adoro frutas, verduras e legumes, exceto brócolis, couve-flor e abacate.  E comendo meio natureba já não é fácil manter o corpinho acromegálico em ordem, quem dirá comendo fast food!
Lascou-se!
E por falar nisso, aquele desembesto e "dizagero de fruita" que comprei já está quase acabando, é preciso comprar mais. É preciso comprar mais bagel, granola, leite de soja, café, areia e ração.
A areia e a ração são para os gatos, claro.
É isso.




                            




quinta-feira, 11 de abril de 2013

Cansaço e Desânimo

                                 


Tive mais um dia difícil, graças a Deus.
Dores, fraqueza, desânimo...
Saí de casa e não foi fácil tirar o possante da garagem, rua estreita e carros e caminhões estacionados dos dois lados. Ridículo o trânsito nesse bairro.
Ruas sendo recapeadas para que na próxima chuva o asfalto seja lavado e levado embora. Ridículo o serviço feito.
Como dizia mamãe: "Servicinho mal feito!".
Pretendia ficar em casa e me deitar um pouco mas isso é praticamente impossível. Deitar sim, descansar não. 
Vizinhos que tocam música ruim de domingo a domingo, todo santo dia, o dia todo e em alto volume. Aff!
Já reclamei na imobiliária e apenas mandaram uma carta para esses vizinhos falando sobre as reclamações dos outros vizinhos quanto à música ruim tocada sempre. Não surtiu efeito e só piorou as coisas, agora é que tocam música todo santo dia!
Fui à casa da minha irmã Rosi e passei a tarde deitada no sofá até a chegada de minha sobrinha Beatriz da escola. Acabou o sossego. 
Beatriz fala, quer brincar, conta suas aventuras na escola, fala sobre suas boas notas tiradas nas provas e ainda queria fazer um bolo. Não dava, eu estava muito mole e fraca mas prometi que amanhã voltarei e farei um bolo com ela.
Beatriz adora os bolos que faço, principalmente o de coco.
Levarei também algumas peras para ela, comprei um "dizagero", como dizia papai e é claro que não vou conseguir comer tudo antes que estrague. Sou muito "zóião" e adoro ver as fruteiras cheias das mais variadas frutas.
Dei uma cochilada agora a pouco no sofá e começo a me sentir melhor, graças a Deus.
Estou muito cansada e ando meio desanimada. Tenho tido sonhos tensos e intensos e alguns me preocupam, é como se aquele povo ruim que me atormentou durante o coma estivesse de volta para me atormentar novamente, só que agora com outras intenções que vão além de simplesmente atormentar.
Mas eu já comi toucinho com mais cabelo, como dizia mamãe. Vou vencer todas as batalhas, tenho gente boa comigo, sempre. Graças a Deus.
Ficarei bem, estou bem guardada. 
Amém.