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terça-feira, 1 de março de 2016

Feliz

                                   Resultado de imagem para caminhando na praia


Há tempos estava com vontade de ver o mar e há tempos vinha tendo o mesmo sonho:eu com muita vontade de entrar no mar ali tão perto, mas sempre acontecia algo que me impedia. 
Por que será? Por que nunca consigo entrar no mar mesmo estando tão perto dele? Por que as pessoas e as situações no sonho me impedem de me aproximar do mar? Eu tenho tanta vontade, mas não posso, não consigo.
Viajamos para Ilha Comprida no Carnaval; fiquei tão feliz, finalmente vou ver o mar!
Mas acontece que eu não consigo andar com minhas próprias pernas, preciso de andador e cadeira de rodas. Decepção, desapontamento, revolta.
Mas acontece que mesmo com toda dificuldade, entrei no rio com cadeira de rodas e seja lá o que Deus quiser.
O rio chamou o mar, que veio ao meu encontro, e brincamos naquelas águas tão lindas e tão queridas.
Não tive mais os sonhos impossíveis e entendi que por enquanto não posso entrar no rio ou no mar com a liberdade que outrora tive, dependo da ajuda de pessoas e equipamentos. Era isso o que os sonhos queriam me dizer.
Sempre sonho andando, caminhando, livre e feliz. Indo à escola, na sala de aula com os alunos, feliz. Dirigindo, feliz. Cozinhando guloseimas, feliz. Cuidando das plantas, feliz.
Permita Deus que esses sonhos bons queiram me dizer que um dia se realizarão e eu voltarei a andar, a ser livre e feliz.
É isso.



                                           Resultado de imagem para encontro de mar e rio ilha comprida

segunda-feira, 30 de março de 2015

Ilha

                                Resultado de imagem para o homem não é uma ilha



Toda segunda-feira tem mini culto na casa da vizinha antipática, metida, que não dá um bom dia a ninguém e que se acha muito linda, sexy e maravilhosa.
O evento começa por volta das sete da noite e vai até as dez horas; é dose!
Gritaria, cantoria desafinada, um suposto falar em línguas que mais lembra um pedido de comida árabe: kibe, esfiha, ralabibi, ralalala....
Isso são línguas? Na boa.
Preciso aumentar o volume da TV para conseguir ouvir. Quando começa a coisa, solto um "Ai, caramba!", e os religiosos sabem que estão incomodando e jogam indiretas: "Deus abençoe o vizinho do lado direito, esquerdo, da frente... Nós estamos falando a palavra e isso incomoda o inimigo". Incomoda mesmo, e muito!
Deus não é surdo, nem eu!
Inimigo? Eu? Já me chamaram de coisa pior e eu não estou nem aí.
Não dá para rezar ou orar em silêncio? Trocar uma ideia com o Criador na boa, só nós e Ele? Precisa dessa gritaria, desse exagero, da voz tremida que lembra a de um fantasma de filme de terror? Deus quer isso mesmo?
Já fui excluída do Facebook por expor minha opinião e olha minha cara de preocupada. Essas pessoas se acham muito especiais, superiores e melhores que os outros. Não aceitam críticas e opiniões, mas adoram falar mal das religiões dos outros. Hipócritas.
Querem impor aquilo que acreditam ser a mais pura verdade e se julgam possuidores dessa e toda a verdade.
Gente tão religiosa, mas que não ajuda um animal, não rega uma planta e ainda enche a paciência de quem faz isso.
Procuro respeitar a todos e suas escolhas, sejam elas religiosas, políticas, sexuais etc, mas exijo o mesmo respeito de volta.
Não incomodo ninguém com minha fé. Minha fé é silenciosa, é entre Deus e eu, pronto. Encontro Deus todas as manhãs quando levanto e agradeço por mais um dia.
Encontro Deus na beleza exuberante de minhas plantas, na luz do dia, nas nuances da Mãe Natureza.
Estou de saco cheio de gente que se acha muito correta e que quer impor sua religião goela abaixo. Estou de saco cheio dessa mesma gente que me critica por ter muitos gatos, que ameça meus gatos...
Não vou à casa de ninguém para criticar o que talvez considero errado, não ameaço nada de ninguém, nem bicho, nem planta, nem nada.
Bom...
O povo fervoroso foi embora, graças a Deus, e agora são os vizinhos do lado direito que tagarelam e isso vai até a uma da manhã. Estou entre uma piriguete que se acha muito linda e vizinhos que quebram o pau quase todo santo dia.
Quem foi que disse que o homem não é uma ilha?
Adoraria viver em uma ilha. Longe desse barulho todo, do exagero e da hipocrisia. O único barulho que eu queria ouvir era o som do mar bravio batendo nas pedras.
É isso.



                                     Resultado de imagem para mar batendo nas pedras

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Solar Amarelo

                                 


Uma noite tranquila, graças a Deus.
Como sempre, não consigo dormir uma noite inteira e tive que lidar com as dores nas pernas e coluna, mas não tive sonhos ruins. Que bom.
Sonhei que estava em um prédio alto e tive que descer para pegar alguns gatinhos cinzentos que estavam abandonados. 
Vi minha Aurora também, ela protegia os gatinhos.
Desci, fui para a rua e na hora de voltar não sabia qual era meu prédio. Andava pela rua de areia e que ao longe ficava o mar. Ao lado do prédio tinha um solar, casarão antigo, amarelo e que parecia ser um lugar de descanso para pessoas. Algumas pareciam estar em outro mundo, desligadas, alienadas...Todos me olhavam como se eu fosse maluca também. 
Deve ser porque estou lendo o livro "O Capa Branca".
Acordei mais leve e com a gataiada faminta e bagunceira à minha volta.
É isso.


                                  

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Pote

                                  



Feriado, dia da Consciência Negra.
Dia abafado, cinzento e com cara de chuva.
Mais uma noite mal dormida: bailes funk e dor no joelho direito.
Consegui pegar no sono lá pelas quatro horas da manhã e acordei ao som dos infames Patati & Patatá.
Levantei, alimentei a gataiada, fiz meu café e vou fazer algumas coisas pela casa enquanto tem água. A seca perdura.
Liguei o rádio e as músicas tocadas são quase todas tristes e/ou de dor de corno; dá não.
Já tenho minha fortíssima tendência à melancolia, dá não.
Desliguei o rádio e parei para escrever, um dos meus bálsamos.
Vontade de pegar uma estrada para qualquer lugar. Para lugares longe desse caos, onde o verde se manifeste e onde as águas corram livremente; seja rio, seja mar.
Sempre sonho que estou bem perto do mar e faço de tudo para ir vê-lo de perto e molhar meus pés em suas águas salgadas, mas tem sempre algo que me impede de fazê-lo. Tenho tido esses sonhos há muito tempo.
Quero e preciso ver o mar.
Há alguns anos, quando eu tinha saúde, eu dizia que quando tivesse um carro eu iria ver o mar sempre que tivesse vontade; hoje, tenho carro, mas não tenho saúde boa. 
Dirigir por muito tempo ou ficar muito tempo sentada me deixam entrevada e com mais dificuldade para andar. Lembro disso quando penso em me aventurar sozinha pelas estradas paulistas, paulistanas e brasilianas.
O legal de sair pelas estradas afora é o fato de poder parar quando der vontade e fotografar a paisagem e apreciá-la. Gosto muito disso.
Não bastava "apenas" a Acromegalia? Tem que ter essa doença degenerativa óssea besta?!
Leio, escrevo, cuido da gataiada e das plantas. Coisas que gosto muito também.
É isso.


                                   O que escrevo não é o que tenho;
                                    é o que me falta.

                                    Escrevo porque tenho sede e não tenho água.
                                    Sou pote.
                                    A poesia é água.


                                                              Rubem Alves.



                                                 
                                      



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Uma estrada até o mar

                              


Fim de semana chatinho, sem ânimo e com dores. Legal.
As dores aumentam gradativamente e minha coluna dói como costumava doer antes da cirurgia de artrodese.
Fiquei um tempo bem, sem dores e sem entrevamento, mas pouco tempo depois as dores e o entrevamento voltaram lentamente e têm se intensificado.
Minhas mãos doeram muito e não consegui dormir direito; grande novidade.
Fiquei com uma vontade grande de ir ao hospital, falar com médicos, reiniciar os tratamentos e tirar uma necessária licença.
Se o povo da minha escola tira licença por motivos fúteis, por que eu não posso?
Não está fácil e decidi me preocupar comigo mesma; não estou concorrendo ao prêmio "Gregor Samsa" do século.
Se o apontamento dos erros e as sugestões dadas foram ignorados e as pessoas que têm algum poder de decisão nada fizeram, o jeito é entregar pra Jesus. Vou fazer o quê?!
As pessoas se habituaram a viver/trabalhar no erro e parecem não gostar quando alguém com outra visão tenta lhes mostrar o que não querem ver.
Não vou me desgastar mais. Se eu tivesse saúde boa insistiria mais, mas não dá.
Uma colega de trabalho disse algo interessante e verdadeiro: "Pessoas da antiga como nós são mais sérias e responsáveis e se incomodam com coisas erradas".
Só podemos nos incomodar, porque fazer algo de concreto é praticamente impossível: tudo é barrado pela falta de boa vontade.
Vou cuidar de mim. Não posso mudar as pessoas, mas eu faço minha parte: trabalho honestamente e trato as pessoas com educação e respeito, sejam elas uma simples faxineira ou um simples gestor.
A gente fica mais doente ainda e nada muda. Não é problema meu se faltam funcionários e os poucos que têm ainda fazem corpo mole; alguns.
Sou professora e deveria trabalhar na sala de leitura com os alunos, minhas paixões.
Lugar de professores não é na secretaria fazendo serviço burocrático, disse outra colega também insatisfeita.
Mas se acomodaram à situação e atitude nenhuma é tomada.
Vou cuidar de minha saúde e só posso lamentar se faltam funcionários. Vou me solidarizar com os pais simples e humildes que são tratados com impaciência e grosseria pelas outras distintas funcionárias.
Depois acham ruim quando 99.99% das pessoas reclamam dos funcionários públicos!
Parece que é um requisito obrigatório: para ser funcionário público tem quer grosseiro, estúpido, impaciente, mal educado e preguiçoso. Há raras exceções e eu sou uma delas, pois trabalho com todas minhas limitações e nem por isso desconto meus problemas nas pessoas que vão à escola para tratar da vida escolar sua ou de seus filhos.
Frustrações e decepções pesam e cansam e meu corpinho acromegálico já está exausto.
Minha vontade é dirigir por uma estrada até o mar.
É isso.


                                       

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Luar de Prata

                                 



Tive um sonho tão bonito hoje. 
Sonhei com um mar bravio, revoltoso, de furiosas águas azuis prateadas com um caminho prateado feito por uma linda e gigantesca lua prateada.
Preciso ver o mar.
Deus, Povo lá de Cima e o Povo das Águas, tirem de mim essas dores e essa doença infame e devolvam-me minha saúde. 
É tudo que peço.
Deus, meu Deus.
Que os médicos encontrem uma solução para meus problemas, que a doença seja curada e saúde restabelecida.
Amem.
Agora eu vou.
Boa noite a todos.


                                    
                                       



                                      

sábado, 27 de abril de 2013

Clara Nunes

                                     

Mamãe gostava de Clara Nunes e eu também.
Gostava de suas músicas cheias de paixão, beleza e religiosidade.
Clara Nunes se dizia Espírita e cultuava as religiões afrodescendentes  como o Candomblé e a Umbanda. Belíssimas religiões.
Eu cantava as músicas de Clara Nunes para minha sobrinha Maria Julia quando ela era pequena e ela adorava.
Clara Nunes partiu muito cedo, pouco tempo antes de completar quarenta anos.
Assisti documentário homenageando Clara Nunes e adorei rever a bela cantora e sua música impregnada de elementos étnicos religiosos. Lindo.
Ela vestida de branco, cabelos enfeitados com flores e cantando em frente ao mar, meu doce mar. Muito lindo.
Cantando com Paulino da Viola, a Elegância do Samba.
Cantando ao som de atabaques, cantando É doce morrer no mar, de Dorival Caymmi. 
Foi bom ouvir boa música. Muito bom.


                                  




domingo, 17 de fevereiro de 2013

Paraty

                               


Paraty é uma cidade histórica que fica no litoral do Rio de Janeiro.
O casario colonial, conhecido como Centro Histórico, é o que dá mais charme e graça ao local.
Tenho muita vontade de conhecer Paraty, principalmente durante FLIP, Festa Literária Internacional de Paraty. Será a união de várias paixões: livros, mar e cidades históricas.
Zapeava pela TV e vi reportagem sobre Paraty com a forçadamente carioca Angélica, que nunca come a comida preparada pelos entrevistados; só finge que come. 
A cidade é simplesmente linda e gostei de saber que tem um vendedor de doces! Angélica comprou um doce de coco que parecia estar divino.
Quero ir e vou a Paraty e a outros lugares. Vou mandar fazer a revisão do possante e dos meus joelhos com artrose. Dirigir com segurança e responsabilidade é preciso.
Não sei ainda quando nem como, mas eu vou.
É isso.

                      
                                  
                                 

                            

sábado, 15 de dezembro de 2012

Chove lá fora

Chove lá fora... e aqui dentro também.
Minhas plantas estão tão verdinhas, fresquinhas, viçosas, lindas mesmo.
Faz um dia lindo; adoro dias assim. Adoro dias chuvosos.
Adoro ver o mar em dias cinzentos e chuvosos.
A gataiada dorme espalhada pela casa e Alice já se apoderou de seu fofo e quentinho cobertor azul.
Preciso comprar ração e algumas frutas. Adoro frutas.
Ainda estou aperreada, avexada, agoniada, preocupada... 
Mas como dizia meu avô Paipreto: "Não cai uma folha de mato sem que Deus permita. Para tudo tem um motivo, minha filha".
É isso.
Chove muito lá fora.





Me chama    

Lobão

Chove lá fora
E aqui tá tanto frio
Me dá vontade de saber...
Aonde está você?
Me telefona
Me Chama! Me Chama!
Me Chama!...
Nem sempre se vê
Lágrima no escuro
Lágrima no escuro
Lágrima!...
Tá tudo cinza sem você
Tá tão vazio
E a noite fica
Sem porque...
Aonde está você?
Me telefona
Me Chama! Me Chama!
Me Chama...
Nem sempre se vê!
Mágica no absurdo
Mágica no absurdo
Mágica!...
Nem sempre se vê!
Lágrima no escuro
Lágrima no escuro
Lágrima!...
Nem sempre se vê!
Mágica no absurdo
Mágica no absurdo
Mágica!...
Nem sempre se vê!
Lágrima no escuro
Lágrima no escuro
Lágrima!...

domingo, 18 de novembro de 2012

mundo

                             

Estou cansada.
Cabeça dói, ossos doem.
Muitos problemas, mas quem não os têm?
Sinto-me tão só.
Queria caminhar por aí; por estradas sem fim, pela praia, ver o mar...
Caminhar e não mais voltar.
Quando eu partir desse mundo quero voltar mais não.
Que eu doa tudo o que tenho para doer para poder partir em paz, quando chegar a hora de ir. 
Partir sem deixar nada para trás, sem nada dever para não ter que voltar. Quero voltar não, a vida dói demais.
Quero voltar não, acho que paguei o que devia. Paguei e ainda estou pagando pelos erros cometidos noutras vidas e cobrados ainda nessa vida.
Quero caminhar pelo mundo afora, pelos mundos, planetas, universos e galáxias sem fim.
Caminhar pelos oceanos gélidos, pelos mares tropicais, pelos sertões, pelo mundo...
Guerreiros também cansam, doem, sangram, choram...
Amanhã é outro dia e a batalha continua.
É isso.