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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Super & Receitas

                                             


Os programas matinais são até razoáveis, ao contrário dos programas da tarde.
Gosto de assistir aos telejornais e depois aos programas de culinária. Gosto de programas que mostram receitas simples e com ingredientes "normais", sem muita frescura e invencionice.
Receitas que levam ingredientes básicos e acessíveis ao pobres mortais e nada de ingrediente caro, raro e importado. A não ser para quem goste e possa.
Outra coisa que estranho nesses programas de culinária é que alguns são de outros países e os hábitos alimentares deles são diferentes dos nossos. Tem muita coisa estranha enlatada que não encontramos aqui por simplesmente não fazer parte de nosso cardápio.
Acho interessantes os programas do Olivier Anquier e Jamie Oliver e gostava das calóricas e deliciosas receitas da Palmirinha. 
Tem um programa novo que descobri por acaso, é o Nestlé com você e que usa os ótimos produtos da marca, claro. 
São receitas rápidas, práticas e fáceis de fazer assim como as receitas do programa Dia a Dia com Daniel Bork. O problema do Dia a Dia foi a mudança de horário, das 10hs para as 8hs, um horário muito besta.
O problema da maioria desses programas é o excesso de "recadinhos" que faz com que o apresentador pare com a receita para poder dá-los. É uma infinidade de produtos e serviços oferecidos e que prometem mil maravilhas. São planos de saúde, odontológicos, máquinas, objetos, tranqueiras e muitas inutilidades domésticas.
Sabe aquele produto que precisamos desesperadamente comprar e que quando compramos usamos uma ou duas vezes e depois acaba o encanto e o produto volta para a caixa da embalagem e fica lá mofando? Pois é.
Outro problema que assola não só aos programas de culinária, mas ao resto da programação também é o vício linguístico. Explico: Alguém fala uma palavra que parece fashion e chic, alguém ouve essa palavra e decide repeti-la à exaustão porque é chic e fashion, outros "alguéns" ouvem e a repetem porque se alguém famoso, rico, bonito, chic e fashion falou é porque a dita palavra também é chic e fashion.
Tivemos a moda do "a nível de" e agora é a moda do "super". Super isso, super aquilo, super lindo, super fácil de abrir, super fácil de fazer, super, super, super...
É super chato o que fazem com a super inculta e bela Língua Portuguesa.


                                           


                                             

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Marcas antigas




Na minha época não tinha muita variedade de produtos de higiene e limpeza. 
Vivíamos com o básico: shampoo, creme rinse, sabonete  e talco. Não havia essa variedade enorme de produtos que há hoje. São vários tipos de shampoo, cremes, condicionadores, anti frizz, live in, pomadas, sabonete líquido, loções etc...
Usávamos shamppo Colorama e creme para pentear Neutrox.
Talcos da Avon. 
Sabonete Alma de Flores, Senador, Lux Luxo ou Phebo.
Para limpar a pele usávamos Leite de Rosas ou Àgua de Colônia.
Para manter a pele macia, mamãe usava creme Pond´s ou Nívea.
Bisavó Gina e Mãevelha tomavam banho com sabão de coco e só quando iam passear é que usavam o sabonete Phebo ou Alma de Flores. Posso dizer que os sabonetes duravam bastante tempo na casa de minha avó e bisavó.
Após lavar os cabelos, Mãevelha passava óleo Johnson´s. Ficavam tão cheirosos os longos e finos cabelos da minha avó.
Papai gostava do perfume Seiva de Alfazema e eu gostava da figura de uma moça com trajes típicos em meio a uma plantação roxa de lavanda.
Se uma criança estivesse sem apetite, dava-lhe Biotônico Fontoura ou Óleo de Fígado de Bacalhau. Lembro-me do homem com um peixe nas costas.
A maioria desses produtos ainda é fabricada e parecem resistir bravamente  à enxurrada de novas marcas.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Comerciais

                                            
Gosto de observar e analisar os comerciais de televisão para depois comentá-los com minhas irmãs.
O talento brasileiro não deixa nada a dever aos talentos estrangeiros, mas tem um povo meio sem noção. 
O povo forma-se em Propaganda, Publicidade e Marketing e cria cada coisa estranha e ainda é pago por isso e pra isso!
Um dos comerciais que amo odiar é o de uma marca de achocolatado no qual duas vacas, (ou seriam bois?) cantam e dançam ou então dizem a "verdade".
E a marca do achocolatado pagou por isso!.
Outro que também amo odiar é o de uma marca de goma de mascar onde o casalzinho de namorados encontra a ex do rapaz e esta se transforma numa criatura gigante. O pior é a atual namorada dizer que a ex é uma "fofa". 
Não gosto dos comerciais de cerveja. A maioria deles abusa da imagem de mulheres seminuas fazendo caras e bocas sensuais. Outros ainda conseguem piorar o que já é ruim e colocam uns "Zé Ruelas, Manés" hipnotizados por... advinha?
A impressão que se dá, pelo menos para mim, é que comerciais de cerveja são direcionados apenas para homens e lésbicas, como se mulheres hétero e homens gays não tomassem cerveja!
Há uma tênue linha separando sensualidade de vulgaridade. Mas algumas pessoas não se dão conta disso.
Comerciais de banco também me irritam pela facilidade de seus serviços e a simpatia de seus gerentes. Não é bem assim na vida real; fica mais de uma hora na fila pra você ver gente abusada se aproveitar do caixa preferencial, tiozinhos aposentados com envelopes lotados de papéis e contas a pagar, velhinhas frágeis que se atrapalham com os dígitos de suas senhas e ficam um tempão tentando fazer um saque ou pagar uma simples conta.
Bancos com vinte terminais de caixas mas só dois ou três funcionários para atender o povão na fila. O brasileiro parece adorar uma fila, né não?
Detesto o falso moralismo também. Houve um comercial muito bacana das sandálias Havaianas no qual a avó fala sobre sexo com a neta. Os puritanos de plantão reclamaram do comercial, mas não reclamam quando há mulheres siliconadas mostrando a única coisa que têm para mostrar: seus atributos físicos turbinados no bisturi.
Mas há comerciais muito bacanas.
Gosto principalmente de comerciais de carros.
Ri muito com o comercial do Renault Duster ao ver homens chorando por já terem comprado outro carro.
O falso moralismo também atingiu um comercial de carros e nesse caso foi o Nissan Frontier, o dos "Pôneis Malditos". O problema aqui foi o de associar figuras infantis -pôneis- com a palavra "maldita". 
Associar mulher seminua com a palavra "gostosa", pode.
Um comercial que me encantou foi quando do lançamento do carro Fiat Linea.
O rapaz dirige o carro e a voz do GPS (Global Position System - Sistema de Posicionamento Global) diz para ele entrar em uma rua, mas ele segue o sentido contrário só para alcançar uma moça vestida com roupas simples, cabelos presos no alto da cabeça e que caminha tranquilamente segurando um livro. 
Achei esse comercial lindo e respeitoso para com as mulheres. Romântico também.
A moça não estava rebolando, não fazia caras e bocas e estava vestida!
Acho que não precisa apelar para mostrar ou vender um produto; bom gosto, elegância e respeito valorizam muito mais o produto.
Na minha humilde opinião de consumidora de bens, produtos e serviços.