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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Beijinho

                             


Mais uma noite mal dormida.
Choveu e esfriou um pouco, ainda bem.
As dores de cabeça voltaram e estão fortes; parece que tem algo explodindo, andando, batendo e doendo dentro dela. Precisei tomar um remédio mais forte para conseguir descansar.
Fui para a sala e deitei no sofá, gosto de assistir aos programas matinais. Liguei e avisei que não iria trabalhar hoje, não dava.
A gataiada deitou comigo no sofá e adormeci após ouvir a voz monótona e enfadonha da Ana Maria Braga. Acho que vou gravar um CD com a voz dela e tocar nas minhas noites insones. Vai que dá certo!
Deveria ter ido à casa da minha irmã Rosi para ver minhas sobrinhas Beatriz e Rafaela, adoro beijar os cabelos cacheados das duas. Aliás, adoro beijar as cabecinhas cabeludas das crianças e não concordo muito com essa moda de beijá-las na boca (bitoquinha). 
Os pais que beijam seus filhos na boca o fazem por amor, claro, mas isso pode confundir a criança e dar oportunidade a pedófilos, acredito eu.
A criança cujos pais a beijam na boca vai achar que é normal beijar qualquer pessoa/adulto na boca, pois é um comportamento aprendido e repetido em família.
Posso estar errada ou exagerando, mas vejo dessa forma. Beijos para e em crianças só se for o doce beijinho.
Bom...
Vou preparar um caldo de fubá de milho para dar sustança, como diziam os antigos.
É isso.



                                  


                                         
                                                             

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Dias de Sol

                                


Dois dias seguidos de sol. Lindo.
Aproveitei para lavar roupa, principalmente cobertores, edredons e lençóis. O problema são os gatos que mordem os varais até arrebentá-los, aí a roupa cai no chão e eles se deitam sobre elas. Tenho que lavar tudo de novo e ficar de olhos nos meus terríveis felinos.
O vizinho veio me dizer que uma das gatas da irmã deu cria e teve quatro gatinhos lindos. É a vizinhança da gataiada. Ainda bem.
Ele disse também que meus gatos são lindos, grandes, têm pelo macio e sedoso e perguntou também que ração eles comem. Reclamou do pequeno tamanho dos seus gatos e dos da irmã.
Acho que o problema está na ração, se houver um. Talvez seja a própria raça dos bichanos. Sei lá.
Mas eu falava sobre lavar roupas...
Mamãe adorava lavar roupas e eu gosto também. É uma terapia, às vezes.
Separar roupas de cor, brancas, delicadas, pesadas...
Transpiro muito durante a noite e geralmente preciso me levantar para trocar toda a cama e o pijama; até tomo outro banho de madrugada.
Já reparei que essa sudorese excessiva acontece quando acordo com fome de madrugada, quando janto muito cedo ou como muito leve. Acho que é preciso comer comida com "sustança", como diria papai. Deve ser isso.
Tenho tido muitos episódios de hipoglicemia (falta de açúcar no sangue) e não sei se isso é mais ou menos perigoso que a hiperglicemia (excesso de açúcar/glicose no sangue).
Não sei também se é isso que está causando toda essa transpiração noturna. Acordo com frio, fome, com o corpo molhado e os lençóis encharcados.
Jantei bem e espero que possa dormir sem ter que acordar no meio da noite sentindo fome. Comi arroz, feijão, batata, cenoura, tomate e filé de peixe. Estou com vontade de comer uma coisinha doce.
Amanhã terei um longo dia e tomara que o trânsito esteja bom como estava hoje à tarde; de manhã estava um caos.
A gataiada está deitada ao meu lado e estão todos encolhidinhos. Tão lindos.
Amanhã terminarei de lavar as roupas e precisarei concertar alguns varais.
É isso.


                                      

sexta-feira, 22 de março de 2013

Grazie Massafera... Moda Cadáver

                                


Gosto de assistir ao telejornal SPTV e aguardava o fim da novela das seis para tal.
Fiquei assustada com a aparência famélica de Grazie Massafera. A moça que um dia foi tão bonita e tinha carne a cobrir-lhes os ossos está hoje magra demais.
Os ossos da face estão ressaltados e ficam ainda piores quando a pseudo atriz tenta fazer biquinho e boquinha sexies. Não dá.
Ser um monte de ossos coberto por pele é bonito? Está na moda? Quem dita essa moda cruel?
Deixem a moça comer, assim, quem sabe, ela ganha peso e algum talento. Acho que não pode atuar bem porque não tem sustança e energia para tanto.
Implico com pessoas que comem demais como se o mundo fosse acabar no dia seguinte, mas comer de menos também não é legal nem saudável.
Mas devem ser os padrões de beleza ditados por não sei por quem. Será que esses ditadores da moda comem ou vivem de luz?
Penso que deveria-se criar uma campanha, dessas que circulam pela Internet, com o título: "Deixem Grazie Massafera comer!", ou, "Coma, Grazie, Coma!".
Outra que está magérrima é a simpática e inteligentíssima Luciana Gimenez. Ela era tão bonita, mas também aderiu à moda cadáver.
É isso.






sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Noite do Barulho

                              

Dormi mal noite passada. Grande novidade.
Assisti à novela Gabriela e depois fui me deitar.
É a única novela que assisto com gosto e dou boas risadas, adoro as personagens de José Wilker e Marcelo Serrado. Detesto novelas-dramalhões cujos finais são sempre os mesmos: alguém é filho de alguém, alguém é amante secreto de alguém, alguém roubou/matou/enganou alguém, blá, blá, blá.
Sou e estou meio sem paciência.
Bom...
Deito-me e escuto um barulho estranho, como se algo fosse arrastado, abro a janelinha da porta e vejo o filho do vizinho andando de skate àquela hora da noite! Os pais não parecem muito preocupados com a segurança do menino, pois é público e notório a permanência do moleque na rua durante as altas horas da noite.
Mas para falar a verdade: enche o saco, meu!
Enquanto o pivete se divertia com seu skate, os pais quebravam o pau. Discutiam fervorosamente e só pelas duas e meia da manhã é que houve alguma paz. Me incomodam o olhar e o semblante tristes, melancólicos e carregados da mãe do menino; parece que ela carrega um peso enorme sobre os ombros, causa-me aflição sua figura triste e desesperada.
Consigo adormecer lá pelas três da manhã e às quatro e meia acordo com as vozes altas e esganiçadas dos outros vizinhos cuja casa fica "pareia de meia" com a minha. As casas são geminadas e as paredes muito finas, escuta-se tudo, tudo mesmo!
O casal fala alto, o bebê chora, o carro é ligado, o rádio toca música ruim e a noite do barulho segue madrugada adentro. Dali a pouco os caminhões das transportadoras vizinhas ligam seus motores e o som que sai deles parece vibrar dentro da minha cabeça; o apito da marcha à ré também incomoda bastante.
A gataiada levanta mas volta em seguida, todos com seus olhos pidões e miados agoniados, estão com fome. Levanto e coloco ração para eles, volto para a cama e ligo a TV; assisto Telecurso, Globo Rural e os jornais matinais.
Tomos meus remédios, a gataiada com o buchinho cheio volta para a cama e dali a pouco adormecemos todos juntos.
Dormi uns trinta minutos e me levanto de vez. 
Faço meu café, arrumo as coisas pela casa, separo as contas para pagar. Vou ao banco e uso o caixa eletrônico, pois os bancos não nos permite fazer pagamentos de contas na boca do caixa. Sacanagem! Pelo preço dos juros e tarifas que nos cobram, deveriam facilitar nossas vidas e não complicá-las.
Pago as contas uma a uma e em dado momento o leitor óptico não reconhece o código de barras e pede para digitá-lo. Tá bom. Não consigo enxergar e digitar aquele desembesto de números, principalmente aquela fila imensa de zeros. Chamei o rapazinho para digitar para mim e consegui pagar minhas contas. Só as que levei ao banco, ainda tem um monte aqui em casa. 
Voltei para casa e fiz um caldinho verde meio nordestino, coloquei carne seca no lugar da linguiça portuguesa, ficou bom.
Agora me deu fominha, o caldinho verde é light e não dá muita "sustança".
Acho que vou comer uma granola com leite de soja. Delícia!
Queria mesmo era uma pizza quatro queijos, uma lasanha, umas esfihas, uns kibes e umas tortas de limão. Só isso.
Mas haja colesterol!
Posso não.
O bicho já está pegando, imagina se eu abusar de mim?!
Chove lá fora, graças a Deus. Assim a praga do moleque não vai ficar na rua fazendo barulho. Assim seja.
É isso.

                              

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Modernidade e Lasanha

                                    

Fiz lasanha; estava com fominha, com vontade de comer alguma coisa com "sustança" e estava cansada e enjoada de arroz integral, leguminhos e soja.
Mesmo com tudo isso light, diet, natureba e sem graça, continuo pesadona. Soma-se a idade à Acromegalia e: Lascou-se!
Hoje as lasanhas estão bem mais fáceis e práticas de fazer, basta colocar/montar na forma com bastante molho e fica pronta em alguns minutos.
No nosso tempo lasanha era feita somente em ocasiões especiais; dava um trabalho do caramba.
Era preciso colocar a água para ferver, como se faz com o macarrão, depois colocar a lasanha, esperar cozinhar, colocar em água fria para não grudar e depois montar. Ufa!
Mesmo assim, muitas vezes a massa grudava e quebrava, mas com bastante queijo, presunto e molho, ninguém percebia e comia de lamber os beiços.
Era bom demais.
Papai, muito do zóião, encheu o bucho com lasanha, pernil, peru e todas as guloseimas natalinas e o resultado dessa gula toda foi um mal estar danado. Mamãe fez chá de boldo e deu-lhe um Sonrisal e papai para justificar o olho maior que a barriga, disse: "Foi a lasanha que me ofendeu-me".
Claro.
Hoje a "mudérnidade" facilita a vida, e muito.
Mas mamãe era avessa à modernidade; ela não usava a batedeira para fazer os bolos, os batia à mão, dizia que ficavam mais fofinhos.
Mamãe também não colocava a roupa diretamente na máquina de lavar, ela lavava no tanquinho, batia, batia e batia e só colocava na máquina para enxaguar e torcer. Ela dizia que a máquina não lavava direito.
Mamãe tinha um zelo tremendo quando ia lavar roupas.
Mamãe cortava os legumes e verduras com a faca e a tábua de corte, não usava o aparelho moderno que lhe dei e que ralava coco e queijo, quebrava gelo, moía, picava, cortava...
"Mãe, é pra senhora usar! Não é para ficar de enfeite!"
"Mas eu não me dou-me com essas coisas mudérnas, filha"
Mamãe chamava o processador de alimentos de "suculenta"; sabe lá Deus por quê.
Será que usei o porquê correto? Na língua inglesa usa-se dois porquês, uma para pergunta e outro para resposta. Exemplo: Why (pergunta), Because (resposta)
Mamãe.
Saudade arretada!
É isso.

                                 

                               

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sustança

                                            


Estava com fome e evitei tomar café da tarde para não estragar minha janta.
Cozinhei feijão e temperei bem temperadinho, do jeito que mamãe gostava; fiz arroz e fritei linguiça fininha com ovos e cebola. 
Fiz meu prato e depois coloquei tudo na frigideira e misturei com farofa. Ficou uma gororoba deliciosa!
Adoro aquela "graxinha" que fica no fundo da frigideira.
Tudo acompanhado por suco natural de melancia; evito sucos em pó e os de caixa, são muito doces.
Enchi o buchinho com comida que dá sustança (substância). Faço isso uma ou duas vezes por semana e nos outros dias como arroz integral com legumes cozidos. Mas dá uma fominha depois!
Eu me comporto bem, procuro evitar abusos (só de vez em quando, ninguém é perfeito).
E assim vou levando: arroz integral, grãos, granola, soja e cereais alguns dias e comida com sustança em outros.


                                            


                                       

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sustança

                                              


Consegui dormir bem ontem. 
O cansaço e a sonolência causados pelo remédio permitiram-me uma boa noite de sono.
Acho que foi para compensar o que viria depois: dor de cabeça e mal estar.
Acordei bem, mas alguns minutos depois a cabeça começou a doer e me incomodou o dia todo. 
Mas o incômodo maior estava por vir e ainda continua: vizinho celebrando aniversário com churrasco e música alta, claro. O detalhe sórdido fica pelo fato de a festa acontecer no meio da rua, literalmente. O simpático e barulhento vizinho colocou o som na garagem, a churrasqueira na calçada e os convidados circulam livremente enquanto se servem. Legal, né?
Pessoas sentadas na minha calçada, crianças tentando pegar meus gatos pelas grades do portão, a fumaça do churrasco adentrando minha humilde residência e a horrenda música a tocar. Agora a pouco cantaram parabéns para o infame; será que significa que a festa está perto do fim?!
Não, não acredito. Esse povo é barulhento e exagerado e a festa vai noite adentro. Veremos...
O rega bofe começou às 14hs e continua firme e forte até agora, 20h30.
Bom...
Tentei descansar, dormir um pouco, mas não foi possível.
Meu irmão Fubá, Preta e a bela adormecida Rafaela passaram por aqui.
Como não consegui descansar, decidi cuidar das minhas plantas. Troquei algumas de vasos, podei outras e reguei a todas.
Fiquei com fominha e cozinhei jerimum (abóbora), fiz cuscuz nordestino (fubá, farinha, água e sal e cozinha no vapor) e fiz leite em pó.  Depois de pronto, comi. 
Coisa boa. Dá a maior sustança (substância).
O camarada come um bom cuscuz com jerimum, ou macaxeira, ou batata doce e com um bom xicrão de café e terá sustança para aguentar o dia todinho. Graças a Deus.
Se tiver um queijo coalho assado na brasa e uma tapioca feitinha na hora, aí é que a coisa fica muito mais melhor de boa. Ave Maria.
Sinto que vou precisar de muita sustança para aguentar o barulho que pelo jeito vai longe.