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terça-feira, 1 de julho de 2014

Eu me remexo muito

                              


Não sei de onde vem tanta insônia, meu Deus.
Tem gente que deita e em cinco minutos está roncando e "ressonando", como dizia mamãe.
Tem gente que deita de um lado e acorda exatamente do mesmo lado no dia seguinte; como pode?!
Eu viro, reviro, mexo, remexo...
Se deito sobre o lado direito do corpo fico com dor no joelho direito, mas ao virar para o outro lado a dor alivia. Estranho isso, por que será? Gostaria de saber por que isso acontece.
Os gatos têm mania de deitar sobre mim, mas eles são pesados e isso incomoda minha coluna. Por mais que eu tente convencê-los a não fazer isso, aí é que eles teimam em fazer!
Viro, reviro, mexo, remexo e nada do sono chegar.
Finalmente adormeço mas acordo com frio, fome e o pijama encharcado de suor em pleno inverno!
Levanto, troco de pijama, troco a cama e me canso. 
Como alguma coisa leve, geralmente gelatina, e volto para a cama e o mexe remexe continua.
Dia clareando e às vezes vou para a sala e ligo a TV nos jornais matinais; gosto da programação da sexta-feira, que traz matérias sobre plantas e jardinagem.
Dou umas cochiladas, "pesco" e fico nesse dorme-acorda até a hora de levantar.
Faço meu café e meu dia começa.
Mas eu queria dormir igual a um anjinho, como dizem.
É isso.



                                     

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Lincoln

                                     




Voltei para casa após o trabalho e liguei a TV, após atender à minha exigente gataiada, claro. Zapeei pelos canais e logo começaria o filme Lincoln, com o excelente ator britânico Daniel Day-Lewis.

Assisti a outros filmes com esse ator e me chama a atenção a capacidade e talento que ele tem para fazer sotaques de acordo com a época representada no filme. Brilhante!
Gosto de assistir aos filmes na língua original, no caso do inglês, e gosto de observar os sotaques da língua: inglês britânico, americano, canadense, australiano...
O filme começa e eu durmo sentada! 
Acordo já no final do filme e rio de mim mesma e da situação.
Verei o filme novamente, quando repetir, e pretendo não dormir.
É isso.



                                     


                                     

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Querer

Caminhar em chão de terra no meu Sertão
                             


Começo a melhorar, graças a Deus.
As dores persistem e o entrevamento também, mas estão mais toleráveis.
Amanhã tenho muito o que fazer pela casa; tentarei fazer mais.
Estou com dificuldade para abaixar e preciso me sentar para tomar banho, pegar coisas no chão e até para limpar a caixa de areia dos gatos.
Vou aos poucos.
Faço apenas o básico que é lavar a louça, varrer o chão e coisas assim, mas algo mais pesado está fora de cogitação.
Tenho problemas com o lixo pesado por causa da areia sanitária dos gatos. A areia úmida fica muito pesada e como não consigo levar o saco de lixo até lá fora, eu o arrasto. Depois preciso passar pano com desinfetante e detergente para limpar a trilha deixada.
E mesmo arrastando é um peso e tanto.
O problema é que não sinto na hora em que estou pra lá e pra cá, sinto depois que paro. Basta o corpo esfriar que as dores vêm com tudo.
Estive bem mal essa semana que passou e até chorei, me revoltei, questionei Deus e o Povo lá de Cima.
Como é possível viver com tanta dor?!
Precisa doer tanto mesmo?!
Tem que entrevar tudo o que é junta (articulação)?
Pés, joelhos, ombros, coluna, quadris... Pelo amor de Deus!
Queria tanto me deitar e só levantar no dia seguinte sem dores, sem entrevamento, sem ter que fazer malabarismos para caminhar até o banheiro, sem sofrer.
Apenas andar como qualquer pessoa normal, sem ossos e articulações duras e doloridas.
É querer demais?


                                         

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sustança

                                              


Consegui dormir bem ontem. 
O cansaço e a sonolência causados pelo remédio permitiram-me uma boa noite de sono.
Acho que foi para compensar o que viria depois: dor de cabeça e mal estar.
Acordei bem, mas alguns minutos depois a cabeça começou a doer e me incomodou o dia todo. 
Mas o incômodo maior estava por vir e ainda continua: vizinho celebrando aniversário com churrasco e música alta, claro. O detalhe sórdido fica pelo fato de a festa acontecer no meio da rua, literalmente. O simpático e barulhento vizinho colocou o som na garagem, a churrasqueira na calçada e os convidados circulam livremente enquanto se servem. Legal, né?
Pessoas sentadas na minha calçada, crianças tentando pegar meus gatos pelas grades do portão, a fumaça do churrasco adentrando minha humilde residência e a horrenda música a tocar. Agora a pouco cantaram parabéns para o infame; será que significa que a festa está perto do fim?!
Não, não acredito. Esse povo é barulhento e exagerado e a festa vai noite adentro. Veremos...
O rega bofe começou às 14hs e continua firme e forte até agora, 20h30.
Bom...
Tentei descansar, dormir um pouco, mas não foi possível.
Meu irmão Fubá, Preta e a bela adormecida Rafaela passaram por aqui.
Como não consegui descansar, decidi cuidar das minhas plantas. Troquei algumas de vasos, podei outras e reguei a todas.
Fiquei com fominha e cozinhei jerimum (abóbora), fiz cuscuz nordestino (fubá, farinha, água e sal e cozinha no vapor) e fiz leite em pó.  Depois de pronto, comi. 
Coisa boa. Dá a maior sustança (substância).
O camarada come um bom cuscuz com jerimum, ou macaxeira, ou batata doce e com um bom xicrão de café e terá sustança para aguentar o dia todinho. Graças a Deus.
Se tiver um queijo coalho assado na brasa e uma tapioca feitinha na hora, aí é que a coisa fica muito mais melhor de boa. Ave Maria.
Sinto que vou precisar de muita sustança para aguentar o barulho que pelo jeito vai longe.


                                              

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Despertador

Nosso primo Beguinho sempre dormia em nossa casa. Hoje ele dorme com Deus.
Beguinho dormia no quarto dos meus irmãos e minha avó. Ele pedia para papai ou Mãevelha chamá-lo de manhã cedo para ir trabalhar.
Mas Beguinho começou a reparar que todas as manhãs, à mesma hora, Rogério soltava um de seus estrondosos peidos; seguido pelos não menos expansivos Naldão, Fubá e até nossa avó.
Quando papai ou Mãevelha o chamavam, ele já estava de pé.
Isso se repetiu várias vezes.
Num fim de semana Beguinho foi dormir em nossa casa e papai perguntou se queria que o chamasse na manhã seguinte. O primo diz: "Precisa não, tio".
"Está certo, meu filho. Me esqueci que amanhã é sábado e você não trabalha."
"Não tio. Não é isso não. É que todos os dias, à mesma hora, os primos peidam e me acordam. Nem precisa do senhor me chamar".