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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Detalhe

Mar e céu cinzentos. Lindos.
                                    


Muita chuva ontem e continua hoje.
A calha não aguentou tanta água e transbordou; tive um trabalhão para empurrar os móveis, limpar, secar...
Obviamente amanheci moída, como diz meu cunhado Pepê, e tive dificuldade para andar; os ossos doíam tanto.
Tomei um dos remédios para o tratamento da artrose e deu uma pequena aliviada.
Para variar, mais uma noite insone. Pensei que após todo o cansaço por ter empurrado móveis e trabalhado bastante na casa eu conseguiria dormir. 
Liguei a TV, mas é uma chatura só. De madrugada são exibidos programas religiosos, canais de vendas de bugigangas e inutilidades domésticas, desenhos animados muito violentos, filmes chatos e canais de sacanagem. Não dá! Definitivamente não dá!
A programação começa a melhorar a partir das quatro da manhã com o Jornal do SBT e depois com o Telecurso que é exibido pela TV Globo, TV Cultura e Canal Futura. Depois vem o Globo Rural e os jornais matinais.
Por essas horas dou uma cochilada e lá pelas oito eu levanto e sigo minha rotina de alimentar gatos e peixes, limpar o quintal dos gatos, dar os remédios para os gatos, sair com meu possante por aí entre bancos, laboratórios, exames, supermercados e pet centers. Minha vida social é muito animada!
Quero ver o mar e hoje o dia está lindo e propício para isso: cinzento e chuvoso.
Não gosto de torrar sob o sol e depois ficar vermelha que nem um camarão; gosto de caminhar pela praia e admirar a beleza furiosa das águas do mar.
Acho lindo quando o céu e o mar se encontram lá no horizonte e parecem um só.
Preciso mandar fazer a revisão do possante mas só me falta um detalhe insignificante: dinheiro.
Se eu fosse bonita, poderia ser uma dessas mulheres frutíferas desfrutáveis por aí ou periguete, que está na moda. Ou ainda ser uma celebridade que paga para ser fotografada em um flagrante "exclusivo" e ficar mais famosa ainda e ganhar dinheiro com isso. Outro modismo que vi ao zapear pelos canais abertos foi um grupo de moças com corpão, peitão e bundão a lavar carros em uma lava rápido. Quanta criatividade!
O que falta inventar?
Como não sou nada disso, graça a Deus, só me resta torcer e pedir para ganhar na Mega Sena.
Tenho jogado.
É isso.

                                     

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Conjunto, Agasalho, Esquente

Paulista
                                        

Choveu, esfriou e fez um lindo dia cinza hoje. 
Quem me dera ver o mar, meu doce mar, num dia tão lindo como esse.
Gosto de sol, sim, mas não desse sol escaldante que me deixa suando em bicas e vermelha que nem um camarão.
Bom...
Observo as pessoas na ida e na volta do consultório médico e estão todas agasalhadas, encapotadas e encolhidas. Pensei comigo: "Paulista é assim mesmo, basta cair uma gota de chuva ou baixar um grau na temperatura que todo mundo veste roupas de inverno".
E pensando em inverno, lembrei de nossos uniformes escolares, eram dois: o de verão e o de frio. Mamãe dizia que era "liforme de calor e liforme de frio".
Dizíamos "conjunto" para os agasalhos constituídos de calça comprida e blusa de manga comprida, alguns tinham capuz. 
Lembro que sabíamos a qual escola pertencia tal aluno só pelo número de listras em seus "conjuntos", por exemplo: O "conjunto" da escola Heróis da FEB era de um azul anil com duas listras finas e o conjunto da escola Coronel Romão Gomes era de um azul mais claro e três listras largas. Sabíamos se a molecada conhecida estudava no Heróis ou no Romão só pelo tipo de conjunto que usava. Época boba e engraçada.
Mamãe vendia roupas e as pessoas perguntavam se ela tinha agasalhos e em dúvida, ela nos perguntava: "Agasalho é conjunto, é?"
Estávamos em Buíque, Pernambuco, e lá faz bastante frio nos meses de inverno; a cidade está a setecentos e noventa e oito metros acima do nível do mar. Mamãe voltava da casa de uma das sobrinhas que diz para a filha: "Bote um esquente no menino". Estranhamos.
Mamãe perguntou o que era esquente e ficamos sabendo que esquente, conjunto e agasalho são a mesma coisa.
Um só país, uma só língua, mas tanta variedade.
É isso.