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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Moda

Fui ao banco hoje; tive que pagar as contas no caixa eletrônico para depois entrar na agência e resolver o que precisava. 
Pensei comigo: "Uma vez que estou na agência, então poderei fazer tudo junto: pagar as contas e resolver as pendências".
Errado!
Fui ao caixa e o simpático atendente disse que eu não poderia efetuar o pagamento das contas e deveria usar o caixa eletrônico: "Depois de mais de meia hora de espera para saber disso? É muita falta de respeito com o cliente! E por que não tiveram a dignidade de avisar as pessoas que esperam!"
Bom.
Seja feita a sua vontade. Amém.
A desculpa dada foi: "são novas regras de atendimento bancário".
"E quem estipulou essas regras?"
Tá bom.
Enquanto aguardo observo as pessoas.
Já falei aqui diversas vezes sobre moda e modismos e falta de "semancol" das pessoas, mas o povo continua errando feio e me dando inspiração para minhas "escrivinhações e reinações".
Agradeço.
Além da sandália plataforma e da calça legging, quem foi o miserável que inventou a moda da sandália romana? O cabra deveria ser preso por atentado ao pudor!
Para quem gosta, peço desculpas, mas...
Aquelas sandálias romanas assim como a plataforma e a calça legging são coisas do demo! Sai de retro, coisa ruim! Sai dessa moda que não te pertence! Aleluia!
Uma moça com excesso de vitaminas, proteínas e sais minerais entra no banco vestindo justamente uma legging e calçando as horrendas sandálias romanas e para completar o quadro, a distinta jovem parecia a Gloria do filme Madagascar.
Aê, na boa, se me olham tanto por minha aparência acromegálica, me julgo no direito de olhar também! 
Falei, falo e falarei!
Déjàvu.
Beleza.
Uma coisa que sempre achei deselegante é homem usar os óculos escuros (ou de sol, como preferir) no alto da cabeça; fica parecendo o Leleco (Marcos Caruso) da novela.
Aliás, Marcos Caruso é um ator estupendo! Fez personagens com sotaques "mineirim" e nordestino de forma muito competente e convincente.
E para completar o look Leleco, bermuda, camiseta regata e chinelões. Lindo!
Mais lindo fica o visual de verão/outono/primavera/inverno tudo junto: chinelão, bermuda e a parte de cima do agasalho. Esse moço não sente frio nas pernas, não?!
Acho que estou vendo muito "Esquadrão da Moda, Gloria Kalil, Mude meu look...
Eu não sou perfeita, graças a Deus, mas...
Continuo na agência e é chamada a senha especial; uma senhora já meio sessentona se levanta e caminha até o caixa: bermudinha, blusinha decotada e com as costas de fora, sandália, brincos grandes e cabelos loiros. Acho que ela pegou a roupa da neta!
Legal a pessoa ter corpo bonito e pernas bonitas e até aparentar ser mais jovem do que é, mas não precisa se expor ao ridículo, acredito eu.
Como eu disse uma vez em um português misturando ao inglês: "Sou muito conservativa".
É isso.



                                            






sexta-feira, 23 de março de 2012

Cofrinho e Jaburu

Jaburu
                                                 


Houve a moda, ridícula, na minha opinião, de calças de cintura baixa. 
O problema é que as pessoas se esquecem que a moda não é para todo mundo e o que se via eram mulheres com excesso de adiposidade enfiadas em calças de cintura baixa. Era a visão do inferno, Deus me perdoe.
E mesmo as pessoas magras não ficavam bem nessas calças, pois por terem cós muito baixo, as calças apertavam os quadris o que fazia as banhas subirem e formarem pneus. Pareciam peras vestidas. Horripilante, como diria papai.
As calças e blusas eram inversamente proporcionais: calça de cintura muito baixa e blusas bem acima da cintura. A mulherada puxava a calça pra cima e a blusa pra baixo numa tentativa vã de cobrir o bucho. Inútil, pois não havia tecido sobrando para ser puxado nem pra cima e nem pra baixo; talvez comprando e usando uma roupa de tamanho normal o puxa puxa não seria necessário.
Trabalhava no bairro de Perus, e lá é bastante frio durante o inverno, e via moças nos pontos de ônibus com os braços cruzados sobre a barriga para tentar protegê-la do frio. As moças usavam jaquetas de inverno com capuz e mangas compridas e faltando o pedaço que deveria cobrir a barriga. 
Sofrer em nome de um modismo? 
Não, obrigada.
Estava na Farmácia Alto Custo e vejo uma balzaquiana gordinha entrar. Ela usava essa maldita calça cintura baixa e a calcinha era mais alta que a calça. A moça sentou-se e ao fazer isso a calcinha apareceu; é esse mesmo o efeito esperado dessa combinação de cós com tamanhos diferentes.
Ave Maria! Pensei comigo. 
Essa moça não vê que não tem idade e nem tipo físico para esse tipo de roupa?
As pessoas têm liberdade para usarem o que quiserem, mas acredito no bom senso e no bom e velho "Semancol"
Os homens também não escapam.
Vi vários homens adultos e pais de família, como diria mamãe, vestidos em calças e bermudas grandonas e largonas cujo fundilhos alcançam os joelhos e deixam a bunda à mostra. Dá nojo ver tanto cofrinho peludo de fora. 
Eles vestem as calças e bermudas e as deixam bem em cima do brinquedinho; aí ficam a barriga - nem sempre tanquinho, mas sim uma máquina de lavar - e a bunda gorda e peluda aparecendo. Jesus!
Se papai e mamãe vissem isso, diriam: "Mas é cada jaburu que a gente é obrigado a ver. Nossa Senhora! Esse povo não tem juízo não, é?"
Parece que não.
Na boa, e com todo respeito.
Falei.


 

                                           



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Sem noção; sem educação

                                                


Tenho visto campanhas nas redes sociais contra música em trens, ônibus e metrô.
Eu apoio essas campanhas e acho uma ótima ideia as pessoas se unirem para um bem comum.
Tenho visto jovens, ou nem tanto, com fones nos ouvidos e a música alta a tocar. Me pergunto como essas pessoas aguentam aquele barulho dentro dos ouvidos. Será que não ficam com dor de cabeça?
O ouvinte se empolga e aumenta o volume do aparelho e pensa que, por estar usando fone de ouvidos, só ele escuta a música.
Ledo engano.
Todos à sua volta ouvem e ficam cientes de seu gosto musical.
E é uma coisa chata, que incomoda mesmo. 
Gosto de música. Gosto de ouvi-la e apreciá-la. Perceber as notas, o tempo, a melodia.
Gosto de ouvir música em um ambiente confortável e procuro não incomodar ninguém.
Mas hoje com a profusão e proliferação de celulares e aparelhos eletrônicos portáteis, ficou mais fácil e difundido o hábito de ouvir música enquanto se caminha pela rua, aguarda na fila e viaja em ônibus e trens. 
Nas escolas também. Temos que pedir encarecidamente aos alunos que desliguem ou pelo menos abaixem o volume de seus aparelhinhos barulhentos. 
Os alunos sabem seus direitos mas esquecem-se de seus deveres.
E o som dos aparelhos não permite apreciar a música como deveria ser. Fica um som metálico, agudo, chato e incômodo. 
Certa vez estava na escola e conversava com outras professoras sobre o final de ano, fechamento de notas, entrega de diários e tudo o que envolve a rotina escolar quando ouvimos passos no corredor e o crescente som de música se aproximando. 
Falamos umas para as outras: "Deve ser algum aluno, pra variar. Acho que eles nem escovam os dentes e já ligam essa porcaria logo cedo".
Só que não era aluno, era uma professora do Ensino Fundamental I (1ª a 4ª séries).
A simpática professora entrou na sala, nos cumprimentou e puxou conversa. Isso tudo com a porcaria do aparelhinho ligado tocando a musiquinha chata. A professora tinha um tom baixo de voz e ficava difícil ouvi-la.
Eu disse: "Dá pra você desligar esse negócio? Não consigo ouvir o que você diz".
Ela ficou sem graça e as outras professoras se entreolharam. 
Não falei nada demais, apenas algo que todo mundo queria dizer mas que ninguém tinha coragem.
Outra coisa irritante é toque de celular. Pagando-se um valor mensal o cliente pode escolher uma infinidade de músicas para servir como toque, ou o tal do ring tone. Lembra de uma novela que tinha um cara chato pra cacete que criava esses ring tones? Pois é.
Fui comprar um celular uma vez e a vendedora disse que por mais não sei quanto eu poderia levar um pacote com músicas de Claudia Leite.
Não, obrigada. 
Para ouvir o quê? Coisas como: "Tira  o pé do chão, bate palma de mão...É muita emoção no coração...Vem no calor do meu amor...feito bola de sabão me desmancho por você..." Que me desculpe a bela carioca baiana.
Bom...
Se eu tirar o pé do chão eu caio.
Só dá para bater palma de mão, palma de pé não vi ainda.
Toda emoção é no coração. Outras parte do corpo também mostram emoção, mas ela começa no coração. Vixe. Ficou parecendo letra de música.
Detesto calor; minha cabeça ferve. Então, que não me venha ninguém no calor do amor.Por favor.
A bola de sabão geralmente explode, não se desmancha.
Muitas vezes me assusto com o toque do celular. Tem gente boba, sem noção e sem educação que coloca gritos estéricos, de terror, músicas estridentes e outras porcarias como toque de seus celulares. 
Não dá para ter um celular com toque normal e dentro do bom senso?
Já ouvi toques com a voz irritante do Pica Pau, com gritos de mulheres como se estivessem sendo atacadas, com vozes imitando vozes infantis e de desenhos animados.
As pessoas parecem ter perdido o bom senso e fazem questão de se exibir cada vez mais. É a impressão que tenho.
Acho que junto com o celular e o plano de ligações e afins, deveria vender junto um pacote de Semancol.