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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Atendimento

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Voltei ao Banco do Brasil, mas dessa vez foi na agência da Vila Romana, Zona Oeste de São Paulo. 
Cumprimentei o segurança e me dirigi à porta giratória para mais um malabarismo e me surpreendi quando ele fez sinal para eu esperar; perguntou se eu havia retirado a senha e disse que a gerente iria abrir a porta lateral para eu passar. Não acreditei!
Sim, precisei tirar celular, chaves e afins da bolsa, mas tudo feito e pedido com muito respeito e paciência.
A funcionária abriu a porta lateral e eu agradeci; ela estranhou o fato de eu agradecer por uma atitude que deveria ser praxe em todos os bancos e outros locais frequentados por pessoas com necessidades especiais.
Fiz o que precisei fazer e depois deixei a agência pensando na diferença de tratamento, na decoração do local e na localização do banco.
A agência do Parque Novo Mundo foi mal planejada, pois é preciso subir escadas para ir aos caixas. A decoração não é aconchegante. Os gerentes são dois senhores lentos e mal ajambrados. A mocinha que ajuda as pessoas logo na entrada da agência é muito fraca, atrapalhada e inexperiente. A clientela é, na sua maioria, de pessoas simples que vivem nas comunidades próximas.
A agência da Vila Romana é decorada com elegantes e bonitos assentos em tecido azul claro. Têm caixas no térreo, mas um elevador será instalado em breve. A gerente é uma jovem discretamente vestida e muito simpática. Os funcionários são educados e prestativos. A clientela, na sua maioria, é de pessoas com melhor poder aquisitivo, boa Educação e que moram nos elegantes prédios da região.
Mas será que essas diferenças justificam o péssimo atendimento em uma agência e o ótimo atendimento na outra?
O problema estaria nos funcionários, nos guardinhas, nos clientes, na decoração, nos bairros?
Educação e respeito deveriam estar presentes em todas as ocasiões, independente de qualquer coisa.
Eu penso assim.
É isso.




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terça-feira, 12 de junho de 2012

Obrigações

                                           


Mamãe dizia: "Primeiro as obrigações e depois as devoções"
Organizar, cumprir, realizar, fazer... Parece que um peso enorme é tirado de nossos ombros quando finalmente resolvemos um problema. 
Existem serviços "mudérnos" por telefone e Internet, mas tem coisa que só se resolve com o "olho no olho".
Sou meio antiquada em certas coisas.
Fui ao banco onde tenho minha rica conta salário e fiz atualizações cadastrais, troquei senhas e resolvi outras pequenas pendengas. Fiz as mesmas perguntas que havia feito alguns anos atrás à simpática funcionária, que me garantiu que tudo estava na mais perfeita ordem. Mas não estava. Não sei que raios ela fez ou deixou de fazer, mas as correspondências continuavam indo para o endereço antigo, mas a fia duma égua manca jurou que tinha arrumado tudo.
O banco fica na Rua Clélia, Vila Romana, e não é tão longe, mas o que atrapalha é o trânsito caótico de São Paulo. Saí numa ponte antes, tive que retornar, subi outra ponte e no fim dos erros, acertei o caminho e cheguei a tempo para cumprir minha missão.
Amanhã têm mais missões possíveis.
Estou cansada, moída, como diz meu cunhado Pepê. Dirigi pela Marginal Tietê, fui à Zona Oeste e Zona Leste e finalmente voltei para casa na Zona Norte. Ufa!
Tomei um banho quentinho, relaxei.
A gataiada me espera para irmos para a cama; acho que nem vou conseguir assistir "A Liga" e nem ler "O Processo" de Kafka.
É isso.
Bons sonhos a todos.


Franz Kafka