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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Cardiologista

                               


Fui ao consultório da cardiologista, Drª Vera. Há dez anos sou paciente da doutora e gosto muito do seu profissionalismo, seriedade e respeito para comigo e todos os outros pacientes.
Eu havia mudado de convênio médico, o antigo estava dificultando muito as coisas e colocando muitos empecilhos para fazer exames e/ou agendar consultas. Troquei.
O convênio atual é mais caro e não é tarefa fácil pagar as mensalidades pontualmente; às vezes atraso alguns dias, mas o convênio oferece melhores hospitais, a liberdade de escolher médicos e laboratórios.
Fiquei animada ao descobrir que a Drª Vera aceita o convênio atual e que atende no consultório que fica no meu bairro! Isso é ótimo, não preciso mais ficar presa no trânsito da Marginal Tietê, Radial Leste, 23 de Maio... 
É, mas os neurocirurgiões continuam no mesmo lugar, na parte chique e nobre da Zona Sul.
Bom...
A cardiologista é paciente, ouve o que temos a dizer e sempre investiga quaisquer suspeitas aparentes; se encontrar algo diferente e que não seja de sua especialidade, nos encaminha para um colega que possa cuidar do problema. Foi assim que fiquei sabendo sobre os cálculos renais (pedra nos rins) e fiz as litotripsias.
Devo fazer exames de sangue e mais um ecocardiograma; já fiz o eletrocardiograma na própria clínica cardiológica. Muito mais prático.
Bom, reencontrei a cardiologista que gosto e confio e não voltarei mais ao médico com corpinho de caminhoneiro e simpatia zero.
Agora falta achar um endocrinologista.
É isso.


                                       


                                      


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Consulta, Cardiologista, Caminhoneiro, Carrões

                                     

Assistia ao programa A Liga que falava sobre baladas. 
Balada para mim é coletivo de balas perdidas. 
Bom...
Mostravam dois tipos de baladas: a dos ricos e a dos pobres da ZL. É nóis.
O que separa essas baladas é o poder aquisitivo das pessoas, porque a futilidade é a mesma. Desculpa aí.
Tanto as meninas pobres quanto as ricas usam salto alto, vestidinhos curtos, muita maquiagem e cabelinho esticadinho. Os meninos ricos usam roupas de marca e os da ala pobre também; todos se esforçam para manter o status, mesmo que para isso todo o salário do mês seja comprometido.
Antes de saírem para a balada param em um bar para um "aquecimento" onde são consumidos litros e litros de bebidas alcoólicas e energéticos. A turma rica gasta mais de dois mil reais nas bebidas do "aquecimento pré balada". 
Só bebem, e se um grupo pedir, por exemplo, cinco garrafas de champagne, o outro grupo pede seis ou sete, é para competir quem gasta mais, quem pode mais.
Futilidade.
Muita bebida, carrões, aparência, exibicionismo, ostentação, vazio.
Como as pessoas podem se esforçar tanto para parecerem aquilo que não são?
Provar o quê pra quem? 
O valor de um produto não tem nada a ver com suas características físicas, já disse Karl Marx.
Assisti parcialmente ao programa, é muita babaquice para meu gosto, mudei de canal e depois decidi me deitar e além do mais, eu teria consulta com o cardiologista na manhã seguinte.
Saio pelas ruas afora no meu humilde possante e vou ao bairro do Tatuapé, o novo Morumbi da ZL. Prédios de luxo, carrões e ostentação. Aguardo o farol abrir e estou entre dois baita carrões, um KIA Sorento e um IX35, e ambos tocam as mesmas musiquinhas chiclete de mal gosto. Nossa! No sentido contrário vem uma Pick Up gigantesca tocando som de balada em altíssimo volume que estrondava os tímpanos dos inocentes ao redor. O dinheiro compra carrões potentes mas não compra bom gosto e educação.
Chego ao consultório do cardiologista, faço a ficha e aguardo. Sou chamada e ao entrar no consultório sou atendida por um homem gorducho, com barriguinha de cerveja que lembrava um caminhoneiro, com todo respeito. O doutor de poucas palavras e paciência igual não usava jaleco, estranhei.
Fez as perguntas de praxe, mediu minha pressão, que para variar estava alta e fiz um eletrocardiograma: Bloqueio divisional antero superior esquerdo. Nada de mais ou de muito grave, apenas um desvio formado pelo esforço do coração para bombear o sangue; esforço acentuado pela pressão alta. 
Segundo o cardiologista, é necessário controlar a pressão e evitar que ela fique nos altos e constantes 16x11, é isso que sobrecarrega o coração. A Acromegalia intensifica o problema já existente e hereditário, papai e mamãe eram hipertensos assim como boa parte da família. 
Às vezes a situação piora e a pressão chega os 22 ou 24x18, aí o risco de um AVC (acidente vascular cerebral) o famoso derrame, é bem maior.
Vou fazer um ecocardiograma e exames de sangue e tomar mais um remédio para o controle da pressão e quando os exames estiverem prontos, os levarei ao lacônico doutor com cara e corpinho de caminhoneiro. 
Aliás, é uma coisa que me incomoda e tira um pouco da credibilidade que poderia depositar em determinado profissional: médicos obesos e/ou fumantes. Não combina. Profissionais da saúde deveriam zelar pela própria saúde para dar o exemplo aos pacientes. Na boa, que moral tem um médico gorducho e/ou fumante? Dá para confiar em um profissional assim? Dá não.
Vou cuidar de mim.
É isso.