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domingo, 3 de março de 2013

Melhores do Ano

                                


Estou tentando acompanhar o programa do Faustão com a eleição e premiação de os melhores do ano.
Concordo com o prêmio dado a alguns e discordo de outros, mas o que está me deixando invocada e propensa a mais uma implicância é a categoria música do ano, ou melhor música do ano, sei lá.
Até agora cantaram um tal de Naldo e esses dois rapazes de calças justas a rebolar e a cantar o tal do Camaro Amarelo. Jesus.
Já perguntei e pergunto de novo: O que está acontecendo com nossa música popular brasileira? Se popularizou demais?
O problema dessas musiquinhas chiclete é que quando um gênio lança uma pérola logo em seguida outros sub gênios lançam porcaria igual ou pior.
A moda era musiquinha com refrão repletos de monossílabos: bara bere, parapapa, tchu tcha, tche teche re re...
A moda agora é fazer musiquinha sobre carros e já foram "homenageados" o Camaro da Chevrolet, Fiorino da Fiat e Dodge Ram. 
Dizem que o cara com carrão pega qualquer mulher. De fato, o cara pode ser um Mané mas o carrão o transforma em um bonitão atraente. E a mulher que se facilita porque o cara tem um carrão, não é uma mulher, é uma piriguete fácil.
Ainda não ouvi, graças a Deus, a terceira música concorrente e nem é preciso fazer muito esforço para adivinhar qual será; certamente é algo pegajoso com monossílabos ou falando sobre carros.
Bons tempos aqueles em que MÚSICA era feita e cantada por Djavan, Zé Ramalho, Fagner, Elis Regina, Família Caymmi, Raul Seixas...
Bons tempos aqueles em que SERTANEJO era cantado por duplas de homens simples cujas roupas apenas combinavam. Sertanejo que cantava as coisas simples da terra, os amores do sertão, a vida na roça. Mas hoje o sertanejo só tem rapazes com calças grudadas e cantando musiquinhas idiotas.
Me pergunto de novo: E quando acabarem as monossílabas e os carros, sobre o que cantaram os ditos cujos?
Não quero nem pensar.
É isso.

                        
                                         

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Carros, Possantes e Carrões

                               


A Indústria Automobilística Brasileira melhorou bastante nas mais recentes décadas, e, de carroças, passou a produzir ou importar carros bem melhores.
Sou da época em que Ford Scort, Santana e Monza eram os carrões da moda e  sonho daqueles que sonhavam em um dia ter um desses, principalmente os jovens, que sonhavam com o Scort Conversível. Nossa!
O Monza e o Santana tinham uma pegada mais austera enquanto o Scort era mais jovem e dinâmico, especialmente o modelo conversível.
Os anos se passaram, os carros melhoram e ficaram mais acessíveis e por conta disso as ruas e Marginais estão sempre congestionadas.
Os modelos SUV (Sport Utility Vehicle - Veículo Utilitário) estão na moda e são o sonho de consumo da maioria das pessoas.
Não havia muitos modelos SUV no país, lembro do antigão Veraneio e da Blazer, ambos da GM.
Hoje tem-se um infinidade de modelos e cada um mais interessante que o outro.
Mas essa evolução automobilística no país trouxe um problema: as pessoas/motoristas não estão aptas e/ou capacitadas a dirigir um carro do porte de um SUV. São carros grandes e fica difícil manobrar para colocar na vaga e estacionar, no caso de quem não tem muita experiência.
Estacionei meu pequeno possante na rua, próximo a uma calçada, e ainda tinha vaga para mais uns dois ou três carros. Aguardo no carro e dali a pouco ouço uma buzina e vejo sinais de luz; era o rapaz pequeno e franzino dirigindo seu Dodge Durango, carro monstruosamente grande e lindo.
O rapaz franzino queria estacionar o carrão em frente à sua empresa e entre o local em que eu estava e o carro da frente, cabia até um caminhão! Mas ele não conseguia fazer a baliza e pediu que eu saísse para ele estacionar.
Saí e voltei, tranquilamente.
Pensei comigo: "Por que esse moço comprou um carro desse tamanho se não sabe dirigir direito?!".
Fui ao consultório do ortopedista e estacionei em uma das três vagas em frente ao local. Dali a pouco alguém me chama e diz que a motorista de um Renault Duster havia encostado no meu carro; fui lá fora e ela disse que não havia encostado, que manobrou novamente até conseguir colocar o carro na vaga. Segundo soube, ela manobrou umas três vezes até conseguir estacionar e isso porque o Duster é de porte médio, se comparado a alguns outros modelos SUV.
As pessoas querem ter um SUV porque está na moda, porque é bonitinho, porque querem se exibir, porque querem competir com alguém que tem e uma infinidade de motivos, mas o problema é que muitas estão habituadas a modelos menores e quando estão em um modelo maior, ficam meio perdidas e fazem burrada. Haja vista a moça do Renaut Duster e o rapaz franzino do Dodge Durango.
Mas eu quero um IX35.
É isso.



IX35, Dodge Durango e Renault Duster


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sala

Li artigo que fala sobre empreendimentos imobiliários destinados aos muito ricos e que trazem como novidade salas amplas onde os carros são estacionados/guardados.
Esse negócio de carro na sala fez-me lembrar das decorações de antigamente em casa de pobre, como a nossa.
Na nossa época, alguns eletrodomésticos eram coisa de e para gente rica e quando um pobre conseguia comprar um, o exibia na sala. Explico.
Liquidificadores, batedeiras de bolo, microondas e afins eram colocados na estante da sala! O objetivo era mesmo fazer com que as visitas vissem aqueles aparelhos modernos e naturalmente ficassem com inveja.
As mulheres faziam capinhas de tricô e crochê para cobrir os liquidificadores, batedeiras, cafeteiras etc... e tal.
Já disse aqui e repito: pobre é besta mesmo!
É isso.

                                  

quinta-feira, 22 de março de 2012

Pode ser

                                        


Minha sobrinha Maria Julia me ligou para desejar feliz aniversário, agradeci e perguntei se estava tudo bem com ela, os pais e os irmãos.
Tudo bem, graças a Deus.
Que Deus guarde aquelas crianças, minha Nossa Senhora.
Maria Julia me diz que quer o ovo de páscoa das Princesas, Vinícius quer do Homem Aranha e Bruno quer do filme Carros.
Maria Julia diz: "Tia Rejane, não precisa ser um ovo muito grande não, viu? Pode ser um ovo pequeno; assim, de uns quatrocentos gramas".


                                            


                                                 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Comerciais

                                            
Gosto de observar e analisar os comerciais de televisão para depois comentá-los com minhas irmãs.
O talento brasileiro não deixa nada a dever aos talentos estrangeiros, mas tem um povo meio sem noção. 
O povo forma-se em Propaganda, Publicidade e Marketing e cria cada coisa estranha e ainda é pago por isso e pra isso!
Um dos comerciais que amo odiar é o de uma marca de achocolatado no qual duas vacas, (ou seriam bois?) cantam e dançam ou então dizem a "verdade".
E a marca do achocolatado pagou por isso!.
Outro que também amo odiar é o de uma marca de goma de mascar onde o casalzinho de namorados encontra a ex do rapaz e esta se transforma numa criatura gigante. O pior é a atual namorada dizer que a ex é uma "fofa". 
Não gosto dos comerciais de cerveja. A maioria deles abusa da imagem de mulheres seminuas fazendo caras e bocas sensuais. Outros ainda conseguem piorar o que já é ruim e colocam uns "Zé Ruelas, Manés" hipnotizados por... advinha?
A impressão que se dá, pelo menos para mim, é que comerciais de cerveja são direcionados apenas para homens e lésbicas, como se mulheres hétero e homens gays não tomassem cerveja!
Há uma tênue linha separando sensualidade de vulgaridade. Mas algumas pessoas não se dão conta disso.
Comerciais de banco também me irritam pela facilidade de seus serviços e a simpatia de seus gerentes. Não é bem assim na vida real; fica mais de uma hora na fila pra você ver gente abusada se aproveitar do caixa preferencial, tiozinhos aposentados com envelopes lotados de papéis e contas a pagar, velhinhas frágeis que se atrapalham com os dígitos de suas senhas e ficam um tempão tentando fazer um saque ou pagar uma simples conta.
Bancos com vinte terminais de caixas mas só dois ou três funcionários para atender o povão na fila. O brasileiro parece adorar uma fila, né não?
Detesto o falso moralismo também. Houve um comercial muito bacana das sandálias Havaianas no qual a avó fala sobre sexo com a neta. Os puritanos de plantão reclamaram do comercial, mas não reclamam quando há mulheres siliconadas mostrando a única coisa que têm para mostrar: seus atributos físicos turbinados no bisturi.
Mas há comerciais muito bacanas.
Gosto principalmente de comerciais de carros.
Ri muito com o comercial do Renault Duster ao ver homens chorando por já terem comprado outro carro.
O falso moralismo também atingiu um comercial de carros e nesse caso foi o Nissan Frontier, o dos "Pôneis Malditos". O problema aqui foi o de associar figuras infantis -pôneis- com a palavra "maldita". 
Associar mulher seminua com a palavra "gostosa", pode.
Um comercial que me encantou foi quando do lançamento do carro Fiat Linea.
O rapaz dirige o carro e a voz do GPS (Global Position System - Sistema de Posicionamento Global) diz para ele entrar em uma rua, mas ele segue o sentido contrário só para alcançar uma moça vestida com roupas simples, cabelos presos no alto da cabeça e que caminha tranquilamente segurando um livro. 
Achei esse comercial lindo e respeitoso para com as mulheres. Romântico também.
A moça não estava rebolando, não fazia caras e bocas e estava vestida!
Acho que não precisa apelar para mostrar ou vender um produto; bom gosto, elegância e respeito valorizam muito mais o produto.
Na minha humilde opinião de consumidora de bens, produtos e serviços.