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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Lincoln

                                     




Voltei para casa após o trabalho e liguei a TV, após atender à minha exigente gataiada, claro. Zapeei pelos canais e logo começaria o filme Lincoln, com o excelente ator britânico Daniel Day-Lewis.

Assisti a outros filmes com esse ator e me chama a atenção a capacidade e talento que ele tem para fazer sotaques de acordo com a época representada no filme. Brilhante!
Gosto de assistir aos filmes na língua original, no caso do inglês, e gosto de observar os sotaques da língua: inglês britânico, americano, canadense, australiano...
O filme começa e eu durmo sentada! 
Acordo já no final do filme e rio de mim mesma e da situação.
Verei o filme novamente, quando repetir, e pretendo não dormir.
É isso.



                                     


                                     

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Esperança

                            

Me preparava para escrever, mas eis que estou visitando algumas páginas de grupos que protegem animais e acabei me demorando.
Nesse ínterim, uma moça, membro do nosso grupo americano de apoio a acromegálicos, pergunta se falo Português, pois há uma portuguesa que não fala bem inglês e quer adquirir informações sobre a doença, tratamento e dividir histórias com os outros membros.
Falei com a nova colega portuguesa e dividimos um pouco de nossa história.
Depois recebi ligação de uma amiga e conversei por um bom tempo com ela. Falei sobre minhas preocupações, medos e angústias. Esperanças também.
Como diziam os antigos: "Há males que vêm para o bem".
Têm coisas que ao mesmo tempo me deixam triste, esperançosa, aliviada e feliz, talvez.
Sei não.
Amanhã escreverei mais.
Boa Noite.

                                



























sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Liquidificador, Amor, Violência

                           


Assisto às vezes aos programas do Datena e o Marcelo Rezende; assisto quando a Matinê da Cultura não está muito legal.
Às vezes prefiro assistir a programação infantil a assistir a programação para adultos. Tem cada coisa chaaaaaaaaata!
Bom...
Além dos crimes mostrados pelos programas, têm os crimes de violência contra a mulher. E sabe o que é que me da raiva? Mulheres que apanham do marido, amante, Ricardão, ficante ou qualquer cabra que vista calças e se ache muito macho e no direito de descer a porrada na mulher e ainda assim ela dizer que o ama!
Fico doida com uma coisa dessa.
Mulheres com o rosto desfigurado, inchado, olhos roxos, dentes quebrados, ameaças de morte e tantas outras formas de violência contra elas. Mas mesmo assim elas dizem que os amam, que os perdoam e ainda acreditam que eles vão mudar. Não,não vão,minha senhora.
Li ambos os livros do autor americano especialista em segurança, Gavin de Becker: "The Gift of Fear" e "Protecting the Gift". Não sei se tem versão em português. Deveria ter, são ótimos livros.
O autor aborda vários casos sobre violência e em muitos deles as tragédias que se seguiram poderiam ser evitadas.
Em um dos casos o autor fala sobre o caso de uma jovem que vivia em um relacionamento abusivo. O namorado batia nela e a chamava de nomes nada agradáveis. Quando a fúria passava, ele dizia que fez aquilo porque ela o fez fazer aquilo e que a amava. Que não vivia sem ela, que ela era o verdadeiro amor de sua vida e todo o discurso falsamente romântico de um psicopata violento.
Primeiro: Ninguém é de ninguém. As pessoas se relacionam porque se gostam e não devem achar que têm o direito de atormentar o/a parceiro/a em nome de um amor que agride e mata.
Segundo: Não tem essa que ninguém vive sem ninguém. Balela. Ninguém vive sem água, alimento e oxigênio. Beleza?
Se casamento fosse bom não precisaria de testemunha.
Conheci pessoas que viviam em uma relação tensa, cheia de stress, desconfiança, ciúme doentio. Se duas pessoas se gostam de verdade, por que e para que tanta desconfiança e ciúme? A não ser que o cara namore uma periguete ou coisa do gênero e aí não pode-se esperar fidelidade. Na boa.
Parece que a mulherada está desesperada hoje em dia e à caça de um homem, uma vez que há dois tipos de homens: os casados ou os que já têm namorado. Com todo respeito.
Homem cabra macho e de caráter deveria ser incluído pelo IBAMA como espécie em extinção.
Mas essa falta masculina não deveria deixar a mulher volúvel, fácil, submissa.
Homem é igual a liquidificador, não serve para muita coisa, mas temos que tê-lo.
Desculpem se usei palavras fortes, não tenho a intenção de ofender ninguém.
É que me arretei.
É isso.

   

                              


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Não sei que título dar

                                         


Trabalhei bastante na casa; arrumei, limpei, cozinhei, preparei guloseimas e me lasquei depois com dores nos ossos e nas juntas.
Mas tenho que fazer, se não a casa cria "biziu", como dizia meu tio Nelson. Nunca soube o que raios é "biziu".
Fotografei meus gatos, cuidei das plantas, li o Estadão e esperei...
Chuviscou, tiro a roupa do varal, troco a água dos gatos e ouço vozes infantis vindo da calçada; era o menino do vizinho brincando com meu gatos. Legal.
"Seus gatos são lindos e bem cuidados, né?"
"São sim".
Ligo a TV e alguns canais não funcionam, a imagem estava estática e quadriculada. Não assisti o Fantástico e nem ao Café Filosófico.
Assisti então ao seriado americano "Criminal Minds" e depois abri computador para ler e responder e-mails. 
Leio a mensagem escrita por minha colega de faculdade na qual diz que seu pai teve um AVC(acidente vascular cerebral, o popular derrame) e está na U.T.I. Ele tem 69 anos.
Fiquei absurdamente triste. Meu Deus.
Lembrei de papai e mamãe.
O pai da minha colega havia levantado para ir ao banheiro, mas sentiu-se mal e sentou-se na cama e ficou assim por muito tempo. Os braços tremiam e ele olhava fixamente para o teto. Chamam ambulância, chegam ao hospital e é necessário bater boca com médicos e enfermeiros para que o senhor seja atendido, e isso porque é convênio! Se fosse o Susi (SUS, na linguagem de papai) seria pior. Ou não!
Há um desrespeito tão grande pelas pessoas, principalmente para com os idosos. Acho que essas pessoas se esquecem que um dia ficarão velhas também.
Conversei depois com pessoas do grupo Acromegaly Support e, assim como eu, a maioria delas sofre preconceito e sente-se observada e escrutinada como se elas fossem animais raros.
Algumas mulheres acromegálicas desse grupo contaram suas histórias sobre quando eram "normais" e tinham namorados e/ou maridos, mas que após os efeitos físicos da Acromegalia, seus digníssimos e perfeitíssimos ex companheiros as deixaram para trás, como se fossem descartáveis.
Outro rapaz acromegálico comentou que ia almoçar no restaurante com uma amiga e torcia para que as pessoas não o atormentassem devido à sua aparência. Em inglês americano somos chamados de "freak" (aberração).
Acho que é isso. Somaram-se o trabalho pela casa, a espera, a conversa com meus semelhantes acromegálicos e o estado de saúde do pai da minha colega e eu fiquei meio sobrecarregada de emoções.
Acho que estou ficando velha.