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terça-feira, 26 de maio de 2015

Gente

                                 Resultado de imagem para gatos e plantas


Mais uma tarde cinzenta e fria.
Mais um dia que passa.
Estou cansada dessa vida chata, sempre trancada dentro de casa.
Os gatos me fazem companhia e eu falo com eles, brigo, dou broncas, mimos, carinhos...
São terríveis e estão acabando com o que restou das plantas após a poda radical feita pelo amigo do meu cunhado. Fi duma égua!
Toda quarta-feira eu ia ao Carrefour da Vila Maria/Vila Guilherme; é um hipermercado bastante caro, mas a facilidade e conveniência compensavam a carestia. 
É tudo térreo, tem a loteca onde eu pagava algumas contas e ainda fazia uma fezinha. Toda quarta-feira é dia de ofertas e de produtos mais frescos e eu adorava comprar minhas frutas, verduras e legumes.
Comprava também algumas plantinhas em oferta: flores miúdas, folhagens e até belíssimas orquídeas.
Mas agora...
Voltarei a fazer tudo isso e mais um pouco, tenho fé.
Tantos problemas, tanta gente ruim, tacanha, fria, desumana...
O mundo não é complicado, as pessoas são.
É isso.


                                        Resultado de imagem para orquidea

domingo, 1 de março de 2015

Agradar

                                Resultado de imagem para pintura em tecido


Domingo cinzento e triste. Ontem foi igual.
Parece que o verão está antecipando sua ida e o outono vem chegando mais cedo.
Gosto dos dias mais amenos e com céu azul, dias cinzas deixam tudo cinzento também. Ando meio cinzenta ultimamente.
Fui à casa da minha irmã e fui de táxi. As pernas ficaram mais fracas e pesadas depois do exame; acho que vão melhorar com o passar dos dias.
Bom...
Levei tintas para tecido, panos de prato, pincéis e estêncil (moldes) para pintar com minha sobrinha Beatriz e fizemos muita arte, literalmente. Ela me pediu para deixar todo o material por lá e que depois eu pegaria, claro que deixei.
Liguei e falei com ela hoje e perguntei o que estava fazendo: "Estou si preparando para pintar".
Beatriz adorou a novidade artística. Eu também.
Vou comprar mais panos de prato, tintas e pincéis. Pintar, desenhar e qualquer outra forma de arte é uma ótima terapia para nos animar e proteger do cinza que a vida às vezes nos impõe.
Beatriz me convidou para ir ao Shopping Tucuruvi, mas eu declinei educadamente. Não estou muito bem hoje e só fui ontem à sua casa porque não consigo dizer não à essa galega terrível, linda, inteligente, esperta e que gosto tanto.
Estou cansada, dolorida e irritada com todas essas dores, entrevamento e problemas de saúde. Que droga!
Quero fazer as coisas no meu ritmo, mas as pernas não me acompanham. O andador é um trambolho necessário, já que a bengala não dá o mesmo suporte de antes.
Porcaria de doença rara dos infernos!
Ter uma doença rara faz de mim uma raridade?
Fez friozinho de madrugada e a gataiada quis ficar perto de mim; tão lindos.
Vou temperar as sardinhas que ganhei da minha irmã e depois fritá-las. Adoro.
Legal quando as pessoas pensam em nós e procuram nos agradar com aquilo que gostamos.
É isso.




                                     Resultado de imagem para sardinhas fritas





domingo, 30 de novembro de 2014

Desafio

                               


Domingo cinzento; nem calor nem frio.
Gatos alimentados e meu café tomado.
Trabalhei bastante pela casa ontem e o joelho direito doeu muito. Usei um forte produto de limpeza que contem muito cloro e agora estou espirrando bastante.
Fui ao bingo na casa da minha irmã e foi divertido, como sempre.
Voltei para casa e senti um enjoo e tontura: "Mas o que foi que comi?". Era a pressão que estava alta e dessa vez não senti o habitual "soco" na nuca; novos sintomas.
Falta pouco para o fim do ano letivo, vai até dia dezoito de dezembro, e depois vou voltar à rotina de médicos, exames, consultas etc...
Quero concluir esse ano, prometi a mim mesma, e vou conseguir. Auto desafio lançado, aceito e perto de ser concluído.
Bom...
Vou ficar de boa hoje, como dizem os alunos. Vou replantar a mudinha de cróton e o milho. Estavam tão verdinhas, mas Ébano Nêgo Lindo deitou-se sobre elas com seus mais de cinco quilos.
Melhor fazer um jardim suspenso.
É isso
.


                                      

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Inverno ou Verão

                                



Cinza, frio, inverno.
Gosto dos dias ensolarados, e sem muito calor, mas confesso que tenho certa predileção por dias frios, cinzas, chuvosos, melancólicos...
A maior parte de minhas lembranças, emoções, sensações, memórias têm relação com dias nem tão bonitos assim.
Tudo começou com nossa chegada a São Paulo; era frio, era cinza, chovia...
Sou cinza, chuvosa, melancólica algumas vezes.
Lembranças e saudades de lugares por onde passei e vivi. Uma saudade dolorida, até. 
Se não fosse o fato de mamãe ter morrido tão repentinamente. Se não fosse essa minha doença besta. Se não fossem algumas coisas, tantas coisas...
A vida é feita de escolhas e às vezes a gente faz umas escolhas meio erradas.
Vontade de ver o mar. Adoro o mar em dias cinzentos, frios e chuvosos; fica mais bonito.
Queria caminhar pela beira da praia e molhar os pés nas águas do mar e não me importa se está frio ou calor, se é inverno ou verão.
Vou preparar algo para comer, tenho fome agora. Tomei café e comi bolacha na escola e a senhorinha da cozinha trouxe um suco de frutas com leite, não gostei.
Pensei que era apenas o suco de frutas, mas li a embalagem e vi que tinha leite. Dei uma golada e joguei o restante fora.
Loretta aconchegou-se no meu colo e está cada dia mais bonita, saudável e sapeca. O pelo cinzento cresce, os olhos azuis redondos e expressivos, a carinha linda.
Acho que estou precisando de cafeína.
É isso.



                                   

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Redemoinho

                             


Levantei cedo, como de costume, e pensei em voltar para a cama por alguns minutos; bobagem.
Já estava de pé e comecei a seguir a rotina matinal: banho, café, cuidar dos gatos.
Estava bem escuro e com jeito de chuva e o sol até apareceu mas logo veio um vento forte e trouxe nuvens cinzentas de chuva.
Está frio e venta bastante e estou aguardando o entregador da casa de ração; ele esqueceu de trazer a areia sanitária dos gatos!
Queria me deitar, tomar os remédios e me deitar, mas tenho que esperar o entregador.
A pressão continua alta, mesmo com os remédios, e a cabeça dói, ferve, lateja.
Olhava o bailar das folhas das árvores ao sabor dos ventos caprichosos; belíssimo espetáculo da Mãe Natureza.
O rodopio, as folhas e flores a bailar, as ruas e calçadas cobertas de branco, verde, rosa... Tem gente que odeia tudo isso e reclama da "sujeira" que as árvores fazem!
Árvore fazendo sujeira?!
Derrubam, cimentam e contribuem para com o cinza da cidade. Quanta ignorância!
Não sabem apreciar o belo e o simples das coisas.
Ventos, frio, folhas, flores e passarinhos cantando... Me entreguei a esses encantos naturais por alguns minutos antes de ir ao trabalho.
Às vezes acho que venho de algum lugar ou tempo distantes; um lugar frio, cinzento, com florestas que mudam de cor durante as estações e com pessoas que respeitam e apreciam a beleza de tudo isso.
Sei lá.
É isso.


                                 

sábado, 22 de março de 2014

Bom

                                 


Parei um pouco para escrever e para ler as mensagens e votos de um Feliz Aniversário.
É bom ler, ouvir, receber bons votos, boas energias, bons pensamentos...
Acredito na Lei do Retorno e desejo em dobro todas as coisas que me desejam.
Mas, principalmente, peço a Deus, à Força Criadora do Universo, que todos tenhamos alimento sobre nossas mesas, um teto sobre nossas cabeças, saúde, alegrias e paz. Amem.
Recebi ligação da minha irmã Rosi com o Pepê e a linda e terrível Beatriz; adorei.
Estou zanzando pela casa, arrumando uma coisa aqui, lavando/limpando outra ali, parando para tomar meu café forte e doce na medida, paparicando a gataiada e tudo isso ao som do bom e velho Rock 'n' Roll.
Essa noite dormi, ou tentei dormir, ao som do Funk Proibidão. Músicas, se é que se pode chamar esse lixo de música, com letras pornográficas e recheadas de palavrões. Acham que nossos ouvidos são penico ou pensam que compartilhamos do mesmo mal gosto e falta de educação que fazem questão de exibir.
Estou separando roupas, coisas, objetos que não uso mais para doar; reciclar é preciso. 
Reciclar-se é preciso.
Faz um dia cinzento, nublado e com cara de chuva, como é praxe no Outono e no dia do meu aniversário. Acho que é por isso que sou mais na minha, meio tímida... Sei lá.
Vou lá dar continuidade à minha reciclagem: roupas, objetos... mas meus livros nunca!
É isso.


Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas...
Que já têm a forma do nosso corpo...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares...
É o tempo da travessia
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado, para sempre,
À margem de nós mesmos.


                                              Fernando Pessoa



                                        

segunda-feira, 3 de março de 2014

Onírico

                                     


Março chegou trazendo suas águas. 
Março traz dias nublados, cinzentos e chuvosos. Precisamos da chuva; estava tudo tão seco.
Ontem fui à casa da minha irmã Rosi para um delicioso churrasco maravilhosamente preparado pelo cunhado Pepê. Churrasco, farofa, salada, arroz e até uma cervejinha!
Gelada, deliciosa e que combina mais que perfeitamente bem com uma carne salgadinha. Adoro doces mas o sal é minha perdição.
Levei mousse de morango (Danoninho caseiro) de sobremesa e minha cunhada Preta levou manjar branco com bastante coco.
E para arrematar, o café forte e amargo da minha irmã.
Fim de tarde cinzento com algumas aberturas de sol, tão lindo. Trechos com nuvens carregadas e outros trechos de céu azul. 
Uma luminosidade onírica, bonita, calma, tranquila...
Parei por um momento para apreciar essa beleza simples e natural.
Entrei em casa, alimentei os gatos e viajei pelas páginas de "Incidente em Antares" de Erico Verissimo.
Amo a Natureza, os livros e as coisas simples.
É isso.


                                     


                                 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Como o dia de hoje...

                                     


Choveu, graças a Deus.
Temperatura mais amena e céu nublado; gosto assim.
Assisti ontem ao programa "O mundo segundo brasileiros" e foi falado sobre a Finlândia. País organizado, bonito, gélido... do jeito que eu gosto.
Cada vez mais me certifico de que vim a esse mundo como punição e tenho que pagar pelas ruindades que fiz em outras vidas; só pode ser.
Nasci em um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. 
É... bonito, quente, desorganizado, corrupto, péssima distribuição de renda...
Se for pensar bem, a coisa vai longe.
Deixa pra lá.
Ontem fez um calor insuportável. As roupas lavadas secaram em minutos e já que estava com a mão na massa, aproveitei para regar as plantas, lavar o quintal e ainda lavei os panos de chão no tanque mesmo. Cansei e tive que me sentar por alguns momentos. 
Gatos disputando meu colo, destruindo minhas lindas plantas e assim foi a tarde. Clara Blue, minha Clarinha, deitou-se no vaso e sobre a plantinha, amassou tudo.
A terra úmida em um dia quente foi convidativa para aliviar o calor. O resto da gataiada espalhada pelo quintal úmido e fresco. Imagina aguentar temperatura quente com aquele pelo todo!
Terminei e fui para a sala e para variar, adormeci no sofá. Fui acordada pelo toque do telefone.
Tomei banho, jantei e tomei litros de suco de melão com limão, bem gelado.
Assisti ao telejornal, à novela e ao CQC, que já foi melhor. O programa piorou depois da entrada dessa moça que ri das próprias piadas sem graça, a Dani Calabresa. Ela parece seguir o mesmo humor colegial e bobo de Danilo Gentili, com piadinhas de duplo sentido e com conteúdo chulo e sexual. Também não simpatizo muito com o tiozinho com jeito e cara de tarado que supostamente analisa e diz se os ilustres convidados, ligados à uma máquina, estão falando a verdade ou não.
Já faz tempo que o humor brasileiro deixou de ser pastelão, como no tempo dos Trapalhões, e inteligente como nos tempos do Jô Soares e do Chico Anysio. Infelizmente.
Já falei sobre isso aqui.
Outra coisa que está ficando chata é a personagem de Tatá Werneck na novela das nove. Essa moça fazia papel de boba alegre na extinta MTV e agora se supera como a periguete que quer se dar bem na vida e sem muito esforço. Mas a graça acabou e têm horas que é difícil entender o que ela fala. O falar rápido demais, associado ao forte sotaque carioca e aos enormes dentes da moça enfiados em uma boca pequena não dá muito certo, fica inteligível. Na boa.
Fazia tempo que eu não implicava com alguém.
Mas essa moça tem boas qualidades: ela pega gatos de rua e os abriga em sua casa. Isso é muito bom. 
Bom...
O Natal está se aproximando e isso me deixa meio triste e, pelo jeito, vou passar mais uma noite natalina sozinha, zapeando pelos canais de TV à procura de algo que não seja mais um especial de fim de ano. Afe!
Estou cansada e meio cinza e chuvosa, como o dia de hoje.
É isso.


                                    



sábado, 9 de novembro de 2013

Cor

                                



Céu azul. Dia quente e bonito.
Trabalhei bastante pela casa e isso foi e é bom.
Lavei roupas, limpei o quintal dos gatos, apreciei minhas belíssimas plantas, mimei meus gatos e preparei guloseimas calóricas e deliciosas.
De vez em quando pode.
Tenho tido dias cinzentos, chuvosos e tristes e não apenas no sentido figurado. 
Se as coisas tivessem cor, a tristeza seria cinza. Cinza chumbo; cinza pesado.
Mas trabalhar é o melhor remédio e funciona bem comigo.
O primeiro passo é sempre o mais difícil, mas uma vez dado, tudo fica mais fácil.
Quando eu era criança dizia para mim mesma que nunca seria ou ficaria triste e detestava as personagens choronas das novelas antigas; era um dramalhão danado. Mas eu cresci e entendi.
Já falei sobre o tema aqui.
Bom...
Trabalhei bastante e o dia passou rapidinho.
Muito trabalho ao som da boa e velha MPB e do bom e velho Rock 'n' Roll.
Falei sobre guloseimas...
Fiz pudim de abacaxi, o favorito de papai, meu cunhado Pepê, meu irmão Fubá e outros membros da família.
Fiz também creme gelado de abacaxi que, segundo consta, tem muitos fãs.
Hoje me "baixou" Dona Benta, como dizia mamãe quando me via na cozinha às voltas com panelas, formas, colher de pau e ingredientes.
Adoro cozinhar. Adoro preparar guloseimas doces e deliciosas. Faço de bom grado e o resultado costuma ser bom.
É noite agora e está tudo bem.
É isso.


                                   

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Saudades e Vontades

                                 




Muito frio.
Domingo fez trinta graus e na segunda-feira o tempo mudou radicalmente.
Dormi bem. Acho que meu corpinho estava com saudades da cama, do colchão e da companhia dos gatos.
Levantei às seis da manhã para tomar o primeiro remédio, como é praxe no hospital, e voltei para a cama.
Muito frio e cinza.
Alice cismou de dormir no meu travesseiro e eu tive que encontrar um jeito de convencê-la a se afastar mais um pouco: meu roupão fofinho.
Abro o roupão ao lado do travesseiro e Alice deita-se, massageia como se sovasse massa de pão. É interessante.
Levantei, fiz café e tapioca, arrumei algumas poucas coisas pela casa.
Cansei e me bateu um sono pesado; deitei-me com Ébano Nêgo Lindo envolto em meus braços e adormecemos juntos. Lindo.
Acordei com Boreal me chamando e percebi um volume estranho no peito dela; estranhei e me preocupei.
Aquele volume nunca estivera lá antes. O que aconteceu enquanto estive fora? Será que ela caiu? Correu na rua? Fugiu de algo ou alguém?
Passei os dedos por cima do inchaço, mas ela não demonstrou sentir dor.
Ainda bem.
Ligarei amanhã para o veterinário e agendarei uma consulta para Boreal e aproveitarei também para agendar sua castração. Devo também perguntar sobre a alimentação dos gatinhos que já estão com vinte dias.
O problema são as escadas do consultório veterinário.
Aqui em São Paulo parece que tornou-se um padrão: tudo tem escada, tudo fica nos altos.
Os funcionários da clínica sempre me ajudam a levar a gaiolinha com os gatos, mas o problema mesmo é subir e descer aqueles intermináveis degraus. Me cansa bastante.
Bom, vou fazer um chá e tomá-lo com bolachinhas de polvilho que derretem na boca e com algumas bolachinhas "cremi cráqui". Adoro.
Estou com vontade de comer carne de panela com legumes e muitas frutas também.
Adoro frutas.
É isso.


                                     


                               


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Cidades

                                     



Mais um dia frio, cinzento e com a cara de São Paulo.
Li um artigo falando sobre as dez cidades mais feias do mundo e São Paulo estava nessa lista. Discordo!
São Paulo entrou na categoria de as cidades mais feias por ter muito cimento, muito cinza, muito trânsito...
São Paulo é a cidade que não para, que trabalha, que tem pressa, que faz! Desculpa aí.
O autor do artigo ainda disse que toda a beleza parou e ficou só no Rio de Janeiro.
Desculpa aí de novo!
Não conheço o Rio e não tenho nada contra o Rio, afinal de contas, São Paulo e Rio de Janeiro fazem parte do Brasil, mas dizer que toda a beleza ficou só no estado carioca/fluminense já é demais.
Esse autor conhece o Norte/Nordeste? O Centro-Oeste? O Sul do país?
Em cada região do Brasil há belezas imensuráveis!
O Rio é lindo sim, mas tem lá seus problemas também, como todos os outros locais têm.
Meu Santo São Paulo é lindo sim! Mesmo com seu cimento e asfalto em excesso, com seu cinza, seu frio, sua cara carrancuda de quem vive com pressa porque trabalha muito. Alguém tem que trabalhar!
O problema de São Paulo, ou um dos problemas, foi a construção/criação de alguns bairros que por sua vez cresceram de forma desordenada. 
São ruas de ladeira e estreitas demais que não permitem a passagem de veículos maiores, como é o caso do gigantesco bairro de Perus.
Acho bonitinha e romântica a história dos bairros da Casa Verde e do Limão.
Segundo li, é assim: Antigamente os grandes terrenos eram divididos em glebas e depois foram formando-se vilas e bairros. 
Havia um pé de limão que ficava entre duas glebas e a primeira ficou conhecida como o Bairro do Limão e a outra como Casa Verde. A casa do dono das terras era verde e as suas filhas, moças casadoiras, ficavam na janela olhando o movimento, principalmente dos jovens mancebos que lhes faziam a corte. Eram as moças da casa verde. Bonitinho isso.
Mas voltando aos problemas de São Paulo...
São córregos, riachos, arroios e outras fontes de água que antes pipocavam por qualquer cantinho com algum verde e terra em São Paulo, mas que foram canalizados por debaixo da terra e por cima colocaram cimento e asfalto para dar lugar e passagem aos carros.
A natureza aquática de São Paulo das Águas não foi respeitada e por isso, quando chega a época das chuvas, é aquele transtorno na vida dos paulistas e paulistanos.
Um dia me perguntaram como podia eu viver em uma cidade dura, fria e séria como São Paulo se venho de um dos mais belos estados do Nordeste e eu respondi: Para o estrangeiro a beleza do Nordeste resume-se às belas praias, à boa comida e ao fácil turismo sexual, infelizmente. A realidade do Sertão seco, sem trabalho e sem condições de vida não é mostrada ao turista. O povo que no Sertão tenta viver, um dia acaba
 saindo de lá para tentar a vida em São Paulo e por lá fica.
Mamãe dizia que quem bebe da água de São Paulo, de Santo São Paulo não sai mais.
E quem deixa o Nordeste o deixa apenas fisicamente, porque o Nordeste vai dentro da gente e fica lá para sempre.
E eu carrego em mim o orgulho de ser Nordestina, de viver em meu Santo São Paulo e de um dia conhecer as belezas do Rio de Janeiro e de todos os outros estados da nação.
E ao cabra que chamou a cidade do meu Santo São Paulo de feia, é o seguinte: Feio é o seu preconceito, cabra besta!
Me arretei. Pronto.
É isso.


                                   

sábado, 15 de junho de 2013

Santa Catarina

                                


Dia frio e cinzento hoje, bem ao modo paulistano. Dias assim deixam São Paulo mais São Paulo ainda. Adoro. 
Venho lá do Sertão quente, seco, esquecido por Deus e pelos homens, principalmente, mas tenho uma queda pelo frio, pelos ventos frios, pelo cinza. Acho que sou assim meio cinza, não sou colorida, não sou de chamar a atenção.
Isso explica o gosto pelo frio, pelo cinza, pela chuva.
Sonhei hoje caminhando por uma cidade praiana muito bonita. Era uma cidade deserta, fantasma; não tinha moradores, mas tinha muita gente olhando o mar. As casas estavam abandonadas, havia algumas já bem destruídas, outras ainda intactas. Roupas no varal sacudiam fortemente ao sabor dos ventos. Ventava muito.
Mas eu percebia em minhas caminhadas por essa cidade que em uma determinada casa os ventos eram mornos e mais delicados e não entendia porque as roupas foram estendidas no varal do lado de fora, onde ventava bem mais forte e fazia muito frio.
As pessoas por ali nada falavam, apenas observavam o mar. Era como se um dia tivessem morado ali e foram apenas para visitar ou se despedir.
Era uma baía azul, com casa brancas de janelas azuis.
Os ventos me fizeram lembrar de Ilha Comprida (SP) e das praias de Santa Catarina.
A partir do litoral sul de São Paulo as águas são frias e o vento é mais forte. Estive em Santa Catarina durante o verão e lá os ventos são fortes e por isso atraem os surfistas. Durante a noite esfria bem e mesmo em dias ensolarados as temperaturas são amenas, bem opostas às esturricantes temperaturas do Norte e Nordeste.
Quero conhecer as praias do Rio Grande do Sul e quanto mais desertas e frias, melhor.
As pessoas vão à praia, principalmente no eixo Rio-São Paulo, para exibir seus belos corpos, seus biquínis e acessórios de marca; raros vão apenas para ver e apreciar o mar.
Eu aprecio e adoro o mar.
Vontade de pegar uma estrada para ir de encontro ao mar.
Quero conhecer a Praia da Joaquina, em Santa Catarina. Reza a lenda que Joaquina era uma rendeira que adorava o mar. Subia as dunas para fazer suas rendas enquanto olhava o mar e um belo dia uma onda veio e a levou. 
Bonita lenda.
Sei lá, dias frios e cinzentos me deixam mais cinza ainda.
Preciso ver o mar azul, verde, cinza...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Detalhe

Mar e céu cinzentos. Lindos.
                                    


Muita chuva ontem e continua hoje.
A calha não aguentou tanta água e transbordou; tive um trabalhão para empurrar os móveis, limpar, secar...
Obviamente amanheci moída, como diz meu cunhado Pepê, e tive dificuldade para andar; os ossos doíam tanto.
Tomei um dos remédios para o tratamento da artrose e deu uma pequena aliviada.
Para variar, mais uma noite insone. Pensei que após todo o cansaço por ter empurrado móveis e trabalhado bastante na casa eu conseguiria dormir. 
Liguei a TV, mas é uma chatura só. De madrugada são exibidos programas religiosos, canais de vendas de bugigangas e inutilidades domésticas, desenhos animados muito violentos, filmes chatos e canais de sacanagem. Não dá! Definitivamente não dá!
A programação começa a melhorar a partir das quatro da manhã com o Jornal do SBT e depois com o Telecurso que é exibido pela TV Globo, TV Cultura e Canal Futura. Depois vem o Globo Rural e os jornais matinais.
Por essas horas dou uma cochilada e lá pelas oito eu levanto e sigo minha rotina de alimentar gatos e peixes, limpar o quintal dos gatos, dar os remédios para os gatos, sair com meu possante por aí entre bancos, laboratórios, exames, supermercados e pet centers. Minha vida social é muito animada!
Quero ver o mar e hoje o dia está lindo e propício para isso: cinzento e chuvoso.
Não gosto de torrar sob o sol e depois ficar vermelha que nem um camarão; gosto de caminhar pela praia e admirar a beleza furiosa das águas do mar.
Acho lindo quando o céu e o mar se encontram lá no horizonte e parecem um só.
Preciso mandar fazer a revisão do possante mas só me falta um detalhe insignificante: dinheiro.
Se eu fosse bonita, poderia ser uma dessas mulheres frutíferas desfrutáveis por aí ou periguete, que está na moda. Ou ainda ser uma celebridade que paga para ser fotografada em um flagrante "exclusivo" e ficar mais famosa ainda e ganhar dinheiro com isso. Outro modismo que vi ao zapear pelos canais abertos foi um grupo de moças com corpão, peitão e bundão a lavar carros em uma lava rápido. Quanta criatividade!
O que falta inventar?
Como não sou nada disso, graça a Deus, só me resta torcer e pedir para ganhar na Mega Sena.
Tenho jogado.
É isso.