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sábado, 28 de novembro de 2015

Bispo

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Dormi tarde. Li um pouco.
O sono demorou a chegar, e quando chegou, veio interrompido, quebrado, agoniado.
Dores, muitas dores. Cabeça, coluna e joelhos; Deus do Céu.
Tomei o remédio forte e adormeci; tive sonhos estranhos. Sonhei com um famoso bispo de uma famosa igreja, mas que diabos esse cara está fazendo no meu sonho?! Tá amarrado! Tá repreendido! Eu, hein!
Levanto meio molenga, vagarosa, sem pressa.
Vizinhos tocando e cantando junto músicas religiosas; não, não.
Já sonhei com o tal do bispo e acordo ao som de músicas afins?! Eita!
Vamos fazer uma limpeza no ambiente, uma sessão descarrego com boa música: Clara Nunes, Marisa Monte, Zé Ramalho, Limp Bizkit, Beastie Boys...
Café, gatos e música.
E o dia foi assim, devagar, sem pressa, em outra vibe (vaibi), como dizem os jovens.
É isso.


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sábado, 13 de junho de 2015

Anunciação

                            Resultado de imagem para menina montada em cavalo branco


Percebi que quanto mais trabalho e faço as coisas pela casa, melhor de ânimo e humor eu fico; pena que meu corpinho acromegálico não sinta o mesmo.
Se fico muito tempo parada, sentada ou deitada, o meu humor fica ruim, o corpo entrevado e as dores mais intensas.
Levantei e fiz algumas coisas pela casa. O movimentar-se aquece, anima, ajuda, acredito eu. Difícil e complicado é fazer as coisas com o andador.
Não está tudo perfeito, mas eu faço o que posso e dentro das minhas possibilidades físicas. Não sou perfeita e não tenho nenhuma pretensão em ser.
Bom...
Liguei o rádio, coisa que não fazia há muito tempo, e trabalhei pela casa ao som de boa música. É bom.
Estava, na boa, de saco cheio de ter que ouvir sempre as mesmíssimas músicas dos vizinhos: música religiosa, infantil, esse tal de sertanejo universitário... Deus é mais!
Ouvi Caetano, Titãs, Alceu Valença, Seu Jorge, Skank e o bom e velho Rock 'n' Roll. Metallica, Led Zeppelin, Ramones, Motörhead, The Smiths... e esse povo todo.
A tarde começa a esfriar...
Ouvia "Anunciação", de Alceu Valença, que me trouxe boas lembranças. Eu imaginava uma menina chegando ao meu quintal montada em um cavalo e essa menina seria Mariana, a filha que sempre quis ter, mas não tive. Eu a colocaria para dormir e cantaria essa música para ela... 
Gosto desse nome, Mariana, nome da minha avó paterna.
É...
Vontade de comer doce de abóbora, gnocchi, essas comidas italianas, pudim de leite condensado, petit gateau... Vontade de ir ao restaurante nordestino que ficou famosinho e bem carinho.
Tantas vontades...
Eu vou ficar boa e irei.
Tarde nostálgica. O frio deixa tudo mais triste, saudoso, melancólico, solitário. Gosto do frio.
É isso.


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sábado, 18 de abril de 2015

Rala a macaxeira

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Dez e meia da noite e me assusto com vozes estranhas, gritaria, comoção geral, catarse e "línguas" estranhas: "Rala a macaxeira, rala a macaxeira".
Estava tudo meio silencioso e o silêncio é quebrado por mais um culto na casa da vizinha antipática, metida, antissocial e que não dá um bom dia a ninguém.
Precisa mesmo disso tudo?
Deve ser praga, não é possível! Não incomodo ninguém, fico quieta no meu canto, lendo, escrevendo, assistindo TV ou algo assim, mas a vizinhança não pensa e age da mesma forma. Infelizmente.
Amanhã cedo, lá pelas nove da manhã, a vizinha maluca toca a mesma música da Paula Fernandes com Shania Twain umas quatro ou cinco vezes, depois toca outras músicas das cantoras o mesmo tanto de vezes.
Discussão, quebra pau, bate boca, música e fanatismo... Eu mereço!
Bom...
Passei a tarde na casa da minha irmã  e quando fui ligar para o táxi, acabei digitando o número de um amigo; batemos um bom papo.
Tive dores a noite toda e ainda estou muito dolorida depois do tombo que hoje completa dez dias. Dificuldade ainda maior para me levantar e andar; doeu demais.
Tomei o remédio forte que o médico deu e senti um alívio, agora sinto fome. Vou fazer um chá e tomar com bolachas.
Vou me deitar depois e, permita Deus, que eu tenha uma boa noite sono, amem.
É isso.


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quinta-feira, 12 de março de 2015

Mal humor

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Que dia chato, meu Deus!
E a noite foi difícil também.
Muito barulho, muita conversa, muita irritação, insônia...
Vizinhos que falam o dia inteiro e que esticam a conversa até de madrugada. Pelo amor de Deus!
Era mais de uma hora da manhã e os vizinhos conversando, discutindo, falando... O menino da outra vizinha resolveu compartilhar da minha insônia e chorou e gritou a plenos pulmões. Gritar como se estivesse atuando em um filme de terror é a tática que o pequeno usa para irritar e manipular a mãe. E irritar os ouvidos alheios também.
Carros, motos, aviões e seus motores barulhentos. 
Durante o dia, que começa a partir das quatro e meia da manhã, são os barulhentos motores dos caminhões, carros, motos que passam pelas ruas e durante a noite são os motores/turbinas dos aviões de pequeno, médio e grande porte que sobrevoam as residências do bairro.
Estamos em uma área próxima ao Aeroporto de Guarulhos e o Campo de Marte e é comum o vai e vem das aeronaves. Legal.
Barulho me irrita. Muito.
É preciso aumentar o volume da TV. Fecho os olhos e tapo os ouvidos quando o barulho dos motores dos caminhões parecem ultrapassar as paredes da casa em direção à minha cabeça. É uma coisa chata e incômoda.
Gente que liga a TV em volume alto; conheço muita gente assim.  Minha sobrinha passou o feriado de Carnaval aqui em casa e ao levantar pela manhã, a primeira coisa que faz é ligar a TV e aumentar o volume. Tem precisão disso?
Quer uma haste flexível com algodão nas pontas para limpar os ouvidos?
Não. É hábito mesmo.
Vizinhos tocando as mesmas músicas o dia inteiro. Não enjoa não? Vai arranhar, Deus permita, o CD da Paula Fernandes. Amem.
Estou insuportável hoje. Estou irritadiça, estressada, de saco cheio, revoltada e muito mais.
Mais uma noite mal dormida, dor desgraçada na coluna e no joelho direito, pressão alta, pernas fracas e molengas, tristeza. 
Não bastava ser apenas pobre? Tem que ter logo duas doenças malditas detonando o corpo e a vida?
Não estou boa hoje.
É isso.





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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Sexo na TV

                                


Acho que as pessoas estão tento dificuldade para saber e separar o que é sexy ou sensual do que é vulgar.
Os filmes, clipes de música, as próprias músicas, novelas, seriados... tudo cheio de temas ligados ao sexo e de cenas fortes para o horário em que maioria dessas atrações é apresentada.
Para quê tudo isso? Não basta confiar em um bom roteiro, bons atores, atrizes, diretores etc...?
Fiquei em casa na noite do Réveillon e comecei a zapear pelos canais à procura de algo interessante e que fugisse à ubíqua programação de fim de ano: cantores chatos, cantando suas músicas chatas. Tudo chato.
Parei em um canal que mostrava clipes de músicas e após ver três vídeos, cheguei à conclusão que são todos iguais; só mudam os artistas, mas a baixaria e vulgaridade são as mesmas em todos. 
Clipes com moças seminuas rebolando o traseiro, fazendo caras e bocas para os caras em volta e se oferecendo como animais no cio.
Músicas falando de drogas, sexo, bebidas, carros, joias e muita ostentação.
Até a magrelinha, dentucinha, bonitinha e sem bundinha da Taylor Swift, que outrora cantava músicas de dor de corno, agora aderiu à moda das bundas rebolativas. Só que ela não tem...
Mas a pior de todas em quesito vulgaridade e péssima voz é uma tal de Nicki Minaj. Essa moça faz apologia às drogas, ao sexo fácil e outras baixarias. 
Semana seguinte e é anunciada a nova Globeleza. Tá. Mas não daria para vestir essa moça, que samba saltitante e praticamente nua?!
O que mal cobre o corpo é aquela pintura colorida.
Assistia à novela e lá vem mais uma forte cena de sexo. Não daria só para insinuar? Têm crianças assistindo, pelo amor de Deus!
Filmes e seriados também. Todos com fortíssimas cenas de sexo.
Não estou sendo puritana e bem sei que todos nós viemos de um sexo bem feito, ou não, mas não precisamos ver isso a todo instante na TV; precisamos?!
E por falar em porcaria e baixaria, agora vem o lixo do Big Brother Brasil.
Vou ficar com os canais de culinária e animais.
É isso.



                                    

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Gambiarra

                              



As dores de cabeça continuam latejantes. A princípio achei que fossem causadas pela pressão alta, mas mesmo tomando os remédios para controle, as dores continuam. Não são causadas apenas pela pressão alta.
São as velhas dores de décadas atrás até descobrir o que as causava: Acromegalia.
Estou há uma semana tomando remédios que só aliviam os sintomas por algumas horas.
Trabalhei hoje e depois passei no banco, no posto de combustíveis e no mercado para as comprinhas da semana: bolacha, frutas e pão.
Fiquei indignada com os altos preços dos combustíveis. Antes eu abastecia o possante por menos de noventa reais, mas hoje paguei cento e vinte e cinco reais por um tanque cheio. Nossa!
Por que meu salário não sobe assim tão rapidamente?!
Bom...
Voltei para casa, tomei remédio para controlar a dor de cabeça e arriei no sofá. Acordei com dois fundos musicais conflitantes: música infantil tocada por um vizinho e música brega tocada pelo outro; estou no meio.
Como as pessoas estão bobas, sem educação, vulgares mesmo.
Atendia à uma mãe e somos interrompidas por uma música horrorosa tocada em alto volume; olhamos à volta e vimos um carro manobrando no estacionamento da escola: era uma professora grossa, metida à besta e que não fala com reles mortais como nós. Criaturinha estranha!
Aquilo me incomodou e cutucou minha dor de cabeça que já dava sinais de sua presença pululante. Nossa!
A infame da professora queria compartilhar seu péssimo gosto musical com a escola toda, pois desceu do carro, abriu todas as portas e parecia procurar algo enquanto a música maldita tocava. 
Eu gosto de música, mas nunca cheguei a lugar nenhum tocando meu bom velho Rock 'n' Roll em volume máximo. Eu toco música para eu ouvir e não para incomodar os outros!
Será que me rogaram alguma praga do mal gosto musical? Só pode ser!
E já que falei da escola...
Falamos hoje que a escola precisa fazer uma sessão descarrego, precisa ser lavada com sal grosso e ervas, precisa de incenso, reza, benzeduras e afins...
Funcionários que estão há pouco mais de um mês e já tiraram licença médica. Professores pedindo documentos que foram deixados sob a responsabilidade de uma pessoa com limitações mentais e de caráter também.
Pedidos de documentos de alunos se acumulando porque faltam funcionários na secretaria. O de sempre, basicamente.
Mas a grande e ridícula novidade é sobre o sinal: antes dávamos manualmente, mas agora é na gambiarra, explico. O sinal deveria ser automático, mas desde janeiro está quebrado e ficou no modo manual. OK.
Chego à escola hoje e fico sabendo que o sinal quebrou de vez e agora é preciso colocar dois fios na tomada para que ele funcione. E isso porque improvisaram um fio grande para que chegasse até a tomada! Desencaparam as extremidades e basta "apenas" enfiá-las na tomada para que o sinal sonoro seja ouvido por todos e isso ocorre a cada cinquenta minutos durante o dia e quarenta minutos durante as aulas noturnas.
O risco de um curto circuito ou um choque elétrico são grandes, mas quem se importa com a segurança e o bem estar de funcionários que se desdobram para manter a escola funcionando mesmo que em situações precárias?
Era e é preciso apenas um simples sinal, pelo amor de Deus! Um sinal para indicar que já se passaram os cinquenta minutos de aula, só isso!
Portas com fechaduras quebradas, portão do estacionamento que só encosta mas não tranca, calçada quebrada e largada pra lá, só lambança.
É gritar por São Bento antes que a cobra morda, dizia mamãe. Do jeito que as coisas vão, corremos um seríssimo risco de invasões e ou coisas mais sérias. Não temos segurança ali. 
Se não temos nem funcionários suficiente e nem sinal...
Nem vou falar do terreno tomado pelos ratos e pelo mato.
É isso, infelizmente.



                                   


sábado, 18 de outubro de 2014

De frente fria a sucos

                               


E o calor continua...
Dizem que vem uma frente fria e tomara que seja frente, atrás e todos os lados muito fria, Amem.
Dá vontade de dar uma porrada quando a pessoa fala que adora o Sol, o calor, quando está quente...Vai pro inferno então!
Calor demais me irrita; não consigo dormir direito, os pernilongos azucrinam com seu zunido chato, as pessoas ficam até mais tarde na rua fazendo barulho...É uma coisa linda!
Li até as duas horas da manhã e me levantei às cinco para tomar o remédio da pressão, que me acordou com seus "socos" habituais. O remédio dá um soninho e pensei que conseguiria dormir pelo menos por umas três horas, mas só que não!
Antes das oito horas da manhã sou acordada pelas músicas do Patati Patatá, Balão Mágico & Cia; que saco! O menino de pouco mais de um ano já domina, falei sobre isso aqui, e aprendeu a ligar e a aumentar o volume do aparelho de som. E os pais? O pai acha graça e mãe grita com o pai, com o filho, Espírito Santo, com a cachorra...
Impossível conciliar o sono antes da uma hora da manhã; os vizinhos do outro lado adoram conversar até altas horas. Ferrou!
Levantei e segui com minha rotina habitual de cuidar dos gatos, trocar areia, colocar ração... Pretendia fazer muitas coisas pela casa, mas me canso muito fácil e rapidamente e deitei um pouco, mas... A molecada do outro vizinho tocava Rap para todo mundo ouvir.
Assisti TV, depois me sentei lá fora com Rosinha no colo e apreciei os gatos brincando entre e com as plantas, são tão lindos.
Tomei suco e comi frutas o dia todo e agora estou com fome de alimento salgado. E por falar em suco, como são extremamente doces os sucos e refrigerantes! 
Gosto de doce, mas não exagerado. Coloquei bastante gelo para diluir porque estava doce e enjoativo demais. Quanto açúcar colocam nesses produtos?
Vou bater limão com gengibre e adoçar ao meu gosto.
É isso.



                                        


                                         

sábado, 30 de agosto de 2014

Procrastinar



                                   


Acostumei a acordar cedo e às cinco da manhã já estou desperta. Mas hoje é sábado e fiquei na cama com a gataiada até mais tarde. É tão bom.
Fiz meu café, coloquei roupa na máquina, reguei as plantas e me encantei com os pequenos pés de melancia e melão que desabrocham lenta e graciosamente.
Cuidei das baby roses, me encantei também com a samambaia verdinha e fresquinha.
Fiz salada de alface e tomate e fiz suco de laranja com maracujá.
Andei pra lá e pra cá e obviamente cansei. O joelho direito dói e entreva; está ficando cada vez mais difícil andar.
Estou procrastinando, (acho legal essa palavra) enrolando, embaçando, adiando, evitando...
Mas vai chegar uma hora que precisarei encarar os médicos de novo e encarar agulhas, exames, mais remédios e todos os perrengues de um tratamento de saúde. Não deveria ser tratamento de doença? Faz mais sentido, penso eu.
Tudo seria tão bom se não fosse esse entrevamento, essas dores, essa dificuldade para andar, meu Deus.
O dia seria tão bom se não fosse o vizinho tocando as mesmíssimas músicas infantis desde as oito da manhã. Até memorizei as ditas cujas.
Que saco!
Minha avó dizia que quando o coisa ruim não vem, manda o secretário. Os vizinhos barulhentos voltaram para sua cidade de origem, graças a Deus, mas os outros vizinhos resolveram dar continuidade ao estilo sem educação-sem noção-música alta-que se dane os outros. 
Ouço meu Rock, mas não incomodo ninguém, toco para eu ouvir e não para os outros!.
Daqui a pouco tem o fluxo, o Funk com suas músicas nojentas; pornografia cantada.
Estou com fominha, suco e salada não dão sustança. Vontade de comer bolo.
Começou a esfriar.
Ouço o canto de um passarinho que canta madrugada adentro e eu acho lindo.
É isso.



                                    










domingo, 27 de outubro de 2013

Festas Barulhentas - Vizinhos do Barulho

                             


Quem passa pela rua onde moro se ilude com a aparente calma de uma rua pequena, estreita e com poucas casas. Ledo engano.
As casas são poucas, mas os moradores são muitos e o barulho que fazem maior ainda.
O curioso dessas casas é que todas pertencem à mesma família e foram construídas de modo que todos os quintais convergem para um mesmo ângulo.
Além do vizinho barulhento da casa ao lado, tenho vizinhos festeiros nos dois extremos. Fico bem no meio deles, que legal.
Um deles adora festa e quase toda semana tem festa de aniversário. Quantas pessoas moram nessa casa?! Já me perguntei.
Semana sim, semana não é um tal de "Parabéns pra você..." seguido e antecipado por músicas do CD Carrossel, Anita, Katy Perry se esgoelando e termina com pagode: "Lá, lá, iá... lá, lá, iá..."
Ontem foi a vez dos vizinhos do fim da rua; que beleza!
A bagaceira começou lá pelas sete da noite e continuou madrugada adentro. São bem ecléticos e tocaram de tudo, de Rap, a Funk, a tecno brega e outras aberrações.
Às duas da manhã alguém resolve mudar o CD de tecno brega por um de Funk proibidão e o pior é que aumentou o volume mais ainda.
Esse tormento foi até as seis da manhã.
O jeito foi levantar e pegar o jornal lá fora antes que algum ladrão intelectual faça o mesmo.
Alimentei os gatos e estou como sono, claro.
Acabo de ouvir vozes: as pragas acordaram e em breve teremos mais música.
Que sociedade bacana vivemos atualmente. É cada um por si e que se dane o resto. Não se tem respeito por ninguém, o que importa é estar feliz, bem, alegre e que se dane os outros.
Desagradável isso tudo.
Vou dar uma cochilada, ou tentar.
É isso.
Bom dia a todos.


                                   

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Exagero

                             


Tive dias difíceis, e noites também.
As dores articulares estão cada vez mais fortes, intensas e duradouras. Doem joelhos, coluna, pés e virilha.
Tento fazer alguns movimentos que fazia na fisioterapia, mas não consegui, eu estava dura demais.
O auge das dores foi durante o fim de semana e para ajudar a piorar, os vizinhos barulhentos estavam mais barulhentos do que nunca. Pelo amor de Deus.
Eles falam tão alto que tem-se a impressão de que um está longe do outro, mas não, estão todos no mesmo local.
Não fazem questão de privacidade, pois falam ao telefone da calçada ou do meio da rua, literalmente!
Será que pensam que todo mundo é surdo?
Tocam músicas horrendas em volume alto, claro, mas sábado foi o auge do mal gosto. Tocaram uma música igual; acabava uma e começava a outra e parecia que era a mesma música que era tocada sempre, sempre, sempre.
Haja paciência.
Será que nunca ouviram falar em fone de ouvido?
Aguentei do meio dia até as cinco da tarde.
Liguei o rádio para abafar a música deles, mas como não estava bem, queria ficar quieta e em silêncio. Impossível.
Liguei para a dona da casa e reclamei; chorei as pitangas mesmo.
Esses vizinhos são barulhentos, escandalosos, falam alto e são exagerados até mesmo quando brincam com o bebê, que por sua vez, não emite os sons tradicionais emitidos pelos bebês de pais educados.
Deve ser trauma ou vergonha.
Não gosto de hospitais, apesar de passar temporadas neles, mas até pensei que se o médico me internar, irei agradecê-lo.
E a vida continua.
É isso.


                                       

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Gafe

                               



Falei sobre limpeza e música na postagem anterior mas me esqueci de falar sobre a pequena gafe que cometi.
Foi assim: A personal diarista pediu para eu tocar Raça Negra e eu muito gentilmente aquiesci.
Fui para as caixas onde guardo os CD´s e procurei, encontrei Cidade Negra. Coloquei para tocar. Gosto muito.
O CD está quase na metade e a personal diarista pergunta: "Você não vai tocar o Raça Negra?".
"Oxe, mas está tocando!".
Minha cunhada Preta percebeu a gafe e disse: "Ela pediu Raça Negra e não Cidade Negra! Tudo bem, é a idade, perdoamos".
E ainda disse que seria muito difícil encontrar na minha casa CD de pagode, funk, rap etc...
Eu não gosto de pagode, principalmente de grupos com mais de dez pagodeiros na foto da capa do disco. Meu vizinho, só podia ser, ouvia pagode esses dias e eu parei para prestar atenção na letra: "lalaiá, lalaiá... lalaiá, lalaiá..."
As músicas parecem música de corno ou música para se ouvir em motel barato de periferia. Não dá.
Gosto do samba, do velho e bom sama. Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Beth Carvalho e o representante maior do samba paulistano, Adoniram Barbosa, meu!
Aí sim, eu dou valor!
É isso.


Fotos de Raça Negra
Raça Negra
Cidade Negra
Cidade Negra


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Versão

                                 

Mais uma de implicância.
Sonhei com mamãe. Ela estava sentada no sofá ao lado de uma menina e eu estava atarefada com alguma coisa, ela me chama: "Vem filha, vai começar o programa".
Eu me sentei ao lado dela e juntas, assistíamos a um programa musical. Uma moça estrangeira cantava uma canção em inglês e uma mocinha cantava uma versão em português, mamãe dizia: "Mas que mania que o povo tem de fazer versão ruim com a música dos outros. Não tem competência para escrever a própria música, copia a dos outros e faz versão bem ruim"
Acordei com a implicância de mamãe e foi tão bom revê-la. É sempre tão bom.
Levanto, faço as minhas coisas, vou ao médico e volto para casa e ao voltar, os vizinhos tocam suas musiquinhas horrendas e algumas delas são versões bem toscas de sucessos dos anos setenta e oitenta.
É, pelo visto implicância e "inguinórança" são hereditárias.
É isso.