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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Gostosa

                                


Assistia ao Esquadrão da Moda no SBT que mostrava o caso de uma jovem mãe que se vestia, segundo ela própria, de um jeito sexy.
Roupas justas, curtas, marcadas demais. Isso não é sexy, é vulgar.
Essa jovem postava tudo o que fazia em sua página no Facebook, desde que levantava de manhã até a hora de dormir. Vivia tirando fotos de frente para o espelho e fazendo aqueles malditos biquinhos que a mulherada besta faz. Ou é biquinho ou é pescocinho, ou os dois. 
Essa moça se achava linda, sexy e gostosa e adorava quando as pessoas "curtiam" suas fotos na sua página.
Acho vulgar alguém se achar ou alguém dizer que é gostoso/a, não somos canibais.
Essa moça se comportava como adolescente e isso porque é uma mulher casada e mãe de um menino pré adolescente.
Foram mostrados alguns modelitos para ela, mas a pergunta que ela mais fazia era: "Será que essa roupa vai me deixar gostosa? Será que vai me deixar com a bunda empinadinha?"
Cada vez mais vejo e me convenço de que os valores estão invertidos e não quero bancar aqui a falsa moralista, mas tem muita coisa estranha por aí.
Que valores essa mãe passa para o filho?
E o marido? Não se preocupa em ter uma mulher vulgar demais?
As pessoas confundem ser sexy com ser fácil e vulgar e era a imagem que essa jovem mãe transmitia.
Cada um cada um, mas...
É isso.






quarta-feira, 13 de março de 2013

(A)Normalidade... Olhares

                                


Eu sempre procuro manter uma certa normalidade, mas está difícil.
As pessoas olham para mim, param por um segundo e olham de novo, como quem diz: "Será que vi direito? É isso mesmo?"
Estava no estacionamento do banco conferindo o que seria pago ali e sinto e vejo os olhares sobre mim. Alguns disfarçam, outros encaram mesmo. 
Isso dói. 
Procuro parecer normal, fingir que está tudo bem, mas seguro as lágrimas; ou tento.
Sou humana, demasiado humana. Não sou apenas acromegálica, Acromegalia não define quem eu sou.
Vejo moças, mulheres e senhoras bonitas ou bonitonas, entrando e saindo do banco e observo suas roupas, sapatos, cabelo e rosto.
Nem todas são exemplos de uma beleza estonteante, mas todas têm rostos normais e pés normais.
Vejo uma moça magrinha com cabelão parecido com a da princesa ruivinha do filme Valente. Ela usava sapatos lindos, tipo boneca. Lembrei que já tive um par assim.
Outra moça elegantemente vestida mas com os cabelos excessivamente e exageradamente loiros; vulgar. 
Acho que não precisa tanto para chamar a atenção e forçar uma beleza que acaba se transformando em um padrão: todas e todos iguais.
Uma senhora elegantemente vestida; lenço sobre a camisa branca bonita, óculos de grife. Adoro camisa branca.
Mas gosto mesmo de observar o rosto e os pés, mais precisamente os sapatos.
Eu nunca fui bonita, mas já tive rosto e pés normais.
Maldita Acromegalia.
É isso.