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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Carinho

                              



Estava ainda na cama com a gataiada disputando espaço sobre mim. São pesados e mesmo deitada o peso deles incomoda minha coluna. Eu os tiro de cima de mim, mas eles voltam.
Toca o celular e era meu irmão Fubá perguntando se eu queria pão fresquinho que ele acabara de assar; aceitei, claro.
Ele manda pão, manteiga e banana por um menino da comunidade onde mora.
O menino procura minha casa e os funcionários de uma transportadora vizinha tentam dissuadi-lo a entregar-lhes a encomenda, mas isso não acontece.
Abro a porta e chamo o menino e os marmanjos da transportara disfarçaram dizendo que estavam ajudando o moleque a encontrar minha casa. Tá.
Foi divertido.
Gosto de comer pão com banana, banana frita, banana com farinha e café, banana caramelada (caramelizada?).
Pouco tempo depois recebo a curta visita de uma colega e ela traz goiabinhas pra mim. Ela disse que se lembrou que eu gostava dessas coisas e trouxe pra mim. Achei muito carinhoso da parte dela e do meu irmão também.
Essa semana ainda recebi almoço, pão de queijo e rosquinhas enviados por minha irmã Rosi. Carinhoso também.
É disso que eu gosto e de que a vida é feita: de pequenas demonstrações de carinho e respeito.
Carbohidratos e carinho. 
Carboidratos?
Adoro essas coisas.
É isso.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Pedro Pepê

                                   


Hoje é o aniversário do meu cunhado Pedro, o Pepê.
Pepê é um cara bacana, inteligente, alegre, bom caráter e alguém em que se pode contar e confiar quando o bicho pega.
Fiz um bolo de coco para ele, aliás, coco é uma das coisas que Pepê mais gosta.
Acho que o bolo ficou bom, eu fiz com muito carinho, e em cada colherada de ingrediente, pedi a Deus que olhasse por meu cunhado e lhe fizesse a vida mais tranquila. O cabra já trabalhou muito e merece descanso de toda essa loucura da vida sempre corrida desse meu Santo São Paulo.
Pedi a Deus que o bolo fosse como um remédio bom, e a cada pedaço comido,  uma cura para nossos males. 
Que nos seja dado aquilo que precisamos e não aquilo que queremos. 
Tem diferença sim.
Que seja dado ao meu cunhado Pepê o que ele precisa e que sua vida seja boa, meu Deus.
Amém.

                                

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Filhos

                                    



Filhos...  Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?...


Poema "Enjoadinho", de Vinicius de Moraes.

Lembrei desse poema após ver um rapaz com visual a la Gusttavo Lima. Não sei para que raios esses dois "T" sendo que o nome do cabra é Nivaldo. Lindo.
E aí pensei comigo: "Deus existe mesmo!". Explico.
Não tive filhos, quis muito, mas não deu. Paciência. O jeito é mimar os sobrinhos, que são muitos.
Além do rapaz fashion vi também um grupo de pré adolescentes carregando e fumando, não sei o termo correto, um narguilé. Cadê os pais dessas crianças?
E é aí que entra a confirmação da Onipresente, Onisciente e Onipotente existência e presença de Deus.
Não tive filhos, e como dizia mamãe:"Deus sabe o que faz", e sabe mesmo.
Se eu tivesse filhos eu os ensinaria a ser educados, a cumprimentar as pessoas, a ser estudiosos e andar na linha. Ai deles se se metessem a besta, a fazer coisa errada e principalmente, usar esses visuais abestados de cabelo raspado, arrepiado, roupinhas justas, coloridas e outras bestagens. Ia não.
Para começar, eu diria o que ouvi tantas vezes de mamãe e do meu povo antigo: "Tu tá na minha casa, comendo do meu feijão, então vai seguir nos meus conformes. Quando tu se sustentar sozinho/a e pagar as próprias contas, aí pode fazer o que quiser, mas se fizer burrada,não venha com o rabo entre as pernas pedir ajuda. A responsabilidade é sua!".
Sou antiga, de hábitos antigos, conservadores e tradicionais. Sou de respeitar as pessoas e acredito que o respeito e a educação começam em casa, respeitando pai e mãe. 
Tive minhas divergências com papai e mamãe, mas sempre os respeitei, nunca usei palavrões ou termos chulos para com eles. Eu sabia das suas lutas, das dificuldades pelas quais passamos e isso incutiu em mim os sentimentos de respeito, agradecimento e admiração.
Uma mania que acho errada é de muitos pais dizerem que dão ou darão aos filhos tudo o que nunca tiveram. Legal? Acho que não. Acredito que agindo assim criarão monstros egoístas e sem limites.
O correto é dar amor, carinho e atenção e se tiver condições, presentear sim, mas sem exageros. Têm pais ausentes que compensam sua ausência, frieza e distanciamento comprando tudo o que a criança quer só para compensar sua incompetência em ser pai ou mãe. 
Carinho não se compra e educação, amor e presença não se trocam por presentes.
O mundo anda tão complicado e não se fazem mais pais e mãe como antigamente.
É isso.

                                 


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cada coisa

Estou a zapear pelos canais da TV, como sempre, e vejo cada coisa.
Eu pretendia escrever hoje mas Branca Maria está numa fase carente e dengosa e isso dificulta a escrita. Explico: Branca está no meu colo e com a cabeça apoiada em meu braço, portanto, escrevo com uma mão só.
Vou dar atenção, manha, dengo, lundu e amor a Branca e amanhã escrevo.
Não tem nada melhor do que ter um ombro amigo, ouvidos amigos, mãos amigas quando precisamos de um afago, de uma atenção, de carinho.
Branca Maria precisa de mim, de minha atenção, de meu carinho e eu não posso negar.
É isso.

Branca Maria
                                      
                                      

domingo, 12 de agosto de 2012

Mãos

                                           

Adoro mãos de bebês e crianças. Os pezinhos também.
Ontem vi minha sobrinha Rafaela e a pequena está crescida, sabida e muito linda.
Beijei suas mãos e seus cabelos negros e macios; cantei "Prenda Minha", sua canção favorita.
Sonhei esta noite com pessoas conhecidas, pessoas por quem tenho muito carinho, apesar de não vê-las sempre. 
Minhas mãos tocavam as mãos dessas pessoas, pediam ajuda.
Acordei meio triste e pedi a Deus que proteja essas pessoas.
Lembrei das mãos fofinhas, gorduchas e pintadas de mamãe e de Mãevelha. 
Mamãe dizia que à medida que envelhecemos mais pintas vão aparecendo pelo corpo e pelas mãos. Mamãe dizia também que quem tem muita pinta é sinal de que vai ficar rico um dia.
Estou esperançosa e confiante!
Vou para a cama, os gatos me esperam.
Não sei o que faço acordada a essa hora, acho que estou adivinhando chuva, como dizia Mãevelha.
É isso.

Rafaela, a corinthiana mais linda que há
                                       

quarta-feira, 14 de março de 2012

Sorriso

Branca, Alice (rindo) e Aurora
                                                             

Algumas pessoas dizem que animais não pensam e não sentem; discordo totalmente.
Animais são inteligentes e manipuladores e sabem muito bem como usar aqueles adoráveis olhos pidões.
Meus gatos associaram minhas saídas de casa à sacolas de compras e ração molhada.
Explico. Quando vou sair digo a eles que fiquem com Deus que eu vou com Deus e que se der, trarei uma coisa gostosa para todos.
Saio e quando volto já posso escutar Aurora miando de dentro de casa. Ela é a líder da gangue felina e sempre vai na frente para verificar como estão as coisas.
Abro a porta e preciso tomar cuidado para não machucar ninguém, pois estão todos a me esperar impacientemente.
Coloco as sacolas de compras em cima da mesa e a euforia começa. Procuro a ração molhada que tanto adoram e distribuo nos potinhos deles.
Comem, se lambuzam, se lambem, ficam felizes.
Depois eles saem à minha procura, deitam-se no chão, viram pra lá e pra cá, fazem charme para mim e me olham com seus brilhantes olhos felinos.  Afago, dou carinho, muita manha, muito dengo, muito lundu. 
Eles me olham e percebo uma expressão de alegria e satisfação que lembra muito um sorriso.
Estão todos felizes e sorridentes com suas barriguinhas cheias.
E como disse Renato Russo em uma canção: "E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?"



As três Marias
                                           

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ébano

Já chegou chegando. Até parece que já me conhecia.
Entrou em casa, correu pra lá e pra cá, mexeu nas plantas; se aconchegou no meu colo (o que causou uma fúria ciumenta das gatas, principalmente de Aurora).
Ébano era da vizinha, que apenas dava-lhe água e ração. Mas Ébano queria e precisava de mais. Miava muito, subia na máquina de lavar e miava olhando em direção ao meu quintal. Eu colocava a escada perto do muro e conversava com ele e acho que foi isso que fez aumentar a vontade de Ébano de fazer mudanças em sua vida.
Falei com a vizinha, que tem um menino de 3 anos com problemas respiratórios, disse a ela que seria melhor deixar o filho crescer e ficar mais forte para poder ter saúde para cuidar de um animalzinho. Ela concordou comigo e passou-me Ébano por cima do muro.
Ébano come, bebe, brinca, dorme e é perseguido por Aurora, a Terrível. Mas ele parece gostar dessa perseguição e ela também.
Cansados, ambos se aconchegam num cantinho fofo e confortável e dormem o sono dos justos.
Hoje pela manhã a vizinha comentou que Ébano não miou de noite e nem estava miando naquele momento.
Disse à vizinha que não basta apenas comida e água, precisamos também de comida e água para o espírito. Carinho, amor, frescura, mimos e manhas em doses certas para todas as criaturas.
Era isso que Ébano tentava dizer à sua antiga dona, mas ela não entendia.
Eu entendi.

Ébano Panda Massimino Da Silva