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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Beijinho

                             


Mais uma noite mal dormida.
Choveu e esfriou um pouco, ainda bem.
As dores de cabeça voltaram e estão fortes; parece que tem algo explodindo, andando, batendo e doendo dentro dela. Precisei tomar um remédio mais forte para conseguir descansar.
Fui para a sala e deitei no sofá, gosto de assistir aos programas matinais. Liguei e avisei que não iria trabalhar hoje, não dava.
A gataiada deitou comigo no sofá e adormeci após ouvir a voz monótona e enfadonha da Ana Maria Braga. Acho que vou gravar um CD com a voz dela e tocar nas minhas noites insones. Vai que dá certo!
Deveria ter ido à casa da minha irmã Rosi para ver minhas sobrinhas Beatriz e Rafaela, adoro beijar os cabelos cacheados das duas. Aliás, adoro beijar as cabecinhas cabeludas das crianças e não concordo muito com essa moda de beijá-las na boca (bitoquinha). 
Os pais que beijam seus filhos na boca o fazem por amor, claro, mas isso pode confundir a criança e dar oportunidade a pedófilos, acredito eu.
A criança cujos pais a beijam na boca vai achar que é normal beijar qualquer pessoa/adulto na boca, pois é um comportamento aprendido e repetido em família.
Posso estar errada ou exagerando, mas vejo dessa forma. Beijos para e em crianças só se for o doce beijinho.
Bom...
Vou preparar um caldo de fubá de milho para dar sustança, como diziam os antigos.
É isso.



                                  


                                         
                                                             

sábado, 9 de março de 2013

Balada

                                


Assistia ontem ao Conexão Repórter com Roberto Cabrini, um jornalista que admiro muito. Gosto também de Marília Gabriela, Caco Barcellos, César Tralli, Tiago Leifert e outros que não precisam de apelar para conseguir audiência.
Bom...
O tema de ontem do Conexão Repórter foi balada e para mim, balada é quando há troca de tiros. Desculpem.
Falou-se sobre o preconceito que as pessoas "fora do padrão" sofrem. Colocaram duas atrizes, uma loira de cabelo esticado e pernas de fora e uma outra gordinha com cabelo cacheado cheio de creme.
A loira entrou fácil em qualquer balada que chegasse já a gordinha era barrada na entrada. Diziam que para entrar era preciso estar na lista de convidados do proprietário ou de algum outro convidado. 
Tudo desculpa esfarrapada, tudo mentira. Só para não dizer que a moça era gorda, nada bonita e estava fora do padrão. 
Mas que padrão? Estabelecido por quem?
Cada vez mais o mundo está se tornando fútil e perverso, pois quem é bonito é aceito, quem não é, tá lascado.
Eu que o diga.
Sempre fui estudiosa, boa leitora e com bons conhecimentos gerais, mas ao passar por entrevistas de emprego, ouvia: "Seu curriculum é bom e seu teste foi um dos melhores, entraremos em contato". Nunca entraram.
Os belos analfabetos funcionais têm mais chance, pois são belos embora sejam ignorantes.
Eita mundinho besta, sô!