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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Suflê

                                  




Mais um domingo...
Fiquei em casa, ouvi Rock, lavei roupas, fiz café, comi panetone, assisti TV, cozinhei.
Foi mais um domingo solitário, mas eu gosto de ficar só algumas vezes.
Assisti a alguns programas de culinária e depois fico com vontade de comer as guloseimas que são preparadas.
Fiquei com vontade de comer macarrão e cozinhei spaghetti. Fiz suco de melão com limão. 
Melão é uma fruta difícil de saber/reconhecer quando está boa para o consumo; comprei um melão grande e bonito mas estava ressecado por dentro e o jeito foi fazer suco.
Os gatinhos miando aos meus pés enquanto eu estava na cozinha preparando meu macarrão; os danadinhos já sabem pedir ração e sabem que quando vou para a cozinha é que alguma coisa boa vai sair dali.
Eles estão sapecas, bagunceiros, arteiros, muitos fofos e lindos. Exploram todos os cantos da casa, brincam com as plantas e quebram folhas e galhos, mordem fios, puxam o rabo fofo e peludo de Ébano Nêgo Lindo; tudo para eles é festa e novidade. Mas meu neguinho lindo não vê assim e reage com patadas.
Todas as crianças são curiosas, arteiras e sapecas, não importa a que espécie animal pertençam.
Havia visto uma receita de suflê de chocolate no programa Mais Você, da Ana Maria Braga, e fiquei com vontade.
Suflé é um prato que eu sempre tive vontade de experimentar, mas eu tinha medo de fazer. Parece que todo suflê murcha quando esfria.
A receita, bem fácil de fazer, pedia marshmallow mas eu não tinha o doce e também não gosto muito. Fiz apenas com o chocolate e ficou bom. É claro que murchou depois, mas mesmo assim ficou um bolo fininho, muito fofo, molhadinho e delicioso.
A receita também pedia uma calda de chocolate para disfarçar e preencher aquele espaço que fica entre o suflê murcho e a borda da forma, mas eu não fiz calda nenhuma e comi o suflê com sorvete de brigadeiro. Ficou bom.
Bom...
Mais um fim de semana que se vai e o próximo abuso só no próximo fim de semana. Durante a semana é quase tudo natureba e inicio o dia com granola e iogurte de soja. Delícia.
É isso.





                                   



terça-feira, 20 de novembro de 2012

Confraternização

                             


Fim de ano chegando e com ele chega a correria para fazer as compras de Natal, os presentes do amigo secreto ou amigo oculto, os alimentos a serem preparados para a ceia... Uma correria só.
Lojas cheias, trânsito caótico, dificuldade para estacionar e o pior: encontrar presentes que caibam nos bolsos e agradem aqueles a quem serão destinados.
Eu não gostava, e ainda hoje tenho receio, de comprar presentes para meus irmãos Rogério, Fubá e para minha falecida mãe. Que Deus a tenha.
Se, por exemplo, eles ganhassem uma camiseta branca, diriam: "Mas não tinha um branco mais claro? Um branco mais escuro?"
Nada estava bom e tudo tinha um pequeno defeito. Era dose!
Bom...
As empresas também fazem comemorações de fim de ano e ou levam os funcionários para almoçar fora ou entregam cestas de Natal com as guloseimas que adoramos.
Em um determinado final de ano a metalúrgica decide levar os funcionários para almoçar em uma churrascaria e lá vão todos eles vestidos em suas melhores roupas de domingo.
Papai nunca tinha ido a um restaurante ou churrascaria e ficou admirado com a variedade e quantidade de carnes. Era muita fartura.
Papai não dá folga aos garçons e diz "sim" para todas as carnes que lhe oferecem. Papai nem passa perto do buffet de saladas.
Papai come, come e come e repara que um colega seu vai ao buffet de saladas e depois ao buffet de massas e volta com prato cheio de folhas e macarrão; papai fica doido e diz ao colega light: "Oxe! Deixa de ser besta! Macarrão e folha a gente come em casa, tem que encher o bucho é de carne!"
Papai volta algumas horas depois e põe-se a criticar o colega: "Mas é um cabra muito besta mesmo. O cabra vai à churrascaria e em vez de comer carne, vai comer macarrão e salada. Eu quero é carne, não sou boi pra comer mato! Pode uma coisa dessa? Tem que aproveitar quando dá, né não?"
Acho que meus irmãos têm a quem puxar.
É isso.