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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Um dia bom

                                   
Meu presente lindo



Fui ontem à casa do meu irmão Fubá e me diverti muito com a pequena, linda, esperta e terrível Rafaela.
Adoro o modo como ela pronuncia as palavras; é tão bonitinho.
Levei um presente para Políbio, o Pit Bull deles. 
Políbio adorou os biscoitinhos caninos e devorou todos, um a um. Apesar de todo o preconceito que a raça sofre, o Pit bull Políbio é um cão doce, carinhoso e que adora carinho e principalmente comer.
O fato de uma determinada raça de cães ser brava ou perigosa não depende exclusivamente dela e sim do animal que a cria, treina, ensina. O bicho humano e quem cria, treina e ensina esses pobres animais a serem dóceis ou ferozes; depende da criatura por trás dos ensinamentos.
Em vez de eliminar as raças de cães, que tal eliminar o animal por trás de tudo isso?
Bom...
Foi uma tarde muito agradável e ainda tomei um delicioso café da tarde com uma fartura de pães, queijo, salame, manteiga, doce de leite, café... só não tomei o leite. :-)
Ainda ganhei um lindo presente: uma xícara decorada com flores e gatinhos; adorei!
Voltei para casa, tomei banho, assisti TV e fui para a cama. Levantei hoje um pouco mais tarde e depois comecei os infindáveis afazeres domésticos: lavei roupa, lavei as bandejas de areia dos gatos, transplantei meu bonsai, reguei as plantas, fiz bolo de chocolate e ouvi a Rádio Rock enquanto fazia tudo isso.
Parei agora a pouco para me sentar e descansar; os mocotós estavam doloridos e inchados, como os de mamãe.
Liguei a TV agora a pouco e desliguei o rádio; gosto de trabalhar pela casa ouvindo música, principalmente o bom e velho Rock 'n' Roll. Ouvi MPB também, mas certas canções nos remetem a lugares, situações, pessoas... 
Melhor deixar pra lá pra não ficar com dor de corno/a e se dedicar ao trabalho ao som das poderosas guitarras e baterias de AC/DC, Iron Maiden, Black Sabbath, Ramones...
É isso.

                                

                                      
                                   

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Leãozinho

                                     


Novo horário de trabalho; a partir das sete horas da manhã.
Saí de casa às seis e meia; levantar cedo não é problema para mim, mas fiquei cansada durante o dia.
Tinha vários planos em mente e não executei nenhum deles, mas passei uma ótima tarde na casa da minha irmã Rosi e depois na casa da minha cunhada Preta, mãe da sapeca Rafaela.
Cantei e dancei com a pequena que insistia em me corrigir. Assistíamos ao DVD do Palavra Cantada e foi ótimo; adorei Leãozinho, de Caetano Veloso.
Foi bom.
Ainda passei no supermercado com minha irmã Rosi e comprei mais ração molhada, entre outras coisas.
Vou para a cama; estou cansada e com uma dor de cabeça bem chatinha e que começou de manhã cedo.
Plantas regadas, gatos alimentados e lá vou eu para a cama. Só falta o simpático moleque do vizinho calar a boca e ir para a cama também.
É isso.



                                             



                                           


sábado, 6 de julho de 2013

Sono

                                     


As dores de cabeça voltaram e estão há uma semana a me atormentar. Gosto de ficar na cama de manhã, de assistir aos telejornais matinais e aos programas de culinária, mas hoje não deu.
Nem para cochilar deu. O infame do vizinho tocou suas músicas horrendas em um volume ainda mais alto que o de costume. Coisa chata!
Levantei, coloquei o lixo para fora, coloquei roupas na máquina, concertei os varais, limpei o quintal dos gatos e fiz meu café forte e doce na medida.
Lá pelas onze horas comi granola com iogurte de soja e pão de aveia. Delícia.
Meu irmão Fubá passou rapidamente com a pequena Rafaela, que ficava brava com os gatos que se recusavam a atender seus chamados. Tão linda.
Fiquei zanzando pela casa, fazendo as coisas, deitando um pouco, levantando... e assim foi o dia.
Agora à noite a dor de cabeça apertou legal e tomei os medicamentos e me deitei de novo no sofá. Alice agora pegou essa manina de se deitar em cima de mim e seus cinco saudáveis quilos pesam bem. 
Tenho dormido pouco, meu sono é muito inquieto e agoniado; tenho tido sonhos fortes e intensos. Algo está por vir. 
Vou tomar meu banho noturno e tentar dormir. 
Boa noite a todos.


                                     

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Perigo

                                


Meu irmão Fubá é trabalhador, honesto, teimoso e "inguinórante" igual a papai.
Fubá é meio atrapalhado em quesitos que envolvem eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Explico.
Meu cunhado Pepê deu para Fubá um ventilador de teto e esquecera de dizer para mudar a voltagem de 220 para 110. Fubá instala o ventilador, liga e dali a pouco o aparelho começa a girar estranhamente e a soltar fumaça; e o que meu esperto irmão faz? Fica encantado com aquela cena no mínimo estranha e diz: "Que da hora!".
Minha cunhada Preta chega a tempo de evitar uma tragédia de grandes proporções e encontra Fubá encantado com o show do ventilador.
De outra feita ele resolve limpar a torradeira, é o que o gênio faz? Liga na tomada e coloca a torradeira de cabeça para baixo para poder limpar a sujeira feita pelo pão torrado; dali a pouco sobe uma fumaça e um cheiro de queimado e Preta mais uma vez salva a pátria.
Fubá gosta de carrinhos e outros brinquedos, até parece que a pobre criança de trinta e quatros não teve infância.
Ele comprou um helicóptero de controle remoto e não sabendo controlar direito os movimentos do brinquedo, acabou batendo o coitado contra o teto. Meu cunhado Pepê, que é um cabra bom, curioso, inteligente e arrumador das coisas quebradas, vai concertar o helicóptero do meu irmão perigoso.
Ele contou à minha irmã Rosi: "O helicóptero foi até o teto e 'pá'!".
Falei para minha cunhada Preta para não deixar Fubá sozinho com Rafaela, o perigo é de os juntos se divertirem com coisas explodindo, queimando, saindo fumaça.
É isso.

Rafaela, minha sobrinha linda e futura arteira.
                                      

sábado, 29 de setembro de 2012

Fase

                                        

Há alguns dias que não escrevo; ando sem inspiração.
Ideias até tenho, mas falta-me ânimo.
Eu era tão ativa, tão esperta, tão viva.
Às vezes, na maioria das vezes, sinto-me um caco.
Não sei se é apenas devido à Acromegalia ou se a uma soma de vários outros fatores. Deve ser um pouco de tudo.
Ando numa fase ruim, desanimada, carregada, triste... Acho que deveria ir à uma dessas "sessões descarrego" ou arriar oferenda pro santo. Honestamente e com todo o respeito, prefiro a segunda opção.
Preciso ver o mar, meu doce mar. Irei.
Irei só mesmo. Se chamo pessoas para irem comigo, certamente declinarão. Não quero a companhia de pessoas que certamente me acompanhariam em minha aventura oceânica, mas que "certamentemente" tornariam a aventura em uma grande desventura. Deus me livre!
Estou cansada de gente ruim, mesquinha, desumana e que roubam nossas vidas, nossas energias, nosso ânimo. Mas como nada é para sempre, graças a Deus, essas pessoas ruins também não são para sempre. Ainda bem!
Hoje pela manhã recebi a agradável visita de meu irmão Fubá com minha sobrinha Rafaela. A pequena está cada dia mais linda e já ensaia os primeiros passos; ela adorou os gatos e fez carinho neles. Mostrou-me suas unhas pintadas, tomou iogurte, explorou a casa, abriu portas, espalhou as coisas e depois foi embora feliz. Coloquei um chapéu em sua cabeça de cabelos negros e macios e ela foi embora para casa. 
Vou para a cozinha preparar um bolo para levar à casa da minha irmã Rosi; teremos bingo mais tarde. Ouviremos as mesmas histórias contadas e recontadas dezenas de vezes, mas riremos como se as ouvíssemos pela primeira vez.
É isso.

                                  

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Andanças

Rafaela
                                         

Ontem bati os quatro cantos do mundo, andei mais que "tiradô de esprito", como dizia mamãe. Fui ao laboratório fazer exames, fui ao ortopedista, voltei ao laboratório para a segunda parte dos exames, fui à clínica veterinária para buscar o laudo médico de Aurora e depois fui ao Pet Center da Marginal para comprar a ração da gataiada. Ufa!
Aurora está se recuperando bem, graças a Deus.
Ainda passei na lojinha do meu irmão Fubá e beijei muito as pernas e os braços roliços de Rafaela, que está cada dia mais linda.
Adoro meus sobrinhos mas tenho queda maior pelas sobrinhas; meu cunhado Pepê havia notado isso. Acho que é porque eu quis tanto ter minha própria filha, Mariana, mas como ela não veio, eu "babo" nas sobrinhas. É uma forma de compensação.
Bom...
Saí de casa bem cedinho e a chuva que caíra no alvorecer dava um clima natalino ao dia. Sei explicar não, só sei sentir.
Subi pela Rua Tuiuti e admirei os eucaliptos do Parque do Piqueri molhados de chuva; lembrei do perfume exalado por eles. Borboletas coloridas passeavam pra lá e pra cá, um espetáculo de dança. 
Passo pela Melo Peixoto e observo a relva coberta de pequenas flores amarelas; lindo.
Jacarandás e Ipês floridos, lindos. O roxo das flores do jacarandá mimoso contrastava com o cinza do céu chuvoso. Das paineiras começam a brotar folhas novas e em breve teremos o espetáculo de suas flores róseas.
Então...
Fui ao ortopedista e levei exames pedidos pelos outros médicos; mudei de convênio, como já citei.
Cheguei ao local e de cara não gostei da desorganização das recepcionistas, era um "Toma lá da cá dos infernos"; cada uma que pegasse um documento, uma ficha; um caos. Pensei comigo: "Se eu não gostar do médico não volto mais aqui, muita bagunça".
Aguardo ser chamada e observo o teto decorado com gesso trabalhado em desenhos elegantes e antigos. O consultório fica em uma "casona" bonita no Tatuapé; casa antiga dos tempos em que prédio era coisa rara na região e só tinha no centro da cidade, mas hoje a ZL está invadida por prédios lindos e novinhos em folha. Prefiro casa.
O médico me chama e faço um breve relato do meu histórico: acromegalia, cirurgias, hipertensão, artrodese.... O doutor foi bem simpático, direto, sincero e papo reto, bem ao contrário do médico caminhoneiro e do médico galã. 
Ele leu os laudos dos exames e disse: "Palavras bonitas e difíceis mas que se resumem a um único problema: artrose". Gostei do cara, meu.
O doutor ortopedista foi muito claro e não usou de metáforas para explicar o caso; gosto assim. Ele disse que o remédio que atualmente tomo para controle da artrose está aumentando minha pressão; por isso que essa infame não sai do 17x11 de jeito nenhum! Os anti-inflamatórios aumentam a pressão.
Ele mudou para um medicamento mais leve e disse que devo fazer hidroginástica e fisioterapia pelo resto da vida. Já estou ficando "véinha" e com o avançar da idade o entrevamento das juntas só piora. A fisioterapia é processo longo e lento mas as melhorias são para sempre. 
O ortopedista ainda fez piadinha: "Evite chás e ervas do 'Tio João', se erva fosse boa, vaca não ficaria doente". Rimos.
O doutor tem pacientes mais idosas que adoram um chazinho e uma ervinha, no bom sentido, claro. Sabe essas pessoas que adoram simpatias, chazinhos e garrafadas e outras gororobas indicadas por "entendidos"? Tem sempre alguém que conhece alguém que tem problema igualzinho o nosso e que fez isso ou tomou aquilo e melhorou! Nossa!
Sou meio cética com essas e outras coisas, embora respeite.
É isso.
Voltarei.

                                

domingo, 12 de agosto de 2012

Mãos

                                           

Adoro mãos de bebês e crianças. Os pezinhos também.
Ontem vi minha sobrinha Rafaela e a pequena está crescida, sabida e muito linda.
Beijei suas mãos e seus cabelos negros e macios; cantei "Prenda Minha", sua canção favorita.
Sonhei esta noite com pessoas conhecidas, pessoas por quem tenho muito carinho, apesar de não vê-las sempre. 
Minhas mãos tocavam as mãos dessas pessoas, pediam ajuda.
Acordei meio triste e pedi a Deus que proteja essas pessoas.
Lembrei das mãos fofinhas, gorduchas e pintadas de mamãe e de Mãevelha. 
Mamãe dizia que à medida que envelhecemos mais pintas vão aparecendo pelo corpo e pelas mãos. Mamãe dizia também que quem tem muita pinta é sinal de que vai ficar rico um dia.
Estou esperançosa e confiante!
Vou para a cama, os gatos me esperam.
Não sei o que faço acordada a essa hora, acho que estou adivinhando chuva, como dizia Mãevelha.
É isso.

Rafaela, a corinthiana mais linda que há
                                       

domingo, 10 de junho de 2012

Prenda Minha

                                       


Fomos ao concurso/desfile de Beatriz e ela ficou em terceiro lugar. Tão linda.
Nos divertimos muito e até ganhamos CD´s dos cantores jurados. Ou seriam jurados cantores?
Rafaela passou de mão em mão ou de tio em tio, veio comigo e não estranhou.
Balancei-a em meus braços e cantei uma canção de ninar:


"Vou-me embora, vou-me embora prenda minha
tenho muito o que fazer
vou para o rodeio prenda minha
nos campos do bem querer..."


Rafaela me olhou com seus belos olhos negros de jaboticaba e sorriu.
Voltamos para casa e a cantoria continuou no carro; cantei para Rafaela uma velha canção de ninar que cantava para o seu pai. Eu tentava fazê-lo dormir para poder ir para a escola, mas Fubá era esperto e percebia quando eu ia sair e não dormia de jeito nenhum. 
Rafaela me olhava e mexia a boquinha tentando fazer um lá lá lá meio improvisado.
A velha canção de ninar é originalmente em francês, Frère Jacques, e em inglês recebe o nome de Brother Jhon e é assim:


Em Francês:


Frère Jacques, frère Jacques,Dormez-vous? Dormez-vous?Sonnez les matines! Sonnez les matines!Din, dan, don. Din, dan, don.


Em Inglês:


Are you sleeping? Are you sleeping?
Brother John, Brother John
Morning bells are ringing
Morning bells are ringing
Ding, ding dong... ding, ding, dong


Em Português:


Você está dormindo, você está dormindo
Irmão João, Irmão João?
Tocam os sinos da manhã
Tocam os sinos da manhã
Din, den, don...din, den, don






Eu, Rafaela e Vinícius: Prendas Minhas
                                            





domingo, 27 de maio de 2012

Hinos, Mudanças & Versões

                                           


Beatriz é filha de mãe corinthiana e pai santista.
Beatriz é sobrinha de um palmeirense e uma dúzia de corinthianos. Graças a Deus.
Mas Beatriz está se bandeando para o lado do Santos: "Eu não gosto mais do Corinthians, agora eu sou Santos. Tá bom, eu torço só um pouquinho pro Corinthians".
Voltávamos da Festa de Casa Luce e falávamos sobre futebol, torcidas e hinos e Beatriz cantou o Hino Nacional Brasileiro e uma nova versão para o Hino do Santos: 
"Agora quem dá a bola é o Santos
O Santos é o novo campeão
Glorioso alviverde baiano"
Agora o jeito é torcer para que Rafaela não mude de time e continue sendo sempre Corinthians.
Vai Curinthia!!!




                                           



sábado, 19 de maio de 2012

Surpresa Agradável





Lavava a garagem; algum FDEM (filho duma égua manca) fez caquinha na minha calçada. Pode?!
Tanta calçada livre, mas a minha foi a escolhida. 
Mas segundo dizem, fezes significa dinheiro. Tomara, pois vejo todos os dias; dos meus gatos, da cachorrada da rua e agora de algum adulto abestado.
Bom...
Vejo Fubá e Rafaela se aproximando e adorei vê-los.
Rafaela faz charme, chora se eu a pego no colo, mas sorri para mim quando está de volta aos braços do pai.
Fubá trouxe-me uma bela bolsa feita na Bolívia, ele comprou com Preta durante a viagem que fizeram à Foz do Iguaçu e aos países da Tríplice Fronteira: Argentina, Paraguai e Brasil.
Rafaela veio vestida em uma roupinha de Tigrão, o gato rajado/listrado amigo do ursinho Winnie the Pooh. Linda!
Raspei uma maçã e ofereci à Rafaela e ela comeu uma metade inteirinha. A maçã estava bem docinha.
Dei a Rafaela um livro infantil com figuras de animais de fazenda. É para ela ler quando for dormir (bedtime stories). Ela gostou, levou os bichinhos à boca e babou todos; ela está na fase oral.
Quem não gostou muito da visita surpresa foi Aurora. Ficou enciumada, brava, invocada; deitou-se de costas para mim e ignorou meus chamados. Fui até ela e disse-lhe que tenho muito amor para todos: sobrinhos, gataiada e família. 
Aurora ainda está magoada, enciumada e ressentida comigo, mas daqui a pouco acredito que faremos as pazes.
É isso.


                                               

domingo, 13 de maio de 2012

Olhos

Prima Sarah, Rafaela e Fubá
                                      


Falava com meu irmão Fubá e ele disse que levaria Rafaela para uma consulta com o oftalmologista.
E falei sobre problemas oftalmológicos em crianças que são descobertos praticamente por acaso, através de fotografias. Os olhos ficam vermelhos sob o efeito do flash, mas caso tenham uma cor esbranquiçada, é sinal de algum problema e aí é melhor procurar um médico.
Falei também sobre o "olho preguiçoso" que em inglês é chamado de "lazy eye" e Fubá me vem com essa: "Lazy eye? Aqui a gente chama de zaroio".
Os olhos de Rafaela estão bem, graças a Deus.


Fubá e Rafaela
                                            

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ritinha

                                                


Estava em um hospital e tive alta. Fubá veio me buscar e deixa Rafaela com mamãe a brincar nas areias de uma praia. Sol de um dourado lindo e aconchegante.
Estou vestida elegantemente e usando sapatos de salto alto. Eu fiquei tão feliz por estar calçada com sapatos normais; isso queria dizer que eu estava boa e não cresceria mais!
Estou pronta para ir embora mas me chama a atenção uma menina negra de uns cinco ou seis anos que está sozinha em um quarto do hospital.
Eu a chamo para vir comigo, mas ela não pode sair dali. Por quê?
Procuro por algum médico, enfermeiro ou alguém que possa me explicar porque a menina não pode sair dali, porque a menina está sozinha, porque ninguém está com ela e me recuso a deixar o hospital enquanto alguém não me explicar direitinho o que está acontecendo. Deixar uma criança sozinha! Que absurdo! E por que não posso leva-la comigo?
A menina continua no quarto e no corredor vejo um homem negro, alto e vestido com jaleco branco a se aproximar de mim. O homem conversa comigo e explica a situação, mas eu não consigo ouvir e entender o que ele diz. 
Deixo o hospital com meu irmão Fubá e vamos ao encontro de mamãe que brincava com Rafaela na areia da praia numa belíssima e aconchegante tarde de sol.
A menina negra que ficara no quarto do hospital era Rita; Ritinha.
Ritinha tinha vergonha por ser negra; ela vivera em uma época de muito preconceito. Não é muito diferente hoje.
As pessoas deveriam ser julgadas por seu caráter e sua conduta e não pela cor de sua pele.
Ritinha era doente e vivia internada.
Ritinha morreu no hospital um mês antes de completar seis anos.
Que Ritinha tenha paz, aconchego, amor, alegrias e esteja sempre na companhia de Deus e do Povo lá de Cima.
Amém.


                                                
                                          

sábado, 21 de abril de 2012

Calmante

Rafaela e Beatriz
                                             


Beatriz é minha sobrinha. É linda, inteligente, terrível, esperta, "rispi, oreiúda e queixo duro", como dizia papai.
Quando era bebezinha Beatriz lutava contra o sono e a prima Rafaela faz o mesmo hoje, do alto dos seus longos seis meses de vida.
Quando tinha dificuldade em fazer Beatriz dormir, Rosi dizia: "Bem que podiam inventar Ypióca Baby e vender em farmácias. Eu compraria logo uma caixa de Ypióca Baby!".
Preta já pensou o mesmo sobre Rafaela.
Elas se esquecem que ser mãe é padecer no paraíso.


                                              

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Hora do Almoço

                                           


Rafaela estava resfriada e com uma tosse que já durava mais de uma semana e sua mãe, a Preta, a levou à emergência do hospital. 
Lá chegando, teve que aguardar mais de duas horas pelo atendimento e ao reclamar, ouviu da simpática funcionária: "Tem que esperar, têm mais de quinze mães na sua frente!".
Preta chegou ao hospital às dez horas da manhã e ao meio dia e meia ainda não fora atendida! 
Rafaela chorava com fome e Preta deu-lhe a mamadeira, mas Rafaela não queria mamar, ela queria sua comidinha, seu almoço. 
Foram atendidas e ao voltarem para casa Preta deu o almoço para Rafaela, que comeu tudinho! 
Rafaela já sabe quando é chegada a hora de seu almoço e mamadeira não engana fome ninguém, muito menos de Rafaela que é lobinha filha do meu irmão Fubá, um lobo com apetite voraz. Graças a Deus.


                                               


                                          

sábado, 24 de março de 2012

Obediência

Beatriz, Pepê e Rosi
                                                


Minha sobrinha Beatriz está terrível, Nossa Senhora!
Beatriz é inteligentíssima, lindíssima, espertíssima e muitos outros "íssimas"; e falo tudo isso porque é a mais pura verdade e não porque seja minha sobrinha. Imagina.
Sou uma tia coruja, admito, mas sou muito rigorosa. (Deus tá vendo).
Beatriz termina sua lição antes de todos os coleguinhas e não tem paciência para esperar que terminem suas atividades. Ela vai até a mesa deles, toma-lhes o lápis das mãos e diz: "Está errado! Não é assim não. Deixa que eu faço pra você".
Beatriz chega em casa falando sobre os coleguinhas e sabe quais são os tão espertos e terríveis quanto ela e quais são os mais "devagar".
Beatriz veio para minha festinha de aniversário e brincou bastante; perseguiu os gatos, pegou livros para mostrar à prima Rafaela e depois foi brincar no quintal com minha gataiada.
Rosi falava para Beatriz tomar cuidado, não correr, não subir na escada que serve de playground para os gatos etc e tal.
Beatriz não obedeceu muito e levou uma bronca da mãe. Beatriz ficou emburrada.
No caminho de volta para casa, Rosi explica a situação a Beatriz e diz que ela não é mais uma menina obediente como fora antes. 
Beatriz responde: "É mãe, mas eu não consigo voltar a obedecer".


Rafaela e Beatriz
                                          

quarta-feira, 7 de março de 2012

As melancias de Rafaela

Rafaela devorando sua fruta favorita
                                                     


Rafaela está uma graça.
Barulhenta, risonha, invocadinha e linda.
E muito fashion também, devo dizer.
Ah, Rafaela continua adorando melancia.
A seguir, algumas imagens que ilustram o que eu disse.


Rafaela em seu vestido balonê. Fashion

Rafaela e Fubá: desfilando charme e beleza num charmoso penteado de verão 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Horário & Pontualidade

Meu irmão Fubá não é lá muito pontual; se ele marcar de chegar às 14hs, por exemplo, pode esperá-lo lá pelas 17hs ou 18hs.
E ele ainda acha ruim se alguém criticá-lo por sua impontualidade.
Fubá ficou de me levar ao hospital e eu o avisei de que eu deveria me internar às 7hs. Ele disse que às 6hs chegaria à minha casa para irmos e disse que se eu ligasse às 5h30, ele não iria mais.
Fubá é invocado, ignorante, trabalhador, e bocudo. Não necessariamente nessa ordem.
Levantei-me bem cedo e deixei tudo organizado para meus gatos e olhava o relógio a cada cinco minutos à espera de meu irmão. Só que deu 6 horas, 6h15, 6h30 e... nada de Fubá.
Ligo e ele atende com uma voz sonolenta e diz que o celular não tocou; a sorte foi que Rafaela acordou para sua primeira mamada do dia. 
Grande Rafaela!
De outra feita, Fubá e alguns conhecidos iam levantar cedo para aproveitar as promoções dos saldões de fim de ano. Combinaram sair de casa às 5h30 e às 5h20 o celular dele toca e ele diz: "Ainda são cinco e vinte! Não é cinco e meia ainda! Pra que essa agonia? Se encher o saco, não vou mais!".
Não falei? Fubá é ignorante e nada pontual. Mas é muito trabalhador ( e ignorante também).