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domingo, 7 de dezembro de 2014

Gelatina, pudim e maxixe

                             



Um pouco melhor hoje, graças a Deus.
Ontem foi um dia péssimo! Dores, desânimo e dificuldade para andar.
Fui me deitar mais cedo e fiquei lendo até o vizinho calar a boca e ir dormir. Oh homem que fala, minha Nossa Senhora!
Se mamãe estive aqui, diria: "Bota um maxixe quente na boca desse homem!".
E fala, fala, fala...
A falação foi até as duas da manhã e só depois é que consegui algum silêncio para poder dormir.
Acordei cedo, como sempre, mas gosto de ficar na cama com a gataiada. Alice adora deitar na minha barriga.
Lá pelas nove horas ouço vozes na rua e logo identifiquei: religiosos. OK.
Tocam a campainha e batem palma... Tá. 
Lamento, mas não vou me levantar toda descabelada, "correr" com o andador para abrir a porta e atender a essa gente; na boa.
Não imponho minha Fé a ninguém e procuro respeitar a todos, então, por favor, não me encham o saco e não atrapalhem os poucos e raros momentos de silêncio que tenho para ficar na cama com meus bichanos.
Levantei, alimentei os gatos sempre famintos, fiz meu café e fiz mais gelatina.
Gelatina ajuda a combater anemia, a reduzir inflamações articulares e a cicatrizar feridas, entre outros benefícios. Ajuda até a eliminar distúrbios do sono!
Vou dar gelatina para o vizinho, mas antes, enfiar-lhe um maxixe quente na boca!
Caramba!
Bom...
Vi uma receita de pudim de padaria e acho que vou fazer. É receita simples, com ingredientes simples e sem frescuras, do jeito que eu gosto.
Daqui a pouco a gelatina fica pronta e da-lhe gelatina!
Gosto de experimentar outras opções para não ficar só nos remédios.
Remédios arrumam uma coisa e prejudicam outras, já disse um dos médicos. É o mesmo que descobrir um santo para cobrir outro.
Dia bonito de ruas vazias, ventos frescos e vizinhos sem noção lavando carros e calçadas.
É isso.


                                      

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Saudades e Vontades

                                      



Demorei a pegar no sono. 
Acho engraçado esse termo, "pegar no sono". Queria tanto pegar de verdade no sono e só largá-lo após umas boas oito horas dormidas, descansadas, precisas. 
Cachorrada da rua que cada vez aumenta mais e, com isso, aumenta também o barulho.
Vizinho irresponsável e "miserávi", diria mamãe, que não leva a cachorrinha para castrar; a desculpa é que não tem tempo. Tá.
Mas o que fazem a esposa meio descompensada e fraca das ideia e a filha rabuda, taluda e fogosa? Na boa.
Não dá para separar um dinheiro e levar a cachorrinha ao veterinário? Acham legal ver a pobrezinha tentando se desvencilhar da cachorrada tarada e ao mesmo tempo tentando proteger os dois filhotes dos ataques desses caninos grandes e fortes?
Adormeci.
Acordei às cinco da manhã com os barulhos típicos dos caminhões que começam a fazer suas manobras. O vizinho abestado que chega dando gritinhos, o povo que passa... os sons do dia que chega.
Depois da muvuca vem um pouco de silêncio; adormeço.
Acordo com um "soco" na nuca e a cabeça latejando: pressão alta. Mas eu estava tão bem ontem? Por quê?!
Levanto, tomo os remédios, alimento a gataiada, abro a porta para que possam ir ao quintal, vejo a linda luz dourada do lindo dia que inicia.
Estou tonta e vou para a sala. 
Ligo a TV e deito no sofá e lá vem a ciumenta, amorosa, linda e possessiva Branca Maria. Vem também meu Ébano Nêgo Lindo; charmoso, sensual, manhoso, dengoso, cheio de lundu e encantos.
Vêm os pequenos terríveis, destruidores de lares e plantas inocentes. Minha Rosinha, minha Boreal, a mãe zelosa... e lá vem todo mundo que, sabe Deus como, percebem que não estou bem.
Com a forte dose que tomei e com o sono sempre interrompido e atrasado, adormeci mais uma vez e tive bons sonhos, graças a Deus. Acordei me sentindo tão bem. Só posso agradecer.
Sonhei preparando bolos e guloseimas com minha sobrinha Beatriz.
Sonhei com mamãe, minha avó Mãevelha e eu cuidando das plantas.
Sonhei, vestida toda de branco, em um hospital e calçando belos sapatos de salto alto. Eu estava bem. Eu podia sair. Eu podia ir embora calçada naqueles belos sapatos e andar sem problemas.
Não tinha Acromegalia, não tinha dores articulares, não tinha coluna e joelhos doloridos e gastos pela osteoartrite. 
Não tinha dores de cabeça. Não tinha tumor.
Graças a Deus!
Mas de tudo isso, o que mais me encantou foi poder calçar novamente sapatos em tamanhos normais. Eu não tinha mais que comprar tênis pretos masculinos ou procurar um sapateiro que fizesse sapatos sob encomenda. Bastava ir a qualquer loja de calçados e escolher o modelo que quisesse.
É uma bobagem, eu sei, e todo mundo faz isso, menos eu.
Pode até parecer fútil, bobagem, sei lá, mas a gente nunca liga para as coisas que estão sempre ali, que são certas no sentido de sempre serem e estarem ali, de sempre existirem. Comprar sapatos é uma dessas coisas.
Acordei mais aliviada e as "marteladas e socos" na nuca haviam amenizado, graças a Deus.
Senti fome e comi granola com iogurte. Bellatrix adorou granola com iogurte.
Assisti a um programa de artesanato e outro de culinária, meus favoritos, e me deu vontade de fazer um bolo gelado de coco. 
Mas eu só tenho aquele coco "farinha", gosto mesmo é do coco em flocos, pedaçudo, grande. Gosto também daquele coco em fita, que fica com a beiradinha marrom e sempre acho lá na Rua Caquito, no meu querido bairro da Penha. Tem que encomendar antes.
Acho que vou fazer um bolo simples e regá-lo com leite condensado diluído em leite de coco e usar o coco ralado "farinha" mesmo.
Quero também fazer daquelas tortas bonitas que vi no Via Brasil do Globo News. São tortas feitas pelas comunidades de descendentes eslavos, polacos, russos, germânicos, italianos... lá do Paraná da tia Filomena e do tio Francisco.
Saudades e Vontades.
É isso.


                                         

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Gelatina

                              



Tive uma semana difícil; pressão alta e dores articulares.
O ortopedista receitou um remédio controlado que, segundo ele, seria mais eficaz no controle das dores.
Mas o remédio me fez mal; causou náuseas, tontura, sono, moleza e aliviou relativamente bem as dores.
Não saí ontem nem hoje e fiz muito pouco pela casa.
Amanhará estarei melhor, acredito.
Ouvi dizer que gelatina também é boa no alívio das dores articulares, assim como chá de gengibre com limão.
Tenho o chá e amanhã farei a gelatina.
Boa noite a todos.


                                 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Marília Gabriela

                              


Gosto de Marília Gabriela; excelente e competente jornalista.
Marília Gabriela é um dos poucos exemplos vivos de mulher inteligente que não precisa ser vulgar para aparecer.
Agora ela entrevista, pelo SBT, uma moça insossa, que fala bem devagar, sonolenta, bonita e vã. A bela é a musa do brasileirão. Claro.
O nome da moça é Nicole Bahls e ficou famosa do dia pra noite porque é bonita. Largou a faculdade de jornalismo para seguir a óbvia e ubíqua carreira de modelo e em breve atriz, como manda o figurino.
Não vou conseguir ver a entrevista até o fim, a moça é lenta demais e assim como Ana Maria Braga e Edu Guedes, ela me causa sono.
Vou-me. Amanhã terei um longo dia.
Boa noite a todos.

                         
                                


                                


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Sono

                               

Vou para a cama, o sono parece se aproximar, é uma hora da manhã.
Tenho muito o que fazer mais tarde, pois amanhã já é hoje.
Boa noite.

                                   

sábado, 21 de abril de 2012

Calmante

Rafaela e Beatriz
                                             


Beatriz é minha sobrinha. É linda, inteligente, terrível, esperta, "rispi, oreiúda e queixo duro", como dizia papai.
Quando era bebezinha Beatriz lutava contra o sono e a prima Rafaela faz o mesmo hoje, do alto dos seus longos seis meses de vida.
Quando tinha dificuldade em fazer Beatriz dormir, Rosi dizia: "Bem que podiam inventar Ypióca Baby e vender em farmácias. Eu compraria logo uma caixa de Ypióca Baby!".
Preta já pensou o mesmo sobre Rafaela.
Elas se esquecem que ser mãe é padecer no paraíso.


                                              

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012