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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Carinho

                              



Estava ainda na cama com a gataiada disputando espaço sobre mim. São pesados e mesmo deitada o peso deles incomoda minha coluna. Eu os tiro de cima de mim, mas eles voltam.
Toca o celular e era meu irmão Fubá perguntando se eu queria pão fresquinho que ele acabara de assar; aceitei, claro.
Ele manda pão, manteiga e banana por um menino da comunidade onde mora.
O menino procura minha casa e os funcionários de uma transportadora vizinha tentam dissuadi-lo a entregar-lhes a encomenda, mas isso não acontece.
Abro a porta e chamo o menino e os marmanjos da transportara disfarçaram dizendo que estavam ajudando o moleque a encontrar minha casa. Tá.
Foi divertido.
Gosto de comer pão com banana, banana frita, banana com farinha e café, banana caramelada (caramelizada?).
Pouco tempo depois recebo a curta visita de uma colega e ela traz goiabinhas pra mim. Ela disse que se lembrou que eu gostava dessas coisas e trouxe pra mim. Achei muito carinhoso da parte dela e do meu irmão também.
Essa semana ainda recebi almoço, pão de queijo e rosquinhas enviados por minha irmã Rosi. Carinhoso também.
É disso que eu gosto e de que a vida é feita: de pequenas demonstrações de carinho e respeito.
Carbohidratos e carinho. 
Carboidratos?
Adoro essas coisas.
É isso.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Bolinhos e Rosquinhas

                              


Fiz bolinhos de chuva e os polvilhei com açúcar. 
Preparei um bom café forte e doce na medida. Tomei deliciosos goles entre uma mordida e outra nos bolinhos.
Minha avó Mãevelha adorava bolinhos com café ou às vezes com chá Mate Leão. 
Em épocas difíceis e de pouco dinheiro, mamãe preparava bolinhos para a mistura. Acho tão estranho esse termo.
Farinha de trigo, ovos, sal, óleo, fermento em pó químico, tomate, cebola, alho, folhas, temperos...
Misturava tudo e despejava colheradas no óleo quente; os bolinhos ficavam macios, deliciosos e devorávamos com o arroz e o feijão de cada dia.
Em dias melhores eu fazia rosquinhas; dava um trabalhão mas o resultado eram roquinhas douradas, fofinhas, polvilhadas com açúcar, deliciosas.
Mamãe nem esperava eu fritar as rosquinhas direito e ia colocando-as em um tigela, polvilhando-as com açúcar e devorando-as.
Era dor de barriga na certa.
Eu dizia para mamãe esperar esfriar, que as rosquinhas estavam quentes, que ia fazer mal... Mas mamãe era gulosa, devorava uma boa meia dúzia de rosquinhas, se não mais, e depois reclamava. E ainda tinha a cara de pau de dizer que não gostava muito de doces.
Era tão bom.
É isso.