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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Lincoln

                                     




Voltei para casa após o trabalho e liguei a TV, após atender à minha exigente gataiada, claro. Zapeei pelos canais e logo começaria o filme Lincoln, com o excelente ator britânico Daniel Day-Lewis.

Assisti a outros filmes com esse ator e me chama a atenção a capacidade e talento que ele tem para fazer sotaques de acordo com a época representada no filme. Brilhante!
Gosto de assistir aos filmes na língua original, no caso do inglês, e gosto de observar os sotaques da língua: inglês britânico, americano, canadense, australiano...
O filme começa e eu durmo sentada! 
Acordo já no final do filme e rio de mim mesma e da situação.
Verei o filme novamente, quando repetir, e pretendo não dormir.
É isso.



                                     


                                     

sábado, 14 de dezembro de 2013

Orquídea

                                      


Dias não muito quentes e noites frias. Perfeito!
Bati os quatro cantos do mundo, como dizia mamãe. Fui ao banco, supermercado e ainda passei rapidamente na casa da minha irmã Rosi para deixar os chocotones que comprei erroneamente.
Gosto do panetone de frutas e amo chocolate, mas não gosto dos dois misturados. Vai entender...
Fui comprar ração seca e molhada e encontrei bons preços no Carrefour, por incrível que pareça. Comprei frutas, panetone de frutas, café, ração seca e molhada e ainda dei uma olhada nos livros e roupas em oferta. Olhei as plantas também e fiquei louca por uma orquídea e pelo bonsai.
Não gostei das roupas; tudo muito brilhoso, até parece que saíram do túnel do tempo de alguma novela dos anos 70. Gostei não.
Os shorts também estão com um corte estranho:cintura muito alta e o corte muito curto e cavado, até parece uma calcinha grande. Calças compridas com boca de sino; não, obrigada.
Desisti das roupas e fui ver os livros em oferta: livros de auto ajuda, religiosos e livros da nova literatura com vampiros, bruxas, tigres, figuras místicas... 
Não, obrigada.
Eu raramente me interesso por livros e filmes da moda, os chamados "best sellers e blockbusters".
Senti fominha e decidi almoçar por lá mesmo e o mais legal é que a partir das quatro da tarde o preço da comida, vendida por quilo, abaixa. 
Fiz meu pratinho e para beber sempre peço iced tea (chá gelado) e depois tomo bastante água.
Tudo terminado, volto para casa.
A gataiada fica eufórica, sabe que deve ter algo que muito lhes interessam naquelas sacolinhas plásticas de supermercado. Alimentei a todos e fui para a sala e, como sempre, adormeci. 
Acordei com o barulho da molecada brincando na rua, dos vizinhos xucros falando alto, como sempre, e dos cachorrinhos latindo na minha calçada: queriam comida.
Acho que vou buscar aquela orquídea tão linda e o bonsai também.
É isso.


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Locadora

                                     


Fui à locadora com minha irmã Rosi. Alugamos vários filmes e enquanto o funcionário organizava tudo, sou observada por dois homens que estão do outro lado da rua. A locadora fica em uma esquina.
Dali a pouco um deles entra na locadora e faz perguntas sobre os filmes, lançamentos futuros, preço da locação etc... Mas era tudo desculpa, o nobre e gentil cavalheiro queria me ver mais de perto e tirar a dúvida que assola dez entre quinze ignorantes: "Será homem ou mulher?"
Oh céus!
O cara entrou, perguntou, disfarçou, mas quando me olhou de frente, me mediu de baixo para cima e vice versa. Desagradável, deselegante, humilhante, machista, mesquinho, para dizer o mínimo.
Todo dia é assim. Todo dia, em todo lugar que eu vá é assim. Sou observada, olhada, averiguada...
Isso incomoda, isso é chato, isso é desagradável.
A Acromegalia é uma doença rara e pouco conhecida mas por outro lado, têm alguns acromegálicos famosos e isso ajudaria a divulgar conhecimento sobre a doença e assim evitar o preconceito.
Será?
Mas doenças raras ou não, as pessoas são tao insensíveis e cegas de consciência que não pensam duas vezes antes de olhar e julgar o outro que não seja "normal".
Basta ser um pouco diferente, ter uma aparência diferente e pronto, é prato cheio para os curiosos, ignorantes e preconceituosos.
Tem hora que cansa, que enche mesmo.
Na verdade, toda hora cansa e enche!
Não sou animal raro, não sou uma criatura ou uma espécie rara, sou humana, demasiado humana.
Rara é a minha doença e raras são as pessoas que respeitam aqueles que não são "normais".
Estou cansada dessa raridade.
É isso.

                                         

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Filmes

                            


Gosto de filmes, principalmente os com histórias simples, bonitas e verossímeis. Não gosto dos Block Busters, cheios de explosões e efeitos especiais mirabolantes onde um cara sozinho mata a quadrilha de vilões e salva o planeta e isso sem desmanchar o penteado.
Eu gostava das Panteras, o Incrível Hulk, A Mulher Maravilha, Os Gatões, O Agente 86, A Feiticeira, Jeannie é um Gênio, A mulher biônica, O homem de seis milhões de dólares e muitos outros.
Eu queria ter a força do braço direito dos biônicos, a velocidade das pernas, o ouvido biônico e o olho biônico. Já pensou? Nem precisaria ir de carro para os lugares, bastava correr. Ver de longe o que está acontecendo e ouvir as fofocas do povo, não que eu goste, claro. Mas ia ser muito legal. Achava a mulher biônica meio melancólica e o homem biônico meio brutamontes.
Achava o marido da Feiticeira muito machista, pois a proibia de usar seus poderes mágicos, mas tinha a sogra para lhe infernizar a vida. Era engraçado.
Jeannie é um gênio era meio abestada e atrapalhada, só fazia burrada e metia seu amo em encrencas. Era a típica "lôra burra".
Eu adorava esses filmes e viajava na imaginação.
É isso.

                             

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Fantástico

                                             


O Fantástico era programa obrigatório em nossa casa nas noites de domingo. Assistíamos aos Trapalhões, quando Renato Aragão era engraçado de verdade e antes de se tornar esse senhor bobo que usa as mesmas velhas gracinhas: extintor de incêndio, água e outras bobagens.
O Fantástico era apresentado de forma séria, elegante, educativa até. Hoje o programa está mais parecido com um Reality Show que faz qualquer coisa para atrair a audiência. Ontem, por exemplo, colocaram dois grupos de fãs dos atores vampirescos da saga Crepúsculo para discutir a suposta traição da mocinha branquela de cabelo ensebado no vampiro-fada.
Não aguentei e mudei de canal. Pelo amor de Deus! Cadê aquele Fantástico de séries interessantes e inteligentes sobre saúde, sociedade, cultura e outros?
Zapeei pelos canais e parei no Canal Futura; ia começar o filme "O enigma de Kaspar Hauser". O filme conta a história real de um garoto criado isolado em uma torre e com uma suposta relação com a nobreza alemã do século XIX (19).
Kaspar Hauser não falava, aprendeu depois, confundia sonho com realidade e tinha uma inteligência avançada para alguém com sua história.
Ótimo filme.
Aliás, gosto de filmes antigos, simples, sem estrelas e estrelismos e sem excesso de efeitos especiais. 
Acho que os efeitos especiais de última geração servem também para disfarçar a péssima atuação de atores e atrizes bonitinhos mas ordinários da geração moderna.
Claro que há filmes ótimos, mas têm uns que me fizeram ficar com raiva de mim mesma por ter assistido tal coisa: "Como pude?!"
É isso.


                                            

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Reinações de Beatriz


Recebi esse e-mail da minha irmã Rosi, mãe de Beatriz.
Já falei que Bibi é inteligentíssima, lindíssima, espertíssima e muitos outros "íssimas".
Falo tudo isso sem exagero, pois apenas falo a verdade e nem sou tão coruja assim!

                                              


Oi Rejane,

Uma da Bia, mais umas!

Passava o comercial sobre a série “As Brasileiras”.  Algumas atrizes ela conhece de outros trabalhos, por exemplo: “Olha mãe, a Cláudia da novela Aquele Beijo”, é a Giovanna Antonelli. A Norma da Insensato Coração, é a Glória Pires, a Chiara(novela do Totó) é a Maria Ximenes, enfim.....
Aí ela sai com essa ideia, eu adorei só falta agora avisar pra Globo! “Mãe por que eles não fazem “Os Brasileiros” ??? Não seria legal?” Pergunta Beatriz.
Respondo que sim, séria ótimo, afinal porque só contar histórias sobre mulheres né!? E pergunto se ela teria sugestões de nomes de atores, pra testar se ela também conhece/associa algum como faz com as atrizes.
Bia responde: “O Selton Mello do filme O Palhaço que a gente assistiu, e o Rodrigo Santoro, porque ele é bonito né mãe?! Claro que eu concordo! Pouco depois passa um comercial de escola de inglês com quem? Rodrigo Santoro. E Bia fala: Olha lá mãe o Rodrigo Santoro. E o pai dela pergunta: “Desde quando você sabe quem é Rodrigo Santoro menina???. E Bia não se deixa abater: Ué pai, não lembra que a gente foi ver o filme “Reis e Ratos”? Tem ele, o Selton Mello e o Jorginho da Novela!, lembra?
E o pai olha pra mim com cara de incrédulo e orgulhoso. Nossa precoce brasileirinha já tem lá suas, boas, preferências.
Aliás, o Jorginho da Novela também daria um ótimo brasileiro, Cauã Reymond!

Essa é sua sobrinha.

Ontem ela perguntou sobre a palavra “Bravo”. Dei o significado mais próximo ao nosso dia a dia: bravo, chateado, nervoso... Aí ela deu o exemplo de um desenho em que alguém chama outro de “bravo cavaleiro!. Expliquei que aí significa corajoso, valente.... Mãe, mas nem um desses combina com o que o Cebolinha e o Cascão falaram quando acabou a exibição de um filme no episódio em que eu assisti no meu DVD da Turma da Mônica? Eles batem palmas e gritam “Bravo, bravo...”
Ahhhh, disse eu, aí significa ótimo, bom, gostei do filme, legal,.......
Nossa mãe! Como uma palavrinha só pode significar tanta coisa né!?
Pois é, filha! É a sua língua, vai se acostumando. Ela ri, e fala “língua, que engraçado”
Lá vamos nós pra outra explicação.............!

Muito legal ver a Beatriz descobrindo o mundo, e a Língua Portuguesa. Não tem preço!


Beatriz
                                           

quarta-feira, 28 de março de 2012

Feliz Ano Velho

                                               


Anos depois, já adulta, ganho de minha professora do Curso Técnico de Administração, o livro "Feliz Ano Velho" de Marcelo Rubens Paiva".
Todos os alunos ganharam livros e eu tive a sorte de ganhar justamente o livro que eu mais queria.
A professora havia escrito uma dedicatória muito bacana para mim e quando eu me sentia triste, pegava o livro e lia aquela parte e me sentia melhor.
Temos depois é lançado o filme baseado no livro e eu assisti e não gostei.
Geralmente os filmes procuram ser fiéis ao livro, com algumas sutis diferenças, mas muitas vezes o filme foge à proposta inicial da história do livro. Aí fica chato.
Há uma personagem no livro, uma pernambucana de pele e cabelos claros, que namora a personagem do autor; mas no filme foi interpreta por Malu Mader: morena e com seu sotaque "carioquêixxxxxxxxxxx".
Malu Mader é uma ótima atriz, mas como outras atrizes e atores cariocas, têm dificuldade em fazer o sotaque nordestino. Lembram da novela "Senhora do Destino" onde a Carolina Dieckmann fazia o papel de uma retirante nordestina? Pois é.
Já a atriz Juliana Paes fez um bom sotaque como uma pernambucana de Olinda na série "As Brasileiras". Gostei.
Bom...
Meu precioso livro "Feliz Ano Velho" foi lido, relido, emprestado, devolvido e...Sumiu!
É, sumiu. 
Não vou entrar em detalhes para evitar manifestações de desagrado via mensagem de texto. Não entendeu? Mas eu sim. E como!
Beleza.
Agora leio o livro do Lobão, "50 Anos A Mil", presente de aniversário de minha irmã Rosi e meu cunhado Pepê.
:)