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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Um dia de domingo

                                



Deitei-me cedo ontem e estava bem, apesar de cansada.
Havia limpado a cozinha, afastado a geladeira, o fogão e esfregado o chão. Pretendia lavar a garagem, mas as energias foram se exaurindo à medida que meus joelhos iam inchando. Parei e decidi que continuaria hoje pela manhã, pois à tarde eu iria à casa da minha irmã Rosi para saborear sua deliciosa comida e a farofa de Pepê, meu cunhado.
Acordei com fortes dores às cinco da manhã e fui ao banheiro. Vomitei e passei muito mal; tive calafrio, senti ondas de calor e frio intensos e uma sensação de desmaio.
Tomei água, remédio e voltei para a cama e adormeci até as dez horas.
Acordei melhor, mas as pernas estavam duras e pesadas e os joelhos doloridos e inchados.
Meu cunhado Pepê me ligou e eu disse que não iria porque não estava bem e o mais legal de tudo é que ele trouxe uma "marmita" para mim. Minha irmã Rosi preparou tudo direitinho e ele trouxe e ainda disse que eu posso ligar a qualquer hora quando precisar de ajuda.
Esse meu cunhado Pepê é cabra bom, tem coração bom e peço a Deus que abras os caminhos dele, o ilumine e proteja a ele e a sua família. 
A todos nós. Amém.
Comi a deliciosa comida da minha irmã e me senti melhor. 
Depois fiz algumas coisas leves que ainda não havia feito, limpar o quintal dos gatos e regar as plantas, que estavam meio murchas nesse calor de quase trinta graus em pleno inverno.
Assisti ao Repórter Eco e ao Planeta Terra da TV Cultura, odiei esse novo quadro de humor do Faustão. Coisa chata e confusa.
O Fantástico também deixou a desejar e detesto quando perdem tempo com reportagens sobre mágicos mascarados, malucos que desafiam o perigo, cozinheiros que fazem comida química e afins. É muito chato!
Meu irmão Fubá me ligou e primeiro me deu uma bronca, claro, para depois perguntar porque não liguei para ele e oferecer ajuda quando eu precisar.
Estou perdendo meus movimentos, que estão cada vez mais difíceis e doloridos.
Levantar da cama, sofá, cadeira etc... é difícil e preciso fazer malabarismo para manter-me de pé.
Não está fácil, mas eu vou vencer mais essa.
É isso.




terça-feira, 20 de novembro de 2012

Marmita

                                  

Fomos almoçar na casa da minha irmã Rosi; fomos eu, Naldão e Rogério.
Pepê assou costela, linguiça e picanha; uma delícia.
Conversamos, lembramos causos e histórias antigas e rimos muito.
Hoje rimos, mas se soubéssemos dos "podres" na época, morreríamos de vergonha. Explico.
Meus irmãos Rogério e Naldão trabalhavam com papai na mesma metalúrgica que ficava no fim da rua onde morávamos e vinham almoçar em casa todos os dias. Não precisavam levar marmita, como a maioria dos piões de metalúrgica, como eram chamados os funcionários.
Mas como já disse aqui, meus irmãos têm um apetite que benza Deus! 
Na metalúrgica tinha uma cozinha onde os funcionários tomavam café e almoçavam e tinha também uma geladeira e uma marmiteira (local onde se esquenta as marmitas).
Os funcionários guardavam suas marmitas na geladeira quando chegavam logo cedo para trabalhar e lá pelas onze e meia um deles ia até a cozinha e colocava as marmitas para esquentar.
E o que fazia meu irmão Rogério?
Fingia que ia beber água na cozinha, fechava a porta e atacava as marmitas. Mas só comia a mistura: carne, frango e linguiça, se tivesse ovo, ele deixava pra lá.
Os piões começaram a estranhar o sumiço repentino e inexplicável de suas misturas e comunicou o fato ao encarregado que decidiu manter a cozinha fechada e ficar com a chave. Se alguém precise ir até a cozinha, o encarregado iria junto.
Resolvido o problema das marmitas.
Perguntamos se ele nunca revelou que era ele o assaltante de marmitas inocentes e a resposta foi: "Eu não! Pra eu apanhar?!"
Naldão disse que no começo os piões desconfiaram dele, só porque ele era gordinho.
Rogério disse que hoje pede perdão a Deus. 
Hoje não é tão difícil comer carne como era antes e os piões, como papai, comiam carne com fartura só nos mágicos dias dez e vinte e cinco, dia de pagamento e vale, respectivamente.
Meus irmãos, principalmente Rogério, continua carnívoro, herbívoro e onívoro, graças a Deus.
É isso.