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terça-feira, 24 de junho de 2014

Esquentando Sol

                               



Levantei meio tarde hoje. 
Coluna e joelhos doem bastante e está difícil andar. 
Fiz apenas o essencial pela casa e por essencial entenda-se cuidar dos gatos. Fiz café e estou sem fome.
Ontem tive vontade de comer tapioca e havia feito, mas eis que chega o técnico da NET e tive que atendê-lo. Perdi a vontade.
Talvez eu faça tapioca hoje, mas nenhuma se compara à tapioca do Alto da Sé de Olinda. Queijo coalho assado ali na hora, coco fresco ralado ali na hora.
Gataiada friorenta e manhosa deitada e espalhada pelas camas, livros e sofá. Alguns estão "esquentando o sol" lá fora.
Achava graça quando ouvia isso da minha avó e tias velhas; como alguém pode esquentar o sol? Não é o sol que nos esquenta?
Estou meio mole hoje e pedindo a Deus que essa gripe não me "derrube" de novo.
Vou fazer companhia à Clara Blue que está enrolada nas cobertas
Minha dengosa, charmosa e inteligente Clarinha.
É isso.


                                   
Clara Blue e Léo Caramelo

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Esforço Físico

                                        


As poucas horas de sono não foram suficientes para descansar meu corpinho acromegálico, principalmente os joelhos fofos, gorduchos e inchados pela osteoartrite.
Andei bastante ontem e isso me deixou bem cansada. Não foi um percurso longo ou uma longa caminhada, como as que eu fazia antes da Acromegalia e das cirurgias, mas...
Fomos a pés à casa da minha sobrinha Rafaela e depois voltamos para pegar o carro e irmos ao supermercado, e andei por lá também. Esse pequeno esforço físico foi o suficiente para me deixar mole hoje; somando-se o calor infernal e a pressão alta.
Mas no geral estou bem; só estou meio molenga, cansada e dolorida. Vou fazer um café para reanimar.
É isso.


                                         


                                     

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Pedras

                               


Fiquei uns dias sem serviço de Internet e senti falta do blog.
Regularizei quase tudo hoje; ainda faltam algumas pendências.
Fui ao banco com minha irmã Rosi, que fez a parte chata de efetuar os pagamentos no caixa eletrônico, e como sempre, sobrou conta e faltou dinheiro.
Vou ao banco apenas uma vez por mês para o pagamento das contas e já é muito; detesto ir a bancos. As vagas de estacionamento para idosos e/ou deficientes físicos nunca são respeitadas, como sempre.
Bom...
Estou tendo dias difíceis e está cada vez mais complicado e dolorido o simples ato de levantar da cama e caminhar. 
Continuo com as dores, com os remédios fortes, com a revolta, a raiva, a esperança...
Já chorei de frustração por não conseguir me levantar do sofá para atender à campainha. 
Já chorei pelas dores, pelo entrevamento, por perder lenta e dolorosamente minha independência, meus movimentos e minha saúde.
Sinto-me como se estive me transformando em pedra. Dói muito, principalmente coluna e joelhos e cada movimento precisa ser calculado.
As pernas estão se habituando a ficar dobradas e quando as estico para poder me levantar e andar, aí vem uma sor absurda. Choro de dor e revolta.
Minha irmã Rosi me deu um óleo para massagear as pernas e as costas e tomara Deus que alivie essas dores horrendas.
E eu vou me deitar; não dá para continuar.
Amanhã será outro dia e será melhor.
Boa noite a todos.


                                       
                                        

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Um dia de domingo

                                



Deitei-me cedo ontem e estava bem, apesar de cansada.
Havia limpado a cozinha, afastado a geladeira, o fogão e esfregado o chão. Pretendia lavar a garagem, mas as energias foram se exaurindo à medida que meus joelhos iam inchando. Parei e decidi que continuaria hoje pela manhã, pois à tarde eu iria à casa da minha irmã Rosi para saborear sua deliciosa comida e a farofa de Pepê, meu cunhado.
Acordei com fortes dores às cinco da manhã e fui ao banheiro. Vomitei e passei muito mal; tive calafrio, senti ondas de calor e frio intensos e uma sensação de desmaio.
Tomei água, remédio e voltei para a cama e adormeci até as dez horas.
Acordei melhor, mas as pernas estavam duras e pesadas e os joelhos doloridos e inchados.
Meu cunhado Pepê me ligou e eu disse que não iria porque não estava bem e o mais legal de tudo é que ele trouxe uma "marmita" para mim. Minha irmã Rosi preparou tudo direitinho e ele trouxe e ainda disse que eu posso ligar a qualquer hora quando precisar de ajuda.
Esse meu cunhado Pepê é cabra bom, tem coração bom e peço a Deus que abras os caminhos dele, o ilumine e proteja a ele e a sua família. 
A todos nós. Amém.
Comi a deliciosa comida da minha irmã e me senti melhor. 
Depois fiz algumas coisas leves que ainda não havia feito, limpar o quintal dos gatos e regar as plantas, que estavam meio murchas nesse calor de quase trinta graus em pleno inverno.
Assisti ao Repórter Eco e ao Planeta Terra da TV Cultura, odiei esse novo quadro de humor do Faustão. Coisa chata e confusa.
O Fantástico também deixou a desejar e detesto quando perdem tempo com reportagens sobre mágicos mascarados, malucos que desafiam o perigo, cozinheiros que fazem comida química e afins. É muito chato!
Meu irmão Fubá me ligou e primeiro me deu uma bronca, claro, para depois perguntar porque não liguei para ele e oferecer ajuda quando eu precisar.
Estou perdendo meus movimentos, que estão cada vez mais difíceis e doloridos.
Levantar da cama, sofá, cadeira etc... é difícil e preciso fazer malabarismo para manter-me de pé.
Não está fácil, mas eu vou vencer mais essa.
É isso.




terça-feira, 5 de março de 2013

De novo

                             


Caí mais uma vez; foi na noite de ontem. O piso do banheiro é muito liso e não consegui me segurar e meti os joelhos no chão pela segunda vez em apenas dois dias.
Marquei um encaixe com o ortopedista e meu irmão Fubá me levou. Achei bom, pois não estava muito confiante para dirigir com os joelhos doloridos e travados.
Minha cunhada Preta me convidou para tomar um café na volta, mas declinei. Saímos do consultório meio tarde e estava cansada, dolorida e já sentindo os efeitos das injeções.
Cheguei em casa, tomei banho, jantei e iria para a cama mas percebi que os sinais de TV e Internet estavam liberados, aproveito agora.
Mas acredito que hoje eu consiga dormir bem, tive dias de dores e insônia.
É isso.


                                

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Dirigir

                                


Fui ontem ao Hospital do Mandaqui que fica mais no bairro de Santa Terezinha, Zona Norte de São Paulo.
Passei por Santana e segui caminho pelos bairros.
Subi pela Voluntários da Pátria e depois pela Conselheiro Moreira de Barros até o fim; continuei pela Engenheiro Caetano Álvares e depois virei à direita na Voluntários da Pátria, que tem um mão só em alguns trechos.
Dirigi bastante.
Na volta pego Marginal Tietê meio parada; poderia ter vindo por dentro, mas não gosto daquele abre e fecha do farol, as pessoas atravessando fora da faixa, os "busão"...
Mesmo estando meio parada, a Marginal Tietê é livre, não têm farol nem pedestre.
Cheguei em casa exausta. Ia parar no Pet Shop do bairro para comprar areia e ração molhada, mas desisti. A rua estava lotada e não havia vaga para estacionar.
Fui para casa e tive dificuldade para descer do carro para abrir o portão; muito tempo na mesma posição e meus joelhos ficam duros, travados e doloridos.
Entrei, vi a gataiada, os peixes e as plantas; tudo em ordem. Deitei no sofá, no que seria a princípio alguns minutinhos, e acordei depois do Jornal Nacional.
Fiquei preocupada enquanto descia a Voluntários da Pátria, meu joelho estava duro e eu tive receio de não conseguir brecar. Coloquei o carro em ponto morto e puxei o freio de mão; aguardei alguns segundos enquanto tirei o pé do pedal.
São Paulo é uma cidade de muitos morros e ladeiras e não é fácil dirigir e segurar o carro numa situação dessas. O bairro de Perus tem ladeiras absurdas e não sei como os ônibus lotados conseguem subir tudo aquilo.
Um abestado atrás de mim buzinava inutilmente, pois havia um carro e um ônibus na minha frente aguardando o sinal abrir. 
Tem gente que entra no carro e se transforma em outra pessoa, bem pior.
Bom...
Fiquei em casa hoje e fiz algumas coisas leves; deixei os joelhos descansarem.
Amanhã vou dar mais uns "rolê" por aí.
É isso.

                                      

                       

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Paraty

                               


Paraty é uma cidade histórica que fica no litoral do Rio de Janeiro.
O casario colonial, conhecido como Centro Histórico, é o que dá mais charme e graça ao local.
Tenho muita vontade de conhecer Paraty, principalmente durante FLIP, Festa Literária Internacional de Paraty. Será a união de várias paixões: livros, mar e cidades históricas.
Zapeava pela TV e vi reportagem sobre Paraty com a forçadamente carioca Angélica, que nunca come a comida preparada pelos entrevistados; só finge que come. 
A cidade é simplesmente linda e gostei de saber que tem um vendedor de doces! Angélica comprou um doce de coco que parecia estar divino.
Quero ir e vou a Paraty e a outros lugares. Vou mandar fazer a revisão do possante e dos meus joelhos com artrose. Dirigir com segurança e responsabilidade é preciso.
Não sei ainda quando nem como, mas eu vou.
É isso.

                      
                                  
                                 

                            

domingo, 15 de julho de 2012

Pelas ruas que andei

                                       


Detesto fins de semana, principalmente os domingos.
Para mim representam lentidão, solidão, esquecimento, abandono... sei lá.
Eu antes tinha o hábito de andar pelas ruas do bairro nos fins de tarde; adorava.
Hoje não dá para fazer mais isso, meus joelhos inchados e gorduchos e minha coluna cheia de parafusos dificultam minha mobilidade, que ficou reduzida após tudo isso.
Deitei no sofá e liguei a TV, mas estava difícil ouvir, os vizinhos disputavam a potência de seus aparelhos de som: um tocando sertanejo-romântico-de-dor-de-corno e outro tocando pseudo forró. Sou radical nesse ponto, assumo. Forró para mim é Dominguinhos, é Luiz Gonzaga e não esse povo entalado que se esgoela sobre o som irritante, repetitivo e imutável do sintetizador. 
Levantei-me, coloquei a gataiada para dentro e saí sem destino.
Era uma tarde belíssima; céu azul, sol, nuvens branquinhas.
Gosto de fazer isso, gosto de dirigir sem destino.
Subi a ponte Aricanduva, entrei na Assis Ribeiro e fui até o fim dela, beirando a linha de trem; romântico, melódico, coisa simples e antiga. As casas simples, umas em cima das outras, a urbanização sem projeto, feita ao sabor da necessidade e sem nenhuma preocupação com o trânsito, a segurança, nada. 
Alguns trechos me lembraram cidades do Nordeste. Saudades.
Termina a Avenida Assis Ribeiro e começa a Avenida São Miguel, depois a Avenida Amador Bueno da Veiga, na minha querida Penha. Dei um rolê pela ZL (zona leste).
Voltei para a ZN (zona norte) e subi as íngremes ruas da Vila Medeiros e do Loretto. Fui a um mercadinho de uns portugueses velhos e comprei vinho português, claro, queijo, pão e azeitonas. 
Voltei para casa e no caminho encontro meu irmão Rogério; levei-o ao trabalho, no Mercadão da Penha.
Voltei para casa com meus joelhos doloridos e as pernas adormecidas: "Parei por hoje".
Tomei um banho e depois saboreei as delícias portuguesas com certeza.
Assisti depois ao Globo de Ouro e me diverti com a breguice das roupas e dos cabelões da época. Angélica gorducha e cabeluda, Lulu Santos com as calças debaixo do peito e acima dos tornozelos, outros cantores e grupos que eu nem lembrava que um dia existiram.
Fui para a cama. Dormi. Acordei com cor de cabeça e de estômago; haja água de coco até o dia dois de agosto quando finalmente passarei em consulta. Amém.
Amanheceu um domingo frio e cinzento. 
Fiquei em casa. Fiquei mais tempo na cama com meus gatos encolhidos e aconchegados sobre e sob os cobertores.
Amanhã a correria recomeça e é disso que eu gosto.
Estou cansada.