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domingo, 3 de março de 2013

Problemas

                              


Escrevi pouco essa semana que passou; fiquei alguns dias sem serviço de Internet. Havia aceito um combo oferecido pela empresa prestadora e que a princípio seria no valor de R$ 59.90 por cem canais mas na fatura veio cobrando o valor de R$ 93.80.
Liguei para reclamar e a mocinha disse que tem um acréscimo de 10 reais para quem usa o sistema de pagamento de boleto. Tá.
Só que se o valor é de 59.90 + 10.00 = 69.90 e não 93.80!
Essa matemática está meio estranha.
Reclamei e a desculpa foi que houve um aumento anual nos valores cobrados.
Reclamei de novo e quis saber porque desmembraram as contas, sendo combo. Se é combo, é combinado, junto. A resposta mais óbvia impossível foi: "Então, é que foi desmembrado, senhora".
As empresas pagam um salário esdrúxulo aos atendentes de telemarketing e naturalmente não pode-se exigir pessoas muito bem treinadas, articuladas e pensantes. Apenas repetem à exaustão frases decoradas e tornam-se robôs, que falam e fazem o que decoraram e pronto.
Bom, vou pagar a fatura e cancelar o serviço; estou procurando outras empresas menos complicadas, se é que isso existe.
É isso.

                                     


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Pronúncia & "Cow Center"

                                    

Essa semana que passou me arretei-me e me estressei com atendentes de telemarketing, que agora são operadores de call center. Tá.
Comentei com minha irmã Rosi e já falei aqui também sobre a má qualidade do atendimento, produtos e serviços prestados e oferecidos por esses profissionais. Não são todos, claro, há exceções.
Parece que São Paulo se transformou nos Estados Unidos no quesito importação de mão de obra barata e de qualidade duvidosa, pois com o salário de um bom profissional pode-se pagar o salário de meia dúzia de pessoas inexperientes e mal treinadas. As empresas querem lucro fácil e rápido mas se esquecem de que é preciso treinar seu pessoal.
Liguei para o Call Center, pronunciado "cau center" e cuja pronúncia deveria ser algo como "cól", pois "cau" é a pronúncia de "cow", vaca em inglês. Por exemplo: "cowboy - caubói".
O mesmo acontece com celulares colocados no modo "vibra call" e pela pronúncia das pessoas, vira uma vaca vibradora, ou seja: "vibra cow/cau".
Beleza?
Bom...
Liguei, fui transferida inúmeras vezes e tive que repetir nome, CPF, data de nascimento, endereço de instalação, blá, blá, blá...
Quando dizia os números pedidos pela operadora de call center, fui interrompida e "corrigida" pela simpática e lenta mocinha: "É trêis e deiz, senhora?"
"Não. São três e dez".
A mocinha não entendeu e me corrigiu repetindo o "trêis e o deiz".
Muitas pessoas me perguntam se sou do Sul do Brasil e digo que não, sou pernambucana. Tenho parentes no Paraná e tive contatos com famílias gaúchas quando era jovem.
Aí dizem: "Ah, então é por isso que fala assim". Assim como? Dez, três, paz, vez e não trêis, deiz, veiz,  paiz?
Mas essa é a pronúncia correta e não quero consertar o mundo, mas muito orgulho-me de minha língua pátria e procuro respeitá-la, ao contrário dos abusos que estão cometendo contra a inculta e bela Língua Portuguesa. Já falei sobre isso aqui na postagem com o sugestivo título "Língua Portuguesa". Confere lá.
Também não quero ser maluca igual à personagem do livro "Triste fim de Policarpo Quaresma" de Lima Barreto, um de meus autores nacionais favoritos.
Policarpo Quaresma era um nacionalista apaixonado por sua pátria. 
Não vou falar mais sobre o livro, ler é mais interessante.
Bom, depois de tudo isso ainda estou no aguardo do "problema vai estar sendo resolvido, senhora".
Como dizia papai: "Espero em Deus que sim".
Amém.

                                    

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Poupar

"Vou estar me irritando"
                                            
Sexta-feira de muita chuva em São Paulo e, para variar, caos no trânsito.
Faço algumas ligações e organizo as coisas aqui em casa para deixar tudo ajeitadinho para quando for para o hospital.
Aguardo confirmação do convênio médico e, até segunda ordem, devo me internar na terça-feira à noite.
Beleza.
Ligo para algumas lojas e companhias de cartões de créditos e aguardo para ser atendida. Após ouvir pela enésima vez: "Você já será atendido... Sua ligação será atendida em instantes", me pergunto em que tempo se baseiam essas pessoas físicas e jurídicas. O que é o tempo? Como se calcula o tempo? 
Para mim, alguns instantes são apenas alguns instantes e não alguns longos minutos de musiquinha de elevador e blá blá blá infindável e repetitivo.
Finalmente sou atendida por uma moça sonolenta e bocejante. 
Já começo a me irritar.
Aqui é São Paulo, meu. Tudo aqui é rápido, ligeiro, pra ontem!
A moça  fala muito devagar, muito arrastado e me pede para anotar o bendito número do protocolo que não sei para que serve. Talvez sirva para fazer uma combinação numérica e jogar na Mega Sena, Loto, Jogo do Bicho...
Começo a anotar o número: 1, 2; paro. Pergunto: "Só dois números?" Os protocolos costumam ter numeração longa.
A moça boceja longamente e finalmente diz: "Não senhora, é o 1, 2, 3, 4..................."
É número que não acaba mais.
Comentei com minha irmã Rosi sobre o serviço de telemarketing das empresas e observamos um padrão: são pessoas de outras regiões do país que trabalham por um salário menor que o pago a um paulistano. Tá ligado?
Cheguei a São Paulo aos seis anos de idade e hoje estou com 44; estou muito adaptada,envolvida e habituada à pressa da cidade que não para. Não para nem mesmo quando o trânsito vai devagar quase parando.
Não é uma crítica é só um comentário sobre as diferenças de ritmo entre as cidades.
Mas posso apostar que essas mesmas pessoas "calmas" ficam bem animadinhas quando é época de Carnaval e vão pelas ruas afora cantando ritmos que até mudos conseguem cantar: "Aê, aô, ôooooo, oooo, aê..." e tudo isso debaixo de um sol escaldante e calor de mais de 40º.
Ânimo, minha gente.
Entendo que os serviços prestados são para esclarecer dúvidas e resolver problemas; não estamos (eu, pelo menos) praticando meditação, autocontrole e paciência. Se o quisesse, iria para um retiro espiritual ou para as altas montanhas do Himalaia.
Sei que posso parecer radical, mas se uma coisa é para ser resolvida, ela deve ser resolvida e pronto. 
E por falar em radicalismo e até mesmo em "inguinóranças", mais um vez me vêm à cabeça a lembrança e a imagem de papai e suas pérolas de sabedoria: "Não tô viçando. Não vou ficar de cara pra cima quem uma paruara besta esperando à toa. Me pópi".
"É, me poupe, pai".
"Oxe. Me pópi, menino".