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domingo, 8 de abril de 2012

Bar da Tia Anália

                                             


Domingo de Páscoa.
Não gosto muito de domingos, causam-me certa melancolia.
Fez um dia muito quente, sol forte, calor; esperei o entardecer para sair um pouco e passear pelas ruas do bairro, como eu sempre gostei de fazer.
Passei em frente à Paróquia Santa Rita e estranhei vê-la fechada em pleno domingo de Páscoa. Segui em frente e passei pelas ruas que costumava passar quando criança; a parentada morava espalhada pelo bairro.
Passei em frente ao que um dia foi a casa de tia Anália, com suas plantas, seus crótons e seu pé de pitanga.
Chegávamos à casa da tia e ela nos mandava comprar pão e leite tipo C para o café da tarde. A padaria ficava longe, mas os bares e botecos próximos vendiam pão e leite, o que facilitava a vida de muita gente.
O bar próximo à casa da tia ficou conhecido como o "bar da tia Anália" e ela achava muita graça quando falávamos assim.
A casa que tia Anália morou é hoje um prédio cinzento e tristonho, bem diferente do seu quintal florido, mas o "Bar da tia Anália" continua o mesmo.


                                             

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Voz & Chuva




                                         


Tem gente que não tem noção da altura da própria voz. Fala tão alto e nem percebe que está incomodando os ouvidos alheios.
Não sei se é devido à minha cabeça fervente, mas barulhos e sons muito altos me fazem doer a cabeça. Incomoda mesmo.
Os novos e simpáticos vizinhos têm essa habilidade oral; e quando não estão falando alto estão a tocar músicas de gosto duvidoso em alto e mal som.
Um outro vizinho, que compactua comigo a preferência pelo silêncio , veio conversar e chorar as pitangas. Depois foi a vez da vizinha idosa de brancos e fofos cabelos de algodão.
Ambos disseram que essa rua já foi boa, mas agora o que mais tem são os caminhões que fazem nossas casas vibrarem e o excesso de crianças (uns bem taludinhos e já em idade de trabalhar) mal educadas a jogarem bola e acertarem nossos telhados.
O vizinho e eu tivemos que pagar pela mão de obra e material para consertar nossos telhados. Janeiro é época de chuvas e se não cuidarmos, teremos nossas casas alagadas.
Muita chuva pelo país e muita seca também.
São Pedro, como todo o respeito, deveria distribuir melhor a quantidade de chuva que vai para cada região. Faça chover no meu sertão. E onde estiver carecendo também.