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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Avenida Nordestina

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Fui à perícia médica hoje e dessa vez foi no bairro de São Miguel, próximo a Guainases.
Avenida Nordestina, uma homenagem aos muitos nordestinos que se instalaram na região.
Ruas e avenidas estreitas, trânsito carregado, muitas lojas, escolas e muita gente.
Gosto da Zona Leste. A região ainda tem aquele ar bucólico de interior, isso nos bairros mais afastados. Na parte mais nobre, Tatuapé, encontramos prédios de alto padrão, gente chique e muito luxo.
Gosto da realidade simples de gente simples que sente e vive de verdade e não precisa ostentar para impressionar.
Fez uma tarde quente e belíssima. 
O endereço do local da perícia é sempre mal informado: colocam como Avenida Nordestina, mas fica mesmo é numa travessa. O mesmo aconteceu com outros locais como na Vila Esperança e perto do Sambódromo. Por que raios não colocam o nome da rua e como referência a rua ou avenida mais importante?!
Mas no fim tudo deu certo. A perícia em si foi rápida, o que demorou mesmo foi chegar e depois voltar para casa.
A médica meio fria e de pouca conversa  fez as questões habituais e mediu minhas pernas; a Acromegalia afina os ossos e eu já tenho artrose na coluna, joelhos, pés e mãos. Legal.
Ossos mais finos e fracos e uma coluna doente são tudo o que uma pessoa outrora ativa não quer. Fico triste, brava, revoltada, mas sorrio mesmo assim.
É melhor sorrir e até gargalhar. Rir de si mesmo às vezes ajuda a aliviar um pouco.
Vou ficar boa. Só não sei ainda quando.
Tive consulta no IAMSPE em janeiro e o retorno só foi marcado para junho e isso após eu fazer uma reclamação na Ouvidoria do hospital. É muita gente, mas meu caso evolui muito rapidamente e eu não posso me dar ao luxo de esperar tanto tempo.
Bom...
Vou para a cama, estou meio cansada hoje.
Vontade de comer bolo de chocolate com recheio de beijinho (leite condensado cozido com coco).
É isso.


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domingo, 15 de julho de 2012

Pelas ruas que andei

                                       


Detesto fins de semana, principalmente os domingos.
Para mim representam lentidão, solidão, esquecimento, abandono... sei lá.
Eu antes tinha o hábito de andar pelas ruas do bairro nos fins de tarde; adorava.
Hoje não dá para fazer mais isso, meus joelhos inchados e gorduchos e minha coluna cheia de parafusos dificultam minha mobilidade, que ficou reduzida após tudo isso.
Deitei no sofá e liguei a TV, mas estava difícil ouvir, os vizinhos disputavam a potência de seus aparelhos de som: um tocando sertanejo-romântico-de-dor-de-corno e outro tocando pseudo forró. Sou radical nesse ponto, assumo. Forró para mim é Dominguinhos, é Luiz Gonzaga e não esse povo entalado que se esgoela sobre o som irritante, repetitivo e imutável do sintetizador. 
Levantei-me, coloquei a gataiada para dentro e saí sem destino.
Era uma tarde belíssima; céu azul, sol, nuvens branquinhas.
Gosto de fazer isso, gosto de dirigir sem destino.
Subi a ponte Aricanduva, entrei na Assis Ribeiro e fui até o fim dela, beirando a linha de trem; romântico, melódico, coisa simples e antiga. As casas simples, umas em cima das outras, a urbanização sem projeto, feita ao sabor da necessidade e sem nenhuma preocupação com o trânsito, a segurança, nada. 
Alguns trechos me lembraram cidades do Nordeste. Saudades.
Termina a Avenida Assis Ribeiro e começa a Avenida São Miguel, depois a Avenida Amador Bueno da Veiga, na minha querida Penha. Dei um rolê pela ZL (zona leste).
Voltei para a ZN (zona norte) e subi as íngremes ruas da Vila Medeiros e do Loretto. Fui a um mercadinho de uns portugueses velhos e comprei vinho português, claro, queijo, pão e azeitonas. 
Voltei para casa e no caminho encontro meu irmão Rogério; levei-o ao trabalho, no Mercadão da Penha.
Voltei para casa com meus joelhos doloridos e as pernas adormecidas: "Parei por hoje".
Tomei um banho e depois saboreei as delícias portuguesas com certeza.
Assisti depois ao Globo de Ouro e me diverti com a breguice das roupas e dos cabelões da época. Angélica gorducha e cabeluda, Lulu Santos com as calças debaixo do peito e acima dos tornozelos, outros cantores e grupos que eu nem lembrava que um dia existiram.
Fui para a cama. Dormi. Acordei com cor de cabeça e de estômago; haja água de coco até o dia dois de agosto quando finalmente passarei em consulta. Amém.
Amanheceu um domingo frio e cinzento. 
Fiquei em casa. Fiquei mais tempo na cama com meus gatos encolhidos e aconchegados sobre e sob os cobertores.
Amanhã a correria recomeça e é disso que eu gosto.
Estou cansada.




                                   

terça-feira, 12 de junho de 2012

Obrigações

                                           


Mamãe dizia: "Primeiro as obrigações e depois as devoções"
Organizar, cumprir, realizar, fazer... Parece que um peso enorme é tirado de nossos ombros quando finalmente resolvemos um problema. 
Existem serviços "mudérnos" por telefone e Internet, mas tem coisa que só se resolve com o "olho no olho".
Sou meio antiquada em certas coisas.
Fui ao banco onde tenho minha rica conta salário e fiz atualizações cadastrais, troquei senhas e resolvi outras pequenas pendengas. Fiz as mesmas perguntas que havia feito alguns anos atrás à simpática funcionária, que me garantiu que tudo estava na mais perfeita ordem. Mas não estava. Não sei que raios ela fez ou deixou de fazer, mas as correspondências continuavam indo para o endereço antigo, mas a fia duma égua manca jurou que tinha arrumado tudo.
O banco fica na Rua Clélia, Vila Romana, e não é tão longe, mas o que atrapalha é o trânsito caótico de São Paulo. Saí numa ponte antes, tive que retornar, subi outra ponte e no fim dos erros, acertei o caminho e cheguei a tempo para cumprir minha missão.
Amanhã têm mais missões possíveis.
Estou cansada, moída, como diz meu cunhado Pepê. Dirigi pela Marginal Tietê, fui à Zona Oeste e Zona Leste e finalmente voltei para casa na Zona Norte. Ufa!
Tomei um banho quentinho, relaxei.
A gataiada me espera para irmos para a cama; acho que nem vou conseguir assistir "A Liga" e nem ler "O Processo" de Kafka.
É isso.
Bons sonhos a todos.


Franz Kafka
                                     



domingo, 1 de abril de 2012

Datena

                                              
Sempre assistimos ao programa "Brasil Urgente" com o jornalista José Luiz Datena.
O programa começa a partir das cinco da tarde e é um horário bom, pois nesse período não tem muita coisa interessante na televisão.
O programa informa ao vivo o que está acontecendo e é bastante dinâmico; o problema, permita-me uma crítica, é a demora em dizer o local/bairro onde acontece a cobertura jornalística. 
Por exemplo: "Perseguição policial na Zona Leste de São Paulo". Tá. 
Apenas falar a zona ou região não é suficiente; é necessário dizer o bairro também. No caso da Zona Leste complica um pouco, pois a ZL é imensa, mano! Aí ficamos apreensivos e curiosos para saber qual o bendito bairro da Zona Leste onde o fato ocorre.
José Luiz Datena mete bronca, fala o que pensa e não tem papas na língua. Certo ele.
Grande figura, literalmente.
Bom...
Uma vez papai e mamãe desciam as escadas de nossa casa para irem ao botequinho dela, ou mini restaurante, como ela gostava de dizer. Papai falava, falava e falava, como sempre, e mamãe já estava ficando agoniada e impaciente quando para em um degrau e diz: "Tá bom, Datena!".
Pronto! Foi aí que papai desembestou a falar mais ainda!